All For You

4 De volta a Hogwarts.


Notas iniciais
Olá...
Muito obrigada pelos comentários, fico feliz que estejam gostando...
O Scorpion será uma peça importante, inimigo não, ele seria como um guardião...
Mas aguardem...

Os dois aparataram na escola, agora sem proteção. Afinal, não havia perigo.

-Harry – chamou Hagrid de longe.

O guarda caças estava do jeito que Harry e Rony se lembravam. Exceto pelas barbas e cabelos brancos e algumas rugas.

-Hagrid, que saudades. Já conheceu Rose e Alvo?

-Já sim e a pequena Mabel. Ela é a cara da Luna. – o gigante deu uma risada. – Mas o que os trás aqui tão cedo? Já estão com tanta saudade assim?

-Viemos ver os garotos – respondeu Rony. – E Neville?

-Deve estar em aula agora. Mas vão indo.

Os dois se dirigiram ao castelo. Pediram a um professor novato para falar com a diretora.

-Bem vindos de volta – saudou Minerva – O que fazem aqui?

-Queremos falar com Rose e Alvo. – respondeu Harry.

-E com Neville também se for possível.

-É muito grave? – perguntou Minerva já desconfiando do que era.

-Recebemos uma coruja hoje cedo, das crianças, dizendo de um garoto novo. Com o sobrenome Riddle.

-Ah sim. – a diretora se levantou – Também fiquei surpresa. Não consegui ver o garoto direito, com a confusão dos primeiros dias, vocês sabem. Mas vou pedir que Edward chame seus filhos e o professor Longbotton.

-Quem é Edward? – perguntou Rony.

-É um sobrinho de Filch – Minerva sorriu – Nada se parece com o tio. Thiago o adora.

-Nem quero imaginar por que. – sussurrou Harry.

Um jovem bronzeado de cabelos espetados entrou na sala da diretora alguns minutos depois.

-Diretora – ele começou a falar ofegante – eu recebi seu o recado pela moeda. Os garotos estão a caminho e o professor Longbotton pediu para esperar uns dez minutos.

-Obrigada Edward. Pode se retirar.

-Com licença – o garoto saiu tentando disfarçar o entusiasmo de ver Harry Potter tão de perto.

-Moeda Minerva? – perguntou Rony desconfiado.

-É – a diretora começou a falar sorrindo – tomei a liberdade de pegar emprestada a idéia de sua esposa, Ronald. Muito pratico.

-Papai – a voz de Alvo invadiu a diretoria. O garotinho abraçou Harry que retribuiu o abraço.

-Pai – Rose fez o mesmo que o primo.

-Você recebeu nossa carta pai? – perguntou Thiago sério como Harry nunca tinha visto – não queríamos preocupar vocês...

-Thiago, vocês fizeram o certo. – disse Harry sério.

-Com licença diretora – Neville apareceu só o rosto que deixara de ser gorducho com o tempo e agora tinha uma expressão séria e dura, mas com traços doces.

-Entre Neville.

-Neville – Rony cumprimentou o velho amigo com um abraço e Harry fez o mesmo em seguida.

As crianças se olhavam. Menos Mabel, que tinha chegado junto com o pai, olhava sonhadora para as paredes da sala da diretora.

-Imagino que tenham vindo pelo mistério de Anthony Ridlle?

-É sim Neville. Recebemos as corujas das crianças essa manhã e viemos correndo para dar uma olhada. – explicou Harry.

-O que você achou Neville? – perguntou Rony.

-Bem – Neville começou a andar pela sala um pouco nervoso – é difícil dizer ainda. No entanto, ele tem algo estranho. A turma dele tem aula de Herbologia junto com a turma das crianças, que foi a primeira aula essa manhã. Ele se sentou sozinho no fundo da sala...

Enquanto Neville conversava com Harry e Rony, Rose pensava na aula de Herbologia daquela manhã. O tal Anthony não tirava os olhos dela e dos primos, mas todas as perguntas dirigidas a ele feitas por Neville durante a aula, o garoto soube responder como se estivesse realmente prestando atenção. Rose estava confusa entre contar ou não a todos na sala.

-Tudo bem Neville – começou Harry – é bom ficar de olho nele.

-Vou ficar – Neville saiu para continuar sua aula.

-Nós também vamos papai – começou Alvo – as inscrições para o teste de quadribol são agora nesse intervalo de aula. Vamos Rosinha – chamou Alvo.

-Vamos.

-Você vai se inscrever filha? – perguntou Rony todo orgulhos.

-Vou – Rose tinha as bochechas rosadas – Thiago me convenceu.

O olhar de Rony para Rose era bem mais que orgulho. Rose sempre sentiu que o pai podia ver através dela só de olhar. Quando Harry saiu na frente com Alvo e Thiago, dando dicas a eles para passarem no teste, Rony a chamou no corredor.

-Você está bem Rosa? – perguntou Rony olhando desconfiado para a filha.

-Sim papai, por quê?

-Você parecia pensativa na sala da professora Minerva. Você quer me contar alguma coisa?

Essa frase pareceu despertar algo na cabeça de Rose Weasley. Ela viu Anthony Ridlle parado no fim do corredor e depois uma imagem destorcida de Alvo Dumbledore alguns anos mais jovem do que ela conhecia conversando com um garoto de rosto frio que em seguida se transformou em Anthony.

-Rose – foi a ultima coisa que ela ouviu antes de desmaiar nos braços do pai.

Rose foi despertando aos poucos e seu pai foi entrando em foco.

-Rosinha – Rony sentou-se ao lado dela – como você está?

-Meio tonta – Rose se sentou devagar.

-Você nos assustou filha. O que houve?

Aos poucos as imagens de Anthony foram voltando à mente de Rose Weasley. Era tudo tão confuso. Dumbledore, Anthony e outro garoto que ela não reconheceu.

-Eu vi umas coisas pai – Rose começou a falar encarando Rony — Vi Dumbledore bem jovem conversando com um garoto que logo se transformou em Anthony.

-Como?

-É – a garota começou a mexer nervosamente no cobertor que a cobria – foi depois de você me perguntar se eu queria te contar alguma coisa.

Rony se levantou. Foi ate a porta da enfermaria e chamou alguém. Harry entrou em seguida.

-Querida – Ronald voltou a se sentar na cama – conte para o tio Harry como era esse garoto que conversava com Dumbledore.

Rose fechou os olhos invocando a lembrança do garoto.

-Ele era pálido com cabelos bem escuros. Tinha um olhar frio e ele parecia ter realmente algo para contar a Dumbledore.

Harry olhou para a sobrinha. Não entendia como era possível Rose ver uma cena que se passou quase cem anos antes de seu nascimento.

-Rony – começou Harry – ela viu Tom conversando com Dumbledore sobre os ataques da Câmara Secreta.

Rony arregalou os olhos. Estava apavorado.

-Filha – começou Rony se levantando – eu vou andar pela escola com seu tio Harry. Você deve receber alta amanhã.

-Papai eu... – Rose queria saber tudo sobre o que tinha ocorrido com ela.

-Rose Weasley – Rony segurou o queixo da filha – esqueça isso. Por favor, fique longe desse garoto.

-Tudo bem papai – disse Rose desapontada enquanto o pai lhe dava um beijo na testa.

Quando Rony e Harry saíram, Harry quebrou o silencio.

-Rony, eu não quero te preocupar, mas você sabe que ela não vai esquecer.

-Sei – Rony suspirou – ela tem o espírito de Mione. Logo Thiago, Alvo e Mabel estarão sabendo tambem.

Enquanto os dois andavam pelos corredores de Hogwarts, Harry pensava: Ronald tinha razão.

-Rony, Harry – Neville chamou pelos dois no final do corredor – como está Rosinha?

-Ah ela já despertou – respondeu Rony – Neville, você pode nos mostrar o tal Anthony?

-Claro.

Enquanto seguiam para os jardins da escola, Harry e Rony contavam a Neville o que Rose viu.

-Isso é estranho... – Neville parou a frase – Olhem – apontou para um garoto encostado em uma arvore. – aquele é Anthony Ridlle.

Harry e Rony olharam o garoto com atenção. Usava as vestes da Sonserina, tinha cabelos negros espetados e uma pele pálida. Anthony lia um livro grande e estranho.

-Que livro é aquele Neville?

-Olhei nos registros da biblioteca e ele não foi lá pegar livro nenhum. Suponho que tenha trazido de casa.

-Ele não fez amigos?

-Não. – respondeu Neville.

-O que você acha Harry? – perguntou Rony — Só sei que o quero bem longe da minha Rose...

-Mas eu acho que ele veio pra ficar bem perto dela. – respondeu Harry.

Notas finais
Mais um capitulo, espero que gostem...
Bjs...