All For You

2 Hogwarts e a Seleção


Notas iniciais
Estão gostando?
O Anthony é um grande mistério e a mamãe dele também...

Tiago desceu no Expresso Hogwarts junto com os primos.

-Encontro vocês mais tarde. Tenho que ir pra lá. – o garoto apontou para as carruagens.

-Ok. – responderam Rose, Alvo e Mabel.

Os três ficaram esperando alguma orientação.

-Finalmente encontrei vocês. — Hagrid, o guarda-caças de Hogwarts, olhava os três com seus olhinhos de besouro escondido na barba e sobrancelha já grisalhas – Estava ansioso para conhecê-los.

-Hagrid? – disse Alvo.

-Isso mesmo. Você deve ser Alvo Potter, você Rose Weasley e você com esses olhos só pode ser Mabel Longbotton. – ele dizia e apontava para cada um deles.

-Isso. – Rose concordou cheia de si.

-Será que vocês me darão tanta dor de cabeça quanto seus pais?

Os três riram.

-Não sabemos. Mas o sangue do Potter corre aqui. – disse Alvo apontando para os punhos.

-Isso responde minha pergunta. Mas vamos – Hagrid levou os três ate os barcos – daqui a pouco começa a seleção e o jantar. Ah o jantar... – Hagrid suspirou.

A seleção, Alvo tinha esquecido. Teve uma conversa com Harry na estação. O pai lhe disse que um dos melhores diretores de Hogwarts era sonserino. A pessoa que tinha dado origem a um de seus nomes. Severo. Alvo não gostava muito do segundo nome, mas nunca dissera isso ao pai.

Mesmo com tudo que Harry lhe disse, ele continuava preocupado.

-Alvo – chamou Mabel – você esta bem?

-Oi? Ah estou – Alvo sorriu para a amiga. – Só estava pensando.

-Olha que lindo – disse Rose olhando o castelo de Hogwarts se aproximar.

-Papai não disse que chegaríamos de barco.

-Talvez ele quisesse fazer uma surpresa – disse Mabel.

-É pode ser.

Na entrada do castelo, Neville esperava os alunos do primeiro ano.

-Bem vindo.

Mabel sorriu para o pai que retribuiu com uma piscadela.

-Daqui a alguns minutos vou conduzi-los ate o salão. Lá haverá a seleção de suas casas que todos devem conhecer muito bem cada uma delas, mas são Grifinoria, Sonserina, Corvinal e Lufa-Lufa e em seguida o jantar de boas vindas.

Rose ouvia Neville falar e olhava a volta cada um de seus colegas.

Encostado no corrimão viu Scorpius Malfoy. Já ouvira o pai contar sobre Draco Malfoy, tudo que ele fizera e como se arrependeu e os ajudou. Draco se tornou um amigo distante dos Potter e Weasley. Rose conhecia Scorpius, mas não trocou mais de duas frases com ele. Ele se virou na direção dela e lhe sorriu. Rose sentiu as bochechas corarem e sorriu de volta.

Ao desviar o olhar, notou outro garoto. Ele tinha cabelos escuros e era bem pálido. Tinha feições tranqüilas, mas algo em seus olhos deixou Rose Weasley incomodada.

-Muito bem, venham comigo.

-Tio Neville esta tão diferente não é Mabel?

-Aqui ele é professor Longbotton Alvo. – disse Rose.

-Assim você fala igual a sua mãe. – disse Alvo sorrindo.

-Mamãe me falou para não misturar as coisas. – começou Mabel olhando o céu estrelado dentro do salão. – Aqui ele não será meu pai, será meu professor.

-Juntem-se aqui. Mais depressa ai atrás.

A mesa dos professores era exatamente como Alvo imaginava quando seus pais contavam a ele. Uma longa mesa, com uma cadeira maior que a outras ao meio. Onde estava a diretora. Minerva McGonagal.

-Quando eu chamar seus nomes sente-se e me deixem colocar o chapéu seletor em suas cabeças. Quando ele disser a casa, se dirijam ao seu lugar. Burton, Anne...

Os nomes foram sendo chamados por ordem alfabética de sobrenome.

-Longbotton, Mabel...

Ouviram alguns sussurros quando Mabel se sentou.

-Deixe me ver. Uma mente fantasiosa como de Luna Lovegood e assustada, mas brilhante como de Neville Longbotton. – disse o chapéu. – Acho que Corvinal seria uma boa tentativa.

Palmas e gritos da mesa da Corvinal.

-Malfoy, Scorpius.

Scorpius se dirigiu ate o banquinho.

-Você não é mal, mas tem as determinações de seu pai. Não há o que discutir. Sonserina.

Scorpius se sentou cheio de si.

-Potter, Alvo.

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-Potter – pensou Anthony.

Ouvira a vida toda sobre os Potter. Agora ele o tinha ali, bem em sua frente.

-Será fácil. Ele não parece tudo o que o pai pode ter sido.

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-Sonserina não – disse Alvo com as bochechas vermelhas e sentindo o suor escorrer pela testa.

-Arry – exclamou o chapéu – seu pai disse a mesma frase. Os Potter têm alguma coisa que me deixam em duvida. Seu irmão foi à mesma coisa “Sonserina não!” ele disse. Não mesmo?

-Não, por favor!

-Tudo bem, Grifinoria.

A mesa da Grifinoria quase foi a baixo. Mais um Potter.

Mais dois nomes foram chamados. Alvo ria junto com Tiago na mesa. E sorriam para a prima que parecia nervosa esperando a sua vez.

-Riddle, Anthony.

O silencio tomou conta do salão. O sorriso nos rostos de Tiago e Alvo desapareceram. Ridlle? Como assim? Ate Neville piscou os olhos para ter certeza de que lera corretamente.

-Riddle? – disse uma garota ao lado de Alvo – Já ouvi esse nome.

O garoto que chamou a atenção de Rose minutos atrás se sentou no baquinho.

O chapéu nem se encostou a sua cabeça.

-Sonserina.

Anthony se dirigiu a mesa que se manteve em silencio.

Neville pigarreou para retornar a atenção.

-Stevens, Fiona.

Rose já não agüentava mais. Sentia-se enjoada de tanta ansiedade.

-Weasley, Rose.

As mãos suavam.

-Weasley, Rose.

Quando percebeu, Rose era a única aluna.

-Rosinha... – sussurrou Neville.

-Ah – Rose ficou corada e se sentou no banquinho.

-Meu Deus, mais uma Weasley. Qual é o problema de vocês?

Rose olhou de canto para Neville que sorria para ela.

-Mal sabe ele que daqui a uns anos tem mais dois – pensou Rose.

-Não tem nem o que discutir. Filha do Herdeiro de Grifinoria. Só pode ser Grifinoria.

Um alivio tomou conta da ruivinha.

Rose se sentou com os primos na mesa da Grifinoria.

A diretora, Minerva se levantou.

-Bem vindos novatos e mais uma vez bem vindos os que retornam a Hogwarts para mais um ano letivo. Quero dar alguns avisos aos novatos. A floresta continua proibida...

-Sei – disse Tiago com um tom displicente – vou lá todo fim de semana.

-Como? E ninguém te vê?

-Tenho meus segredos prima.

-... As aulas de DCAT estão suspensas por motivos que não vem ao caso no momento.

-Novidade – disse Tiago.

-... Chega de palavras. Bom apetite a todos.

O jantar farto de Hogwarts surgiu nas quatro mesas.

-Primo – chamou Rose – o que você achou daquele garoto? O Ridlle?

-Não sei Rosinha, mas é melhor ficarmos longe dele. Acho que ate vou mandar isso para o papai na minha próxima coruja.

-Ele vai ficar preocupado Tiago.

-Mas é bom ele saber Alvo. Um Riddle surge na escola, depois de quase vinte anos da morte de Voldemort e bem no ano que vocês entram na escola. Não é suspeito?

-Prefiro não tirar conclusões precipitadas. – disse Alvo – às vezes é só uma conhecidência.

-Talvez – começou Rose – Mas mesmo assim, sou a favor do tio Harry ficar sabendo. Vou ate enviar uma carta para o papai também. Algo nesse garoto me deixa um pouco desconfortável.

Rose olhou o garoto sentado na mesa da Sonserina. Comia com a classe de um Lorde. E às vezes lançava olhares para Rose.

Scorpius não estava gostando nada disso.

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-Então ela é filha do Herdeiro de Grifinoria? – pensou Anthony olhando para Rose. – Acho que isso é um problema. Vou mandar na minha primeira coruja essa informação para mamãe. – Anthony olhava Rose Weasley com toda a atenção que conseguia reunir. Ela era charmosa apesar de tudo.

Desviou o olhar e encontrou o olhar de Malfoy.

Scorpius o encarou com desprezo.

-Esse garoto será um problema. Com certeza.

Notas finais
Amanhã tem mais...
Beijos...