All For You
17 Pitch Perfect
Notas iniciais
Quem estava com saudade? Ninguém, né? Eu sei ;-;
Então... um capítulo tão idiota no começo e cute no final *--*
Quem gostou da Lucy? Pois é, veremos ela em alguns capítulos. Por enquanto como a parte chata da Quinn.
Quero agradecer Kamyla Kelly pela recomendação, meu coração acelerou pra caramba lendo a recomendação e você me motivou a escrever esse capítulo antes do natal.
Boa leitura.
Mr. Schue resolveu reunir o New Directions para um novo discurso sobre o natal. Santana não estava nada no clima de uma palestra sobre o natal e tudo mais, contudo seria bom ter mais uma aluna grudada a Brittany e a loira pensava o mesmo. Já Quinn queria que a aula acabasse rápido para seu tempo nas arquibancadas com Rachel e o frio que fazia naquele dia.
Eles se organizaram de uma forma diferente desta vez, Rachel e Finn sentavam lado a lado na segunda fileira e uma cadeira de espaço então Quinn estava de pernas cruzadas e seu tom arrogante de sempre ao “lado” de Rachel, na fileira superior Mercedes, Tina, Kurt e Sugar brincavam de algo completamente relevante, na fileira de baixo os outros garotos conversavam sobre coisas aleatórias. Rachel notou a falta de um membro.
– Pessoal! – Will apareceu do nada, assustando Quinn. – Então, vocês vieram?
– Não Mr. Schue, isto são holografias. – Kurt provocou uma gargalhada geral.
– Ok, me pegou nesta Kurt, muito boa mesmo! – O homem chacoalhou a cabeça rindo da piada enquanto destampava sua velha companheira caneta atômica. Ele se virou para o quadro e escreveu “Xmas”. – Mas antes de tudo queria convocar aqui um amigo de vocês. Entre!
Um “Oh” foi solto em coro pelos rapazes do clube. O garoto de cabelos negros e sobrancelhas grossas parou apoiando-se no piano, ele sorriu para Kurt e cruzou os braços.
– Pessoal antes que falem qualquer coisa, ontem após uma reunião com o Figgins eu acabei aceitando a volta de Blaine, ele realmente se recente de tudo o que fez.
– Ele é um louco. – Kurt desviou o olhar.
– Hey, o Glee Club é sobre novas oportunidades. Acho que como qualquer um ele tem o direito de passar uma borracha em tudo o que fez e recomeçar do zero. – Mercedes apoiou o amigo.
Kurt lançou para a negra um olhar de descrença. Santana rangeu os dentes de raiva, dentre todos ela era a única quem sabia sobre o que aquilo se tratava e estava mais irritada do que o próprio Kurt. Finn sorriu tímido para Blaine. Em movimentos quase coordenados Quinn e Rachel fecharam os olhos de frustração, para a loira era uma batalha perdida – outra – e para a morena era o inicio de novas preocupações.
– E o espírito natalino de perdão? – Will brincou.
– Já gastei Mr. Schuester. – Rachel mordeu o interior de sua bochecha esquerda para reprimir o sorriso.
Um silêncio sufocante se fez presente na sala. Todos fitavam Blaine e aos poucos alguns notavam a ausência de Sebastian.
– Tudo bem, nossa tarefa da semana é simples, nós cantaremos músicas natalinas em um grande jantar comunitário e para isso temos que escolher uma. – Ele arqueou a sobrancelha esquerda.
– É, é... Onde está Sebastian? – Finn cortou.
No mesmo instante que foi questionada sua ausência o garoto entrou na sala de cabeça baixa sem dizer uma única palavra e se pôs ao lado de Blaine, apenas um passo de distância por precaução. Em mãos o garoto carregava um papel com seu pedido de transferência para a Academia Dalton, ele fora autorizado a tal transferência pelo diretor Figgins. Os olhos inchados e nariz vermelho que apenas Blaine podia ver e o mesmo sorriu em vitória.
Sem ninguém saber Blaine e Sebastian armavam muito, nem seus “aliados” sabiam um terço de tudo, e agora Blaine tinha seu xeque-mate.
– Eu... – Sebastian suspirou amassando o papel em mãos – vim dizer adeus, – ele levantou o rosto e todos puderam ver um hematoma em sua bochecha e o arranhão que o acompanhava. Aquilo triplicou o sorriso interno de Blaine – foi um erro vir para o McKinley, então pedi transferência para Dalton, de novo. – Ele tentou sorrir. – Talvez nos topemos por aí em uma regional.
Ele deu as costas a todos e saiu pela porta, Kurt foi atrás do namorado, ou melhor, ex-namorado. Eles não haviam trocado se quer uma palavra sobre aquilo e Kurt estava confuso.
– Você poderia me explicar? – Kurt segurou Sebastian pela cintura.
– Kurt... – o garoto encheu os pulmões, segurando o ar lá por alguns segundos também. Ele não contaria tudo, nem para si ele queria contar – acabou, ok? Eu gosto de você e tudo mais, só que eu não posso continuar aqui, talvez eles não peguem mais no seu pé, mas o pessoal do hóquei judia de mim. – Sem deixar o garoto se manifestar Sebastian deu as costas e correu pelo corredor.
“Um já foi, mas minha vingança tem três alvos ainda.” – Blaine sorriu.
(...)
Santana passava a mão pelas prateleiras do lugar, dedilhando cada peça sobre as mesmas, Quinn arrastara a latina para uma loja após a escola, isso havia sido há duas horas. A ideia inicial era um presente para todos no clube, sem deixar ninguém de fora, mas a loira logo desistira da ideia para levar a latina a uma loja e encontrar “o” presente para Rachel. Santana tinha em mãos uma fantasia de rena que achara há pouquíssimo tempo e decidiu ser o presente perfeito para Brittany.
– Santana, solta isso! – Quinn tomou a fantasia das mãos de Santana. – Santana, porque essa fantasia só tem o capuz, uma calcinha e sutiã? – Quinn encarou a amiga. – Ah Senhor, você nem comprou aqui!
– Hey, se for um presente para minha namorada eu tenho que aproveitar dele também, ok? – A latina tomou a fantasia de volta.
– Me lembre de avisar sua mãe sobre um psicólogo ou psiquiatra para tratar da sua ninfomania, ok?
Santana revirou os olhos e bufou para o comentário.
Elas entraram em outra loja, Quinn olhava todos os artigos, desde CD’s, roupas, até brinquedos de camelô. Frustrada era um elogio para a situação de Santana, ela imaginava o que poderia estar fazendo com Brittany no tempo que ela já perdera com Quinn e as incansáveis entradas em lojas de presentes.
– Por que você não leva uma lembrança qualquer? – Santana perguntou.
– Porque tem que ser a escolha perfeita de presente, para ela nunca mais esquecer.
Santana revirou os olhos e bufou novamente.
As garotas saíram da loja com Quinn reclamando novamente sobre o presente escolhido por Santana. Elas caminhavam pelo shopping a procura de uma loja que ainda não vasculharam de ponta a ponta, ou melhor, Quinn vasculhara. Os passos da loira cessaram ao parar de frente uma loja grande com luzes enfeitando a porta de vidro, o interior era vermelho.
– Olha o tamanho dessa loja, você pode achar algo muito legal para Britt que não demonstre seu lado tarado, ou você acha que sexo é tudo o que importa?
– Como você acha que foi feita, criatura? – Santana desviou a fantasia em suas mãos de Quinn que novamente tentava toma-la.
Desta vez Quinn quem bufou frustrada.
Ela arrastou a morena para uma loja gigantesca e cheia de luzes de natal, uma atendente sorridente atendeu as garotas, não um sorriso falso, um sorriso genuinamente natalino e verdadeiro. Quinn pediu à mulher uma coisa muito específica, um presente para uma amiga extremamente especial como aquelas que se tem de infância. As coisas que a atendente trouxe foram no mínimo superficiais. Santana estava ficando irritada quando a mulher se virou para ela surpreendendo com a pergunta “e você, o que quer?”, mas de uma forma gentil e feliz, a latina sorriu pedindo o mesmo que a amiga loira. Algo que a latina deixou claro foi que o seu presente precisava ser algo diferente para a pessoa mais especial e mágica do universo, um ser tão doce quanto algodão doce, uma pessoa que contem toda a inocência de uma criança de sete anos.
– É assim que você vê a Britt? – Quinn engasgou com as palavras.
– Acho que eu a via como? – Santana arqueou a sobrancelha imitando a Fabray a sua frente.
– Uma boneca inflável, só que com vantagens. – Quinn riu. Santana revirou os olhos e socou o ombro da amiga. – Ei, se quiser tem uma loja aqui perto com aqueles sacos de boxe para você treinar.
– Pelo menos eu descrevo minha namorada bem melhor do que você. – Santana saiu quando a atendente a chamou para uma prateleira de bichinhos de pelúcia.
Nessa prateleira havia uma infinidade de bichinhos. Santana e Quinn se sentiam como crianças de dez anos ali, tudo tão fofamente adorável que apelava para a pouca idade mental das adolescentes quase adultas. Os olhos de Santana brilhavam com os bichinhos, ela pensou em levar vários que ela achara até parar de frente para aquele que a fez soltar todos os outros, não estava na prateleira, estava em uma caixa abandonada ao lado das prateleiras.
Um unicórnio com o tamanho de um cachorro Pastor Alemão, ele era branco com a calda de arco-íris, exatamente como nos vários desenhos de Brittany, ela chamou a atendente com um assovio devido à distância entre as duas.
– Este! – Ela apontou para a caixa.
– Quantos anos mesmo essa sua amiga tem? – A atendente puxava a caixa pela loja até o balcão de atendimento.
– A minha... – Santana disse simples, abrindo a carteira e entregando a bolsa para Quinn – quanto custa? – Cortou o assunto.
(...)
Quinn era arrastada por Santana até a lanchonete, com um esforço enorme elas conseguiram ajeitar o tal unicórnio devidamente no carro da loira e agora Santana reclamava de fome. Elas se sentaram em uma mesa no centro da praça de alimentação se misturando às pessoas que ali ficavam, aproximava-se o jantar então era normal o lugar lotar de pessoas. A latina pediu um Milk Shake e um sanduiche para saciar-se, Quinn pediu o mesmo lanche, porém um copo médio de refrigerante.
– Sue nos mataria agora. – Quinn riu e logo desfez o sorriso diante do semblante sério da latina.
Santana estava pensativa e Quinn chateada. Três horas de shopping e ela não achou um único presente decente, enquanto Santana em duas horas achou um presente decente e outro completamente indecente.
– Sabe quando me falou sobre sua outra eu? A Lucy, que apesar de ser o seu nome é outra personalidade sua? – Santana quebrou o silêncio. Quinn assentiu. – Por que não pede para ela achar o presente? Não era ela que fazia os corações nos desenhos pornográficos da Gayberry?
Quinn sentiu seu lado Lucy ficar tão vermelho quanto um tomate.
– Ela odeia a Rachel, é bem conturbada essa coisa, mas geralmente ela está odiando a Rachel. Ela é a minha negação.
– Tente. – Santana aconselhou. – Sabe, a Snix pode parecer uma vadia – Santana falava sobre sua outra eu –, mas foi ela quem me guiou até o unicórnio, por mim aquela fantasia seria o presente ideal.
Depois de muita relutância Quinn resolveu ceder aos encantos de Lucy e pedir por ajuda da sua outra eu, diabólica e anti-Rachel Lucy Fabray. Ela sorriu para si mesma e tentou vestir sua melhor máscara de pessoa falsa.
“Então Lucy, qual a sua ideia?”
“Podemos fingir que os aviões na escuridão da noite são como estrelas cadentes...”
“Hã?”
“Se vira Quinn, já dei minha dica!”
Quinn bufou consigo. Santana segurava a gargalhada com a cena da discussão, a loira parecia uma daquelas pessoas internadas em clinicas de reabilitação mental, exceto pela parte que ela era mais bonita e atraente do que qualquer um lá.
– Ajudou em droga nenhuma! – Quinn “agradeceu” a latina.
(...)
Um final comum de sexta-feira para Quinn, ou pelo menos começaria a ser comum, ela começava a se adaptar à rotina nova de Rachel: passar as noites de sextas-feiras juntas embaixo da mesma árvore distante da praça onde elas passaram a Black Friday. Agora Quinn estava fitando o céu estrelado por uma fresta entre folhas da árvore, deitada no lençol que impedia o contato direto e perigoso com a grama fina e bem cuidada do lugar. Rachel tentava cortar um pedaço do bolo carinhosa e especialmente feito por Quinn.
Rachel mal conseguia cortar o bolo de tanta ansiedade que estava. Ela queria contar à Quinn que conseguira de seus pais uma noite, a noite do dia vinte e quatro, na casa de campo da família. Seria um momento só para elas. A garota pedira aos pais para passar o feriado lá aproveitando que em sua religião não havia natal, seus pais ficaram decepcionados por um lado, mas felizes sabendo que ela não iria sozinha e sim com algumas amigas. Uma grande “festa do pijama”.
As estrelas na escuridão da noite brilhavam tão intensamente prendendo a atenção da espectadora, Quinn nunca fora de olhar as estrelas com tanta atenção, mas elas serviam como um segundo cérebro agora a ajudando a pensar sobre o tal presente. “Tem que ser algo muito especial para ela.” – pensava a loira.
Percebendo que Quinn não iria ouvi-la chamar para comer o bolo tão cedo, Rachel se deitou ao lado da loira e admirou as estrelas pelos espaços entre as folhas de diferentes galhos da árvore. A morena suspirou.
“Podemos fingir que os aviões na escuridão da noite são como estrelas cadentes...” – Quinn lembrava-se. – “Isso não é uma música?”
“Sim Quinn, isto é uma música. Babaca!” – Lucy.
“E o que você quer dizer com isto?” – Quinn se remexeu desconfortável.
“Sério Fabray? Você me pediu ajuda e é o que eu estou fazendo, mas não vou entregar de bandeja, sei pra quem é o presente e sei que eu não gosto dela e toda essa ideia sua sobre ela.”
“Vá se ferrar!”
– Quinn, você está bem? – Rachel virou-se para a loira.
– Por quê? – A menina saiu de seu transe e virou-se para responder à morena.
– Você está bufando por motivo algum. – Arqueou a sobrancelha.
Quinn riu desviando o olhar para uma lagoa artificial um pouco distante delas. Ela esticou um pouco o pescoço para que a cabeça da morena se encaixasse em seu trapézio. Rachel levantou a barra da blusa da loira e começou a brincar com as pontas do dedo pela pele branca da barriga da outra, a morena sentia-se tocando um tecido de seda que cobria um monte de algodão, a morena também suspirava, mas os motivos eram outros, seu olhar era fixo no céu.
– Quinn, o que acha de uma festa do pijama de natal do Glee Club?
– E quem iria? Onde?
– Meus pais tem uma casa de campo não muito longe, todos poderiam ir lá depois da nossa apresentação natalina, as garotas e o Kurt ficam para dormir. – Sorriu a morena.
– Acho que seria uma boa ideia. – Quinn sorriu de volta.
Notas finais
Eu não ia fazer um especial de natal por um motivo bem específico, eu não comemoro o natal por ser ateísta, mas achei que mereciam porque nem todos são como eu.
Esperem para próximo capítulo uma cena Klaine, para mostrar toda a doçura do Blaine; sem Sebastian no próximo; Brittana; e a coisa Faberry mais romântica que já se passou pela minha cabeça.
Next: Merry Xmas, honey.
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