All For You

16 Me, Lucy Fabray


Notas iniciais
Olá pessoas lindas!
Eu fiquei com dó de vocês, então não vou desistir da fic, sei que consigo arrumar ela sem deixar de postar nada!
Mesmo assim minha inspiração para outra fic está a flor da pele e em breve teremos outra Faberry o/
Esse capítulo está um pouco fraco, mas é para aliviar o clima Faberry, vocês conhecerem quem era a vilã da relação delas e ameaçar o clima Kurtbastian.

Ela encarava o celular. Era a sexagésima sexta vez que ela o fazia em um espaço de duas horas – ou menos – e sem exageros. Desde que sugerira para Rachel tirar sua dúvida com Mercedes, a morena simplesmente não dirigiu uma única palavra para Quinn, a loira sentia falta disto, foi tão fácil substituir repentinamente o ódio por amor – tudo bem, dois anos não é tão repentinamente assim – e agora ela simplesmente estava sem Rachel.

Na escola Quinn era completamente ignorada pela morena, e sua repentina reaproximação com Finn, tantos beijos saídos do nada e provavelmente a capacidade de Rachel desaparecer em sua frente, fizeram a loira não conseguir sequer trocar uma palavra com a morena. E ser bloqueada em todas as redes sociais e as ligações nunca retornadas tornava tudo tão difícil.

Havia quase duas semanas que a loira se acostumara ouvir Rachel a toda hora que podia. – As duas adquiriram um rápido hábito de ligar para a outra durante a noite para se despedir e contar algumas coisas do pouco tempo em que se separaram ou não mantiveram contato, também iniciaram uma troca compulsiva de mensagens de texto. O que permitiu uma aproximação rápida entre as duas. Às vezes Quinn brigava consigo após desligar seu aparelho móvel. Ela se amaldiçoava por nunca ter parado para escutar seu cérebro. Tanto tempo desperdiçado nutrindo um profundo ódio que logo seria nada além de cinzas lançadas às águas do passado. E se esse tempo todo ela pudesse ter passado apaixonando-se pela morena? Quem não iria?

Nem todos esses pensamentos supostamente carinhosos faziam com que Rachel emitisse um sinal de vida.

“Quanto tempo estou mesmo sem falar com ela, mesmo?”

“Há quase duas semanas.”

“Oh, obrigada!”

“Só acho que não vale a pena ficar se martirizando por uma garota. Não com tantos garotos lindos no colégio.”

“Você não entende.”

“Não começa com aquele papo de ‘tem química entre a gente’, ou ‘ela é tão diferente, nunca me senti assim’, não de novo Fabray.” – Quinn discutia com sua outra eu. – “Olha o seu tamanho para estar aí encolhida ao pé da cama fitando o celular esperando por uma mensagem de uma garota”.

Quinn se fitou pelo espelho da penteadeira, sim ela estava encolhida ao pé da cama e levemente aflita. Mais brava do que aflita, ou triste ou qualquer outra coisa. A mesma se levantou do lugar para continuar sua discussão consigo mesma de forma mais decente e honrosa. Ela ainda era Quinn Fabray, a garota que não murcha seu ego.

“E o que tem?”

“Ah, por favor, né Quinn? Ela é uma garota. Você sequer está me escutando? GAROTA. G-A-R-O-T-A. Sabe que tem uma vagina e tudo mais? Eu estou falando de seios Fabray.”

“Primeiro: pare de me chamar de Fabray, nós dividimos o mesmo sobrenome. Segundo, e daí? Não era você que desenhava corações em torno dos desenhos raivosos de negação que eu fazia?”

A loira sentiu-se ruborizar.

“Não vire a coisa pra mim. É você que está apaixonada por ela. Eu, Lucy Fabray não estou. Porque sou a menininha da mamãe, aquela completamente linda, sorridente, ingênua e comportada. Não uma vadia louca com desejos homossexuais sobre sua rival.”

“Tão comportada que engravidou do Puckerman, não é? Que rejeitou a própria filha e só teve como ‘se livrar’ dela por causa da ‘rival’. Palmas Lucy! A perfeita menininha da mamãe, era assim que ela queria, não era? Quer saber, eu vou te ignorar, porque era sua pequena prevalência sobre minha mente que me fez negar Rachel o máximo que pude!”

Quinn desceu furiosamente as escadas que davam para a cozinha. Lá encontrou sua mãe cozinhando algo que cheirava maravilhosamente bem, a propósito.

Ela se aproximou sorrateiramente da Fabray mais velha até ficar completamente atrás da mulher, então esticou a cabeça por cima dos ombros cobertos por um moletom cinza e depositou um beijo molhado no rosto branco. Judith sorriu virando-se para a filha. Elas se abraçaram, aproveitando um momento tão terno que não tinham há tempos.

Quando os braços brancos se abriram, Quinn escorregou para fora da cozinha, lançando seu corpo no sofá, exceto os pés que foram certeiros à mesa de centro.

– Sério Quinn? – Judith parou com as mãos no quadril. – Tira esse pezão daí!

A mais nova abriu um sorriso provocante para a mãe, se negando a fazer tal ato. Lançando um ultimo alerta, Judith mirou os pés de Quinn, alertando com o olhar mais uma vez. Ela se recusou novamente. A mãe de Quinn assentiu e se jogou para cima da filha, disparando cócegas contra as costelas da mesma. As gargalhadas eram mistas ao choramingo implorando por piedade.

Desde que Judith se livrou de uma vez por todas de Russel, a relação dela com Quinn voltou a ser boa. Na verdade a relação dela com Quinn nasceu, pois nunca fora real. Agora elas se conheciam de verdade, eram mais do que mãe e filha, eram amigas. Ambas estavam felizes com isso.

(...)

Rachel ainda estava brava com Quinn, por guardar tudo aquilo dela.

A conversa que teve com Mercedes foi esclarecedora e ao mesmo tempo confusa. A negra expôs a rivalidade das Cheerios e Sebastian para com Blaine, também que ela era aliada do moreno assim como Finn, havia outras pessoas no meio, mas ela se recusou a revelar. Entre outras coisas. Mercedes também especificou a parte em que achava Finn e Rachel um casal perfeito e nenhum cara seria tão bom quanto ele, para a morena. E o mesmo com Blaine e Kurt. Até oferecer aliança a negra propôs, a desculpa de Rachel fora que preferia abster-se do “campo de batalha”, mas a verdade era que Rachel seria incapaz de algo contra Quinn. Mesmo brava como estava.

– Que droga. – Reclamou ao fazer algo tão normal para os mortais quanto piscar: bater o dedinho do pé no canto de um móvel qualquer no quarto.

Após vencer sua luta nada rotineira com uma camiseta escrita “I Love NY”, Rachel voou pelas escadas com o embalo de toda sua raiva. Ela se perguntava se eram os sentimentos negros no pequeno coração estavam fazendo do seu dia uma droga logo de manhã. Entenda tropeçar uma vez é até normal, mas cinco vezes no mesmo bolo de roupas já é exagero. Ou cair de sua própria esteira.

A morena sentou-se a mesa aguardando pelo café da manhã. Hiram estava ao comando do fogão, brigando incessantemente com Leroy por tentar roubar algumas torradas que sequer haviam saído da torradeira. Rachel imaginava se seu futuro seria assim, ela brigando ao fogão por torradas, ou qualquer outra coisa com seu futuro marido... Ou esposa – pensou vagamente em Quinn tratando de expulsar os pensamentos de sua mente, balançando a cabeça.

– Rachel! – Leroy usou seu tom mais grave com a leve intenção de assustar a morena.

– Papai! – Replicou com a mão no peito. Leroy deixou-se rir.

– Por que está triste? Não era você que exalava amor por aí semana passada? – Cutucou a bochecha da menor com o indicador. – O que houve?

– Coisas de adolescentes, papai. – Alcançou a mochila. – Tenho que ir. – Internamente ela estava nervosa, consigo mesma.

– Filha, tem certeza que vai apenas com essa blusa, não quer nem por uma saia, short ou calça? – Hiram apontou na porta da cozinha.

Rachel abaixou o olhar para visualizar seu corpo, sim, ela estava sem sutiã, apenas a blusa cobria seu tronco, estava de calcinha e pantufas, nada mais do que isto. Antes que seus pais pudessem vê-la corar ou ela ouvi-los gargalhar, a morena chegou a seu quarto e trocou as vestes tão rápido quanto você pode dizer “eu sou Rachel Berry e estou tão distraída por minha raiva com Quinn Fabray”.

Ela fez seu caminho até a escola e entrou pelos portões do McKinley, sentiu sobre si os olhos vigilantes de Jacob, mas ignorou o rapaz correndo o mais rápido que suas curtas pernas permitiam. Ao chegar a seu armário, um bilhete desabou até tocar seu pé como uma pena.

“Nós precisamos conversar, realmente temos Rach. Auditório, no inicio do intervalo. – Q”.

Rachel assentiu para o bilhete, ela precisava de uma conversa, de qualquer modo.

(...)

O moreno rodou sobre os calcanhares e fixou seus olhos negros nos verdes de Sebastian, a sobrancelha grossa e negra da mesma tonalidade viril e brilhante dos cabelos arqueou-se, apenas a direita. Ele era um homem realmente pontual e Blaine admirava isto, sem a pontualidade o efeito dramático da cena não seria possível.

– Smythe. – Abriu um meio sorriso. – Você é capaz de presumir o que eu quero com você, certo?

Sebastian assentiu. De certa forma Blaine tinha Sebastian em mãos, o moreno deixou isto muito claro.

– Sempre achei sujo esse lado dos respeitáveis e educados garotos de classe média alta, residentes de condomínios e todas essas chatices. Explique-me, como você pode fazer isto com um pai juiz? Ele sequer notou o que você faz?

– Minha família, meus negócios Blaine, diga o que quer! – Vociferou o rapaz já impaciente.

Sebastian se encostou ao piano, imitando a posição de Blaine.

– Tudo bem Smythe, aqui está nosso acordo, você volta para a corja de engomadinhos da qual eu fazia parte assim como você e deixe Kurt só para mim, ou terá um pequeno problema que realmente ficará complicado.

– E se eu não quiser? – Blaine acompanhou a questão com uma petulante sobrancelha arqueada, no estilo mais Quinn Fabray que Sebastian já vira. – Outra coisa, seu filme com Kurt está bem queimado.

– Se você não quiser, o seu filme com Kurt, Quinn, Brittany, Santana, Rachel, o Glee Club, o McKinley, com sua família, com a cidade e provavelmente o estado, não passará de cinzas. – Blaine estendeu um papel para Sebastian.

O garoto de topete abaixou o rosto, após apoiar os cotovelos sobre o piano ele tampou o rosto com as mãos, evitando que Blaine visse sua expressão frustrada e os olhos levemente mareados. Algumas inspirações e expirações depois, Smythe juntou toda sua dignidade e fitou Blaine. Ele sussurrou um “ok” para Blaine e tomou o papel das mãos do mesmo. O papel era um documento da escola e ele significava o pedido de transferência para voltar a Dalton.

Aquilo não parecia justo, assim como o motivo de estar naquela situação não era justa, nunca fora.

(...)

“Ainda dá tempo de voltar, sabia Quinn? Ela ainda não chegou e se você sair pela saída superior é capaz de nem topar com ela por aí.” – Novamente sua discussão auto filosófica se fazia presente.

“Não darei sequer um passo retrógrado Lucy!” – Quinn gritou com sua outra eu, mentalmente.

“Tudo bem, mas se der merda não me culpe.”

Quinn cessou sua auto discussão quando os passos da pequena morena eram perfeitamente audíveis. Olhando de soslaio ela viu a silhueta perfeita de Rachel chacoalhando conforme seus passos se tornavam mais duros e coléricos.

– O que deseja? – Rachel se fez presente atrás de Quinn.

– Nada, você já pode ir anã! – A loira tapou a própria boca ao proferir tais palavras. Sua tentativa de se impor antes de Lucy foi completamente falha.

– Tudo bem, sua louca. – Rachel franziu a testa e fez menção de retornar pelo mesmo caminho do qual viera.

“Isso é burrice Quinn, eu estou te avisando.”

“Burrice é te dar ouvidos!”

“Grrr! Pelo menos use a boca só para falar.”

Quinn alcançou o pulso da menor e rodou a mesma para si antes que ela pudesse se virar completamente, quando se deu por si Rachel estava entregue em seus braços, se deleitando com as beliscadas dos dentes de Quinn nos grossos lábios. Uma mão de Quinn se prendia veemente na cintura desenhada de Rachel, enquanto a outra passeava livremente pelo rosto da morena, a mão alva finalmente quietou-se para puxar o rosto de Rachel mais contra si.

Rachel também se mantinha ocupada com as mãos durante o beijo. As mãos se entrelaçavam aos curtos cabelos loiros da garota a sua frente. Ela sentia tanta saudade daqueles lábios, da ardência de cada toque de Quinn. Passou a língua pedindo passagem para adentrar a boca da loira, mas se deu conta de que Quinn estava esperando isso desde o inicio do beijo. A sensação da batalha entre línguas era próxima a quando você tenta entrar em uma banheira de água quente em dias frios, seu corpo se torna arisco às condições no inicio e com um esforço você consegue se adequar, então aquilo se torna uma sensação tão boa. Definitivamente, beijar Quinn parecia mergulhar em uma banheira de água quente.

– Não era minha intenção Rachel, em momento algum. Eu queria te proteger de tudo aquilo. – Quinn separou apenas os lábios, mas seus corpos continuavam colados.

– Sabe que dia é hoje?

– Dia dezessete, por quê?

– Estamos a oito dias do natal, sabe por que eu adoro essa data? É quando tudo parece ser melhor. A crença no espírito natalino é tão revigorante, a capacidade de amar que todas as pessoas desenvolvem é tão inspiradora. Ano passado eu e Finn brigamos antes do natal, você deve se lembrar, a razão era você. Senti-me tão mal quando percebi que o coração dele não se renderia a mágica do natal. Não quero que se sinta assim loirinha. Por isso te perdoo, estou adiantando o meu espírito natalino. E também, adoro esta época por ser fria e ter aquela coisa toda de neve em todos os lugares e o frio. – Rachel arriscou arquear a sobrancelha ao estilo Fabray, mas falhou fofamente. – Que se dane a sobrancelha. Eu preciso de você lá para me esquentar, sabe? Sempre precisarei.

“Eu avisei Quinn. Você poderia ter ido embora e agora nós estaríamos sendo cantadas por um garoto gostoso do time de futebol.”

“Lucy, sério, cale-se! Você quer isto tanto quanto eu!”

“Quinn, ainda dá tempo de virar a mão na cara dela e dizer que a odeia, isto foi tudo uma brincadeira só para despedaçar o coração dela e então eu te ensino a rir disto!”

– Cala a boca! – Quinn arregalou os olhos ao perceber ter dito aquilo, não pensado. Rachel franziu o cenho, confusa. – Sabe, cala a boca. Ela não fica bonita nesses discursos, ela fica mais bonita quando está grudada na minha.

Rachel sorriu, entendendo a deixa.

“Sua idiota”. – Essa era Lucy.

Notas finais
Erros, perdão?
Sobre a fic que estou escrevendo: escrevi o primeiro capítulo e me orgulhei de como ela [fic] começou.
Quem conseguisse sei lá, achar uma fan art da Rachel e a Quinn em um castelo ou qualquer coisa a ver com o tema Idade Média, eu amaria para todo sempre *--*