All For You
9 It was a mistake ... - No, it wasn't
Notas iniciais
Perdão por não postar antes (caso alguém se importe e esteja com saudades), mas tive um bloqueio criativo e preguiça =)
Espero que gostem desse capítulo, porque eu não.
Fiquei só um uma dica do capítulo:
- Kurtbastian
(Dica bônus: Faberry)
Já perdera a conta de quantas sequências errou. Sue gritava ao fundo, mas não só Quinn estava mal, todas as Cheerios estavam assim, ninguém acertava a coreografia. Quinn jura que ouvira Sue perder sua linha de “boas” ofensas devido à irritação e esbravejava algo aleatório, ninguém ligava mesmo.
Ao fundo havia os gritos de Sue, ao seu lado Santana respirava pesado e urrava a cada minuto por motivos desconhecidos e do outro lado Brittany reclamava de coisas diversas, desde Sue até a séria possibilidade de mandar seu gato para a reabilitação – Quinn ria poucas vezes dos comentários a respeito do gato. Como não rir de Brittany? Ela simplesmente trás o melhor das pessoas à tona. Até de Santana. – mas o que roubava a atenção dos ouvidos da loira era a recriação do som de sua respiração misturada à da morena. Quinn sentia seus lábios formigarem apenas em pensar em tal.
Depois de muita insistência, Sue mandou todas para o chuveiro lavar os corpos imundos, preguiçosos, feios e gordos. Dia normal até então.
Quinn se encostou ao armário onde deixava suas coisas no vestiário e analisou tudo, enquanto encarava algo aleatório.
“Tudo bem, não é algo tão desesperador assim. Eu beijei uma garota, ok, isso muitas fazem, não significa que de fato sejam lésbicas.” – Pensava Quinn. – “Por outro lado, deveria ser apenas um beijo, então porque estou sentindo essas coisas?”.
– Porque talvez você goste. – Santana estava no banco com Brittany deitada em seu colo, enquanto discutia com outra menina sobre um bolinho colorido que S e B fizeram. A garota parecia altamente desconfiada. – Confie em mim, sei do que estou falando. Quando provar, vai se sentir no céu! E nunca mais vai querer parar de comer. Só cuide para não engordar...
A loira ainda perto do armário sorriu. “Como pode uma discussão se encaixar tão bem em meu dilema?” – Pensou.
(...)
Rachel ainda se perguntava por que Puck passara todo o primeiro tempo abraçado a ela, era um comportamento muito estranho para o garoto, mas tudo bem, porque foi bom.
A morena atravessou todo o refeitório para sair de lá e não encontrar com o motivo de seu domingo perdido fitando cada palmo da rua que a visão da poltrona proporcionava pela janela. Sim, Rachel Berry desperdiçara um bom pedaço de seu dia olhando para o nada, tocando instintivamente seus lábios e recebendo toda a sensação de beijar Quinn de volta. Sua pele ainda ardia em resposta ao toque da loira sob a pele levemente morena.
O que ela não se conformava era a facilidade como Quinn beijava-a em um dia e nos outros corria para os braços do namorado loiro, alto, forte e com sorriso contagiante. E a frieza que a loira possuía. “Por que brincar comigo desse jeito, Fabray?”. Uma voz familiar e irritante estourou nos tímpanos da morena, fazendo a mesma instantaneamente se irritar.
– Rachel, podemos conversar? – Ele não esperou por uma resposta. – Em três horas, eu estarei no auditório te esperando. Apareça, por favor!
Seria no final da aula, então a diva teria muito tempo para pensar. Talvez algo a fizesse mudar de ideia durante o meio tempo. No William McKinley High School, tudo pode acontecer.
(...)
– Pensou? – Sebastian ajudou a porta do armário de Kurt se fechar quando lançou todo o peso contra a mesma. – Por favor, isto está roubando minha atenção.
– Eu pensei. E, por favor, se vamos seguir com isto, eu preciso ter minha mão no lugar para bagunçar seu cabelo enquanto a outra mão... – Kurt piscou – você entendeu, não é?
– Então é um sim? – O sorriso do outro era tão grande que se veria a quilômetros. Kurt assentiu e recebeu um abraço de urso. Talvez a convivência com Brittany.
Sebastian ajudou Kurt a pegar seu material e guiou o garoto até o auditório, verificou a presença de pessoas no local: limpo! Ele comemorou mentalmente por aquela oportunidade. Em seguida subiu até o piano e se posicionou para cantar, pediu para que Kurt ficasse no meio da primeira fileira.
Ele bagunçou um pouco o cabelo...
*Flashback*
Os dois estavam embaixo de uma árvore bem afastada do parque, onde dificilmente seriam avistados pelos leigos. Kurt continuava com o queixo apoiado no peito do garoto abaixo de si, enquanto se arrepiava com cada carinho que lhe era feito no cabelo e rosto.
Pouco tempo depois Kurt inverteu as posições com o garoto e bagunçava mais o cabelo de Sebastian do que realmente acariciava. No dia anterior, sábado, Kurt cedeu à Sebastian e os dois saíram para dançar, o que Kurt não sabia era que aquilo acabaria nisto. Realmente Sebastian tinha um encanto especial e gostava do menino. “Que mal há tentar?”
– Seu cabelo é macio. – Sorriu.
– Hidratação. – Sorriu Sebastian de volta. – O seu é bem melhor! – Um silêncio confortável se instalou, mesmo assim o garoto não queria ficar neste silêncio com o outro. – Esse topete te deixa mais lindo.
– E o seu cabelo bagunçado também! – Kurt aumentou o ritmo das esfregadas.
Acabaram o dia por rir daquilo e fazerem outras “babaquices” que se sentiam no direito de fazer como dois adolescentes bobos.
*Flashback*
– Ok, eu planejava cantar isso há algum tempo. Então se prepare para meu show. – Sebastian sorriu torto. – Só ignore as referências femininas.
O plano não era exatamente dedilhar as teclas do piano, apenas uma introdução para entrar no ritmo. Então Sebastian permitiu-se fazer a introdução da música no piano e logo o soltou, voltando sua atenção para Kurt.
A música era uma de Justin Bieber, As Long As You Love Me.
Sebastian cantava e pulava de um lado para o outro em passos de dança improvisados apenas para se exibir. Kurt sabia disto. Em determinado momento, enquanto arriscava fazer uma versão lenta do rap, Sebastian tropeçou em algo e caiu com tudo no chão, mas isto ainda não era o suficiente para deixa-lo no chão. Ele levantou-se em um pulo e terminou a performance, ainda rindo junto com Kurt.
Ao final da última nota, Sebastian desceu alguns degraus da escada de acesso ao palco e esperou até que Kurt chegasse, ainda rindo.
— Você está bem? – Mesmo tentando, a garganta do garoto de olhos marrons simplesmente não conseguia controlar-se.
— Contanto que me ame. – Ele sorriu de volta para o garoto.
Kurt segurou o rosto de Sebastian entre o polegar, dedo indicador e médio, aos poucos a distância entre eles era cortada e os lábios de Kurt roçaram a testa – grande – de Sebastian e foi escorregando levemente, docemente até os lábios do moreno. O outro passou os braços na cintura de Kurt e puxou-o para si, cortando qualquer espaço entre eles.
– Algo parece te incomodar. – Kurt separou o beijo.
Sebastian arrumou o topete. Era verdade que algo o irritava, mas ele não sabia que era tão aparente assim.
– É a Brittany. – Ele abaixou o olhar.
– Ela e as amigas estão te causando problemas? – Os olhos marrons de Kurt procuravam pelos verdes de Sebastian. Ele insistia calado. – Me conte!
– Na verdade é o problema que a amiga dela está causando. – O moreno desabafou. – É uma longa história, te conto depois da aula, precisamos voltar agora.
(...)
Rachel se sentia realmente brava naquele dia. Durante a aula de inglês, Quinn e Sam se sentaram a frente da morena e a loira fez questão de se agarrar a Sam em todos os momentos que lhe foram oferecidos. Alguns momentos os lábios dos dois se tocaram rapidamente. A morena tinha certeza do que sentia agora, porém Quinn parecia fazer questão de esfregar um namorado loiro e perfeito, a réplica do Ken da Barbie.
Ao bater do sino, a diva recolheu seu material e voou para o armário onde deixaria suas coisas antes de ir até o auditório. Ela decidira isto entre uma troca de caricias entre os lábios de Barbie e Ken. “Seja lá o que Finn queira, eu o ouvirei!”
– Man Hands! – Quinn parou ao lado do armário de Rachel com um sorriso presunçoso nos lábios. – Então, você pretende finalizar o trabalho quando? Pode ser lá em casa?
– Desculpe Barbie, mas agora estou meio ocupada. – Rachel bateu a porta do armário. Afinal de contas, o que Quinn quer de Rachel? Esmagar seu coração? Beijá-la e fingir que nada aconteceu? Até porque, Quinn quem iniciou tudo.
Os passos curtos e rápidos de certa baixinha cortavam o silêncio que estava no auditório. Ela parou logo atrás de um grandalhão desajeitadamente encostado ao piano. Ele parecia tão aflito e provavelmente estava, pois demorou a notar a menor atrás de si.
Seus olhos marejados e vermelhos denunciavam um choro anterior, a expressão de Finn era horrível, olheiras enormes sob seus olhos, o cabelo bagunçado – não muito diferente de sempre –, ele parecia mais magro e abatido. Rachel teve uma sensação ruim sobre isso. Há dias ela estava da mesma maneira que o garoto, esgotada de tanto chorar, cansada, com olheiras e seu cabelo era a última de suas preocupações.
– Você veio. – Ele sorriu. Uma lágrima caiu de seus olhos agora felizes.
– Você instigou minha curiosidade. – Respondeu seca.
– Rach, não precisa fazer isto. – O toque das mãos do grandalhão em suas mãos causou uma sensação ruim em Rachel, mas ela ignorou, afinal, ela sempre teve sensações ruins a respeito de Finn. – Eu te pedi para vir com um único objetivo: ter-te de volta! Por favor, eu te imploro uma segunda chance. – Rachel abriu a boca, inúmeras vezes tentando formar uma frase e quando finalmente algo sairia, Finn passou o indicador levemente sobre os lábios da morena, pedindo silêncio – eu não terminei. Eu fui enganado pelo Blaine... Na verdade não, fiz de livre e espontânea vontade, mas entenda Rachel, ninguém neste mundo te amará como eu amo. Olha a burrice que fiz para lhe ter de volta. Foi a maior dor da minha vida, te perder pela enésima vez.
A diva se apoiou nos braços já esticados do moreno. Ela sabia que não sentia mais tudo aquilo por Finn, mas o garoto realmente tinha um grande apreço por ela e apesar de tudo que fizera ele merecia uma chance, apenas pelo sentimento que cultivava. Rachel fitava o piano, se lembrando das diversas vezes em que estiveram lá, ela, Finn e todo o Glee Club... Quinn. O piano marrom escuro e lustrado, sempre afinado. Rachel realmente gostava daquele lugar.
Ela afastou levemente seu rosto do peito do maior para olhá-lo nos olhos – o máximo que conseguisse – e ele chorava novamente. A morena se desvencilhou do abraço e alcançou o rosto do moreno, passando as costas do polegar direito no canto dos olhos do mesmo. Ela pedia silêncio para ele que se desmanchava em soluços.
— Está tudo bem Finn. – A morena depositou um beijo na bochecha esquerda do garoto, por onde uma lágrima acabara de passar.
(...)
– Por que me trouxe aqui? Você nem deveria estar aqui. – Santana cruzou os braços.
– Você sabe que lugar é este?
– Claro, o vestiário das Cheerios! – Ela respondeu. O garoto de cabelos castanhos negou com a cabeça e sorriu com escárnio, suas sobrancelhas arquearam, à medida que a cabeça se deitou sobre o ombro, ele apontava com a cabeça para uma direção. – Isto? – Ele assentiu. – Este foi o meu primeiro armário aqui.
– Sabe Santana, eu demorei um tempo para me aceitar, realmente demorou. Não foi fácil acordar me deparar com o fato de que estava apaixonado por um garoto. Muito menos quando eu percebi os riscos que isto impunha. Ninguém, não generalizadamente, nos entende e este será um longo caminho, mas você ficará tão feliz quando gritar para o mundo quem ama e que não se importa com o que os outros pensam claro que tentarão te derrubar, mas quem liga? Eu te ajudo a se levantar. – Ele sorriu, todos os dentes eram extremamente brancos.
A latina virou-se para o armário e passou a analisa-lo. Um pequeno armário, não muito como seu armário de materiais, ele era pouca coisa maior, vermelho e agora tinha adesivos de flores e bichinhos grudados. Antes havia alguns adesivos também, as a maioria eram coisas aleatórias até o mesmo ser preenchido de arco-íris, unicórnios, pôneis e gatos assim que a amizade de Santana e Brittany começou. A morena permitiu-se viajar nas lembranças.
O treino terminara e pouco tempo depois todas as Cheerios já estavam com roupas confortáveis, prontas para o retorno a casa. Era uma turma de novatas e os testes de Sue estavam apenas no início. Santana estava naquele mesmo armário, organizando algumas coisas e o armário, não muito distante, se abriu e ela virou o rosto para verificar quem se aproximava. Loira, alta, olhos azuis, rosto angelical e um sorriso tão terno que Santana sentia paz suficiente em si para dormir admirando-os e nunca mais acordar. Ela sorriu para a morena e apertou sua garrafa d’água para tomar um gole, a latina sorriu de volta.
– Quando meus olhos penetraram nos olhos dela eu soube que naquele olhar meu coração fora deixado em seus olhos. – Santana admitiu. – Foi o melhor momento da minha vida.
– E por que desperdiçar por um medo bobo? – Ele arqueou a sobrancelha.
– Não é da sua conta, Smythe! – Santana elevou a voz.
– Aí que se engana Santana, — ele apontou o dedo em resposta à irritação da garota – eu faço isso porque estou cansado de você fazendo minha Brittany sofrer! – Santana fez pose e arqueou uma sobrancelha. – Minha! Minha amiga, mãe e irmã! Você não tem o direito de brincar com ela. Você está machucando-a. Ela não é forte o suficiente para isto, por favor, Santana, faça algo pela pessoa que você ama.
– Eu sei. – Ela sussurrou.
(...)
Ela tentava, mas não conseguia se desprender dos braços de Sam. Depois da aula, Quinn vira Finn entrando no auditório, minutos depois Rachel foi até lá. Uma raiva tomou conta de seu ser e a vontade em se manter longe de Sam crescia cada vez mais em si.
– Baby, eu vou procurar Rachel, precisamos combinar de terminar o trabalho. Beijos. – Quinn se despediu de seu namorado.
Ela seguiu quieta pelos corredores, esperando em um deles cruzar com uma baixinha, de nariz grande, irritante, roupas feias... Sorriso lindo, olhos encantadores e um talento inconfundível. Dito e feito. Rachel foi de encontro ao corpo de Quinn, mas o reflexo da loira conseguiu segurar o pequeno corpo com as duas mãos e olhou fundo nos olhos levemente marejados e felizes. A loira sorriu por um minuto, antes de se lembrar de quem estava junto com Rachel, provavelmente.
A loira pediu para conversar com Rachel e a diva achou por melhor irem até o campo, as arquibancadas eram os únicos lugares onde as pessoas poderiam conversar qualquer coisa sem o menor risco de intromissão, Quinn concordou com a sugestão e puxou Rachel pelo pulso até o destino. Rachel estava com o cabelo pouco bagunçado e a roupa amassada, isso só poderia significar uma coisa. Quinn temia que fosse verdade. Se fosse verdade, ela teria que... “fazer nada Fabray, desde quando você se importa com aquele beijo e a Berry?” – uma parte de si perguntou. “Desde que isto passou a tirar meu sono no final de semana, minha concentração das Cheerios e me dar nojo do meu próprio namorado.” – Outra parte respondeu.
– Você estava com Finn?
– Isso importa? – Rachel torceu o nariz junto com o rosto. – E só para saber, eu quero fazer o trabalho na escola. – Ela voltou a fuzilar Quinn com o olhar, a loira previa como seria a próxima frase. – Assim não corre o risco de alguém inventar de tirar fotos como desculpa para me deixar vulnerável e me agarrar. – Bingo!
Quinn fez bico. Sequer havia resposta para algo como aquilo. A loira apenas assentiu com um sorriso interno.
– Meu namorado não gostaria de saber que alguém, entenda-se garota, anda me agarrando por aí e acredito que o Ken também não, certo Fabray? – Rachel continuou. – Acho que esclarecemos tudo.
– Claro... Namorado? – Ela se espantou. – Você e... Prefiro nem pensar nisto. E sobre... O be... Você sabe Man Hands. – Quinn estava tão próxima de ser uma pessoa mais humana, então a revelação de Rachel fez a loira vestir a máscara de vadia novamente.
– Eu terminei este assunto. – A morena se levantou e virou para sair, mas os braços fortes de Quinn impediram-na de prosseguir. – Foi um erro!
– Também acho. – Quinn soltou Rachel, a mesma saiu bufando pelo caminho até sumir da vista de Quinn.
A loira se encostou a um dos bancos e fechou os olhos. “Não, não foi um erro.”
(...)
– Eu terminei este assunto. – A morena se levantou e virou para sair, mas os braços fortes de Quinn impediram-na de prosseguir. – Foi um erro! – Mentiu.
– Também acho. – Quinn soltou-a.
A morena foi bufando até ter certeza de que Quinn não a veria mais, ela se encostou a primeira parede que viu e fechou os olhos que já tinham lágrimas de tristeza. “Não Fabray, não foi um erro.”
Notas finais
E vocês terão que esperar até a Ação de Graças, que terá um especial, capítulo antes, durante e depois do dia. Vai por mim, quase completamente Faberry.
Amanhã eu tenho prova de história, me desejem sorte =)
Adoro todos vocês.
Deixem reviews falando o que estão achando da história.
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