All For You

10 Party at Friday


Notas iniciais
Olá pessoas lindas!
Sentiram minha falta? Espero que sim =)
Eu deveria ter postado ontem, pois o capítulo se passa na quinta-feira, mas postarei hoje e sábado o próximo. Talvez segunda tenha o próximo, mas o especial de quarta-quinta-sexta é certeza (pré, durante e pós Thanksgivin).
Capítulo:
- Faberry
- Finchel =(
- Santana

Ao lado do armário de Rachel estava Finn, observando cada mínimo movimento da morena, desde seus piscares de olhos até o movimentar dos pés conforme organizava os materiais para a aula de inglês. Finn era grato à morena pela segunda chance e faria de tudo para que ela se sentisse o mais amada possível e nunca, nunca, mais o deixasse. Agora ela se sentia feliz e amada. Exatos um minuto antes do tocar do sino, Rachel fechou seu armário e entrelaçou suas mãos às de Finn, puxando o garoto pelo corredor. Caminhando para a aula eles faziam planos para o final de semana antes da ação de graças. Finn pensava em levar Rachel a um restaurante na sexta à noite, no parque no sábado e um piquenique no domingo em meio à floresta, já Rachel estava decidida a passar a sexta à noite em casa, sábado ir ao restaurante e no domingo ao parque.

– Tudo bem, mas na próxima semana nós seguiremos o mesmo horário! – Finn bateu no peito de leve. Rachel assentiu com meio sorriso.

Finn estava se esforçando para provar o seu amor, então a morena se esforçaria para dar ao rapaz a recíproca que ele merece! Afinal, nada aconteceu e/ou acontece entre a diva e certa loira de olhos verdes.

– RuPaul! – O som da doce voz da loira fez cada pelo no corpo de Rachel se eriçar. “Falando no diabo”. Ela pensou.

– Quinn, eu acho... – Finn abriu a boca algumas vezes, travava uma luta em si para saber o que falar graças ao olhar mortal que a loira o lançara depois que o mesmo proferiu seu nome – na verdade tenho certeza que você não deveria chama-la assim. Ela tem nome, muito lindo por sinal, e é Rachel!

– Quem te chamou na conversa? – Quinn ignorou-o. – Meu assunto é com o projeto aqui. – Apontando com a cabeça pra Rachel, virando-se para a mesma. – Quando terminaremos aquela droga de trabalho?

– Hoje à tarde. – Firme, segurou a mão do namorado e selou rapidamente seus lábios. Rachel não pode ver, mas a expressão de Quinn variava entre nojo e raiva. – Até!

Quinn sorriu falso e deu as costas para a diva e seu namorado. Rachel se sentiu horrível e irritada por se comportar como uma garota de sete anos. O namorado da morena apenas passou seu braço pelo ombro coberto de tecido azul da mesma e guiou-a até a sala de inglês.

(...)

– Você me entendeu? Seu inútil! – Blaine chutou o armário de Artie, o garoto estava parado três centímetros de onde o chute foi direcionado. O cadeirante hesitou por segundos e então assentiu. – Eu ainda...

– Algum problema? – A loira surgiu, interrompendo a pequena explosão de Blaine.

O garoto por sua vez aplicou outro golpe no armário. Quinn levou um pequeno susto, mas nada perceptível. O garoto de cabelos banhados em gel bufou e negou com a cabeça para a loira, logo deu as costas e saiu. Blaine teve um pequeno acesso de raiva e explodiu com alguns alunos em seu caminho, divertindo uma Quinn encostada ao armário atrás de Artie.

– O que ele queria? – Quinn puxou Artie para si.

– Obrigado Quinn, mas não era nada que realmente lhe interesse. – O garoto passou a mão na roda de sua cadeira, desviando de Quinn e seguindo corredor a fora.

A loira bufou um pouco irritada, mas logo a irritação deu lugar às risadas maldosas e sem razão aparente. A menina seguiu seu caminho até chegar ao armário do seu namorado, Sam Evans, ele estava tão concentrado em um jogo, todavia ele notou a aproximação de Quinn, não evitando um sorriso bobo e desajeitado em seus lábios.

Eles se cumprimentaram com rápidos selinhos e o loiro tomou a mão da namorada para a aula de inglês. A loira temia encontrar uma Rachel irritada lá dentro, mas agora elas estariam em pé de igualdade: cada qual com um namorado.

Quinn não saberia explicar, mas apenas projetar o olhar da morena em pensamentos já tornavam seus lábios dormentes. A loira tentava mais do que tudo no mundo lutar contra isso “é errado” ela repetia para si cada vez que o nome “Rachel” era pronunciado, pensado ou a imagem de sua respectiva dona era projetado em mente. Outra coisa que não conseguiria explicar é a necessidade de provocar ciúmes na morena.

Dentro da sala, Rachel e Finn se desgrudaram quando o professor anunciou sua chegada à sala. No local estavam Quinn, Sam, Rachel, Sebastian, Brittany e Artie. Sam e Quinn faziam par, sentados lado a lado no lugar onde deveria estar Rachel, que estava no lugar do loiro para ficar perto do namorado. E Finn sentava no lugar de algum garoto que estava doente ou qualquer coisa assim. Sebastian e Brittany estavam em seu lugar de sempre desde que a amizade entre eles fora “descoberta”.

– Alunos, eu gostaria de alguns minutos de atenção. – Diretor Figgins se pronunciou na porta da sala, já adentrando o espaço. – Após muitos pedidos, o colégio William McKinley conseguiu uma viagem de turma. – Todos comemoraram. – Será no feriado de Ação de Graças. Um ônibus partirá do colégio até a floresta fora do limite da cidade para um acampamento. A presença das Cheerios e do time de futebol é obrigatório.

– Seremos obrigados a ficar juntos. – Sam cochichou no ouvido de Quinn.

– Você irá certo Rachel? Porque eu terei que comparecer. – Finn cochichou com a namorada, mas não baixo o suficiente para impedir Quinn de ouvir. Rachel murmurou um “sim” em resposta.

– Aqui estão as autorizações para os demais alunos, pois com os pais das Cheerios e dos jogadores já fora conversado.

(...)

– Que droga, um feriado desperdiçado. Isso não é um tipo de pecado não? – Santana jogava seu material de qualquer jeito no armário, falando com a loira ao seu lado que por sua vez estava dispersa, novamente. – Quinn, você está me ouvindo?

– Sim Santana, que merda! – Quinn se irritou. – Mesmo que eu não estivesse você já repetiu isso tantas vezes que eu decorei todo seu discurso sobre “feriado desperdiçado”, “pecado”, e o ensaio de como isso deveria ser considerado um crime grave com direito a prisão perpétua!

– E no que exatamente você estava pensando? – A latina sorriu de canto.

– Nada que lhe interesse! – A loira deu de língua. Santana sentiu uma ligeira vontade de bater na cara de Quinn, mas passou.

Os pensamentos de Quinn, por mais que não quisessem, repousavam sempre sobre a morena de voz inconfundível e cheiro adocicado. Ela imaginava como seria a divisão entre as barracas, pois na clareira não caberiam muitas para tanta gente. Se ela e Rachel acabassem na mesma barraca? Outro pensamento a abateu, mas ela não deu a devida importância. Seus pensamentos foram cortados quando a projeção de Sebastian apareceu e a loira notou que ele estava exatamente no mesmo lugar que Santana estivera. “Sempre soube que era a Santana, era muito jeito de latina para pouco Sebastian.”

– Virou travesti agora, Satã?

– Não confunda toda minha pose de vadia com aquela cabeça transtornada de Santana. – Sebastian sorriu de canto. – Eu preciso falar com você, me segue.

Quinn deu de ombros e a loira seguiu veemente os passos do garoto médio de cabelos marrons e arrepiados, ela não reconhecia o caminho até se dar conta de que estava atrás das arquibancadas do campo de futebol. Ela só recorda de uma única vez que estivera lá. – A loira correu até aquele lugar onde encontrou Rachel pela primeira vez. A maior estava fugindo de Santana, por algo bobo que lhe falara, e encontrou a diva abraçando os próprios joelhos, assustada e chorando, Quinn se aproximou da mesma e levantou sua cabeça, haviam acertado com slushie todo o suéter roxo da menina. Naquele momento Quinn entrou em uma luta filosófica, ou ela sedia ao momento e ajudava a garota, ou se afastava dela pela simples razão da mesma ser uma perdedora. – Até pouco tempo Quinn ainda optava pela segunda opção. “Decisão idiota!” Pensou consigo.

– O que quer? – Fitou o próprio pé.

– Falar sobre você e a Rachel. – Ele sorriu com a expressão apavorada de Quinn. – Calma, a Britt me contou. Ela quer te ajudar e me pediu para fazer isto.

– E o que diabos eu teria para falar com você? – Quinn cruzou os braços. Ela batia o pé forte.

– Eu... Ah, já fiz este discurso. Só recomendo que reflita logo antes que a oportunidade passe. – Ele foi rápido.

– Virou o Super-Homem gay agora, foi? – Quinn fitou o rapaz. – Não há o que discutir. Vamos para o Glee antes que mais alguém resolva vir salvar o arco-íris!

(...)

Todos discutiam sobre a tal viagem, menos uma latina com cara de poucos amigos, sentada no canto mais afastado o possível. Quinn entrou na sala e foi diretamente ao lado do namorado, ao seu lado Sebastian também entrava, o garoto se dirigiu até Kurt. Na fileira da frente estava Finn e Rachel no meio de mãos dadas – o garoto fora readmitido em votação graças à Rachel – e Artie duas cadeiras ao lado preso em sua própria bolha. Na fileira acima estava Sugar conversando com Mercedes, Tina e Brittany – que estava pouco aérea e vez ou outra lançava olhares para Santana –, a terceira fileira estrava preenchida por Quinn e Sam na ponta esquerda, e Kurt e Sebastian três cadeiras à direita, ambos os casais em clima de romance. E na fileira superior estava Santana na ponta da direita, Puck, Mike e Rory – o novo aluno – estavam um pouco distantes. Falando sobre garotas.

– Tenho um anuncio a fazer. – Puck se pronunciou antes do professor. – Eu e Rachel organizaremos uma festa na sexta, ela contribuirá com o lugar e vinte e cinco por cento do orçamento, eu entro com os outros setenta e cinco. Todos estão convidados.

Os garotos discutiram entre si sobre ir ou não, a única pessoa que não se manifestou foi Santana, ela fitava fixamente um ponto aleatório da sala, navegando em pensamentos tristes e conturbados. Sua bolha imaginária, assim como a de Artie, a impedia de interagir com o mundo exterior. Apenas ela e seus pensamentos comandavam seu interior. Rachel notou a latina tristonha e se desvencilhou das discussões, foi sorrateira até a latina para não chamar atenção tanto dela, quanto de Finn.

– O que foi? – Sua voz saiu baixa, mesmo assim assustou a latina distraída.

– Anã? – Santana franziu a testa. O olhar da mesma desviou para Brittany e em seguida voltou para Rachel. – Nada.

– Problemas com a namorada? – A morena deu um meio sorriso.

– É cada coisa que essa Man Hands inventa. Credo! – Santana se levantou e deu as costas. – Avisa para o Puck que eu vou nessa droga.

(...)

Rachel estava impaciente, a ideia era Quinn estar na biblioteca há vinte minutos. A morena tentara de tudo para chamar a garota, deu uma volta perto da biblioteca, ligou para o celular da loira, mandou mensagem, ligou de novo, de novo e de novo e pediu para um menino ir atrás da loira escola a fora. Nada de Quinn. “Vou-me embora então.” A morena juntou todo seu material e levantou sem definitivamente pegá-lo.

– Está levantando por que pequena... Judia. – Quinn surgiu com a mão sobre os livros de Rachel, a loira riu do olhar assustado de Rachel “agora você se sente como eu, quando aparece do nada.” – Eu tive um pequeno contratempo.

A judia apenas assentiu e soltou os materiais sobre a mesa, iniciando o final de seu trabalho com Quinn. A morena ficou em sua própria bolha junto com a álgebra, se quer percebeu Quinn desmoronando aos poucos. Os olhos verdes fitavam a morena até o limite que a mesa permitia e aos poucos a visão ficou embaçada por conta dos olhos levemente marejados, Quinn sorriu para a visão – mesmo desfigurada por causa das lágrimas – de Rachel, tão inocente, tão linda. “Ok Fabray, lembre-se de falar com Santana mais tarde.” – Quinn pensou. – A loira notou que aos poucos seus suspiros arrancavam Rachel de seu próprio mundo e a última coisa que a morena poderia agora era ver Quinn de olhos vermelhos. A Cheerio esfregou a lateral do rosto uma última vez.

– Rachel, eu vou procurar um livro ali para tirar minha dúvida. – A loira se levantou.

– Calma Quinn, eu também preciso. – Rachel puxou o pulso da maior, causando uma reação de arrepio na loira. – Você está estranha.

A loira se soltou e deu de ombros para a menor.

As garotas seguiram até a sessão de ciências exatas, Rachel procurou um livro que lhe ajudasse, assim como Quinn tentava disfarçar. A loira parou diante de um livro um tanto quanto estranho para aquela sessão, era algo sobre autoajuda com amor e essas coisas, a mesma sorriu e puxou o livro para mostrar à Rachel, antes mesmo de conseguir pronunciar o nome de Rachel uma folha caiu do livro. “Carta? Estranho...”.

– Quinn, tudo bem? – Rachel cutucou o ombro da loira. – Quinn... Tudo bem?

– Oi? – A maior saiu do transe. A mesma encolheu os ombros ao sentir a mão quente de Rachel tocar o machucado.

– Por que está vermelho? – Rachel indagou.

– Minha vida pessoal não é da sua conta. Eu fico perguntando sobre a droga da sua vida? – Foi áspera. Quinn não queria dar essa resposta, não mesmo, não para Rachel! Contudo era uma reação natural do corpo dela para autoproteção.

– Brigou com o Sam? – Ela tocou novamente a superfície vermelha por cima da pele branca da loira. – Ele te bateu?

– Rachel, me deixa. – A loira pegou o pulso levemente bronzeado com apenas um golpe e virou a morena contra um pilar entre a prateleira da biblioteca, como uma pergunta simples descontrolou tanto Quinn? Simples, era de Rachel. A maior espremeu o pequeno e moreno corpo contra o local. As respirações não estavam sincronizadas de inicio, mas após alguns minutos com seu corpo colado ao de Rachel os batimentos cardíacos e a respiração da loira entraram em sintonia aos da morena, a reação do corpo de Quinn à Rachel era algo fascinantemente estranho. “Fabray, controle, controle, não aqui na biblioteca!”. A loira soltou a menor, ficando de costas ela tomou a carta sobre a terceira prateleira em mãos.

– Pelo menos vamos terminar o trabalho, Quinn. – A loira apenas assentiu para a outra.

O silêncio estava instalado novamente, agora era a vez de Quinn se trancar e se refugiar na sua própria bolha. A loira pensava no que acontecera há pouco, não muito pouco, o seu “contratempo”. Rachel apenas observava quando a loira terminou sua parte e continuou presa em seu próprio mundo, massageando a própria bochecha esquerda.

– Não quer mesmo falar? – Rachel arqueou as sobrancelhas.

– O que? – Quinn levantou a cabeça, ainda aérea. – Não anã, não quero. – A loira levantou com os materiais em mãos. – Eu te vejo sexta a noite.

Notas finais
Erros? Desculpe!
O que acharam? Contem. Vocês gostarão do próximo episódio se ele for um Faberry Faberry?
Deixem review.