All For You
14 Back At School
Notas iniciais
Saudades?
Peço perdões pela demora. Me explico nas notas finais.
Como o outro capítulo eu não gostei desse, não dele todo =)
Aproveitem a leitura.
Quinn e Rachel se viram e conversaram minutos antes da partida do ônibus das Cheerios e do que Rachel estava. Combinaram de sair na sexta-feira para aproveitar a Black Friday e terem um tempo a sós – o que conseguiram.
A morena agora encarava o relógio acima dos armários da cozinha grande da mansão Berry, segurando um copo de café fumegante. Vez ou outra o vapor era aspirado o que provocava cócegas na pequena. Ela não via a hora de ir para a escola, encontrar Quinn, mesmo que algumas vezes e mesmo tendo que fingir que era tudo como antes. Rachel sabia que não era mais como antes e isso bastava para ela. Os pais da menina iam de um lado para o outro, se preparando para o trabalho, vez ou outra olhavam de canto para a agora paralisada no banco do balcão, nunca viram Rachel tão pensativa assim. Eles se lembravam das vezes em que perdiam a linha de raciocínio e vez ou outra esfregavam as orelhas para manter a audição.
– Você já a viu assim? – Hiram parou Leroy no meio da sala.
Leroy desviou o olhar novamente fitou Rachel de costas. Haviam passado minutos e tudo o que garantia a eles que a morena ainda estava viva era o movimento do cabelo caído sobre os ombros e costas em constantes movimentos provocados pelos suspiros da morena.
– Deixe-a Hiram, ela está apaixonada. –Leroy sorriu de canto. Ele conhecia sua estrelinha.
– Sim, mas por quem? – O maior levantou a sobrancelha. – Não é pelo Hudson, porque... Bem, esses suspiros estariam alguns meses atrasados.
Os homens atrás de si não falavam baixo o suficiente para escapar da audição de Rachel. Ela sorriu pelo comentário de Hiram. Ele não estava errado, pelo contrário, nunca estivera tão certo em toda sua vida. Rachel exalava sua paixão por Quinn. Tudo que fazia ou pensava, a loira estaria no meio. Bobo? Sim. Mas era inevitável pensar em alguém como Quinn.
Quando o horário de Rachel ir à escola chegou a garota finalmente desprendeu-se da caneca de café, o conteúdo do recipiente já estava morno e sem graça para a pequena que logo lançou a mochila às costas e atravessou como um furacão a porta da frente da grande mansão, após se despedir de seus pais. Colocou a chave na ignição, mas não a ligou, seu celular vibrava freneticamente. Ela decidiu que seria mais responsável atende-lo antes de pegar no volante.
– Rach? – A voz do outro lado da linha fez cada pelo de Rachel se eriçar.
– Quinn... – Sua testa colou no volante, enquanto o corpo relaxava submerso em uma onda de satisfação. – Já está com saudades?
– Depois da nossa Black Friday? Não tem como. – Ela se referia ao período depois das compras, quando Quinn jogou a morena dentro do carro e a levou até um parque que tinha certeza estaria vazio naquele dia. Foram até a árvore mais distante e maior do lugar. Passaram horas lá, conversando, trocando caricias, cantando e dançando, vez ou outra Quinn roubava um beijo inocente de Rachel. O dia terminou epicamente com as garotas aproveitando a ausência dos Berry mais velhos para ficarem sozinhas na casa. Rachel, Quinn, alguns musicais e um cobertor. Foi a melhor coisa do mundo quando Quinn abriu os olhos no meio da noite e encontrou uma Rachel cansada e desligada do resto do mundo, com os braços rodeando a cintura da loira em tom possessivo e amedrontado.
– O que você quer?
– Te pedir perdão por hoje.
– O que você fez?
– O que eu farei... – Rachel franziu o cenho, mesmo sabendo que Quinn jamais saberia que ela o fizera. – Eu juro nada do que eu disser será verdade. Entenda tudo ao contrário. Ok? – Rachel assentiu como se a loira pudesse ver. – Rachel, eu não posso te ver assentir, mas sei que o fez.
Chamada finalizada.
(...)
Quinn se odiava naquele momento. Sua mente fazia questão de jogar para ela cada imagem do feriado, a Black Friday com Rachel, as mensagens compulsivamente trocadas durante o cinema de Finn e Rachel, ou no banho da loira. Ela se admirou com a velocidade que a morena tomou espaço em sua vida. Uma hora ela a odeia com todas as forças e na outra ela sente uma vontade incontrolável de estar perto.
Mas não era por isso que Quinn se amaldiçoava. Ela o fazia por ser uma maldita Cheerio que no momento não poderia dizer para todo mundo que estava com Berry sem receber uma repulsa grande da escola. Agora, na verdade, essa era uma das suas últimas preocupações. O celular jogado piscava “Chamada finalizada”, ela ligou para Rachel, se desculpar por qualquer babaquice que fizesse hoje. Uma coisa em específico.
O veículo vermelho da loira desligou perfeitamente estacionado na mesma vaga de sempre. Quinn seguiu seca até o prédio. Ela procuraria por Sebastian antes de tudo, em seguida teria uma conversinha com certo garoto de cabelos negros cheios de gel. – Ok, talvez a última parte ela pudesse adiar.
– Se não é Quinn Fabray! – Sorriu a latina exalando vida. Brittany estava ao seu lado como geralmente estava, e um sorriso bobo brincava nos lábios da loira.
– Entendi. – Encarou o próprio pé na falha tentativa de esconder seu sorriso cheio de dentes e carregado de felicidade. Era bom ver Santana e Brittany juntas outra vez, mesmo que isso significasse coisas constrangedoras no vestiário, no banheiro ou no armário do zelador. – Fico feliz por vocês.
– E eu por você. – Britt ampliou o sorriso, o mesmo diminuiu milímetros com a perfeita sobrancelha de Fabray arqueada. – Você e a Rach estão de bem agora, não é?
– Britt, – as mãos morenas logo tatearam a pele alva de Britt, puxando-a contra si. A boca de Santana parou milímetros do lóbulo da orelha da loira – elas estão como nós.
A loira assentiu incerta. Quinn não evitou rir. Era interessante toda essa coisa entre Santana e Brittany. Era difícil acreditar que o ser mais sem paciência na Terra se dava tão bem com a pessoa que requeria mais atenção. “Vivendo e aprendendo” – lembrou-se a loira.
Ela se despediu das garotas e seguiu seu caminho até a sua primeira aula. Biologia. – Ela particularmente odiava o professor de biologia. Por algum motivo ele e Sue não se davam bem, e descontava sua raiva da professora nas Cheerios de Sue, ele sempre quebrava a cara quando tentava algo para cima de Quinn, ela era muito inteligente. – Mas seu caminho estava “bloqueado”.
– Ei! – O sussurro menos desejado atravessou os tímpanos de Quinn. – Acho que precisamos conversar.
– Sam... – a loira tentou escolher as palavras corretas para usar com o garoto.
Ela sentiu seu braço sendo puxado para um canto, em seguida seu corpo foi pressionado contra o armário. E contra seus lábios os do loiro pressionaram-se. Foi um jogo de gato e rato. Quinn queria a todo custo se separar dos lábios do loiro e ele queria uni-los mais e mais. Quinn não soube em qual momento foi, mas suas mãos conseguiram empurrar Sam.
– Quem é o da jogada? – Sam posicionou as mãos de cada lado do corpo da loira. – Não negue Quinn, você tem outro alguém em mente, não me deixaria para ficar sozinha. – Ela desviou o olhar dos olhos frios do garoto, para onde suas íris formaram a imagem de uma Berry e um Hudson, abraçados. Sua respiração misteriosamente ficou pesada e Sam sentiu isso.
Os movimentos de Sam formaram uma sequencia rápida. Ele lembra-se de no ano anterior ser trocado por Finn, e aquele mesmo sentimento de raiva tomava conta do garoto. Então aplicou alguns golpes no armário, ao lado de Quinn, para não ferir a loira durante seu acesso. Ele proferia ofensas a Finn, Quinn e a ele mesmo. O stress de Sam fez a loira a sua frente encolher os ombros e pressionar os livros em mãos contra o peito acelerado.
– Sério Quinn? Não bastou no ano passado, agora outra vez? Isso é tudo inveja da Rachel? – As mãos brancas do loiro fechavam fortes nos braços da menor. Quinn não sentia medo de Sam nessa hora, apenas estava surpresa caso alguém confunda seus olhos arregalados.
– Sam, calma.
– O caralho! Você passa um dia perto dela e esse desejo de tirar tudo dela volta? Que droga Quinn! – Ele ajeitou a roupa, olhou em volta tendo certeza que não chamara tanta atenção. Quinn o olhava com desdém. Ela não queria tirar tudo de Rachel, pelo contrário, ela queria ser o tudo da morena. – Mil perdões. – Ele gaguejava algumas palavras. – Eu não deveria ter feito isso.
– O que está acontecendo? – Puck parou ao lado do loiro arrependido. – Algum problema Quinn? – Mesmo dirigindo-se para Quinn, os olhos de Puck mantinham contato com o corpo de Sam, cauteloso com qualquer movimento que ele pudesse fazer.
– Nada Puckerman. Venha. – Assim entrelaçou os braços aos do rapaz forte de moicano e saiu pelos corredores do McKinley.
(...)
Rachel reunia seu material e esperava ansiosa pelo intervalo. Ela teria apenas um problema: Finn. Primeiramente... Quinn pediu para que a morena a encontrasse embaixo das arquibancadas durante o intervalo para conversarem. Geralmente Finn e Rachel ficavam juntos no almoço. A morena teria que inventar uma boa desculpa para contar ao garoto.
Ela se dirigia até o lugar onde se encontraria com a loira e um corpo forte a acertou, mas o mesmo evitou que ela caísse segurando-a bem em cada um dos braços. O garoto de pele levemente morena olhava-a apreensivo. Rachel parou de lê-lo depois de reparar como o corpo preenchia a roupa, ela apostava toda sua coleção da Broadway que ele tinha abdômen mais do que definido.
– Desculpe, eu não te machuquei, machuquei? – Rachel sorriu para a cara de preocupação do garoto que alisava os cabelos arrepiados. Sua voz era tão doce e desenrolada. Uma versão masculina da voz de Quinn, porém menos nasal.
– Não, estou bem. – Sorriu.
Ele suspirou e deu as costas para a morena.
Quinn estava no exato lugar onde informara à Rachel. Um canto claro, porém escondido das arquibancadas do campo de futebol. O lugar estava deserto, exceto pela presença das garotas. A loira sentada ereta sorriu quando a diva entrou em seu campo de visão.
– Jurava que não viria.
– Me desculpe. Um cara... Trombou em mim. – Rachel tentou buscar as palavras.
– Eu não devo me preocupar com essa parada entre “cara” e “trombou”, certo? – Indagou com sua famosa sobrancelha perfeitamente arqueada. Rachel negou. – Então o que você está esperando?
Quinn recebeu a morena de braços abertos e tratou logo de selar os lábios nos da morena.
Ela tentava não tatear nada abaixo da cintura da menor, então forçava o pé contra o chão a todo instante, mantendo suas mãos fieis à cintura da morena. Era difícil, mas Quinn estava se saindo bem. Ou quase. Rachel que antes usava a mão esquerda para fazer pequenos movimentos circulares na nuca de Quinn, agora descontrolava cada célula da loira movendo a mesma mão do rosto até a bunda de Quinn. Ela apertou firmemente a cintura da morena, aumentando o contato entre elas. Rachel pedia autorização à Quinn para iniciar a dança dentre as línguas. A loira considerava se essa seria uma boa ideia. Então permitiu. Se arrependendo logo em seguida, quando a luta pelo poder do beijo tomou toda a atenção da loira, deixando a mão boba da mesma passear livremente pelas nádegas de Rachel. Ao fazer menção de posicionar a morena em uma mesa empoeirada, Rachel quebrou o contato entre os lábios.
– Ficou sem ar? – Disse uma loira ofegante.
– Não, mas nosso intervalo está acabando e o Finn me procurando. – Levantou o celular até a altura dos olhos para ler a mensagem.
– Dane-se o Finn.
Rachel recuou a investida de Quinn e saiu do local, indo para o campo de futebol, onde parou ao lado de uma máquina.
– Você sabe o que essa máquina significa para mim? – Apontou para a coisa grande e laranja. Uma máquina de slushie. Quinn negou. – Foi ela que produziu o meu primeiro slushie. Eu ficaria triste e odiaria essa máquina, mas foi graças a ela que você me ouviu chorar aquele dia, foi a primeira vez em que eu te vi.
– Eu me lembro desse dia. Não sabia que foi essa, mas lembro-me perfeitamente quando olhei nos seus olhos. Nunca admiti para ninguém, mas foi estranho ver aquela cena, era como se te ver daquele jeito, algo em mim chorava junto. – Quinn mencionava ao mesmo tempo em que colocava em ativa a máquina. – Uva, seu favorito, certo?
Rachel assentiu, mas não teve tempo de prova-lo, o copo virou todo o liquido viscoso por cima dela – com uma pequena ajuda de Quinn e sua mira perfeita para os olhos da morena – e agora todo o líquido escorria por seu pescoço.
Ela choraria de desgosto, raiva ou qualquer coisa, mas a voz estridente de Finn não a deixava se quer reunir as lágrimas. Ele atravessava o campo desengonçado como sempre fora e agora gritando.
Finn levou a morena em um lugar para se limpar e recobrar a mente. Os pensamentos da pequena voavam longe, mas o celular anunciando uma mensagem a trouxe de volta.
“Desculpe, Rach, mas perto das pessoas eu sou sua inimiga. Por enquanto. – Amor, Q.” – Rachel não poderia ficar brava com aquilo, fazia parte do acordo entre elas, feito antes da loira deixar sua casa. Essa seria a sina delas até conseguirem uma forma de contar tudo sem por em risco a recente anunciada campanha de Sue ao governo de Ohio, ou o titulo de líder de torcida de Quinn, ou qualquer outra coisa que poderia. Principalmente com Quinn e sua família extremamente religiosa.
(...)
Os corredores do McKinley estavam mais calmos agora, era quase final de aula quando um aglomerado se formava para ver a passagem das Cheerios. Os copos cheios de slushie indicavam apenas uma coisa: alguém se ferraria.
Pela cara brava de Quinn e Santana – carros-chefes do grupo – e os rumores de uma briga entre a loira e certa morena, os slushies seriam uma repetição da semana anterior. Mas eles estavam errados.
Um grupo de jovens sorridentes encontrava-se na frente do armário de Rachel. Mercedes, Kurt, Tina, Puck, Finn e a dona do armário conversavam animadamente sobre música e uma possível apresentação, a conversa morreu com a chegada do batalhão de vermelho e branco e seus copos igualmente vermelhos.
– O que quer agora? – Finn se pronunciou, pondo-se na frente de Rachel.
O corpo grande foi empurrado do caminho por uma latina furiosa, assim como os corpos de Puck e Tina que apareceram na sequencia. Rachel era a próxima, foi empurrada por Santana assim como Kurt, agora todos fitavam a cena da hispânica furiosa, bufando, para uma Mercedes destemida. A figura de Quinn surgiu ao lado de Santana e Mercedes foi engolida pelas Cheerios a sua volta.
– Isso é apenas o inicio do troco. – Santana pegou o slushie azul da mão de uma das Cheerios atrás de si. Ao longe Brittany corria, gritando algo para que elas parassem com aquilo, mas fora ignorada.
– Isso é pelo tapa, vadia. – Quinn anunciou. Os olhos tomados de ódio foram facilmente percebidos por Rachel. A diva desistiu de dar o primeiro passo e se jogar na frente da diva negra.
A mesma logo foi bombardeada por slushies em todas as direções possíveis enquanto todos assistiam a cena sem entender nada.
Notas finais
Então, deixe-me explicar a demora: eu ia escrever o capítulo da sexta-feira, mas eu queria que ficasse Faberry, e qualquer ideia que me atingia era Brittana ou Kurtbastian.
No sábado eu começei a digitar um capítulo, mas cheguei na metade e achei uma droga, e ainda tive que ir fazer trabalho. No domingo não vinha ideia nenhuma na minha cabeça, e ainda no dia seguinte teria 2 provas e 1 seminário. Na segunda eu fiquei com raiva porque deixei de escrever para fazer um trabalho que só apresento na sexta, mas ainda sim teria o de sociologia para fazer para a terça, acabei nem indo. Contudo tive que passar a manhã da terça estudando para a apresentação que será só na segunda semana de dezembro =(
Cheguei na terça e digitei um pouco e beleza, fui para o curso, voltei e fiz mais nada. Na quarta-feira minha criatividade aflorou e eu consegui escrever o resto da fic, mas no final eu achei que faltou algo.
Só agora minha mente terminou de se soltar e eu consegui deixar na minha expectativa.
Ah, e fiquem felizes por mim, era prova de matemática e química. Recebi a de química na quarta (ontem) e tive nota 4 de 4. =)
É a segunda vez nesse ano.
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