All For You
15 Ask to her
Notas iniciais
Desculpem a demora, mas minha criatividade está sendo esmagada pela escola =)
Mas aqui está o capítulo de vocês... quem ficou curioso no capítulo passado.
Aproveitem a leitura.
Repassava pela enésima vez a mesma matéria de inglês de sempre. Deveria ser tão fácil compreender literatura, mas porque eles não podiam ser como os musicais? Eles são tão complexos e simples ao mesmo tempo, tão fáceis de entender, fácil de sentir. Literatura? Não... Literatura envolvia concentração. Não há “sentir” a literatura. Rachel sempre sentia os musicais e então os entendia. Mas que diabos ela vai sentir em literatura? Talvez ela pudesse, se toda a discussão existencial sobre literatura não fosse uma forma para a morena esconder a curiosidade que guardava há quatro dias.
Ela gastava toda sua aula livre estudando algo para no final perceber que sua mente voltava para a discussão que necessitava ter com Quinn. A curiosidade de saber o “por quê” dos fatos de segunda-feira consumia a diva, por que Quinn atacou Mercedes com slushies sem mais nem menos? E quando ela chamou a negra de “vadia”? Quinn não faria algo assim sem razão. Até mesmo o ataque que diva sofreu noutra segunda teve uma razão: negação.
Os pensamentos bagunçados, confusos e nada rentáveis da morena foram parados por um celular enlouquecido vibrando sobre o piano. A vibração na madeira provocou barulhos altos que ainda ecoavam pelo auditório. Rachel correu para agarrar o pequeno aparelho. Uma mensagem nova mensagem aparecia na tela. Ela esqueceu-se de ler o nome do remetente, estava realmente distraída.
“Onde você está? Precisamos conversar.” – Rachel franziu o cenho tentando adivinhar o remetente, voltou para o inicio e percebeu ser de Kurt.
“No único lugar onde meus pensamentos são capazes de ficarem no lugar ou explodir à vontade. – Rach” – A morena respondeu. Agora ela tinha uma preocupação a mais. O que diabos Kurt quer?
Contentou-se em sentar-se à beira do palco do auditório e aguardar pelo amigo, imaginando sobre o que o mesmo queria conversar. Seria algo sério?
Outra vez o garoto interrompeu os pensamentos da diva ao interromper o silêncio instalado no auditório com o barulho de seu sapato, e claro o pigarreio para chamar a atenção da diva tão concentrada.
– Eu estava pensando Rachel, se a Julliard não tem um programa musical... – ele se sentou ao lado da morena – nós poderíamos aceitar a sugestão de Emma sobre NYADA.
– Mas Kurt...
Os garotos haviam discutido sobre isso na terça, na sala de Emma, queriam tanto ir para Julliard, porém Emma a conselheira de turma conseguiu esmagar isto. Todavia, Kurt não desistiria de convencer Rachel, nem de longe isso aconteceria, já que a morena se impôs à sugestão. Seria Julliard ou Julliard.
– Sem “mas” Rachel, é isso. Eu não ligo para qual faculdade eu vou desde que seja algo que eu goste e longe de Lima, longe de Ohio! – Disse simples afagando os longos cabelos de Rachel. – E NYADA reúne tudo o que eu quero, além de ser em New York. Por favor, Rach eu sei que você quer isso e eu não posso fazer nada sem você. Se eu for para lá sozinho não terá graça. Também sei que você quer parar de ser a perdedora de Lima e seguir seus sonhos. – Os olhos castanhos de ambos brilhavam conforme palavras eram acrescentadas ao monólogo. – Nós temos uma oportunidade em mãos, não vamos desperdiçar como a maioria desses perdedores. – Ofegou ao fim da fala. Agora ele compreendia como Rachel se sentia após os longos discursos.
– Kurt. – Repousou a mão no ombro do amigo. – Você poderia ter parado em “além de ser em New York”. – Ambos riram. Rachel sorriu uma última vez antes de pôr-se em pé, puxando Kurt consigo. – Eu sei o quão importante isto é, que sair de Ohio é o que mais queremos. E eu pesquisei sobre NYADA, parece ser ótimo, então eu aceito sua proposta. – Estendeu a mão para o amigo. – Vamos conquistar New York!
(...)
Quinn guardava suas roupas na bolsa personalizada das Cheerios, própria para tal coisa. Não havia necessidade de dobrar e organizar as roupas dentro de uma mochila considerando que a mesma seria lançada de qualquer jeito nos bancos traseiros do carro da loira, no entanto, ela insistia em fazê-lo. Seria uma forma de adiantar encarar as pessoas lá fora, seria uma forma de adiar seu encontro com Rachel, seria uma forma de se esconder de Blaine.
Fabray com medo? Nunca... Apenas precaução. Talvez uma pitada de medo, mas entendamos os fatos antecessores à este dia. Para isso uma pequena viagem seria necessária, no tempo.
Flashback
Depois do ataque de slushies, Mercedes foi levada com urgência pelos amigos até o banheiro feminino. As Cheerios sob o comando de Quinn e Santana retomaram suas atividades normais. Ao rodar sobre os pés para fazer o retorno, Quinn e Santana se depararam com Brittany, vermelha de raiva, ao lado de Sebastian, igualmente bravo.
– Por quê? – Brittany tinha voz chorosa. Santana fechou os olhos momentaneamente sabendo que não poderia sequer cogitar abraça-la, a loira estava brava com ela e Quinn, nem em sonhos as duas Cheerios poderiam tocar a garota de olhos azuis. Principalmente pelo Sebastian irritado com os braços por cima dos ombros da loira. – O que eu falei sobre violência.
– Desculpe Britt-Britt. Nós não queríamos, mas ela... – Sebastian pigarreou em suplica para Quinn não mencionar os tapas de ela e Mercedes trocaram tempos atrás. — Não fique brava com Santana, ela só estava sendo uma boa amiga. – Disse uma Quinn cabisbaixa.
– Ora, ora. – Surgiu Blaine atrás dos garotos.
– O que quer aqui Anderson? – Sebastian vociferou.
– Só vendo como vocês são desunidos. – Deu as costas ao grupo com um sorriso convencido no rosto. – Eu vou dar uma revanche a vocês, ou acham que é só atacar a pobre Mercedes e eu vou entender o recado?
Depois disso Quinn foi questionada por uma baixinha irritada sobre o acontecimento, com muito jogo de cintura a loira conseguiu remediar a situação com Rachel, alegando que o assunto não a deixaria confortável. A morena respeitou de primeira.
Flashback
Uma ameaça de vingança de Blaine era uma grande ameaça – quem diria que debaixo de todo aquele gel existia uma mente tão malévola quanto a de Santana?
Até agora pelo menos Rachel vinha respeitando o pedido da loira, mas por algum motivo ela não suportou mais a curiosidade, o que deixara claro na mensagem que enviou à Quinn contendo o seguinte texto: “Eu não ligo se te deixa desconfortável, quero saber o que está acontecendo. Por que fez aquilo com Mercedes? Você pode não me responder aqui e agora, mas espere até estarmos sozinhas”.
Se bem que topar com Blaine seria melhor do que enfrentar Rachel. Como dizer a uma garota que a amiga tão considerada, sua melhor amiga, estava envolvida no seu próprio sequestro. Se é que se pode chamar aquilo de sequestro.
Sim, quando mencionaram que Blaine precisava de uma isca para arrastar Kurt e Rachel até a floresta, Mercedes era a isca. Levar Puck e Mike era um dos últimos problemas, mas certamente levar consigo as Cheerios não estava nenhum pouco dentro dos planos.
– Quinn, eu posso falar com você? – A voz imperativa da latina assustou Quinn.
– Nunca mais faça isso Satã. – Fingiu um susto maior com a mão no peito. Santana olhou travessado para a capitã. – Tudo bem, o que quer?
– Apenas sugerir que você arranque a máscara daquela vadia para Rachel. Adiar isso não vai nos ajudar em droga nenhuma. – Bocejou. – Agora vamos ao assunto real: Brittany me trocou pelo Sebastian. Ela está lá nas arquibancadas agarrada nele.
Santana fez bico de criança triste. Desde sempre aquela expressão deixava Quinn comovida, a loira não poderia negar como a beleza e meiguice – se assim puder ser chamada – de Santana triplicava com aquela cara. A Cheerio não teve outra opção se não abrir os braços para receber uma Santana dengosa e chateada nos braços. Contudo ela não poderia perder a chance de caçoar da latina.
– Sério? – Quinn fingiu novamente, desta vez compaixão. – Eu não vejo muita diferença entre vocês. Exceto o sexo, pois o resto não muda nada. – A loira levou um golpe no ombro. – Qual é? Estou sendo honesta igual a você!
– Você é uma babaca Fabray! – Santana se afundou na curva do pescoço branco, apertando-se no abraço de Quinn.
Era tão confortável.
(...)
Sebastian aspirou mais um pouco do cheiro embriagante de Brittany. Ele entendia o motivo de tanto amor da parte de Santana para com a loira. Ela era simplesmente adorável, amável... Um jeito ingênuo de ser e mesmo que muitos não acreditassem ela era inteligente, em sua própria maneira. Convenhamos alguém que inventou uma língua no Ensino Fundamental e responde provas usando-a é de longe extremamente inteligente. E isso fazia de Brittany uma bilíngue. Mesmo que o segundo idioma não contasse.
Os garotos estavam nas arquibancadas abraçados, de forma amigável e nada além. Afinal todos sabiam que Sebastian é gay e mesmo Brittany sendo “bi curiosa”, nada aconteceria entre eles. Agora tente convencer uma latina “esquentadinha” disto.
A garota se apertou mais no abraço do garoto.
Ela estava triste com Santana desde segunda-feira quando a latina e Quinn lideraram um ataque de slushies em Mercedes. – A negra era boa gente e Brittany simplesmente não entendia como elas foram capazes de fazer tal. – Até o momento Santana estava administrando bem a tristeza da loira com muito sexo, mas digamos que orgasmos ainda sim não é um bom remédio para algo assim, apenas adiava o inevitável. Bem, agora o inevitável apareceu.
– Eu te juro Britt, elas não fizeram por mal. – Sebastian afagou novamente os cabelos loiros.
Vale lembrar que Brittany sempre foi contra a violência e recentemente Sebastian se deu ao trabalho de explicar à loira que slushies também são uma forma de agressão, – não muito na parte física, mesmo sendo ruim ter um líquido viscoso escorrendo por todo seu corpo e impregnando-se nas roupas, mas também atingia a moral da pessoa o que também é bullying.
– Então me explique por que elas fizeram aquilo? – Os olhos azuis estreitaram-se para os marrons.
Ele decidia se contava ou não à garota sobre tudo que ela não sabia. Algo que ela sabia era a rixa secreta entre Blaine e sua “turma” – pequena, só para constar – e Sebastian com suas amigas Cheerios, incluindo Brittany. Para o moreno Brittany abriu uma exceção na clausula de “não violência” presente em seu código moral.
– Promete não comentar com ninguém e que isso morrerá aqui? – Recebeu um aceno em resposta. O garoto puxou as pernas nuas e longas para cima de seu colo, aproximando a loira para si. – Mercedes é parte da turma de Blaine. Ela que os atraiu até a floresta. Digamos que ela é cem por cento Blaine.
– Espera, então...
– Sim Britt-Britt, ela mereceu aquilo. – Sebastian sorriu de canto, encarando as coxas torneadas de Brittany. – Ela não está jogando muito limpo. Eu temo que ela atraia Rachel para algo ruim. Quando comentei isso com Quinn, ela interpretou minha frase mais para “ela atrairá Rachel para algo ruim”.
Ela assentiu, sinalizando entender tudo. Mesmo não compreendendo a última oração.
(...)
O jogo de sobrevivência estava “on” e Quinn tentava seguir as instruções: chegar até seu carro sem encontrar com Blaine, ou Rachel, ou Sam e muito menos Finn.
Ela falhou miseravelmente quando passou frente à porta do clube do coral. Sua mão foi agarrada por mãos grandes e o corpo magro da loira foi puxado para o local por um ser pequeno e moreno.
Diferente das expectativas os olhos da morena eram pura luxúria, nada de cobranças, raiva, repulsa ou qualquer coisa, apenas um incessável desejo de possuir mais uma vez o rosto de Quinn entre suas mãos e os lábios da mesma entre os seus. Com rápidos movimentos a porta atrás de Quinn foi fechada pela pessoa que a puxou para dentro do local, em seguida a porta foi trancada.
– Rach...
Quinn foi silenciada com um beijo. De inicio ela se assustou com tal, imaginava que Rachel queria discutir com ela, mas depois do olhar desejoso da morena, Quinn esperava por um beijo. Mesmo assim ela pensou que seria um canal para transmitir todos os desejos da pequena, entretanto iniciou-se lento e apaixonado, repleto de saudade.
Aos poucos o ritmo aumentava. O corpo da loira foi lançado à parede e prensado por um pouco menor. Rachel devorava-se nos lábios de Quinn tão feroz quanto um leão almoçando sua zebra.
A loira entrelaçou os dedos atrás da nuca da morena deixando uma trilha de arrepios no lugar. A mão de Rachel apertou-se no quadril fino trazend0-o para mais perto, impondo contato entre os corpos. Conforme os movimentos dos lábios de Rachel, Quinn se sentia em uma dança onde era conduzida pela morena, uma dança boa e rápida, apaixonada e intensa. Talvez a melhor da vida da loira.
Quando a posição não parecia mais suficiente para mostrar o desejo, Quinn puxou o corpo de Rachel para si durante uma caminhada de ré até uma mesa mais próxima, a mesma estava com livros dos mais diversos tipos estava. Todos foram para o chão, dando lugar para o corpo de Quinn ser posicionado.
Nenhuma das posições que testaram satisfazia a luxuria, adquirida pelas duas.
O beijo foi interrompido por um visitante indesejado que insistia em bater na porta. Quinn saltou de cima de Rachel, ao ouvir a voz de Finn, a loira examinou a outra garota, aplicando-lhe um tapa certeiro na bochecha. Aproveitou o golpe para arranhar levemente o rosto da garota. Logo Rachel conseguiu abrir a porta, mas no mesmo instante que o corpo grande e desengonçado de Finn atravessou a porta o corpo de Rachel foi lançado ao chão por uma loira descontrolada.
– Sai de cima dela! – Finn puxou a loira.
– Por que está aqui, Finnútil? – Quinn retrocedeu um pouco.
– Eu estava procurando Rachel e ouvi barulhos aqui, sabia que só podia ser isso. – As mãos grandes do garoto tomaram os braços da loira. Ele procurou os olhos verdes até estabelecer conexão. – Sam me contou. Quinn pare de brigar com Rachel por mim, eu sei que sou o amor da sua vida, mas a Rachel é o meu, eu sou o dela e você não pode atrapalhar isso. Supere nosso fim!
Quinn fez bico combinando com sua sobrancelha perfeitamente arqueada. Dá para acreditar em Finn? Ele realmente é um idiota. Quinn superou-o há tempos, por isso estava “pegando” Rachel. “Babaca” – Quinn pensou.
– Você não é o amor da minha vida, mas não se preocupe, logo saberá. – Sem Finn notar, Quinn piscou para Rachel que engoliu o riso.
A loira se moveu até a mochila, reposicionando-a no ombro e seguiu seu caminho através da porta, irritada com o garoto.
(...)
– Tudo bem Fabray, você escapou ontem, porque eu estava morrendo de saudade da sua boca, mas agora você não escapa. – Quinn assustou-se com Rachel. A morena a encontrou, talvez as arquibancadas do campo de futebol não fossem o melhor esconderijo do mundo.
– Rachel, tudo que eu tenho para te falar é: se quiser saber, pergunte a ela. – Quinn se irritou. Isso era algo entre Mercedes e Rachel.
Afinal, no passado Mercedes foi completamente receptiva para a loira, quando seus pais não o fizeram. Neste ano sua mãe conseguiu se livrar de uma vez por todas de Russel e se reestabelecer, então agora eram apenas Quinn, Judith e Frannie a milhas de distância. Concluindo: nada de ferrar Mercedes em assuntos que não diziam respeito à Blaine.
Acabar com a amizade entre as divas obviamente era algo que não lhe dizia respeito.
Notas finais
Eu vou postar de quarta-feira nas próximas duas semanas, então postarei de três em três dias =)
Ou dois... ou sei lá.
Confesso que a falta de reviews me desanimou um pouco =( [entendão a indireta]
Até semana que vem =)
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