All For You

12 A beautiful couple


Notas iniciais
Olá pessoas lindas!
Alguém pediu para que elas se acertassem?
Então não preciso falar mais nada =)
Aproveitem o capítulo e tenham uma boa leitura.

Muitas famílias se opuseram com a viagem, afinal, Ação de Graças é uma data sagrada para os americanos em um geral – não literalmente –, mas alguns se conformaram com a viagem porque, apesar de longe da família, seus filhos não deixariam de comemorar a data. Judith Fabray não teve outra escolha se não passar o feriado com Frannie para que Quinn pudesse passar seu feriado com a escola. Agora lá estava Quinn Fabray no ônibus reservado especialmente para as Cheerios, com Santana ao seu lado nos assentos da frente e Brittany no fundo do ônibus cercada por algumas Cheerios – Brittany e Santana ainda não se falavam e a latina obrigara a loira a ficar ao seu lado. Era uma escolha de ou sim ou sim. – E mesmo cercada de algumas das mais belas garotas da escola, Quinn ainda pensava em apenas uma. A garota do ônibus ao lado. A judia, baixinha, de olhos castanhos e expressivos, de voz irritante e discursos mais ainda, porém a única garota com um toque tão suave quando a brisa do mar, capaz de provocar reações prazerosas na capitã das líderes de torcida.

Quinn remoía os acontecimentos de segunda e terça-feira, ela não sabia exatamente, para falar a verdade não tinha ideia, do por que fizera aquilo. Na segunda-feira Quinn voltou a ser a mesma vadia de sempre com Rachel, – fazendo diva questionar-se sobre a sanidade mental da loira –, mas na terça-feira foi pior, a própria capitã fez questão de encurralar a judia e dar inicio a sessão de slushie na pequena, recebendo a ajuda de ninguém mais ninguém menos que o restante das Cheerios. Exceto Brittany e Santana, a primeira se recusou a isso depois dos pedidos de Sebastian e a segunda simplesmente estava com raiva de mais do mundo para isso.

– Q, pare de pensar naquilo. – Santana repousou sua cabeça no ombro da loira. – É passado e bom... Você conseguiu o que queria, Rachel pensará mil vezes antes de te “analisar”. – Disse.

– Por isso mesmo Sant. – A loira por sua vez apoiou a cabeça no vidro da janela. – Eu não sei a razão do que fiz, mas sei que me arrependi segundos depois.

– Eu sei loirinha, e também sei que não é só isso que te incomoda. – Sussurrou. A loira negou com um ralo aceno. – Então não devo explicações daquilo na piscina dos Berry?

– Vo-V-Você lembra? – A loira engasgou com as próprias palavras.

– Não foi fácil, mas lembrei de como arrumei um hematoma na clavícula e um arranhão nada discreto nas costas. – A latina sorriu. – Mas não se preocupe, foi só uma ficada, não conte à Brittany e eu mantenho-me calada para a Berry. – Quinn ainda a olhava com descrença. – Não me olhe assim, não é como se fosse a primeira vez! – Santana usou seu tom mais baixo.

Tudo bem, Quinn poderia lhe dar com isso, afinal não significou nada para ela, mesmo que não quisesse e tentasse ela sabia que seu coração sempre repetiria o mesmo nome e sua mente repousaria sobre a mesma pessoa, não importasse o que. Foi difícil lhe dar com a situação de que tudo que Quinn acreditava sobre amor, ódio e... Caía por terra. Ela gostava de Rachel, e daí? Não é como se fosse a primeira vez em que inimigos se apaixonam. As questões são: como lhe dar com seus altos e baixos emocionais, a sociedade e principalmente com a baixinha furiosa e ressentida por conta de alguns dez ou trinta slushies?

(...)

Seu namorado estava no outro ônibus, então Kurt estava ao lado de Rachel –, mas seus olhos atentos cuidavam constantemente Sebastian no outro lado – cuidando e amparando a diva. Qualquer palavra iniciada por “s” já arrepiava Rachel. Certo que ela já levou outros “banhos” de slushie, mas nenhum se compara ao do dia anterior, fora diferente porque dessa vez os slushies não atingiram apenas seu rosto, seu coração tão bem. Quinn pareceu divertir-se tanto com aquilo, nem parecia a Quinn que tomara a morena nos braços e explorara a boca da pequena dias antes.

No momento sua última preocupação deveria ser alguns slushies na cara, agora a morena estava indo diretamente para uma floresta úmida e de árvores extremamente repugnantes, além de, uma clareira próxima a uma caverna, a clareira em si era quente e acolhedora. Rachel estivera lá outras vezes.

O ônibus deu partida, a viagem em si começou calma, demoraria em torno de uma hora até chegar ao destino. Kurt puxou alguns salgadinhos da mochila de Sebastian depois de poucos minutos, ele não aguentava a euforia que se iniciava no fundo do veículo, então, comer era sua única forma de protesto. Ele ofereceu à diva, a mesma recusou. Os garotos ao fundo do ônibus cantarolavam uma música qualquer, um “hit” qualquer. Rachel não reconheceu de primeira, nem de segunda, então desistiu. Kurt sussurrou para ela que a música seria uma de Chris Brown, a morena acenou em concordância com a memória.

As Cheerios partiram logo atrás do veículo onde Rachel se encontrava e agora o delas tentava uma ultrapassagem segura pela pista. A morena estava apoiada na janela com um Kurt sonolento em seu ombro, quando uma figura loira chamou sua atenção. Quinn estava na mesma posição de Rachel, com uma latina nos braços, dormindo. A diva sentiu seu rosto corar, seu coração disparar ao conectar seus olhos às íris verdes, mas o mesmo partir quando a conexão fora quebrada.

Uma hora e dez minutos depois todos os alunos estavam com seus pertences em mãos, aguardando instruções. Finn encontrara a morena e agora seus dedos entrelaçavam-se aos dela, Kurt tinha a fiel companhia de Sebastian – que vez ou outra lançava olhares furiosos e protestantes à presença de Blaine no local – e curiosamente Brittany estava do outro lado da pequena diva.

– Seus bundões! – Não precisa ser um gênio para adivinhar de quem era a voz estridente e incômoda. – Prestem atenção...

Rachel desligou-se nesse momento, sem motivos, seu cérebro apenas apagou. Voltou a si e perguntou para Kurt o que lhes falaram. O menino explicou que eles sorteariam as barracas, ou seja, seus parceiros de barraca seriam escolhidos aleatoriamente pelo sexo.

Depois de muito tempo e discussão, a turma do quarto ano foi separada do terceiro, sendo obrigada a ficar em outra clareira sob a supervisão de Sue Sylvester. “Vai dar merda, tenho certeza disso. Sempre dá.” – Rachel pensava consigo. – A diva foi mais atrás acompanhada pelo namorado, seguindo a fila. Hudson tentava vez ou outra beijar a diva, mas era instintivamente bloqueado.

Sue separou todos, segundo suas escolhas aleatórias, entre grupos em barracas – no qual Rachel seria obrigada a dividir espaço com Santana e Brittany –, e para sua infelicidade – não tanto – ela acabou como parceira de Quinn para a atividade de campo. Agora a morena se via caminhando para perto da Cheerio, com certo receio em mãos.

O exercício era simples, havia uma bandeira escondida na floresta e o grupo que achasse ganharia pontos extras. Rachel se manteve distante de Quinn, como se a loira tivesse uma doença contagiosa transmitida pelo olhar, aproximar ou apenas pensar. Era difícil não querer olhar, tocar ou beijar Quinn com a garota tão próxima, mas a lembrança de cada slushie ainda estava viva na mente da morena, ela sentia raiva da outra.

– Achei Man Hands. – Quinn fez menção de tocar Rachel, mas a mesma recuou ao toque da maior. – Qual é, está com medo? Eu não tenho slushies aqui. – Rachel examinou a mochila nas costas da loira.

A diva apenas assentiu para que fossem capturar a bandeira. A bandeira estava no alto de uma árvore, Quinn decidiu subir na árvore para pegar – sim com seu uniforme Cheerio. – A pequena diva se forçou a não olhar para Quinn, não naquele ângulo. Escolheu um esquilo inocente, passeando entre as árvores, como alvo de foco.

– Segura, eu vi de lá do topo uma flor muito linda, tenho que fotografar. – Quinn empurrou a bandeira de qualquer jeito para Rachel.

– Você está brincando, só pode! – Guardou a bandeira na mochila. – Isso é fora da trilha.

– Nós já saímos da trilha para chegar nessa, lá nos achamos outra. Pare de reclamar!

A loira puxou uma máquina fotográfica da mochila, era um pouco maior que Rachel conhecia, mas os mesmos detalhes vermelhos da outra.

No caminho até a tal flor, Rachel percebeu a demora, mas valeu a pena, a flor era linda, Rachel não se recordava de qual tipo, apenas ser realmente bonita, branca com as bordas vacilando do amarelo para um roxo forte e uma fina linha vermelha na lateral da flor.

Uma flor não bastou para Quinn, ela carregou Rachel para outras flores e quando se deu conta de si, a diva sabia que nunca conseguiria voltar para a trilha.

– Nós estamos perdidas.

– Claro que não Berry. – Quinn se desfez da hipnose das plantas e se assustou ao examinar o ambiente em torno. – Caramba, que lugar é esse?

– Ótimo, estou perdida na floresta com uma louca maníaca por slushies. – Sorriu amarelo.

– Cala a boca, poderia ser pior. – Quinn guardou sua câmera.

– Jura? Por exemplo? Você poderia estar com slushies e entediada? – Ironizou.

– Você poderia estar aqui com o Hudson, aposto que ele iria te forçar a transar com ele. – A loira fez bico e examinou o corpo de Rachel, mas seus olhos caíram em algo atrás da diva. – Ou aquilo. – Apontou para uma cobra que as estudava. – Sério Rachel, não se mova.

Tarde de mais, Rachel se via agora correndo por entre a mata, seguida de uma Quinn divertida e uma cobra furiosa. “Definitivamente, sua boca é santa Fabray!”

(...)

Era final de tarde, Rachel e Quinn corriam tanto que nem se percebiam entrar na floresta mais e mais. Agora as garotas estavam perdidas e perto do anoitecer. Quinn foi a primeira a ceder o cansaço, apoiou as mãos ao joelho e ofegou alto, sua cabeça latejava.

– Onde nós estamos? – Indagou à baixinha logo à frente.

– Não tenho ideia. – Rachel se assustou com o lugar, era mais úmido do que o resto da floresta, o ar pesado entrava com dificuldade nos pulmões. – Parabéns Fabray, nós nos perdemos mais ainda!

– Cala a boca, anã.

Rachel negou em decepção e voltou a andar em meio à escuridão da noite, seguida por Quinn. A floresta estava ligeiramente escura e os animais noturnos faziam barulho já. Durante uma discussão e outra foi quando aconteceu, Rachel escorregou no caminho e rolou por algumas vezes, a loira consigo não pensou duas vezes antes de se jogar na descida para ir atrás da morena. Quando o chão se nivelou, Quinn tropeçou na diva. A morena agonizava com menção de tocar a perna, mas cada movimento parecia estender a dor, a loira aumentava seu pânico diante da cena. “Ótimo, perdidas na floresta, fugindo de animais silvestres, às vésperas da Ação de Graças, com a garota que ao mesmo tempo me atrai e me repugna, e agora isso um tornozelo torcido. Divino!” – Rachel pensou.

A loira tentou tocar o tornozelo da morena, mas foi parada por apertos fortes em seu punho. Rachel tentava a todo custo engolir o choro.

– Está bem Rachel, eu só quero ver. – Tentou tranquiliza-la.

– Virou médica?

– Não, mas tenho curso. – Abriu um sorriso branco. – Agora eu vou puxar a calça só um pouco e... – seus olhos arregalaram-se – isso está horrível.

A morena assentiu, afinal, era nela quem doía toda a “feiura” do machucado.

– Tudo bem, vejamos... – a loira virou a cabeça em alguns graus para analisar o local onde estavam. Perto delas jazia uma cabana aparentando velha e bem abandonada, mas elas não teriam outra escolha. – Te levarei para lá, aguente firme.

No local mencionado, Rachel foi acomodada no canto mais quente e confortável que a Cheerio conseguiu achar. Fique calma! Ela rezava mais para si do que para a morena em si, era difícil assistir a cena. Depois de instalar a morena, Quinn pediu-a paciência até que voltasse com alguns gravetos e folhas secas.

Com a cabeça apoiada na parede frágil do lugar, Rachel apenas assentiu para a maior e recolheu-se no lugar, como se a parede fosse abrir um portal para outra dimensão e assim a diva pudesse fugir daquele lugar e situação, mas não aconteceu e ela continuava lá sozinha esperando pela loira que fazia seu coração esmagar sua caixa torácica. A dor se tornava cada segundo mais insuportável e a morena não conseguia lhe dar mais com isso, alcançou a mochila da loira e acomodou-se na mesma, usando-a de travesseiro para um longo cochilo. “Tem o cheiro de Quinn.” – Sorriu antes de sua dor ceder ao sono.

Quinn assistia a cena mais perfeita – ela o julgara assim –, Rachel repousava calma sua cabeça sobre a mochila da loira, os movimentos lentos e desapressados do peito da morena eram hipnotizantes para a líder. A fogueira estava montada, aquecendo – não o suficiente – o ambiente perto delas, uma chuva fraca caía do lado de fora da cabana. Contudo sua atenção permanecia-se presa à morena, e que se dane os lobos uivantes a alguns metros da cabana, Quinn poderia morrer observando aquilo.

– Hey, não se assuste. – Sussurrou ao ver o susto de Rachel, quando tentou recuperar sua mochila. – Eu tenho alguns marshmallows e outras coisas aqui.

A morena assentiu com uma careta engraçada. Quinn logo entendeu que a dor voltara, começou uma busca incessante na sua mochila, tirando dela uma lanterna, manta, uma familiar almofada, um pacote de salgadinhos e uma garrafa d’água, mas isso não bastava, ainda não encontrou o que procurava. Rachel olhava curiosa – e com dor – para a loira, era meio confuso para a morena tamanha preocupação, até o punho branco da loira, ser direcionado quase no nariz da diva.

– Analgésico, sempre está comigo. – Sorriu sincera. – Não vai te matar, eu juro. Até porque, odiaria isso. – Abaixou os olhos.

Rachel assentiu para a sentença e colocou o comprimido na língua, com auxilio da água fez com que o mesmo seguisse seu caminho até o esôfago e dali em diante.

Alguns marshmallows foram empurrados para Rachel, assim como o pacote recém-aberto de salgadinho. A morena estava sentada com as costas eretas na parede, com os pés esticados na almofada de Quinn – aquela com o “Q” – e a manta cobrindo suas pernas. A diva assentiu para as guloseimas oferecidas e esquadrinhou cada milímetro da imagem de Quinn se aproximando para entregar à Rachel a delicia, proporcionada por uma fogueira pequena, feita pela loira próxima.

Estava lá de pernas cruzadas, sentada ao chão, apenas meio braço de distância de Rachel, a loira mais linda que já vira. Do ângulo em que estava Rachel pode ver algo que muitos provavelmente já, graças à micro saia do uniforme. A loira pendeu a cabeça sobre o ombro, aprofundando o contato visual com a diva.

– Você quer falar sobre ontem? – Questionou à maior.

– Não... Na verdade eu quero. – Rachel se exaltou. Aquilo estava há mais ou menos vinte quatro horas preso em sua garganta e aquela seria uma boa hora para conseguir suas respostas. – Por que fez aquilo? E depois de tudo que houve na sexta. Não foi justo Quinn, comigo pelo menos não. Explique-me o que você tem nessa sua mente de merda. Por que fazer isso comigo? – A morena parou piscando algumas vezes. – Desculpe o que você murmurou?

– Que talvez eu goste de você! – Jogou algumas folhagens para o alto. – Que droga! Era isso que queria escutar? Eu estou tão confusa quanto você Rachel, sempre acreditei no meu mais extremo ódio sobre você e o meu mais cego amor ao Finn, mas um dia eu viro a cabeça e lá está, você e ele se beijando e meu coração começa a queimar de dentro para fora, contaminando todo meu corpo, mas não era pelo Finn porque eu tenho nojo dele. E agora eu te beijei e esses sentimentos idiotas que eu estava quase afogando voltaram mais fortes do que nunca e me vejo com raiva e nojo do meu próprio namorado... – Ofegou ao final do monólogo. – Que droga, eu estou parecendo você.

Rachel sorriu de canto e agarrou a mão da loira a sua frente, olhando fixamente para as mãos entrelaçadas. Encaixavam-se perfeitamente, como quebra-cabeças. Um sorriso bobo escapou de ambos os lábios, mas não foram percebidos pelas respectivas, agora Quinn acompanhava o olhar de Rachel até o emaranhado de dez dedos.

– Nós formaríamos um casal muito bonito. – Sorriu a baixinha.

– É... – a maior continuou a analisar as mãos entrelaçadas, sua mente estava submersa em pensamentos dos mais diversos. O que Judith diria? O que Sue faria? Como as Cheerios reagiriam? Como Sam reagiria? Ou o resto do McKinley? A loira sabia que podia contar com Santana, Brittany, Kurt e Sebastian para tudo que precisasse, assim como seu coração pressionava-se contra o peito numa tentativa de lançar às cordas vocais de Quinn a resposta certa para aquela afirmativa. “Se é o que você quer, assim será, coração.” – Somos um casal muito bonito. – A loira sorriu com o brilho dos olhos castanhos.

Agora o beijo seria sem pressa e gentil para com Rachel – seu tornozelo implicava certas limitações – e sem previsão para terminar – apenas na falta de ar.

Notas finais
Erros? Perdão.
Gostaram do capítulo?
Deixem review, expressem suas opiniões sobre ele.
Obrigada a atenção e me desejem sorte, porque eu tenho prova de biologia e não estudei apenas escrevendo =)