All For You

20 A Mistake


Notas iniciais
Olá pessoas lindas!
Sentiram saudades?... nada? Ninguém? Okay ;-;
Capítulo anterior foi introduzido um personagem de minha criação, como cinco outros em outro capítulo. Destes seis personagens, quatro serão regurales na história, só três ajudarão de fato nosso Faberry. No capítulo de hoje teremos dois deles =)
Aproveitem a leitura

Plena segunda-feira e Quinn já cuspia fogo com todos. A loira colocou a chave na fechadura, tendo dificuldade em girar a mesma e abrir a porta com toda a tremedeira de seu corpo. Entenda, em poucas horas Finn Hudson, Santana Lopez, Will Schuester, Noah Puckerman, alguns garotos do rúgbi, a rotina escolar em si e Sue Sylvester pareceram conspirar contra a paciência de Quinn. Primeiro Finn e sua insistência em grudar à Rachel como um carrapato em cavalo, em seguida se já não bastasse Santana que fazia questão de soltar suas pérolas infames a todo instante. Então após o intervalo Will reuniu o Glee Club e passou um exercício idiota que estranhamente forçou-a a trabalhar com Sam, Puck e um questionário sobre lésbicas durante a ida ao ginásio, para finalizar um treinamento de Sue com sua irritação normal somada a um estranho fenômeno que a dobrou e alguns garotos do rúgbi vagabundeando pela escola. “Será que ele não se toca?” – Pensou sobre Puck. Quinn conseguiu abrir a porta. Lançou a bolsa sobre a mesa de centro. Posicionou os dedos nas têmporas e massageou o local, sua cabeça parecia estar sendo atropelada.

A garota subiu as escadas sem olhar para os lados, ela sabia que sua mãe não estava em casa, pela ausência do carro de Judy na frente da casa. Abriu a porta do quarto e se lançou na cama.

“Você está suja, suada, pegajosa e fedida.”

“Claro, acabei de sair do treino de Sue. É perfeitamente plausível.”

Quinn suspirou, alcançou a gaveta de seu criado-mudo abrindo-a, tateou até achar uma cartela de comprimidos. Engoliu dois e tomou um copo d’água que sua mãe sempre deixava lá.

O que aliviava Quinn era o fato de que Rachel iria a sua casa para uma aula particular de matemática...

“Estude Quinn, não se agarre com Rachel, certo? E vá tomar um banho, nós não podemos receber Rachel neste estado.”

“Não enche Lucy! Espera... ‘nós’?” – Quinn riu. Era engraçado como Lucy se dividia o tempo todo. – “Se não for muito incomodo, você poderia me devolver meu corpo Lucy?”.

“Claro, de qualquer forma, não quero estar no controle quando Rachel te agarrar.” – Quinn revirou os olhos para si mesma.

Ela patético esta coisa, Quinn e Lucy, a mesma pessoa, o mesmo corpo, mas duas personalidades tão distintas e dominantes. Lucy era a vadia que todos viam e chamavam de “Quinn Fabray”. Quinn é uma garota doce, educada e com um ótimo coração. – De fato no inicio Quinn e Lucy era uma só e o nome Lucy era toda a assombração sua do passado. Após Beth, Quinn cresceu e Lucy manteve sua pose bitch, comandando a loira na escola e sendo trancafiada em um baú fora dela.

Quinn vestiu seu short jeans curto – ela agradecia por finalmente o clima frio estar dando adeus à pequena cidade de Lima – e desceu as escadas enquanto ajeitava os cabelos molhados com uma mão e segurava os livros na outra, sentou-se no sofá jogando o material sobre a mesa, ligou a televisão e fechou os olhos, aproveitando o efeito do remédio.

A campainha tocou. A loira pôs-se em pé e abriu a mesma, apreciando a morena baixinha que estava com os livros contra o peito inocentemente. Os sorrisos se corresponderam quando o contato dos olhos firmou-se. Quinn mordeu o lábio, puxou a pequena para dentro da casa, arrancou os cadernos dos braços da morena e tomou para si o rosto da mesma.

(...)

Apesar da ausência de chuva, neve ou qualquer coisa, os cantos da rua estavam alagados, realmente um lugar como aquele nada mais do que poderia se esperar, mas ainda sim o moreno esperava que o lugar não cheirasse tão ruim. Ele não se recorda da última vez que esteve ali, mas sua fraca lembrança era claro que realmente o cheiro do lugar piorara num espaço de seis meses.

“Sempre odiei este lugar.” – Pensou.

As pessoas fitavam o garoto, logo o olhar caia diretamente para o uniforme bem arrumado dos Warblers. Sebastian sorria para todos nervoso se alguém o reconheceria da escola. Afinal, o que uma pessoa como Sebastian estaria fazendo ali ao invés de estar com seus amigos gays da Dalton fazendo algo para engomadinhos?

Um homem familiar apontou na porta de uma padaria, ele sorriu para o garoto ao olhá-lo uma primeira vez.

– Hey, Seb! – O homem passou sua sacola para a mão esquerda e estendeu a direita para Sebastian. – Há quanto tempo não te vejo?

– Seis meses. – Cumprimentou o homem ainda hesitando cada movimento.

– Serio Seb? – Sorriu. – Relaxa! Ninguém aqui se lembra de você direito, ninguém além de mim e do Ryan.

O moreno maior voltou a congelar no lugar fazendo o sorriso do rapaz de boné aumentar. Ryan não trazia nenhuma lembrança boa à Sebastian, ele e o outro passaram poucas e boas nas mãos daquele homem de expressão rude e barbudo. Um acesso de calafrios dominou o moreno.

– Nem brinque com isto Tyler. – Repreendeu quando finalmente voltou à consciência. – Falando nisto, como o verruga está?

– Ele está preso. – Deu leves tapas nas costas do mais alto, puxando ele para um passeio. – E morreu na cadeia.

Sebastian riu. Era o mínimo que o “Senhor Verruga”, como Tyler o chamava, poderia sofrer.

– Eu não riria se fosse você, e iria embora pela escuridão, porque os capangas dele te querem. Eu duvido que eles te reconheçam nas roupas normais que usava no McKinley, mas aqui em Lima Heights só há uma pessoa que vem com o uniforme dos Warblers.

(...)

Quinn acalmou os batimentos cardíacos, entrou na cozinha se encaminhando diretamente para o filtro tomar água. Certamente estudar com Rachel não prestava mais – toda vez que a morena progredia uma sessão de beijos se iniciava.

– Quinn. – A voz de Rachel chegou baixa aos ouvidos da loira por ser um quase sussurro vindo da porta que não estava exatamente próximo ao filtro.

– Oi amo... – Quinn franziu o cenho e fitou uma morena de olhos esbugalhados que olhava para a mesma coisa que a loira olhava segundos atrás. Quinn voltou sua atenção para o menino ruivo na mesa que segurava um copo de leite e tentava arrumar os óculos no rosto. – Damon, o que você está fazendo aqui?

O garoto encarava Rachel em uma intensidade diferente da qual a morena o encarava. Ele admirava a menina, esquadrinhava-a e sorria vez ou outra, ele também olhava Quinn pelo canto. Já a morena o olhava completamente espantada, ela também lançava olhares para Quinn, porém os seus eram confusos e desesperados.

– Minha mãe foi visitar minha avó que está doente, mas ela me deixou aqui para esperar o papai voltar, eu não posso faltar aula, então Judy me deixou ficar aqui até papai chegar – ele tomou outro gole do líquido branco.

– Mas ela saiu... – Quinn se sentou de frente para ele – onde você estava? Eu cheguei há um tempão.

– Ela disse que você voltaria logo, então eu fiquei lá no fundo te esperando. Voltei para pegar alguns biscoitos e você passou direto para mim, depois tinha barulho de chuveiro no seu quarto, aí eu voltei para perto da piscina – ele respirou fundo e mordeu o biscoito que estava ao lado do copo – quando eu voltei você e ela estavam... – os três coraram.

– Você viu? – Rachel sussurrou se aproximando.

– Sim, eu estava olhando, mas sabe, era nojento.

As garotas se entreolharam.

– Não tenho nada contra garotas com garotas. – O garoto se explicou. – Mamãe diz que é errado, mas eu acho que não há nada de errado em amar. Agora convenhamos, eu sou um menino de dez anos, beijos para mim ainda são nojentos.

A loira não resistiu em rir junto com o menino. Ela deu a volta na mesa, puxando Rachel consigo cada uma se posicionou ao lado de cada bochecha ainda rosada do garoto e lá deixaram um beijo ao mesmo tempo. Ele conseguiu corar mais do que na vez anterior, divertindo ambas as garotas.

– Então, Damon, certo? – Rachel puxou o garoto da mesa, colocando-o de frente para ela. Ele assentiu. – Você está esperando seu pai, acho que passar o dia comendo biscoitos e bebendo leite não é uma boa diversão para quem está esperando por algo, logo, nós podemos fazer alguma coisa.

– Filme?

Ele ergueu a cabeça que mantinha baixa para evitar olhar nos olhos de Rachel. Ele estava acostumado com Quinn, a beleza da garota e o olhar lindo que ela tinha, mas olhar nos olhos de Rachel era desafiador, não por serem extremamente lindos como o da loira logo ali atrás ou intimidadores como o de Santana – com quem também estava acostumado –, e sim pelo encanto e felicidade que eles transmitiam. – Damon também tem dificuldade em olhar nos olhos de Brittany.

Eles assistiram a um filme de comédia. Antes de tudo Damon foi obrigado a assistir uma discussão boba sobre qual filme deveria ser, Rachel queria um musical e Quinn um filme de ação, de preferências de zumbis. Passaram dez minutos gritando uma com a outra, Rachel defendia que não havia cabimento em fazer uma criança de dez anos assistir a um filme repleto de sangue, já Quinn defendia a teoria que ela e Damon dormiriam antes mesmo de começar o filme. Em fim o garoto se pronunciou, já que era sobre a diversão dele, ele preferia uma comédia. Outra briga sobre qual filme eles deveriam assistir começou, nesta até Damon se envolveu. Quinn queria ver Jackass, tanto Rachel quando Damon discordavam, mas entre si, ambos discordavam também. No final Damon achou um DVD “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin. Com um pouco de relutância Rachel topou assistir.

(...)

Quinn estava na frente de sua casa, ela perdera o sono, na verdade sequer juntara os olhos durante a noite. Ela adoraria dizer que o motivo era algo imaginável e plausível, talvez fosse, mas não como ela esperava.

“Você não precisa se preocupar com isto. É algo normal de se acontecer. Quinn, você vai se ferrar na escola por conta disto!”

“Lucy, me deixa em paz! Desculpe se eu tenho um coração.”

Eram duas da manhã, Rachel e Santana decidiram parar de alugar o celular da loira com mensagens e deixa-la dormir. Ambas pareciam ter tirado o dia para fazer aquilo, ou melhor, noite. Ela se preparava para dormir, desligando as luzes do quarto quando ouviu um burburinho vindo de algum lugar, preferiu acreditar que era apenas um bêbado na rua e fechou os olhos. Durante um sonho e outro, um sobre Rachel e algo muito sexy fez a loira acordar suada.

“Que coisa mais inapropriada Quinnie.” – Lucy advertiu.

“Eu sei...” – Concordou com a outra. Era um raro momento.

Ela fez seu caminho até a cozinha, pegando um copo para beber água. Durante o caminho de volta, a loira resolveu abrir a janela da sala apenas para respirar um ar puro, observar as estrelas e resfriar a mente ao mesmo tempo. A loira teve dificuldade em abrir sem fazer barulho usando apenas a mão esquerda, mas em minutos ela estava com a brisa refrescante de uma madrugada gelada contra o rosto.

Novamente o burburinho se fez presente. Quinn notou que algumas luzes na casa de Damon estavam acessas. Ela lembrava-se que a mãe do garoto voltara de seja lá onde estivera. Logo Quinn deu-se conta que os barulhos vinham desta casa. Ela tentou fazer-se mais atenta, porém só escutou palavrões que recebiam tom elevado ao ser pronunciado, pouco tempo depois ela ouviu o barulho de algo se estilhaçando. O silêncio voltou a reinar, mas isso não desfez a curiosidade da loira que pulou a janela da própria casa e tentou se aproximar da casa de Damon, sua tentativa fora frustrada, contudo ela continuou o resto da noite imaginando que merda acontecera lá. Ela lembrava-se de uma breve parte da conversa que escutara perfeitamente, a voz feminina dizia “agora eu vejo como ele foi um erro” e então a voz masculina “só agora?”.

Isso tomara o sono da garota por completo. Do que eles estavam falando? Primeiramente, por que os pais de Damon – assim ela imaginava – estavam discutindo em plena madrugada? Segundo, o que significava aquele trecho da conversa? Sobre o que brigavam?

A loira estava em seu uniforme Cheerio, estava tudo no carro pronto para ela partir, mas ainda tinha tempo, algo por volta de uma hora. Ela apenas esquadrinhava a casa da frente, recordando a madrugada, pensando e repensando aquela frase. “Erro, o que poderia ser um erro?”. Ela resolveu entrar no carro, mesmo que a escola estivesse vazia, seria uma boa um lugar que a deixasse entediada o suficiente para matar duas aulas dormindo nas arquibancadas com o som de beijos entre Brittany e Santana como trilha sonora de seu sono e às vezes sonhos. Aquilo era algo até comum.

Damon estava de mãos dadas com sua mãe, saindo da grande casa onde morava, o garoto tentava colocar o cachorro para dentro de casa com os pés, mas o pequeno animal com certeza ela mais forte que o baixinho. Quinn teve a sorte de estar entrando no carro quando ele apareceu. Ela decidira falar com o menino, apenas um plano para investigar o que acontecera.

– Hey, Damon!

Os olhos verdes do garoto brilharam de alegria ao vê-la, se desprendeu da mãe e correu corresponder o abraço que Quinn pedia.

– Olá Sra. Underwood. – Disse quando finalmente os braços pequenos de Damon a soltaram. – Tudo bem?

– Olá Quinn. – Saudou a loira com um ralo aperto de mãos, ela segurava a bolsa e tentava pegar o celular ao mesmo tempo em que retomar as mãos de Damon. – Desculpe não poder ficar mais, tenho que levar Damon no colégio, tenho uma reunião agora, o pai dele viajou e eu não posso me atrasar.

– Se quiser eu posso leva-lo. – Ofereceu-se. – Eu estava indo para a escola, mas vou parar na cafeteria, talvez nós possamos comer algo antes de deixar o pequeno na escola. – Sorriu.

A morena suspirou aliviada, agradecendo a loira pela ajuda que estava dando, entrou no carro o mais rápido que pode e fez seu caminho para o trabalho, deixando Damon com Quinn.

– Cafeteria? – Sorriu.

O menino assentiu meio tristinho.

Notas finais
Mil perdões por erros.
Perdão pelo capítulo meio sei lá como definir, mas vocês podem me ajudar a definir deixando um review =)
Ah, momento conversa Gleek:
Só eu que estou feliz pela Lea e o Chris pelo PCA? Eu fui assistir on-line, sabem a merda que é, né? Mas deu tempo de ver aqueles lindos. - The Wanted sambou no 1D, deal with it, bitches -
E acabei de ver o filme do Chris, eu morri vendo aquilo. Eu juro que tinha algo a acrescentar, mas esqueci.
A titulo de curiosidade de vocês, este é o meu "modelo" de Damon: http://25.media.tumblr.com/tumblr_m785fsPLiB1qe963co4_250.gif
Eu tentei achar outro ruivinho, mas please, ele é perfeito u.u