All For You
21 Break Up
Notas iniciais
Saudades? Não... okay.
Então, este capítulo ficou pronto há um tempinho, mas queria iniciar o outro antes de postar.
Nem preciso explicar sobre o que é, né? Se fosse um anime, eu classificaria este capítulo como filler =)
Por favor, leiam as notas finais.
Rachel estava em um de seus raros momentos de matar alguma aula para ficar em um canto do colégio sentada pensando na vida, realmente raro, mais raro ainda era fazê-lo sem companhia alguma. Ela não queria estar sozinha, mas sentia a necessidade de fazê-lo.
Uma segunda-feira pouco normal, na realidade estava normal, exceto o fato do que ocorrera no final de semana assombrar a morena terrivelmente. Uma das poucas crises existenciais de Rachel que sempre andava pelo McKinley segura, ao menos neste ano, pois ela o julgava como o ano de Rachel Barbra Berry.
Mas seus problemas começavam no sábado e terminavam no domingo, dois dias em que seus pais não estavam em casa no período vespertino, a morena sequer sabia por que não estavam, mas por via das dúvidas pediu permissão para seus pais no domingo permitirem Quinn ir até a casa Berry para “ensinar matemática”, os mais velhos concordaram de sorriso aberto o máximo possível, era bom ver Rachel afogando seus demônios passados e transformando-os em anjos.
Tão entretida em seus próprios pensamentos sequer notou a aproximação de Quinn.
A tarde estava agradável, na casa dos Berry a temperatura como sempre era perfeita, a campainha tocou despertando a morena de sonhos ainda acordada, ela correu até uma velha penteadeira escondida embaixo da escada para arrumar o cabelo uma última vez, respirou fundo e dirigiu-se à porta apenas pela satisfação de abrir a porta e deixar sua visão cair sobre o corpo perfeito da loira de olhos verdes. Rachel convidou-a a entrar.
As meninas passaram um tempo distraindo-se antes de irem diretamente ao que tanto queriam: um beijo ardente exalando tanto libido, que ambas podiam jurar sentir a pele queimar por si só, iniciado no sofá da sala, se estendendo pelas escadas e finalmente atravessando as portas do quarto sempre impecável de Rachel.
– Espera Quinn... – a menor tentou afastar o rosto da loira empurrando a mesma pelos ombros, contudo a loira apenas desceu os beijos para o pescoço quente da morena – Quinn, você está no meu quarto, seria educado conhece-lo antes de me comer viva.
– Você tem razão. – Se afastou da menor.
Antes de se conformar completamente com a deixa de Rachel, Quinn mordeu o lábio inferior suspirando frustrada, seu olhar desviou-se para uma prateleira de troféus escondida no canto da parede, próxima à porta. Havia tantos ganhos.
Maioria dos prêmios seria chamada de bobos, mas cada ganho tinha um significado para Rachel, faziam-na acreditar em si a cada dia.
– Por que não estão em um lugar mais visível? – Quinn dedilhou um prêmio de 2007, virando-se brevemente para Rachel e então para a prateleira.
– Oi? – Rachel tirou a atenção do corpo da loira.
– Estes prêmios, deveriam estar em um lugar mais visível, não acha? – Seus olhos permaneciam nos troféus.
– Ah... – Rachel tomou para si um troféu em formato de disco de vinil – alguns anos atrás algumas pessoas me perguntavam o que eu queria ser, quando eu dizia que iria para a Broadway eles simplesmente riam na minha cara, como alguém de Lima poderia conquistar a Broadway? – Ela sentou-se no chão, puxando a loira para fazer o mesmo. – Quando isto ficou evidente para todos no colégio e eu decidi alcançar meus objetivos não importa o que eu me tornasse o bullying aumentou consideravelmente, eu fazia vídeos no My Space e pessoas iam lá para zombar de mim. – Ela sorriu fraco para Quinn, essa corou imediatamente. – Um dia eu estava com tanta raiva e joguei meu notebook diretamente no armário, de lá caiu um troféu, espera...
Ela voltou com um pequeno troféu em formato de cálice, Quinn riu lembrando como se parecia com prêmios que o New Directions já ganhara, mas neste havia uma estrela em um mastro no meio do troféu. Rachel entregou à Quinn. Realmente era um prêmio de segundo lugar.
– É de uma competição que participei, não foi aqui, eu fiquei em segundo lugar e chorei muito naquele dia – suspirou lembrando-me de cada detalhe do dia –, o ponto é que quando eu olhei este troféu eu lembrei-me do que meus pais disseram para mim quando eu recebi este prêmio, eles levaram para um homem fazer esta estrela e quando me devolveram eles disseram “estrelas só param de brilhar ao morrer”.
Quinn assentiu. Aparentemente viver na família Berry significava ter um senso filosófico e astronômico profundo.
– Então eu gravei isto em todos eles, coloquei aqui para que todas as noites, com a porta fechada eu possa vê-los e me lembrar da frase, quando me sentisse abandonada, inferior, exatamente como todos queriam, uma perdedora de Lima.
– Isto é estranhamente doce. – Quinn riu fraco, mordendo o lábio inferior.
– Sabe o que é doce e sexy ao mesmo tempo? – Quinn negou com a cabeça. – Você mordendo o lábio. – Rachel repetiu a ação.
A libido finalmente voltava à mente e veias das meninas, Rachel sentiu seus lábios sendo capturados por uma loira de olhos verdes, a morena retribuiu agarrando firme os cabelos curtos da maior, sem o menor esforço Quinn colocou-se de pé com Rachel envolvendo sua cintura com as pernas, ela apertava as coxas definidas da morena. Os lábios de Rachel foram abandonados por instantes apenas para que a loira apreciasse a cena, antes de voltar ao seu trabalho.
O corpo pequeno da morena foi arremessado na cama, Quinn montou sobre seu corpo. O olhar que a loira a dirigia, Rachel poderia comprar a um leão finalmente se alimentando de um pobre antílope machucado após dias sem sequer farejar caça, os cabelos de Quinn ajudavam na comparação. A loira mordeu os lábios e umedeceu os mesmo antes de atacar o pescoço branco. Rachel se sentia o antílope mais feliz do mundo, mesmo com sua sentença de morte decretada.
Tudo ia bem, até Quinn mover sua mão da coxa de Rachel para algo mais intimo coberto pela saia de bolinhas da morena.
– Não! – Rachel pulou, empurrando Quinn pelos ombros.
Talvez Quinn tivesse tocado a ferida do pequeno antílope, ou abrira o que estava cicatrizando em sua mente.
– Quinn, por favor, saia.
A loira sentou-se ao lado da morena ainda distraída em lembranças.
– Rachel!
– Santo Deus de onde você saiu? – Colocou a mão sobre o peito.
Quinn estendeu o braço até a bolsa da judia e alcançou o celular da mesma. No visor do aparelho denunciava dez chamadas não atendidas e vinte e sete mensagens não lidas.
Tomou as mãos da morena para si, repousando-as sobre o próprio colo, os olhos se encontraram, Quinn tentava ler Rachel e essa por sua vez bloqueava qualquer maneira disto ser feito.
Rachel recuperou as próprias mãos e pôs-se em pé, direcionando um olhar irritado à Quinn, o mesmo logo se desfez quando a resposta de sua expressão para a loira foi um olhar triste e expressão chorosa.
– Não é justo! – Ela gritou.
– O que não é justo? – Quinn pôs-se em pé e olhou fundo nos olhos de Rachel. – Com quem não é justo?
– Esta situação! Com Finn! – Gesticulava com as mãos. Rachel achava uma grande injustiça tudo o que estava fazendo. Certo, ela achara o amor em outra pessoa, completamente fora de expectativas, mas jurara amor ao garoto com quem estava há alguns meses.
– Pode me explicar? Eu não leio mentes. – Quinn segurou as mãos de Rachel para evitar qualquer acidente ou até que toda aquela movimentação chamasse a atenção de alguém.
– Sábado quando Finn foi a minha casa ele queria... Você sabe... E eu me recusei por você. Certo, não tivemos tempo para testar esta relação e até certo tempo atrás você me odiava e eu achava o corpo dele o máximo, as coisas mudaram tão rápido e de amor simplesmente foi para uma estranha comparação com um sapo – puxou o ar que lhe faltava para prosseguir –, mesmo assim ainda há respeito porque ele me ensinou tanta coisa. E então no domingo você simplesmente queria o mesmo e eu me lembrei de que eu ainda estou em uma relação, isto é traição...
Quinn silenciou a morena com os lábios.
(...)
O auditório estava vazio, ou ela achava isto, Rachel subiu ao centro do palco e caiu de joelhos. Por que tinha que ser assim? A escola estava vazia, quase isto, a aula fora dispensada e todos estavam indo para suas casas para fazer algo à noite, exceto Rachel, ela preferia evitar Quinn e Finn.
Sua boca abriu várias vezes, mas nada saia de lá. Ela não conseguia pensar sequer em uma música que não a fizesse se julgar.
– Qual o problema, anã?
Rachel não precisava sequer levantar a cabeça para saber quem era. Só duas pessoas em todo o McKinley a chamariam daquela forma, uma delas devia estar no estacionamento esperando a morena sair para mandar uma mensagem elogiando sua beleza além de estar completamente distraída com outros apelidos, apenas uma opção restava.
– Quero ficar sozinha Satã. – Rachel murmurou. Santana balançou a cabeça, algo que Rachel não viu por estar cabisbaixa. A Cheerio se aproximou e tocou o ombro de Rachel, ficando de joelhos na frente da menor.
– Se você for me insultar com isso, bom... Não funcionará, me sinto de certa forma elogiada. – Santana repousou a cabeça sobre o ombro.
A morena riu fraco. Ela lembrou-se de várias vezes em que Quinn e Brittany disseram que no fundo Santana tinha um coração, quando se tratava de Brittany ninguém tinha a menor dúvida. Ela se sentiu confortável para se inclinar gradativamente até o colo de Santana. No começo a latina se afastava à medida que a outra se aproximava, mas logo ela abriu os braços receptiva.
Poucas vezes Santana se permitia aquilo, contudo, era a alguma-coisa-próxima-a-namorada de Quinn, se ela ficasse triste, Quinn ficaria triste, então Brittany e Santana ficariam tristes, mais tristes ainda pela outra estar triste. Depressão e Santana Lopez definitivamente não ficam mais em uma mesma frase onde “Santana” seja o sujeito de “depressão”.
– Você pode chorar se quiser... Tenho que lavar este uniforme de qualquer forma. – Santana riu, apertando mais Rachel em seus braços, esta acompanhou a risada da Cheerio.
(...)
Quinn estava em um banco qualquer na praça de Lima.
Damon e Calígula brincavam na grama aparada do lugar, o garoto ria e rolava com o cachorro de um lado para o outro – a loira aceitara a oferta da mãe do garoto para busca-lo na escola e ficar com ele até a noite quando os pais do ruivo voltariam para casa –, Quinn tentava se decidir entre o mais sujo. Talvez Damon, já que o mesmo conseguira a proeza de se sujar com sorvete e algodão doce.
Ela desviou o olhar para observar a árvore mais distante do parque, – era lá onde Rachel e ela se encontravam, tinham um tempo feliz e “namoravam” um pouco, ali muitas coisas poderiam ser feitas à noite sem alguém sequer notar, como por exemplo, duas garotas em um momento mais-que-amigas – e ao lado desta magnifica árvore havia outra onde um garoto alto, magro e de cabelos chocolate estava apoiado, com a expressão cansada e maléfica de sempre, o velho blazer dos Warblers...
– Damon, pegue o Calígula e me siga. – Quinn jogou a mochila do garoto sobre o ombro e foi quase correndo até Sebastian.
O olhar do rapaz foi de surpresa por um instante, então seus olhos estabeleceram conexão com os de Quinn fazendo o olhar mudar para algo mais doce. Damon puxou de leve o blazer do garoto que desviou o olhar. Ambos se encararam surpresos até o sorriso inocente surgir nos lábios de Damon e Sebastian ergue-lo o máximo que seus braços esticavam.
– Que saudade Seb. – Damon abraçou-o quando foi posto no chão.
– Eu também estava D. – Sorriu de canto para o menino. – Mas vocês mudaram e você sabe a antipatia de sua mãe para comigo, certo?
Damon assentiu em resposta para Sebastian.
Calígula pulou nos braços do moreno deixando uma trilha molhada onde sua língua percorreu na bochecha magra de Sebastian.
– Vocês se conhecem? – Quinn arqueou a sobrancelha e posicionou as mãos no quadril.
– Sim, Seb era namorado do meu irmão. – Ele apertou-se no pescoço do moreno. – Seb é a pessoa mais legal que eu já conheci, – Quinn fez um bico decepcionado – não fique triste, você é a segunda!
– Espera, você tem irmão? – Quinn arqueou ainda mais a sobrancelha.
– Sim, mas ele não vive mais conosco. – Respondeu chateado.
Sebastian pigarreou soltando o menino no chão de forma calma e olhou para os lados, repousou o olhar sobre um homem parado pouco distante dos garotos. Soltou um longo suspiro colocando as mãos nos bolsos. Estendeu a mão para Quinn.
– Me perdoem, eu preciso ir. – Sorriu de canto. – Foi muito bom te rever Damon, você também Calígula. – Ele passou a mão no cabelo desgrenhado do menino e depois na cabeça do cachorro, o animal latiu empolgado como resposta.
Quinn observou-o caminhar até o homem alto de cabelos negros, o Warbler puxou algo do blazer e entregou para o homem, eles conversaram mais um pouco e quando a loira se virou para verificar, ambos desapareceram.
(...)
Santana apostava seu amor por Brittany que Quinn estaria no mínimo cuspindo fogo ao mesmo tempo em que estaria frustrada pelo que acontecera no corredor. Foi estranho, mas bem plausível.
As três Cheerios estavam encostadas no armário do vestiário de Quinn, conversando sobre coisas aleatórias e bobas, Santana vez ou outra soltava uma piada maléfica para fazer Quinn rir e se distrair do fato de quem Rachel a evitava desde o inicio da aula, o melhor, desde segunda-feira – quando a morena chegou o Glee Club estava reunido e Finn inocentemente pediu à Quinn para aproveitar de sua amizade com Rachel e arrancá-la de perto do clube de Xadrez, a morena evitou contato com Quinn e praticamente correu para os braços de Finn; durante a aula de inglês que tinham juntas Quinn sentou-se do lado de Rachel e a mesma se distraia com qualquer coisa exceto Quinn, foi engraçado para Santana assistir a cena; no intervalo uma das pequenas exceções que as três faziam para sentar-se com os perdedores da escola a loira foi evitada a todo instante. E agora era quinta-feira e nada mudara. – Rachel apareceu no vestiário das cheerleaders, intimidando as três encostadas ao armário.
Quinn analisou todo o lugar onde a vista alcançava, aproveitando-se do silêncio da morena.
– Rach! – Sorriu abrindo os braços.
– Santana. – Estreitou os olhos sobre a latina, esta sabia exatamente o que a baixinha queria. Rachel estendeu a mão para Santana obtendo uma resposta amigável.
E sentindo o olhar de Quinn e Brittany realmente confusas sobre si, as meninas deixaram o lugar sem sequer uma palavra.
Rachel e Santana se viram a semana toda, desde segunda quando a latina teve a morena chorando em seus braços ela decidira que a ajudaria a por um fim em seu relacionamento com Finn, mas primeiro Rachel precisava perder o medo.
– Ele logo estará aqui.
Santana esfregou os pulsos quando Rachel finalmente os soltou.
– Então eu ficarei ali – apontou para o outro lado do palco do auditório – e lhe darei apoio moral.
Rachel assentiu. A menina conferiu o horário em seu celular e suspirou.
– Rachel esta semana foi um saco ficar perto de você e se a felicidade da Q não dependesse disto eu te mandaria catar coquinho – Rachel riu diante da expressão da outra –, mas quando falar com ele não esqueça, ele traiu a Quinn, você e o Sam.
Rachel assentiu. Santana se sentiu livre para caminhar até o lugar onde Finn ficaria de costas para ela e Rachel de frente.
(...)
Os passos do grandalhão ecoaram pelo auditório. Rachel respirou fundo algumas vezes. Ela lutava contra a própria mente para não beijá-lo e deixar tudo como estava, Finn não era uma má pessoa para ser largado.
– Você queria me ver. – Não era uma pergunta.
Rachel fechou as mãos no pulso do garoto e olhou fundo em seus olhos. Uma investida negada de beijo foi tentada por Finn, ele acabou por beijar o pescoço quente da morena. Ela suspirou novamente.
– Eu não queria fazer isto, mas preciso porque não é mais justo com ninguém! – Rachel abriu um vão entre ela e Finn. Ele lançou-a um olhar confuso. – Finn você é um cara incrível, qualquer garota seria abençoada estando com você, mas eu não posso continuar assim...
– O que aconteceu? – Arqueou as sobrancelhas, interrompendo o discurso da baixinha. – Rachel, eu posso ser meio burro às vezes, mas você não é a primeira a terminar comigo. O que houve com o amor que você disse ter?
Rachel sentiu-se fraquejar com o olhar que lhe era lançado. Ela sequer havia dito “eu estou terminando com você” e Finn já aparentava profundamente magoado. Ela procurou por Santana. A latina sussurrou “Quinn. Vá em frente” e mais alguma coisa que Rachel não conseguiu ler nos lábios carnudos, mas o gesto obsceno de Santana deu muito a entender.
– Eu diria que acabou, mas estaria mentindo. – Ela sorriu de canto. Finn acompanhou-a com um sorriso maior. – Porque nunca houve. – O sorriso se desfez dos lábios de ambos.
– Nem pense em dizer que conheceu alguém que ama mais. – Finn puxou o corpo da morena contra seu peito. – Você já fez isto quando conheceu Jesse e olha onde está, comigo. Ninguém te ama como eu te amo.
– Exatamente Finn.
Rachel sentia-se fraquejar mais e mais conforme a voz do menino ficava mais chorosa com as palavras. Ela sempre se entregara aos sentimentos e agora eles a matavam.
– Não! – Ele se virou, obrigando Santana a se esconder. A voz embargada em um misto de raiva, choro e dor. Ele virou-se novamente para a judia. – Você é a única pessoa que me amor de verdade e que eu consegui ser recíproco.
Rachel observou o cenho franzido de Santana, ela devolveu a expressão idêntica à latina. “É isto mesmo, Finn usou a palavra ‘recíproco’?” – Ambas pensaram.
– Não Finn, eu tive uma queda pelo quarterback dos Titans, o cara mais popular da escola, aquele que tinha a Cheerio mais linda e cobiçada praticamente de quatro por ele, assim como todas as outras garotas da escola.
– Mas você continuou comigo mesmo quando eu me tornei impopular e Quinn me trocou pelo Sam.
Eles passaram um tempo em silêncio. Finn olhava para Rachel, para o teto, para o chão, suspirava e puxava o ar violentamente, soltando aos poucos, até prendeu a respiração algumas vezes. Rachel olhava do piano para Santana, passando rapidamente por Finn, apenas para evitar deixar tudo para lá e beijá-lo.
Santana formou sua carranca diante daquilo. “Até para terminar vocês são chatos?” – Ela respirou fundo e mordeu a própria língua.
Finn ajoelhou e continuou a respirar fundo e prender a respiração por alguns segundos. Rachel ajoelhou-se também.
O maior começou a chorar ajoelhado no auditório. Rachel olhou desesperada para Santana, ela também não sabia o que fazer, apenas aconselhou a morena a abraça-lo.
– Todos tiram sarro de mim pela altura, por como eu sou desengonçado, ou como sou gordo. Eu sei disto tudo, mas por que eles têm que me lembrar disso o tempo todo? Dói! E você é a única pessoa que sempre esteve ao meu lado, nunca me julgando, apenas apoiando. Eu não quero perder isso.
Santana apontou para o grandão com a cabeça e Rachel soube exatamente o que fazer engolindo tudo o que se passava em sua cabeça ela segurou a mão direita do rapaz.
– Finn – ela ergueu o rosto do maior – eu continuarei aqui com você, sempre, como sua amiga, mas estarei. Eu apenas gostaria de parar de ser injusta com os meus sentimentos, com os sentimentos desta outra pessoa e de ser uma – respirou fundo antes de falar – filha da puta, com você. Eu me sinto horrível por te trair, você é bom demais para isso.
Ele foi relutante por instantes, antes de abraça-la e concordar.
– Está tudo bem... – ela deu leves tapinhas em suas costas.
“Não está nada bem Rachel, não mais.” – Finn pensou consigo.
Notas finais
1º - Obrigada à todos que estão lendo, favoritando... mas eu sinceramente gostaria de saber o que estão achando da fic, podem falar.
2º - Eu estava aqui de bobeira e tive uma ideia, mas preciso da ajuda de vocês. Alguém conhece a série de livros "A Mediadora"? Eu estava pensando em escrever algo baseado nestes livros, se quiserem dar a ideia de shipp que ficaria legal. Eu li eles ano passado, os livros emprestados de uma amiga, eu só devorei os livros primeiro que ela, sabe? Tive que roubar o último dela para ler, porque ela estava enrolando. Eu realmente adoro a história.
3º - Alguém ai shippa Karley? Podem me indicar uma fan fic? (Momento: promova sua fan fic).
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