Alison's Body
3 That Night.
O despertador programado para o mesmo horário, todos os dias, finalmente tocou, assustando-a e fazendo-a sentar-se na cama até que pudesse se situar de onde estava. Havia dormido durante todo o dia anterior até a manhã, e já era hora de voltar para as aulas matinais novamente. E no mesmo ritual do dia anterior, tomou um banho frio, o que estava se tornando algo comum em sua vida, já que precisava esfriar sua cabeça constantemente. Arrumou seu material e apressou-se para a primeira aula, sendo novamente surpreendida pela presença de Alison ao fundo da sala. Apressou-se em disfarçar suas emoções, e caminhou o mais devagar possível, para ter mais tempo de observá-la.
As mãos da garota estavam apoiadas em sua cabeça, e ela encarava o professor como se quisesse explodir sua cabeça. Aquela era sua cara para o tédio de modo extremamente elevado. Emily sentou-se ao seu lado, aliviada de vê-la aparentemente normal.
— O que você tem? — Perguntou, juntando sua cadeira a dela como de costume. Observando-a mais de perto, pode notar novas diferenças em sua aparência. Seus cachos quase não faziam curva alguma, estavam ressecados, opacos e mal definidos. Sua pele estava mais pálida que o normal, seus lábios estavam arroxeados e o branco de seus olhos tinha um leve avermelhado discreto, daqueles que passam rápido depois de coçarmos os olhos por alguns instantes. Tinha olheiras nunca vistas antes nas pálpebras e vestia um suéter qualquer e jeans, roupas que não costumava usar ultimamente. — Não quero ser indiscreta, mas você parece péssima. Está tudo bem?
— Eu só estou meio doente... — Respondeu, despreocupada, cruzando os braços e esfregando-os, encarando sua banca.
— Você está com frio? Ou é TPM?
— TPM não existe, Emily. Fica tranquila, tá? Já está passando...
— O que está passando? — Perguntou, temendo a resposta.
Respirou aliviada por não ter sido respondida, mas aquele vazio apenas aumentou a tensão em sua cabeça. O sinal tocou, pegando-a de surpresa. Quando a aula havia passado tão rápido? Ela não se deu conta. Havia perdido todo o tempo dela encarando a loira sinistra sentada ao seu lado. Tentando convencer-se de que aquilo poderia ser apenas uma gripe.
— Bom... Eu vou indo nessa. — Alison levantou-se e pegou suas coisas, obrigando Emily a fazer o mesmo.
— Vai matar aula?
— Não. O Sr. Fitz ainda está ofendido porque eu o confrontei na sala de aula e me proibiu de assistir todas as aulas dele até que eu me redima. Esse desgraçado está querendo me sacanear...
— Bom, então peça desculpas! Não pode perder todas as aulas dele!
— É melhor eu resolver isso. — Disse, piscando um olho pra ela e dando as costas em seguida, aproveitando o fluxo que a sala sempre ficava durante as trocas de professores.
— Vai voltar depois da aula dele, não vai?
— Claro que sim. — E sorriu, passando para fora da sala e deixando Emily sozinha com seus pensamentos.
Mas Emily sabia muito bem que não voltaria a vê-la nas aulas. Não hoje.
***
O restante do dia havia sido maçante, monótono e angustiante. Ela sentia-se culpada só de respirar quando sabia que Alison estava por aí, fazendo sabe-se Deus o quê e com quem. Sentia falta da inspiração que o sorriso dela ao lado de sua mesa trazia. Do modo como ela encolhia os ombros e tentava disfarçar as covinhas ao sorrir. Da mania que tinha de jogar o pescoço para trás o tempo todo apenas para manter o cabelo no lugar. De como checava o relógio o tempo todo, apenas para saber se já era hora do almoço. Ou de como fazia Emily pagar por ele sempre, mesmo ela adorando isso por dentro. De como ela sempre pedia para dormir no quarto de Emily. E de como ficavam próximas quando ela fazia isso. De como sentia a respiração dela em seu pescoço. Sua respiração quente, normal e humana. Três coisas que ela não aparentava mais ser desde aquela maldita noite de descuido. Um deslize, e ela havia estragado o mundo. Porque Alison era seu mundo. E o amor dela era o que mantinha Emily na órbita.
Ao final daquele enfadonho dia, recolheu-se em seu dormitório. Nem sinal da loira. A preocupação a dominava, mas sabia que vê-la deixaria Emily ainda mais aflita. Preferiu forçar-se a tentar terminar os trabalhos e textos da semana assim que a noite caiu, pois estava atrasada em várias matérias. Aquilo manteria sua mente ocupada. Seus dedos antes atuados em cima do teclado diminuíram a velocidade até pararem de vez no momento em que uma ideia lhe correu a cabeça.
Quando a vida ainda lhe caminhava normalmente, Alison e ela partilhavam um segredinho. Seu frigobar tinha um estoque de bebidas alcoólicas de todos os tipos, para quando elas estivessem a fim de diversão. Havia funcionado bem das vezes em que a pressão da universidade quase as levava ao fundo do poço. Então, enchiam a cara e davam risada de qualquer mosca que passasse a frente de ambas, mesmo tendo que lidar com a ressaca do dia seguinte. Mas neste momento, Emily não estava a fim de diversão. Apenas de um escape para toda a angústia que afligia seu ser. Jogou seu laptop de lado e andou rapidamente até seu frigobar. Pensou em uma cerveja, mas talvez precisasse de algo mais forte se quisesse mesmo se desconectar daquele quarto. Vodka. E quase nada de um suco de laranja que estava abandonado no canto da geladeira. Definitivamente, havia mais álcool do que qualquer outra coisa ali.
E desceu direto. Quente, amargo e alucinante. Balançou a cabeça para livrar-se de modo figurativo do gosto que havia em sua boca, mas ela não estava ali para apreciar nada, e sim para fugir. Três copos, seis copos, nove copos. E o quarto todo já rodava, assim como o embaralho das palavras em sua boca. Caiu ao chão, do lado da geladeira aberta, forçando-se a rastejar até a cama. Porém lhe faltava consciência e equilíbrio para tal. Seus lábios proferiram uma gargalhada boba e ela rolou em seu tapete, ficando de barriga para cima e apontando para o teto, como se quisesse alcançar algo. A visão turva e trêmula de antes, de repente, havia se tornado completamente escura. Apagou. Rápido e profundamente. Assim como desejava. E de repente, os problemas pareceram menores por alguns instantes.
Doces horas as quais Emily conseguiu se dopar e descansar sua mente conturbada. Logo, a realidade lhe chamou de volta em um zumbido ensurdecedor e irritante, e desta vez, não era o seu despertador. Uma mão balançava seu ombro com força, quase a arrastando para fora do quarto. Uma sirene berrava a plenos pulmões e passos apressados eram ouvidos tão altos como se cavalos estivessem trotando nas escadas.
– Levanta daí, Emily!
– Ali...?
– Não, é a Maya! Levanta, Emily! Temos que sair do prédio! — Maya era mais velha, e responsável por manter a ordem do dormitório das garotas. — Você bebeu?! — Disse parecendo decepcionada, e colocou Emily em seus ombros, andando rapidamente com a colega até o lado de fora, como fora recomendado.
— Posso ir andando daqui... — Emily sussurrou-lhe na metade do caminho, e Maya atendeu seu desejo, colocando-a de pé com cuidado.
— Tem certeza?
Emily gemeu e tentou controlar os rodopios em sua cabeça, esfregando seu rosto e assentindo a pergunta da amiga com um “sim” feito com sua cabeça.
— O que houve? — Perguntou, ao ver todas as garotas amontoados em frente ao prédio, todas descalças e de pijamas, sendo guiadas para o imenso pátio principal.
— Ocorreu um homicídio aqui, Emily.
“Alison”. Esse foi o pensamento imediato de Emily.
— Eu preciso... Preciso ir atrás dela! — Gritou, sacudindo-se entre a multidão. De repente, o seu cérebro saiu do modo de repouso e imediatamente alarmou-se para a necessidade de encontrá-la.
— Emily! Volte aqui! — Maya a seguia com desespero, até que alcançou seu braço, segurando-a com força. — Não pode sair daqui!
— Você não entende! Eu preciso saber se ela está bem!
— Ela não está sozinha. Fique calma.
— E se foi ela que... Por favor, não pode ir até lá?!
Maya respirava fundo enquanto encarava Emily, tentando ser compreensiva ao seu desespero. No momento em que ia consolá-la, um bipe alarmou seu celular, e depois de alguns segundos de breve conversa, ela andou até um dos professores ali presentes, cochichando em seu ouvido. O homem parecia concordar com tudo, e depois de refletir sozinho, subiu no banco de areia que circulava a fonte decorativa das garotas, exigindo atenção com algumas palmas e gritos.
— Alunos! Foi me dada à ordem de levar todos vocês até a ala B do dormitório feminino. É sensato que fiquem todos juntos até que a checagem em nosso prédio acabe assim teremos maiores controles sob qualquer situação perigosa. Não sabemos se o responsável pelo estrago ainda vaga pelo nosso campus.
— Mais perigosa?! Uma pessoa foi assassinada! — Emily gritou, pondo-se a frente do homem. — Sabe ao menos o nome? Sabe quem foi morto?
— Perdemos o Sr. Fitz. Tinha outra pessoa em mente?
— Alison DiLaurentis. Ela está bem?
— Quando a viu pela última vez?
Emily não queria mencionar que a tinha visto pela última antes que a aula do Sr. Fitz começasse. Isso poderia fazer dela uma suspeita.
— No almoço, eu acho. — Mentiu.
— Nós já estamos indo nos unir à ala B. — E bateu os pés, saindo e deixando Emily em total desespero.
Estar desesperada havia sido algo bastante comum na vida de Emily nos últimos dias. Algo martelava no fundo de sua cabeça, e ela não sabia se era uma enxaqueca causada pela bebedeira ou uma ideia obscura que havia corrido seu pensamento, e que ela preferia evitar pensar conforme as possibilidades sobre ela pareciam crescer. Não... Seria impossível.
Agradeceu em silêncio quando finalmente começaram a organizar fileiras amontoadas para a caminhada até a ala B. A lentidão das garotas causada pelo sono era compreensível, mas ela simplesmente odiava ter que acompanhar o ritmo quase estático delas. Uma lesma seria mais rápida. A caminhada se seguiu, guiada por seus pensamentos autodestrutivos, e em minutos chegaram ao seu destino. Emily não soube explicar se sentiu alívio ou medo quando a avistou sentada na frente do dormitório, mas uma corrente elétrica disparou em seu corpo, fazendo-a correr a frente de todos até ela. Alison levantou-se assim que a viu, braços abertos para abraçá-la. Emily parou em choque, e esperou que ela se aproximasse dela. De repente, Alison não parecia tão péssima quanto aparentava de manhã. Lá estavam seus cachos radiantes, perfeitamente formados e cheios de brilho. Sua pele estava corada, os olhos mais azuis do que nunca e suas pálpebras livres de qualquer olheira. Seu corpo perfeitamente acentuado em seu pijama, os lábios cheios, rosados e convidativos. Se não estivesse exagerando, diria que ela nunca fora tão bela.
Emily freou seu abraço, segurando seus braços e decepcionando-a.
— Porque você...?
— Foi você, não foi? — Ela a perguntou aos gritos, fazendo Alison encará-la assustada.
— Do que está falando?!
— Do professor Fitz. Você disse que ia resolver as coisas com ele!
— E resolvi.
— Matando ele?!
— Pedindo desculpas! Emily, o que há de errado com você?!
— O que há de errado com você? — Disse de forma retórica, outra vez empurrando-a para longe de si. — Você estava péssima de manhã e agora... Está maravilhosa! Do mesmo jeito que aconteceu quando apareceu no meu dormitório no dia do show, e na outra manhã já estava perfeitamente bem!
— Eu estava doente! Fiquei o dia todo no quarto e melhorei, onde está o absurdo nisso?
— Se curou rápido demais, não acha? Você não me engana. Não vai me deixar maluca! Você mudou desde aquela noite no bar. Eu não sei o que aconteceu, mas não confio em você!
— Emily!
— Como pode ter matado o Sr. Fitz?!
— Como pode não achar que está louca?! Olhe para o que você está falando! Eu fiquei o dia todo no quarto queimando as aulas e peguei no sono até quando me acordaram e me mandaram descer! Pode perguntar a minha companheira! E ela não foi a única que me viu o dia inteiro! Muitas meninas viram! Como posso ter matado alguém se passei o dia inteiro lá, trancada e doente?! — Os olhos da loira pareciam sinceros. Emily enfraqueceu as expressões de raiva e enfiou as mãos no bolso do casaco, encarando o chão. Sentiu o corpo dela se aproximar do seu, e de repente, aqueles olhos de sinceridade não estavam mais lá. Ela olhava Emily com uma expressão sensual e persuasiva, as mãos correndo lentamente em seu abdômen. — Não está desconfiando de mim... Está? — Ela se viu tonta pelo cheiro do perfume dela inebriando sua mente. Suas pernas estavam fracas e sem perceber, suas mãos estavam na cintura dela, afagando-a. Sua nuca era levemente arranhada pelas unhas de Alison, e ela beijava seu pescoço, roçando os lábios na pele e fazendo Emily revirar os olhos. — Tá assustada? — Perguntou com uma voz irônica, e Emily assentiu que sim, arrepiando-se ao ouvir a voz dela. — Eu nunca machucaria você...
E a soltou, voltando-se para encará-la. Emily enxugou uma lágrima que rolou por sua bochecha com rapidez, sentia o corpo todo enrijecer em temor. Alison sorria para ela de modo diabólico, mas de repente sua expressão se transformava em algo puro, e aquela troca de personalidades acontecia de um segundo para o outro, fazendo Emily apertar os olhos em perturbação.
— Ali? — Disse com a voz chorosa, dando um passo para trás.
E então ela subiu-lhe o olhar, fazendo Emily enlaçar as próprias pernas e cair para trás, amedrontada. Emily rastejou por alguns segundos e depois se levantou, andando de costas enquanto a encarava, até que se afastou em uma corrida apressada de volta para onde todos estavam. Ela sabia muito bem que havia tomado doses fortes o suficiente para deixá-la completamente bêbada. Mas o pouco de consciência que o choque pela noticia do assassinato havia lhe trazido, provava que o que havia visto era real, mesmo quando sua cabeça balançava negativamente, mentindo para si própria. As órbitas de Alison a fitaram dentro da alma, e ela jamais esqueceria aquele olhar. Completamente escuras. Pretas. Vazias.
Seu peito esbarrou nas costas de Maya e Emily assustou-se, acalmando-se ao encarar a amiga.
– Epa, calma aí. Está tudo bem? Está suando... Parece que viu um fantasma.
Emily engolia a saliva com dificuldade, como se o que estivesse em sua boca fosse um ácido corrosivo. A respiração lhe faltava, assim como também a força no corpo. Seus olhos caçavam por Alison entre as altas folhagens do prédio, mas não havia nada ali.
— Eu... Ela...
— Você achou a Ali?
— Ele foi... Assassinado.
— Eu sinto muito, Emily. — Maya colocou as mãos em seu ombro, consolando-a. — Fique calma. As buscas já acabaram e o prédio foi selado. Podemos voltar aos nossos dormitórios.
— Como ele estava quando o encontram? Você sabe?
— Porque não conversamos sobre isso amanhã? Descanse. Quer que eu te faça companhia hoje?
— Eu prefiro ficar sozinha.
— Eu te levo até lá. Vamos.
Ela não negou a ajuda de Maya. Depois de alguns minutos caminhando sob um silêncio embaraçoso, chegaram à porta do quarto de Emily.
— Obrigada, Maya. — Agradeceu junto com um acenado de cabeça nervoso.
— Vai ficar bem mesmo?
— Sim.
— Ok. Chame se estiver precisando de alguma coisa.
Emily assentiu. O breu dominava seu quarto, e ela preferia assim. Não queria ter que encarar as latas vazias ao chão, muito menos a si própria no espelho. Manteria encoberto os fatos de minutos atrás, mesmo que aquilo fizesse sua mente esquentar como o inferno. Talvez ela realmente estivesse tornando-se uma esquizofrênica. Depois de respirar fundo, deitou-se em sua cama, apenas desejando dormir para sempre. Mas não... As malditas lágrimas de desespero começaram a lhe molhar o rosto, enraivecendo-a ainda mais. A tristeza lhe ninava e acalmava, seus olhos estavam quase se fechando, até que sentiu uma mão gelada em suas costas.
Ficou surpresa por seu grito agudo não ter acordado o campus inteiro e levantou-se, acendendo a luz com agonia.
— O que foi?!
— Sai do meu quarto! — Ela gritou para a loira, enxugando o rosto.
— Para de gritar, credo! Quer acordar todo mundo?
— Sai daqui! Agora!
Ela abaixou os ombros e sentou-se, observando Emily.
— Mas a gente já dormiu juntas algumas vezes... — Ela ajoelhou-se e se aproximou de Emily, que respirava de modo exageradamente descontrolado. — Eu não vou morder você. — Afirmou, acariciando os cabelos ondulados de Emily.
— Essa camisa é minha?
Nenhuma resposta. Os olhos de Emily arregalaram-se ao notar a quão perto Alison estava de seus lábios. Porém eles se fecharam quando ela os tomou em um beijo leve e quente, cheio de suspiros de ambas as partes. Ela gemeu em sua boca e entrelaçou sua língua a de Emily, deslizando as mãos em seus cabelos. Depois se afastou, voltando a observá-la sentada em sua cama, mas não havia mais volta. Emily havia entrado em seu jogo. Ela avançou para cima de Ali, jogando as pernas no quadril dela e prendendo seus braços com força, beijando todo seu pescoço e depois voltando a dançar seus lábios junto ao dela, sentindo-a movimentar-se em baixo de si. A blusa de Emily estava embolada até em cima, e Alison acariciava a pele nua de suas costas, causando arrepios. Por mais prazeroso que aquela caricia estivesse sendo, o olhar vazio de minutos atrás trouxe Emily de volta a realidade, e ela afastou-se de Alison com pavor, fazendo-a dar uma gargalhada divertida.
— Droga, o que está acontecendo?
— Nossa, Em! Agora sim mostrou quem está no controle! — Debochou, sentando-se assim como ela.
— Eu vi você!
— T-t-t-t-ta gaguejando, está parecendo até a professora Gale! — Fez piada do nervosismo dela, cruzando os braços.
— Eu vou chamar a polícia!
— É mesmo? E o que vai dizer? Que vai me processar por assédio sexual?
— O que você quer de mim? — Disse, levantando-se e andando impaciente pelo quarto.
— Eu quero explicar umas coisas pra você. Não é você que anda me perguntando o que aconteceu naquela noite, no bar?
Ela assentiu que sim de modo repetido e assustado, e Alison sorriu, passando uma mecha do cabelo para trás da orelha.
— Naquela noite eu fiquei muito louca. E os caras daquela banda eram diabólicos! É tipo agentes de satã com cortes de cabelos divinos...
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