Notas iniciais
Segundo e acredito (e espero) que o mais trabalhoso dos capítulos.
O tempo é presente, o que me obrigou a descrever os mais bizarros acontecimentos, espero que você não estranhe mais do que já estranhou rs
Novamente, eu gostaria de ser avisada de qualquer problema de digitação ou ortografia, sugestões também são bem-vindas!
Boa leitura.

Bem-vindo de volta, intruso.

Agora que estou acordada, me sinto muito mais à vontade para compartilhar com você minha vida.

Durante a noite, os movimentos dos gigantes na estrutura de dormir me descobriram das camadas, tenho minha visão de volta.

Francisco dorme com o nariz enfiado nos pelos da cabeça de Antônio, que está de olhos abertos. Ele se mexe e pensa: "Francisco, já são dez horas".

"Francisco".

"Francisco, já são dez horas".

O outro humano finalmente acorda, encarando o meu com os olhos apertados, "que tarde e que preguiça", pensa. Antônio ri e pensa: "vou tomar um banho, você pode continuar deitado".

Vou com ele pelos aros, penetrando em um local apertado. Meu humanoide tira as camadas do corpo, depois gira uma estrutura metálica e entra na cachoeira que surge.

Que ritual engraçado esse banho. Ele faz espuma, espalhando pelo corpo todo, usa uma espuma diferente na cabeça e no final se molha tirando tudo.

Ele para a cachoeira e, ainda nu, se aproxima de uma cuba e faz espuma nos dentes, se esconde sobre a cuba e quando vejo não há mais espuma.

Antônio veste uma pequena camada que cobre as genitálias e vai saindo pelos aros quando encontra a humana. "Quantas vezes eu já falei pra não largar as roupas no banheiro?". Meu humano dá meia volta e recolhe as camadas no chão.

Roupas, interessante.

Passeia com as roupas, deixando-as em um cesto. Com o aparente fim de suas obrigações, ele se dirige ao ambiente de dormir e deita com cuidado ao lado de Francisco, que dorme, e acaricia-lhe a cabeça pelada por um longo período. Depois segura os dedos do outro entre os seus, analisando os quadradinhos pretos.

Francisco abre os olhos. "O que você está fazendo?"

"Olhando seu esmalte. Quer tomar banho agora?"

O outro gigante balança a cabeça para cima e para baixo. Nós três nos levantamos. "Vem cá", Antônio pensa segurando as mãos do outro e guiando-o até o banheiro. "Hã... te espero no quarto", pensa meu humano encaminhando-se para o ambiente de dormir. Quarto.

Veste outras roupas, deita na estrutura de dormir e fita o teto. Passa o tempo. Francisco aparece nu e úmido. "Esqueci de pegar a toalha".

Antônio ri. "Está ali na cadeira".

Enquanto o outro se seca e se veste, meu gigante admira seu corpo. "Quer pescar pro almoço?", pensa sem, contudo, desviar os olhos. "Quero".

Meu humano se levanta e nós saímos da construção com aros, andando um bom caminho pela terra.

"Você pode voltar no final de semana que vem?", pensa Antônio. "Não, minha madrinha vai lá pra casa. Bem que um dia você podia me visitar lá, né?".

"Se meu pai me levasse".

Paramos numa construção pequena, de onde meu humanoide tira umas tralhas. Ele usa um espeto grosso com uma coisa de metal na ponta para perfurar a terra, cata uns bichos que se contorcem e joga-os num recipiente que Francisco segura.

Andamos mais, até alcançarmos um lago.

"Aqui sua vara". Antônio entrega a tal vara para o outro, explicando como usá-la, algo como mantê-la longe da margem, girar um negócio para tal lado, não sei. "Enfia a minhoca assim, para os peixes não roubarem. Cuidado com o dedo".

Por fim, eles mergulham um pedaço da vara na água e ficamos parados.

Muito tempo.

Antônio dá um puxão e gira um negócio na vara. "Acho que pego esse".

"Esse tá muito pequeno, precisamos de mais", completa colocando o bicho em um recipiente. Ele continua: "Vê se pega um grande ou a gente só almoça de noite".

"Antônio, você tem namorada?".

"Aqui, no meio da roça, como é que eu arranjo uma? Você tem?"

"Não levo jeito pra isso. Acho que fisguei um peixe". "Puxa assim", "Isso, agora gira aqui", pensa meu gigante tocando de leve a mão do outro. "Não deixa fugir, hein".

"Nossa, mas você é um pescador, olha só esse peixe!", admira-se Antônio. "Já põe aqui no balde e vamos pro almoço".

Os humanoides guardam as tranqueiras usadas para a "pesca". Andamos devagar, meu humano timidamente estendendo a mão em direção aos dedos do outro, que percebe e permite-lhe a intimidade.

"Torça para a tia se entusiasmar com os peixes", pensa Antônio, "Porque odeio cozinhar".

"Vão se divertir, aproveitem que têm companhia. Não quero bagunça na minha cozinha", pensa a tia pegando os tais peixes.

Antônio e Francisco voltam para o amado quarto e deitam na estrutura de deitar.

"Vamos esperar o almoço conversando ou você quer fazer outra coisa?", pensa Antônio. "Que coisa?", pensa o outro. "Sei lá".

"Antônio, onde você estuda?".

"Eu estudo numa escola minúscula numa cidade aqui perto, mas eu falto direto".

"Como é o povo lá?".

"Ah, eles são legais, mas eu não converso muito com eles, até porque eu falto muito. Seus amigos na escola também pintam as unhas?".

"Não".

"Você sempre pinta as unhas?".

"Às vezes. Eu acho legal".

"Você é o primeiro cara normal que eu vejo com unhas assim".

"Cara normal?".

"É. Sem ser aqueles rockeiros famosos".

"Ah".

"Você tem esmalte aí?"

"Tenho, por quê? Quer que eu pinte suas unhas?".

"Mais ou menos. Você pode pintar uma só? Queria saber como é".

Francisco se levanta, não vejo o que ele faz, voltando com algo preto na mão e um sorriso no rosto. "Eu não sou muito bom nisso, como você pode ver pelas minhas".

Antônio ergue-se e Francisco senta ao lado. "Qual dedo você quer?"

"Ah, quer saber? Pode ser na mão inteira? Acho que um dedo só fica estranho".

Francisco pega uma das mãos de Antônio, estendendo-a sobre a sua, e passa alguma coisa nos quadradinhos, ou "unhas", dos dedos dele, enquanto ri.

"Quem te ensinou a pintar as unhas?".

"A minha irmã. Uma vez eu perdi uma aposta pra ela. Ela deixou eu escolher a cor do esmalte e depois que eu vi as unhas pretas eu até gostei. Depois eu pedi pra me ensinar".

"Não sabia que você tinha irmã".

"Ela é mais velha e já mora sozinha", Francisco continua: "Ninguém nunca me pediu isso antes".

Depois dessa conversa descontraída, estabeleceu-se um silêncio. Ambos concentrados nas unhas.

"A outra?", pensa Francisco.

Meu gigante balança a cabeça para cima e para baixo, estendendo a outra mão.

"Agora você fica um tempo com a mão parada pra não borrar".

"Depois do almoço você quer andar por aí?".

"Quero. Você pode tocar mais violão?".

"A gente leva", pensou meu gigante, sorrindo.

"Pronto. Unhas pretas e brilhantes".

"Obrigado", pensa Antônio admirando as próprias mãos. Francisco guarda o objeto preto e volta para deitar-se ao lado de meu humano, que ainda está sentado.

"Vem cá", pensa, esticando os braços.

Antônio deita devagar, tentando não encostar as mãos em lugar nenhum. "Vou cair", ri. Ele tem as mãos do outro repousadas sobre sua cabeça, enrolando nos dedos os pelos.

"Seu cabelo é tão bonito".

"Obrigado", agradece meu gigante.

Ficamos assim por muito tempo até que alguém bate no aro, que está obstruído por um grande bloco de madeira. "O almoço está pronto", é a gigante que pensa.

Os gigantes se levantam. "Vou ali no banheiro. Já posso lavar as mãos?".

"Com cuidado".

Nos separamos. Vou com meu gigante até o banheiro. Ele expõe a genitália e urina em uma estrutura engraçada, depois senta-se por pouco tempo, usa uma camada branca, que joga fora, e quando se levanta pressiona uma espécie de botão na parede vertical, provocando um barulho. Veste-se e lava as mãos na cuba onde mais cedo espumou os dentes.

Andamos até o cômodo de beber líquido branco e deixar bicho da pesca, onde encontro alguns gigantes. "Boa tarde", pensa Antônio, sentando-se ao lado de Francisco e colocando alimentos em um recipiente.

"O Francisco não gostou nada da ideia de passar o final de semana aqui, disse que não queria ir para o fim do mundo...", pensa um gigante.

"Pai, eu gostei muito daqui", pensa Francisco.

A refeição e o diálogo prosseguem por um longo período, mas não quero narrar pensamentos tão incompreensíveis e frequentes. Assisto a Antônio mastigando, e isso me satisfaz.

"Alguém quer rapadura?", pensa a tia.

Alguns gigantes pensam que sim. Francisco leva um quadradinho de rapadura à boca. "Com licença", pensa meu gigante levando os recipientes seu e de Francisco, onde antes havia alimentos, até uma cuba, espumando-os e enxaguando-os.

Agora caminhamos até o quarto, Antônio pega o instrumento que tocou ontem à noite. "Vamos?", pensa.

O outro gigante concorda. Saímos da construção de aros, andando até a sombra de algumas árvores. "Quer jabuticaba?", pensa meu gigante.

"Quero".

"Aqui tem umas jabuticabeiras, mas a gente tem que disputar com os passarinhos", ri.

Os dois colhem várias frutinhas e depois se deitam, esparramando-as sobre o peito enquanto pensam. "Está docinha", elogia Francisco.

Quando Antônio termina de se alimentar, remove a roupa do tronco. "O que você está fazendo?", pensa o outro. "Aproveitando o mormaço enquanto ainda não esfria".

Francisco acha a justificativa interessante, despindo-se parcialmente também. Os dois ficam calados, gostando da sombra e respirando o calor, até que Francisco resolve brincar com os pelos da cabeça de meu gigante, que permite a intimidade, aproximando-se mais.

"Que dia gostoso", pensa o outro. Antônio desce-lhe a mão pelo peito, acariciando o corpo de Francisco até os quadris, puxando-o para si: "Acho que vai chover, o céu está ficando escuro...".

Francisco silencia-lhe, pondo seus dedos sobre a boca de meu gigante, e chega mais perto com o próprio rosto, deslizando a mão pelos pelos da cabeça de Antônio e, por fim, fecha os olhos, encostando sua boca na dele.

Depois disso, Francisco se afasta: "Você não vai tocar nada?", pensa olhando para o instrumento que está com eles.

"Vou ter que aprender mais uns rockzinhos, porque você não gosta de sertanejo, né? Você gosta de Cazuza?".

O outro balança a cabeça para cima e para baixo e, como se o gesto fosse um sinal, Antônio segura o instrumento e toca-lhe as cordas, soltando uma melodia agradável. Os gigantes pensam em ritmo.

"Toca uma música da roça pra mim?", pensa Francisco.

Os sons e pensamentos prosseguem. Ouço um trovão. Gotas caem do céu.

"Acho melhor a gente voltar", pensa Antônio, levantando-se. Vamos até a construção de aros, os passos se aceleram conforme a chuva ganha força. "Espero que o quarto não esteja molhado", pensa meu gigante, apressando-se.

Atravessamos os aros e ouço a tia: "Fecha a janela, Antônio". Antônio bloqueia um aro pequeno e elevado com madeira. Ele deixa a roupa molhada do tronco num canto, voltando para bloquear o aro de passagem do quarto.

Francisco se despe, as roupas secas estão na estrutura de dormir. "E agora?", pensa Antônio, tocando também as próprias roupas. O outro então se aproxima, põe as mãos na face de meu gigante e o abraça, escondendo a cabeça nos ombros de Antônio.

"Vamos tirar uma soneca?", pensa Francisco, cessando o abraço.

"Quer que eu coloque despertador?".

"O que você acha de 40 minutos?".

"Pra mim está ótimo".

Francisco se enfia nas camadas da estrutura de dormir enquanto meu gigante mexe numa engenhoca, depois apaga a luz e vai também até a estrutura de dormir. Ele me cobre, tirando-me a visão, mas noto seu envolvimento com o outro, como ocorreu durante a noite de ontem.

Percebo que estou exausta e resolvo dormir. Entre movimentos, ouço ainda um sussurro: "Você tem gosto de jabuticaba...".

Um barulho estridente nos acorda. O ruído é silenciado. Ainda estou coberta.

"Tão bom dormir ouvindo a chuva", pensa Antônio. "Também fica um cheiro gostoso", complementa o outro.

"O que vai acontecer quando seu pai se casar? Minha tia não vai querer sair daqui, eu acho", pensa meu gigante.

"Sei lá. De qualquer forma a gente vai continuar se vendo, né?".

"A minha unha não está bonita como a sua".

"Acho que você mexeu muito antes da hora".

"Na próxima vez eu sou mais cuidadoso".

Ouço batidas no aro bloqueado. "Por que vocês não vêm ver televisão comigo? Vai passar um filme legal", é a gigante.

"Quer ir?", ouço meu gigante pensar sussurrando.

Levantamos devagar. Os gigantes passeiam pelos aros e sentam-se em uma cadeirona, de frente para um retângulo brilhante que reproduz ruídos, imagens e pensamentos.

"Ainda tá na propaganda, começa daqui a pouco. É um filme de ação", pensa a gigante. Francisco discretamente repousa a mão sobre a perna de meu gigante.

Os acontecimentos parecem parar por aí. Com os gigantes observando o retângulo brilhante como estátuas, acho que não há muita informação que eu possa compartilhar. Eu diria trechos dos pensamentos que escuto do retângulo, mas grunhidos que são, nada compreendo. Vez ou outra capto alguma mensagem idiota, que ouço serem propagandas. Nesses intervalos, os gigantes por vezes saem da cadeirona. Antônio faz necessidades fisiológicas e bebe água. Num momento de ausência da gigante, observo um cafuné trocado entre Antônio e Francisco.

O tédio me mata. Assisto pela janela ao Sol se pondo. Não compreendo esse estranho ritual. Felizmente em algum momento os gigantes decidem encerrá-lo.

"Eu vou cozinhar para o jantar, acho que vou fazer uma sopa. Quero que vocês me ajudem", pensa a gigante, usando um objeto que parece apagar o brilho do retângulo.

Nos dirigimos para o ambiente de comer. "Vocês dois lavem, descasquem e piquem as cenouras e as batatas que estão na geladeira, podem usar a metade de cada saco".

Os gigantes iniciam o trabalho de preparar alimentos. "Até parece que um cara qualquer de uma hora pra outra consegue ser um espião como aquele. Achei o filme muito viajado", pensa Antônio. "Por isso é que é só um filme", pensa a gigante.

O diálogo gira em torno do ritual que aconteceu há pouco. Os gigantes trocam de vegetais, arrumam recipientes, a gigante reclama da bagunça: "passa um pano aí".

Antônio dispõe recipientes sobre o móvel de madeira de comer em cima, Francisco distribui outros recipientes. A gigante põe a comida sobre o móvel e mais gigantes chegam e sentam.

A refeição ocorre animada. Ouço pensarem as coisas que fizeram no dia, os planos para o dia seguinte, o final de semana chegando ao fim. "Vocês também são bem-vindos lá em casa", pensa o pai de Francisco.

"Por que não ficam mais?", pensa a gigante.

"O Francisco estuda, eu trabalho... infelizmente não podemos".

Por fim a gigante pensa: "meninos, podem sair, a gente aqui lava os pratos".

"Quer deitar na rede lá fora?", pensa Antônio a Francisco.

"Com certeza".

Na parte externa da construção de aros, Francisco se deita na rede onde já dormi com Antônio. Meu gigante senta-se numa cadeira.

"Aqui o céu é bem mais estrelado", comenta o outro.

"Lindo, né?".

"Dá vontade de ficar olhando para a noite pelo resto da vida. Onde já se viu tanta estrela?".

"A gente nem andou a cavalo, né?".

"Ainda bem, tenho medo de cavalo".

"Era só a gente dividir um".

"O dia foi melhor assim", ri Francisco.

"De qualquer forma, se você quiser andar na próxima vez é só falar".

"Está certo. Essa rede é mesmo gostosa, agora eu entendo por que você dormiu ontem".

"Mas você não dorme não, viu?".

"Não me deixa dormir então, se eu dormir acho que nem sacudindo eu acordo, você vai ter que me carregar".

"Se você não for muito pesado até que está tudo bem".

"Essa conversa sem noção faz parte do seu plano de não me deixar dormir?".

"Pode ser".

"Acho melhor a gente ir deitar pra não ter risco".

Antônio se levanta e segura as mãos do outro, ajudando-lhe a se erguer. "Vou ali no banheiro escovar os dentes", pensa meu gigante. "Enquanto isso eu arrumo as minhas coisas", pensa Francisco.

Vou com meu gigante até o banheiro. Ele espuma os dentes, escondido pela cuba. Depois vamos até o quarto. Francisco sai de lá de roupas já trocadas. Antônio se veste para dormir e arruma as camadas da cama, deitando-se.

Agora Francisco aparece de novo e bloqueia o aro. "Apaga a luz?", pensa meu gigante. No escuro, o outro tateia a estrutura de dormir, cobrindo-nos.

Cega, tento perceber os movimentos. Antônio se cola a Francisco, ouço estalos. Estranho que tiram as roupas que mal vestiram. Os gigantes se abraçam, se sobrepõem, parecem tirar mais roupas. Acho que escuto um arfar.

Antônio desliza pela estrutura de dormir, afundando-se entre as camadas. "Ai, larga o meu cabelo", pensa. Por vezes ouço o que penso ser o som de respiração, Francisco se arqueia. Meu gigante sobe novamente pelas camadas, agarrando-se ao outro humanoide.

A agitação aumenta. Consigo escutar ar sendo inalado pelas bocas. Antônio reage a essa loucura, seu corpo treme. Ouço uma risada fraca, que parece trazer consigo o êxtase.

Pergunto-me se esse ritual, literalmente encoberto, deveria realmente ser compartilhado com você, mas estou cansada e não quero raciocinar. Ouço estalos.

Boa noite, intruso.

Notas finais
Eu já imaginava que esse capítulo seria enorme, mas o tamanho ainda assim conseguiu me surpreender lol (nem está tão grande assim, mas é que eu escrevi tudo a mão primeiro, além de não ter costume de escrever fics rsrsrs).
Assim como eu disse no capítulo anterior, fique à vontade para dar sinais de vida, nem que seja para xingar ou fazer propaganda de alguma história sua rsrs
Agora só falta um capítulo, que não será assim tão grande.
Ideias são bem-vindas!