Notas iniciais
Finalmente a história teve um final rs
O último capítulo ficou bem menor que o esperado, mas ele contém tudo o que eu planejei.
Espero que o final agrade, acho que finais são difíceis de escrever.
Críticas e sugestões são bem-vindas. Boa leitura!

Ouço batidas no aro bloqueado e um pensamento: "Francisco, se arruma que a gente sai daqui a pouco".

Bem-vindo de volta, intruso.

Francisco se mexe e pensa de volta, "Já vou, pai". Ele nos descobre e sacode meu humanoide, que geme enquanto se levanta vagarosamente, "o sol não nasceu ainda!"

"Vou terminar de guardar umas coisas, você pode usar o banheiro se quiser", pensa o outro.

Assim, vou com Antônio até o banheiro, onde ele pratica novamente o ritual do banho. Ele parece apressado e já está espumando os dentes. Quando dou por mim, estamos de volta ao quarto, e Francisco está no banheiro. Meu gigante senta-se na cama e respira pesado, aparentando sono.

Humanoides também têm uma rotina. É o que percebo quando vejo os olhos de Antônio fixos novamente no outro, que se veste.

Ambos se dirigem para o aro. Meu humano para antes de desbloqueá-lo, aproximando-se de Francisco, "já estou com saudade", pensa.

Mais uma vez, o outro toca os lábios de meu gigante com os próprios.

Caminhamos até o ambiente de comer. Vejo alguns humanoides reunidos, preparando bebidas brancas, abrindo alimentos ao meio, mastigando. Antônio e Francisco também entram no grupo.

"Parece até que eu moro em outro país, como é que eu fico sem ver minha própria noiva? Vocês também têm que visitar a gente", pensa um gigante.

"Se vocês aceitarem, neste mês ainda a gente vai", pensa a humanoide que você já conhece.

"Eu posso ir também?", Antônio se intromete.

"Claro, o Francisco vai ficar muito satisfeito, né filho?". Francisco sorri em resposta.

"Francisco, ajuda o Antônio a lavar os pratos que eu vou me despedir do seu pai", pensa a gigante, que sai com o pai de Francisco.

"Com licença", pensa meu humano, saindo com alguns pratos. O outro ajuda na tarefa de espumar, surgem mais pratos, dos gigantes que ainda comiam e saem aos poucos.

"Que sono", pensa Antônio. Os dois humanoides terminam de lavar os pratos. Agora caminhamos para fora dos aros. Encontramos os gigantes que estavam no ambiente de comer próximos a uma máquina grande e estranha.

O sol está nascendo, alguns humanos cobrem os olhos, atraídos e ao mesmo tempo repelidos pela luz forte.

A humana envolve o pai de Francisco com os braços. Cessado o contato, ele se despede de todos, inclusive de Antônio.

Por fim, Francisco e o pai entram na máquina, que faz um barulho. Julgo ser um meio de transporte e tenho meu palpite confirmado quando eles se afastam.

Os humanos restantes voltam para seus afazeres. Vou com Antônio até o quarto. Ele se deita.

Ficamos assim. Meu gigante parece refletir, eu acho que vou aproveitar o momento para refletir também. Decidir o que fazer na Terra e se ele será sempre meu hospedeiro. Sinto falta dos meus parentes, mas não quero abandonar Antônio. Como você já sabe, meu amor por ele foi instantâneo.

Antônio se mexe, vejo o aro desbloquear-se. Uma presença estranha me assusta, parece assustar meu gigante também.

É você.

Você agarra Antônio pelos pés. Ele está gritando, se sacudindo em completo desespero.
O que você está fazendo? Você o machuca, o corta, percebo que está me procurando, mas não sei quem você é.

Não quero mais contato com você, mas você me fere mentalmente, me remove de meu hospedeiro.

A gigante entra assustada no quarto, mas você se escondeu. "O que foi?"

"Ah, acho que foi um pesadelo", pensa Antônio. Eu estou jogada no chão, morrendo.

"Já volto", pensa a humana, bloqueando o aro novamente. Você vem em minha direção, vejo Antônio olhando para o próprio pé, ensanguentado. Ele volta a gritar, mas não capto mais muita coisa.

Você me matou.

Notas finais
Espero que a história tenha agradado.
Eu adoraria receber comentários e gostaria de ser avisada de qualquer erro gramatical ou de digitação.
Não classifiquei minha história como Death fic porque ia ser muito bizarro, né? kkk
Até a próxima fic :)
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P.S. minha ideia de final era bem diferente antes das edições. Talvez eu possa publicar um capítulo extra com o final alternativo, se quiserem.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!