Alguém Como Você

31 Capítulo XXXI - Diário


Notas iniciais
Yo meninas, mais um capítulo para vocês, leiam as notas finais!!

Boa leitura :)

Alguém Como Você

Por Myuky e ReH-San

Capítulo XXXI – Diário


Saiu sem rumo pelas ruas de Konoha, pensou na possibilidade de falar com Neji já que ela sentia ser o único em quem poderia realmente confiar, mas algo a impediu de fazer isso, talvez fosse melhor pegar a rodovia e sair da cidade; e assim o fez.

...

FLASHBACK #ON

Chegou em casa completamente desnorteada, não acreditava que aquilo estava acontecendo. “Como você pode ter feito isso comigo? Por que, Itachi? Porquê?” Pensou. Depois de tudo o que havia acontecido entre os dois. “Idiota! Idiota! Idiota! Como pude ser tão idiota...”

Subiu ao seu quarto e ficou lá por alguns minutos, não queria que Amaya ou Hideki a vissem daquele jeito, decidiu entrar no escritório que agora era dela, mas que ela não costumava utilizar, talvez assim, sentisse mais próxima de sua falecida mãe. Sentou-se na poltrona e passou a observar algumas fotos que haviam em cima da mesa e a pensar em como sua mãe poderia lhe ajudar em uma situação como aquela; virou-se e inconscientemente bateu seu braço em um dos porta-retratos fazendo com que o mesmo caísse se quebrando, olhou para a foto e desabou sobre o chão chorando mais intensamente, pôs as mãos sobre a boca afim de abafar o barulho; na foto estava sua mãe grávida com as mãos sobre o ventre e com um sorriso triste, Hinata pegou o porta retrato e apertou-o contra seu peito se encolhendo atrás da mesa. “Deve ter sido difícil... Por que você não me trouxe com você, mãe?” Mirou rapidamente uma pequena abertura entre o tapete e o chão embaixo da mesa, passou a mão e sentiu o volume de algo retangular, rapidamente limpou suas lágrimas e pegou o que havia ali embaixo, para sua surpresa era um diário com fechadura, não entendeu o porquê de Amaya ainda não ter se deparado com aquilo, talvez sua mãe tenha deixado ali intencionalmente. Ou não? Enfim, não queria pensar naquilo no momento, decidiu voltar ao quarto e guardar o diário, depois pensaria em uma forma de abri-lo.

FLASHBACK #OFF

...

Passou aproximadamente duas horas e meia dirigindo e parou o carro em frente ao seu antigo colégio na Suna, lembrou-se dos tempos em que passara ali e lembrou-se do loiro baka por quem havia se apaixonado, balançou a cabeça negativamente afim de dispersar aqueles pensamentos e pegou o diário que estava em cima do banco do passageiro, tinha uma capa dura vermelha e o nome “diário” em dourado, virou-o e observou a abertura da fechadura em forma de lua crescente, pensou em alguma coisa que pudesse se encaixar ali e rapidamente se lembrou do anel que estava usando, o anel que havia recebido durante seu aniversário de 18 anos.

...


FLASHBACK #ON

27 de Dezembro de 2012.

A jovem estava cabisbaixa, sentada no jardim e observando as borboletas que pairavam por ali, aquele era o dia em que completava 18 anos e seu pai havia saído sem ao menos olhá-la nos olhos.

– Hinata-Sama! Chegou esse pacote pra você! – A mulher se aproximou e sentou-se ao lado da moça. – Abra e não deixe que seu pai descubra, ele nunca deixa que saiba sobre os pacotes que são endereçados à senhorita, mas como hoje é um dia especial, abrirei uma exceção. – A mulher sorriu e fez um gesto com o dedo indicador sobre os lábios em sinal de segredo.

– Arigatou, Hisui! – Hinata abraçou a mulher.

– Não há de que, querida... – A mulher levantou-se e voltou aos seus afazeres.

Ao abrir o pacote que não era grande, se deparou com uma pequena caixa e uma carta:

Parabéns, querida...

Hoje faz dezoito anos e não posso estar ao seu lado,

Mas saiba que desde o dia em que tive que deixa-la

Não a esqueci por um minuto sequer e que

Te amo mais que tudo nesse mundo.

É por isso que estou lhe mandando esse anel, para que

Você saiba como me senti durante todos esses anos.

Com amor, Harumi.

Hinata sentiu as lágrimas molharem sua face ao se lembrar de sua mãe, como tinha ido embora quando era pequena, ela não se lembrava direito de seu rosto, mas não entendia direito o significado da última frase, “Para que você saiba como me senti durante todos esses anos.”, abriu a pequena caixa e se deparou com o anel; decidiu que esconderia aquele anel e aquela carta, pois se seu pai soubesse iria destruí-los.

FLASHBACK #OFF

...

Agora entendia o significado daquela frase, não pensou duas vezes, tirou o anel que estava em seu dedo indicador da mão direita e encaixou na abertura da fechadura, virou levemente e ouviu um pequeno estalo, enfim, o diário havia se aberto, respirou fundo e abriu uma página aleatória.

27 de Fevereiro de 2000.

Hoje faz dois meses que estou separada de minha pequena, sinto um vazio enorme por não poder abraça-la e vê-la crescer, essa noite chorei novamente ao me lembrar daqueles pequenos olhos perolados, mas isso vem acontecendo desde seu aniversário de cinco anos, não sei se poderei aguentar ficar longe dela.


Hinata leu aquele trecho e deixou uma pequena lágrima saltar de seu olho esquerdo e molhar a página que lera; saiu daquela página e foi para a penúltima página.

25 de Dezembro de 2012.

É natal. Daqui a dois dias minha princesa completa dezoito anos e estou aqui em uma cama de hospital sem poder ao menos vê-la antes de ir, sei que não terei muito tempo, mas pelo menos, tive a oportunidade de lhe comprar pessoalmente um carro e lhe dar o anel que abre esse diário, me pergunto como ela reagirá ao ler sobre minha vida.


Hinata não queria pensar que sua mãe estava sofrendo antes de falecer, tentou dispersar aqueles maus pensamentos e enxugou suas lágrimas. Tudo teria sido tão mais fácil pra elas se estivessem juntas e tudo por culpa do egoísmo de Hyuuga Hiashi. Tentou virar a página para ler o que estava na última, mas não teve coragem... Lembrou-se de seu verdadeiro pai e voltou a primeira página afim de descobrir algo sobre esse homem.


02 de Agosto de 1993.

Resolvi começar a escrever esse diário como forma de expressar meus sentimentos, não começarei os textos com “Meu Querido Diário” pois acho isso brega, creio que no futuro concordarão comigo.

Mas por que resolvi escrever esse diário só agora? Bom, digamos que meus sentimentos estão precisando ser expressados, já que estão em um turbilhão de emoções, hoje conheci um rapaz na faculdade, um Hyuuga para ser mais exata que me fez perder o chão literalmente... Sim, eu cai! Não me pergunte como, apenas me desequilibrei e me senti sendo amparada por ele... Quase desmaiei! Mas ele saiu apressado e não pude nem perguntar seu nome. Amanhã tentarei descobrir...


Pela primeira vez, depois de 36 horas de choro, angústia e mágoas, Hinata sorriu ao pensar que aquele que sua mãe citava na primeira página de seu diário, era provavelmente o seu pai, decidiu virar a página para saber se sua mãe descobrira realmente.

03 de Agosto de 1993.

Descobri!!! Seu nome é Hizashi, Hyuuga Hizashi... Ele foi tão gentil comigo e ele é tão, tão, tão lindo... Okay, não posso ser melosa, essa não é você Harumi, se controle! Mas voltando ao Hizashi-kun, sim ele permitiu que o chamasse pelo sufixo de tratamento kun, o vi na faculdade hoje e o mais chocante, ele me falou que é viúvo e que tem um filho. Mas como um rapaz que ainda está na faculdade pode ser viúvo?


Filho? Viúvo? Aquelas palavras deixaram Hinata ainda mais atordoada, se ele tinha um filho, quer dizer então, que ela tinha um irmão perdido no mundo? “Um irmão?” Sorriu ao pensar na possibilidade de encontrar esse irmão. Decidiu ler mais um pouco sobre o romance de sua mãe com seu suposto pai, abriu outra página aleatória.

09 de Novembro de 1993.

Hoje fui pedida em namoro pelo Hizashi-kun, estou completamente apaixonada e sei que ele sente o mesmo por mim, senti isso no momento em que nos beijamos, sim! Hoje foi o dia do nosso primeiro beijo também... E mesmo que ele não tenha esquecido completamente sua antiga esposa, ainda assim, sei que posso preencher esse pequeno vazio que está com ele e ajuda-lo a cuidar de seu pequeno de apenas 3 meses de vida que ainda não conheci, mas quero muito.


Por um momento, Hinata sentiu um aperto em seu coração, como se estivesse próxima desse irmão ou se já o conhecesse, continuou a ler o diário.

15 de Novembro de 1993.

Descobri algo que não gostaria de ter descoberto, mas não o culpo. Só acho que meu pai não aceitará essa situação tão facilmente, mas preciso tentar e sei que vale a pena tentar, se meu pai não aceitar, fugiremos juntos. Não temos nada a perder...

Mas do que se trata essa descoberta? Hizashi faz parte da família secundária dentro do clã, sim, em nosso clã temos a família principal, da qual eu pertenço e onde se tem os membros mais favorecidos dentro da alta classe e a família secundária composta por serviçais e pessoas da baixa classe social. E mesmo que Hizashi faça parte da família secundária, ele é um vencedor, já que é bolsista integral na Universidade da Suna, então, meu pai pode reconsiderar sua posição. Tenho confiança nisso! Amanhã tentarei convencê-lo.

Disso Hinata já sabia e sabia também que seu avô não havia aceitado aquilo, mas decidiu virar a página para confirmar.

16 de Novembro de 1993.

Droga! Droga! Droga! Por que contei a verdade? Deveria ter dito que Hizashi era membro da família principal, assim, eu poderia me casar com ele e adiar a descoberta do meu pai. Como sou burra! Agora, ele vai dar a minha mão àquele estúpido do Hiashi, nunca gostei e nunca vou gostar daquele prepotente. Não posso me casar com ele!!! E agora o que eu faço? Já sei... Começarei a agir como uma mal-educada para que a família de Hiashi não me aceite.

Mas apesar disso, estou feliz... Sabe por quê? Amanhã conhecerei o pequeno... Sim, amanhã serei apresentada à família de Hizashi, estou ansiosa por isso!

Sua mãe estava em uma situação difícil, mas ao mesmo tempo estava feliz por poder fazer parte de uma família, e da família da pessoa que ela amava, virou a página para descobrir o que houve.

17 de Novembro de 1993.

Hizashi é órfão de pai e desde pequeno sua mãe, a dona Nozomi, sempre trabalhou duro e cuidou dele sozinha, hoje já é uma senhora de idade, e ajuda seu filho a cuidar de seu neto, isso me faz olhar para o que tenho e ter nojo de mim mesma por pensar que sempre tive tudo de maneira tão fácil, mas isso não continuará dessa forma para sempre, já que não poderei ficar aqui e esperar me casar com um homem que não gosto. Irei fugir daqui com Hizashi e o pequeno, e estudar moda em Konoha como sempre sonhei.

Aliás, não contei como o pequeno é lindo, não é? Senti um amor enorme ao pegá-lo em meus braços, quero muito poder cuidar dele como se fosse meu próprio filho. Hyuuga Neji, meu pequeno...


Uma lágrima caiu sobre o nome Neji daquela página, Hinata começou a chorar, só que dessa vez de alegria. Sempre sentiu uma forte ligação com Neji, mas não sabia o que era... Até o chamara de irmão algumas vezes. Mas ainda assim, estava confusa com o Sr. Yuichi, aqueles eram mesmo seu pai e seu irmão? Ou tudo isso não se passa de uma simples coincidência? Tomou coragem e decidiu ir para a última página.

01 de Janeiro de 2013.

Hinata, minha querida... É Ano Novo e não consigo mais falar, só tenho forças para segurar essa caneta e escrever essa última página, sinto que minha hora está chegando. Mas não fique triste, querida... Não quero que chore, quero que saiba que sempre te amei e sempre irei olhar por você!

Sabe? Mês passado eu fui a Universidade de Konoha e vi um garoto parecido com seu pai, não tive coragem de lhe perguntar nada, mas tenho certeza que você saberá se encontra-lo, foi por isso que pedi à Kurenai para te matricular no mesmo período que o dele.

Então, a última coisa que peço, é que encontre seu pai e seu irmão e que os deixem saber que sempre os amei, assim, como sempre amei e sempre irei amar você!

Agora sinto que já posso fechar esse diário tranquila, já que você está com o anel, ninguém poderá o abrir mais.

Adeus, meu amor.


Hinata decidiu que não choraria, limpou o rosto, olhou o retrovisor e seus olhos estavam extremamente vermelhos, fechou o diário e ligou o celular para ver que horas eram, o sol estava se pondo, daria tempo de chegar a Konoha antes do anoitecer? Se não desse, ficaria em um hotel por lá mesmo. Ao ligar o celular se deparou com 56 ligações perdidas e um sms, se espantou ao ler o nome do dono da mensagem, era Neji.


Hina, o que está acontecendo? Todos estão preocupados...

E o pior é que meu pai sofreu um ataque do coração

E está internado no hospital de Konoha,

Graças a Deus não houve sequelas, mas ele ainda está inconsciente.

E por algum motivo, chamando pelo seu nome e pelo nome Harumi.

Por favor, se não for pedir muito, venha lhe fazer uma visita.

NEJI


“Mas o que aconteceu?” Pensou. E em seguida deu partida no carro, não poderia ficar ali parada, nem que tivesse que dirigir durante a noite.

Notas finais
Meninas desculpem os erros ortográficos, eu não tive tempo de arrumar!!

Capítulo diferente esse né? Quem já sabia ou desconfiava das coisas levanta a mão o

Agora falando sério, eu e a Reh-san estamos discutindo a séculos sobre o que fazer com a questão Karin, já fomos e voltamos, então sugeri uma enquete, principalmente depois da ideia de uma das leitoras daqui, eu sinceramente gostei, mas não vou dizer quem foi ou o que foi... Mas vamos a pergunta da enquete: Qual deve ser o fim para Karin? Deem suas sugestões!!

Mais um aviso, as coisas estão ficando um pouco apertadas por aqui, então se deixarmos de responder algum coment ou demorarmos a postar nos perdoem!!

Obrigada por ler e até a próximo!!

PS: não esqueçam de responder a pergunta u.u