Aleatoriedade

2 New York State Of Mind


Notas iniciais
Peoples lindas do meu heart, olha só que legal, esse cap saiu mais rápido que Coccoa... hsauhsuahsuahsuahs
Enfim, time de abrir my heart pra vocês: Eu não sei exatamente aonde essa historia vai parar. Eu comecei isso aqui pra ser exatamente como o título sugere: Aleatória. Ia ser tipo varias cenas, interligadas ou não, em diferentes espaços e tempos entre SwanQueen, porém tanta gente quis uma continuação cronológica pra isso, e esse cap me veio pronto na cabeça, então eu resolvi fazer assim. Não sei ainda se vou fazer como planejei inicialmente, ou se vou fazer uma cronologia bonitinha com as cenas que já tinha na cabeça, só informo-lhes que será curta. Mas pra compensar isso, vou tenar soltar mais algumas Ones , e então preparem-se, porque vem uma long por aí! aushaushuashua
Aliás, gostaria da opinião de vocês sobre isso também.
No mais, espero apenas que gostem (:

O jantar naquela noite foi calmo. Emma os levou à um restaurante não muito grande, porém confortável, e a comida era simplesmente deliciosa. Ela havia criado o hábito de jantar lá às sextas-feiras desde a sua segunda semana em New York, e teve certeza de que iria ouvir muito Peter e Fred em seu ouvido sobre quem era a morena bela o suficiente para ser uma modelo que a acompanhava. Não que ela se importasse, claro.
A conversa fluía facilmente entre as duas. Emma sentiu-se confortável ao ver que Regina não era o tipo que tentava saber de toda a história das pessoas, porque não se sentia confortável com seu passado para sair por aí falando sobre isso. Regina lhe contou que era prefeita em uma pequena cidade no Maine, e estava em New York para a reunião anual dos governantes do país. Até essa manhã ela ficaria apenas uma semana, mas como a neve forte havia afetados voos em várias cidades e estados e muitos representante ainda não haviam chegado, ela provavelmente ficaria mais tempo. Emma comentou que por um lado isso era bom, já que ela e Henry poderiam aproveitar mais a cidade. Elas jantaram, pediram a sobremesa, o café, clientes novos chegaram, vários saíram, mas ambas estavam tão submersas uma na outra que elas não notaram.

Regina não tinha como negar que estava completamente encantada com a loira. Durante toda a noite Emma pareceu ser algum tipo de príncipe encantado, tirando, é claro, o fato de ela ser uma princesa. A loira realmente prestava atenção no que ela falava, e tinha todo o tipo de gestos educados que pareciam apenas naturais para ela, como abrir a porta do carro, do restaurante, puxar a cadeira para Regina se sentar... Enfim, uma raridade nos dias atuais. Mas, acima de toda a gentileza e educação de Emma, o que mais encantara Regina era como a loira agia com Henry. Toda a paciência e atenção da loira com seu pequeno eram simplesmente adoráveis. Foi só quando Emma colocou em seu colo um pequeno príncipe já semi-adormecido que elas se deram conta da hora,e pediram a conta. Regina era conhecida pela força de seu olhar, mas Fred não teve dúvidas sobre para quem deveria entregar a conta depois do olhar cortante feito aço da loira. Emma lamentou não estar de carro naquele momento, gostaria de levar Regina e Henry até o hotel.

-Sua carruagem, Majestade.-Emma brincou, com uma leve nota de tristeza na voz, quando chegaram ao ponto de táxi, enquanto abria a porta do carro, e passava Henry, agora completamente adormecido, para o colo de Regina.

-Muito obrigada por tudo, Ms. Swan. Eu jamais poderei agradecê-la o bastante por trazer Henry de volta para mim. E o jantar foi excelente também.- A morena agradeceu, enrolando para não entrar no carro. Ela não queria ir, não queria que Emma fosse. E podia dizer pelos olhos da loira que ela também não queria.
-O prazer foi todo meu.-Foi a única coisa que Emma pode pensar em dizer, e não havia mesmo muito mais a ser dito mesmo, então as duas se despediram, Regina entrou no carro, e Emma voltou pela mesma calçada que tinham vindo. Enquanto a loira se amaldiçoava mentalmente por não ter pego o telefone de Regina, ou mesmo insistido em acompanhá-la até o hotel, e sua parte racional lhe dizia que jamais tornaria a ver a morena, seu coração dizia-lhe algo bem diferente. E foi o que aconteceu, duas noites depois.

oOo

Emma se despediu dos colegas e saiu do calor aconchegante do restaurante, andando distraidamente pelas calçadas cobertas de gelo e neve. Queria caminhar um pouco antes de voltar ao seu próprio apartamento, porque certa morena que conhecera há dois dias parecia não querer sair de sua cabeça. Então a loira apenas andava, sem sentido exato.

Foi quando passou em frente à uma banca de flores que parou. Nunca foi exatamente o tipo de garota que gostava de plantas, mas as rosas estavam tão bonitas, tão vermelhas... Antes que percebesse, sua mão enluvada alcançava uma rosa especial, um ou dois tons apenas mais escura do que as outras. Emma levou um segundo a mais para perceber por quê aquela rosa em especial chamara-lhe a atenção. Era da mesma cor do batom de Regina. E a loira não pensou duas vezes antes de comprar a rosa para si.

Emma continuou andando, sem reparar muito nas pessoas. New York é bela normalmente, mas no Natal faz qualquer marmanjo se tornar não mais do que uma criança, com todas as suas luzes e encantos espalhados por todos os lugares, dos prédios às calçadas e vitrines. E Emma tinha essa tendência a ser tão empolgada e distraída quanto uma criança às vezes.

Havia, no entanto, uma vitrine particularmente bela, porém contraditoriamente solitária, por exceção de apenas uma mulher à sua frente que chamara a atenção da loira. Emma começou a aproximar-se, mas parou. Sabe quando você tenta esquecer tanto uma coisa, mas não consegue, e quando a vê ou encontra de novo desiste e se convence de que tudo deve ser produto de alguma força maior, tipo destino? Foi exatamente a sensação da loira, ao notar que a tal mulher à frente da vitrine era uma certa morena de sorriso delicado que vinha ocupando seus pensamentos nos últimos dias. Então, inspirando profundamente o ar gélido da noite, e ajeitando levemente o cachecol e a gola de seu sobretudo, Emma se aproximou das costas da morena, olhando a vitrine por cima de seu ombro.

-Por mais bela que New York possa parecer, ainda tem seus perigos. Uma mulher tão bonita não deveria andar sozinha, então.

Regina reconheceu a voz instintivamente, afinal, pertencia à uma certa loira que vinha lhe tirando o sono ultimamente. Sorrindo, pegou a rosa vermelha da mão encoberta pelo couro, e se virou para encontrar um certo par de muito profundo de olhos verdes. Nenhuma das duas esperava o arrepio que as percorreu, nem como, de repente, o ar parecia estar cheio de eletricidade, magnetismo. A prefeita levou a rosa ao rosto, fechando os olhos ao sentir o cheiro agradável, somente para abri-los um segundo depois e se deparar com um olhar tão intenso no rosto de Emma que a fez estremecer. Olhou a rosa com certa afeição antes de baixá-la.

-E você não corre perigo?-Perguntou. Emma deu de ombros.

-Não estou mais sozinha.- Foi a resposta simples, mas que fez Regina rir levemente.

-Nem eu.- A morena respondeu, aceitando o braço que Emma lhe oferecia antes de começarem a andar. — Obrigada por me salvar do perigo iminente do gelo, Ms. Swan. — Agradeceu, brincando, mas Emma parou e a olhou no olhos, séria.

-Agora, nós já passamos desse ponto, Ms. Mills. É Emma.- Emma disse, a voz suave tão séria quanto seu olhar. Regina apenas revirou os olhos, sem jamais perder o sorriso, e elas recomeçaram a andar.

-E Henry?- Emma perguntou, casualmente. O garoto realmente havia cativado-a naquela tarde. Ele era simplesmente adorável.

-Ficou no apartamento dormindo com a babá. Eu precisei sair em um jantar de negócios hoje a noite, e ele não quis vir de jeito nenhum. Eu estava justamente olhando o que dar para ele esse ano.-Regina explicou, o aperto no braço de Emma aumentando levemente. Parecia ridículo, mas mesmo que estivesse há apenas algumas horas longe do filho já sentia sua falta. Elas andaram mais alguns minutos num silêncio confortável, olhando uma vitrine ou outra, apenas compartilhando alguns comentários sobre o que viam.

-Bom, é uma pena que Henry não tenha te acompanhado hoje. Eu gostaria de revê-lo, ele sem dúvida é uma criança adorável.-Emma começou, atraindo a atenção de Regina.-Mas eu realmente gostaria de saber o quão disposta a me acompanhar em um café e um pequeno tour pela cidade você está.

Regina sorriu, exatamente o tipo de sorriso que tirava todo o ar dos pulmões de Emma.

-Será um prazer, Emma.

oOo

Regina não se lembrava da última vez que havia se divertido tanto. O café as aqueceu o bastante para criarem coragem de caminhar pelas ruas que pareciam ficar cada vez mais frias, embora continuassem cheias de gente. Entre uma vitrine e outra, uma pausa aqui e ali para fotografar alguma coisa, Emma entrelaçou seus dedos com os de Regina, e assim permaneceram suas mãos pelo resto da noite.
Emma a levou por vários pontos turísticos da cidade, até que Regina percebeu que estavam de volta ao Central Park, de frente com a famosa árvore em forma de coração. Não haviam muitas pessoas circulando pelo parque. Por alguns momentos elas ficaram em silêncio, o polegar de Emma acariciando de leve as costas da mão da morena, que acabou por encostar a cabeça no ombro da loira, e sentiu-se relaxar quando sentiu o braço ao seu redor.

-A Árvore dos enamorados. Roda uma lenda urbana em volta dessa árvore, sabia?-Emma comentou de repente, e Regina a olhou com curiosidade, e Emma apenas trouxe seu rosto mais para perto do da prefeita, a mesmo tempo que sua mão subia para traçar levemente os traços de seu rosto.

-Dizem que -Emma continuou, deixando seus olhos caírem sobre os lábios cheios de Regina- se um casal se conhecer diante ou der seu primeiro beijo diante dessa árvore, vão viver um romance digno de contos de fadas. Ou uma peça da Broadway, já que estamos em New York.

Regina tinha a respiração presa na garganta, e seu riso saiu fraco.

-Não sabia que fazia o tipo que acredita em superstições.

-Não faço.-Emma concordou.-Mas eu também tenho como lema pessoal que não custa nada tentar.- Ela disse, e finalmente fechou a distância existente entre seus lábios. O beijo era doce, calmo, apaixonado. Clichê dos clichês, o mundo parecia ter deixado de existir naquele momento, mas Emma estava ocupada demais com a felicidade que parecia esmagar seu peito, e com um certo par de lábios pertencentes à uma bela morena para notar. Quando o beijo finalmente foi quebrado e Emma olhou dentro dos olhos castanhos, antes de roubar mais um beijo de Regina, a loira teve certeza de que, entre as poucas coisas certas que havia feito na vida, essa tinha sido provavelmente uma das maiores.

Notas finais
Soltei mais rápido, anunciei projetos futuros, escrevi uma coisa mega fofa, então mereço rewiews??? *-*
Por falar em projetos, quero ver se posto aqui pelo menos mais uma ou duas One-shots. E One-shots de verdade, não que nem essa aqui que virou multi-chapter. LOL
Feriado prolongado pra mim, fics pra vcs. Então deixem rewiews lindos me incentivando, certo??