Aleatoriedade

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Oi povo! Alguns avisos rapidinhos:
1-Se eu lesse, eu acharia forçada a passagem em que a Emma pergunta ao Henry o nome da mãe dele e ele responde 'mamãe!'. Só que isso aconteceu realmente comigo, e por mais adorável que o garotinho tenha sido, eu não pude evitar um 'poker face' na hora. Fazer o que né, criança tem cada uma... LOL
2-Não, eu NÃO DESISTI e nem vou desistir de nenhuma fic minha, minha vida só tá mais corrida que o Flash, então está meio díficil escrever, por causa da época de provas e talz, mas todas elas serão devidamente terminadas!
3-Fanfic UA, então não sei ainda se vai ter a maldição ou não.
Agora, espero apenas que gostem!

Era um final de tarde bem calmo para uma sexta-feira, embora o Central Park parecesse sempre ter aquela atmosfera de serenidade. Emma apenas andava, sem um destino exato. Gostava desses momentos de calma, em que podia simplesmente deixar sua mente correr solta por onde bem lhe entendesse, sem se preocupar em como pegar um ou outro sujeito, ou como ela precisava se mudar logo. Então, sempre que podia, se permitia seus momentos de solidão no meio de um monte de pessoas, com seus pequenos luxos: um sorvete, uma pipoca colorida, um algodão doce, um pirulito, daqueles bem coloridos mesmo. Todos os pequenos luxos que uma criança deveria ter e lhe foram negados.

A loira estava apenas andando, as mãos nos bolsos do jeans negro que usava, as mangas da camisa branca dobradas até o cotovelo e a jaqueta de couro segura no braço, ignorada há algum tempo já devido ao leve calor que fazia, quando algo lhe chamou a atenção: um menino loiro que não podia ter mais do que cinco anos de idade, sentado no chão chorando com um joelho ensanguentado. Os olhos verdes da mulher percorreram todo o lugar ao redor, mas ela não achou ninguém que parecesse estar com o garoto, e assim, resolveu ir até ele, só para checar se estava tudo bem.

-Ei, pequeno, o que foi?-Emma perguntou, surpreendendo-se com o tom suave da própria voz, tocando de leve o ombro do menino.

Num primeiro momento, o menino de penetrantes olhos verdes apenas a olhou, mas seu choro se acalmou. Limpando os olhos nas costas da mão pequenina, ele engoliu uma última vez, antes de falar com a moça bonita à sua frente.

-E-eu caí e machuquei o joelho quando tava procurando a mamãe.-ele explicou e a moça sorriu. Henry olhou para baixo, envergonhado. A moça deveria estar rindo dele. Ninguém mandou ele se afastar de sua mãe, não é? Quando ele sentiu as lágrimas voltando, a mão quente da moça fez ele olhar para ela de novo.

-Hey, está tudo bem. Quer que eu te ajude a procurá-la?

Henry olhou para cima de novo. Mamãe sempre dizia que ele não deveria falar com estranhos, sair de perto dela, ou fazer bagunça, mas ele havia saído de perto dela mesmo assim e estava assustado. E a moça era tão bonita, ela não podia ser má, podia? Então o menino apenas acenou com a cabeça, e a moça voltou a sorrir.

-Meu nome é Emma, e quem é você, pequeno príncipe?-A moça, Emma, disse ainda sorrindo para ele e falando com quase o mesmo tom que sua mãe falava com ele. Ele sorriu também, porque ele gostava desse livro, sua mãe costumava ler para quando o colocava na cama.

-Henry.

-Bom Henry, vamos sentar ali naquele banco, enquanto eu dou um jeito de limpar esse seu joelho, e aí nós podemos comprar um algodão doce e achar sua mãe, tudo bem?-Emma falou e quando o menino só concordou, ela o pegou no colo e o levou até o banco, parando um vendedor no meio do caminho para comprar duas garrafinhas de água.

Henry não pode evitar uma careta quando Emma o colocou no banco. O colo dela era confortável, e ele sentiu como se ele pudesse deitar sua cabeça ali e dormir por um tempão.

Emma estava revirando sua bolsa. Ela sempre tinha alguns band-aids na bolsa, e um anti-séptico. Ela se machucava com muito mais frequência do que gostaria no seu trabalho. Quando achou os dois, levantou um pouco mais a barra da bermuda cáqui de Henry, e começou a lavar o joelho com a água, mais para tirar o sangue do que qualquer outra coisa. Algumas borrifadas de spray e dois band-aids depois, o 'curativo' estava feito.

-Obrigado.-Henry agradeceu à Emma, porque sua mãe sempre dizia que ele deveria ser educado e agradecer quando alguém fizesse alguma coisa para ele.

-Não foi nada.-Emma retribuiu o sorriso, e começou a pensar na 'Parte II' do plano.-Agora nós só precisamos achar sua mãe. Como ela se chama?

-Mamãe!-O menino respondeu sem pensar. Sua professora disse que nome era como as pessoas te chamavam, e Henry só chamava sua mãe de mamãe, mas ele soube que não era essa a resposta que Emma queria assim que viu a expressão dela, então resolveu complementar- Mas minha professora costuma chamar ela de Ms.Mills, e Katherine chama ela de Regina só.- E dessa vez ele soube que essa era resposta certa pelo sorriso de Emma.

-Bom, e como ela é?

-Bonita!-Henry respondeu mais uma vez espontâneo, e a isso Emma teve que sorrir.

-Isso é muito bom, mas você acha que pode descrevê-la mais um pouco para mim? Que cor de cabelo ela tem, por exemplo.- Achar essa tal Regina Mills deveria ser fácil, afinal, achar pessoas era o que ela fazia da vida, mas ela precisava de um pouco mais do que 'bonita' na descrição do menino. Henry pensou um pouco.

-O cabelo dela é escuro. Preto. E a mamãe é um pouquinho só mais baixa do que você. E ela é morena, e magra, mas ela é forte, porque sempre me carrega no colo quando eu canso de andar. E ela sempre está de vestido, ou de saia e camisa, porque ela diz que tem que trabalhar assim. Ela só coloca calça quando esta muito frio, mas ela fica bonita do mesmo jeito. E tem o terno também. Hoje ela está com um preto e a camisa é vermelha.

Emma quase suspirou. Agora era a hora do final do expediente das empresas, geralmente, e a loira quase estremeceu só de pensar em quantas pessoas vestidas socialmente não estariam naquele parque... Provavelmente, ainda mais do que as que iam lá na hora do almoço.

oOo

Faziam quase duas horas que eles estavam andando atrás de Regina. O que significava que há pelo menos uma hora e meia Henry estava com a jaqueta de Emma, porque estava esfriando, e estava sentado nos ombros da loira,enquanto ela andava há mais ou menos duas horas. Ele já havia comido dois algodões doces, e Emma agora já era chamada simplesmente de 'Ma, e ela o chamava mais frequentemente de 'Pequeno Príncipe' do que de Henry. Ele já havia contado a ela sobre como eles estavam aqui só porque Regina o trouxera numa viagem de trabalho dela, e que eles iriam ver o musical do Rei Leão ainda aquela noite ou na seguinte, que eles ficariam em NY apenas por uma semana, como a professora da escola dele estava ensinando-os a fazer uma casinha para passarinhos para colocar em árvores, e, finalmente como ele se perdeu de sua mãe quando saiu de perto dela para ver a árvore em forma de coração.

Emma sabia onde a árvore ficava. Ela própria as vezes iria até lá só para observar a curiosa e inexplicável forma de coração que a árvore tinha. Com sorte, ela poderia encontrar Regina lá. Ou pelo menos estabelecer uma rota mais provável de por onde Henry poderia ter seguido, e perguntar às pessoas se elas haviam visto Regina. Depois de duas horas andando, isso soava como um plano. Um muito bom por sinal.

E assim eles foram, e Emma não pode evitar o sorriso quando um Henry todo animado quase pulou de cima de seus ombros para o chão, e gritou um 'Ali!', apontando para uma mulher de costas. Emma desceu o menino de seus ombros, e ajeitou levemente o cabelo antes de cruzar os últimos metros até a mulher.

-Com licença, a senhora seria Regina Mills?-Ela chamou, encostando levemente no ombro da mulher morena para chamar-lhe a atenção. Quando ela se virou, abrindo a boca para responder, som nenhum saiu, os olhos de chocolate caindo imediatamente em Henry, que correu para abraçá-la.

-Henry! Onde você estava? Meu Deus, eu te procurei tanto! Você está bem? — A torrente de palavras deixava os lábios de Regina na mesma medida que alívio tomava seu corpo enquanto ela abraçava o filho e o pegava no colo, visivelmente... Haviam tantas emoções naquele rosto que Emma não conseguiu pegar todas, mas era uma mistura de amor, alívio, e gratidão.

-O que eu já falei sobre correr para longe de mim, rapazinho?-Regina perguntou em um tom mais sério, a sobrancelha subindo, assim como o tom de vermelho no rosto de menino.

-Desculpa.-Ele disse e a abraçou, deitando a cabeça no pescoço de Regina. Aparentemente, só ao reparar no couro contra sua pele que a morena se lembrou da loira.

-Perdão, sim, eu sou Regina Mills, mas acho que você já percebeu isso.-Ela disse, voltando seu olhar para os belos olhos verdes da loira, que sorria.-E você é?

-Emma Swan.

-Eu... Não faço ideia de como posso agradecê-la, Ms.Swan. -Regina disse, quase que hipnotizada pela força e beleza dos olhos verdes de Emma. Ela nunca teve certeza sobre em qual momento elas se aproximaram tanto, mas Emma parecia quase que... Magnética.

-Não precisa.

E ali foi um daqueles momentos decisivos da vida, sabe? Porque Emma podia muito bem ter se despedido de Henry e virado as costas, ido embora. E Regina podia tê-la deixado ir, e elas provavelmente nunca mais se veriam. Regina estaria de volta para sua cidade, e Emma perdida em algum lugar entre as 8 milhões de pessoas de NY. Mas Emma não foi, e se ela tentasse, Regina não a deixaria ir. Algumas coisas você tem que segurar com força na vida, pois você só tem uma única chance de tê-las, e Emma Swan parecia ser uma daquelas coisas.

Emma pode ver tudo isso no instante em que hesitou em se despedir de Henry e sair dali. E pode dizer que a mesma coisa se passava logo em frente aos olhos castanhos à sua frente. Então, quando partiu os lábios para chamar o menino, não se surpreendeu quando o que saiu foi muito diferente.

-Na verdade, acho que Henry deve ter se cansado de hoje a tarde, e eu conheço um bom restaurante aqui perto. Gostaria de me acompanhar no jantar?

E Emma soube que tinha feito a escolha certa quando viu o sorriso delicado se abrir no rosto de Regina, e Henry começar a falar com animação. Parecia tudo tão certo naquele momento. Emma podia viver com aquilo.

Notas finais
Rewiews lindos para eu continuar?