Além das Palavras

10 So We'll Go No More a Roving


Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Desculpa mais uma vez pela demora. Eu tenho fé que agora eu vou aparecer diariamente de novo. Obrigada pelos lindos comentários que eu recebi no capítulo passado da VacuumCleaner e AndreaNeves. Espero de verdade que gostem do capítulo. Boa leitura...

Beth não consegue evitar de se sentir nervosa diante do olhar analítico da bela mulher com características tão semelhantes à de Daryl. Viola nem mesmo se dava ao incômodo de esconder que estava estudando a garota, buscando qualquer sinal de que ela fosse uma boa ou má influência para seu filho.

Daryl também estava nervoso. Não queria que Beth se sentisse pressionada ou intimidada com a postura extrema de sua família, que muitas vezes era mal interpretada por causa do jeito arisco e brusco de demonstrarem seus sentimentos.

O professor se coloca ao lado da garota, em uma postura protetora que não passa despercebida pelos seus pais e resolve apresentá-la, enquanto observa seu irmão e primos se aproximarem com curiosidade.

Todo já haviam notado a presença da convidada inesperada de Daryl. Ele força um sorriso e lança um olhar significativo para mãe, em um pedido mudo para que Viola se comportasse.

— Mãe, pai, essa é uma das minhas mais brilhantes e dedicadas alunas, Beth Greene. Beth, esses são Viola Dixon e Will D. Bruce, como você mesmo já deve conhecer — apresenta Daryl.

— É um prazer conhecê-los. Como o professor Daryl disse, eu me chamo Beth Greene e sou uma grande fã dos seus livros, sr. Dixon — afirma Beth, tentando controlar sua voz que falhava diante da emoção que sentia por estar diante de seu ídolo.

Ela aperta o livro do autor contra o peito e estende a mão para cumprimentá-lo. Will encara a garota por alguns instantes e sorri ao ver a pureza nos olhos de Beth, enquanto aperta sua mão. Ela realmente era uma fã. Viola também se encanta pela aluna de seu filho ao notar quão emocionada ela estava.

— Você trouxe uma garota adorável para casa, Daryl. Veja como ela está emocionada, Will — comenta Viola, encarando Beth com um sorriso maternal.

— Eu fico feliz em ver que mesmo depois de tão velho, eu ainda consiga chamar atenção de jovens garotas como a aluna do meu filho mais novo — brinca Will, lançando um olhar malicioso para Daryl ao citar “aluna”.

Pai e filho trocam olhares de maneira intensa com significados diferentes. Enquanto Daryl buscava dar um aviso ao escritor de que ele se mantivesse quieto e controlasse a boca para não dizer nada desnecessário, Will se sentia animado com a ideia de ver o filho com uma garota que tão bonita e adorável.

— Olha só quem resolveu aparecer — grita um homem com ironia, chamando a atenção de todos que estavam próximos. — Toupeira! Resolveu sair da toca e lembrou que tem família, babaca?

— Talvez os milhares de cigarros que ele fumou ao longo dos anos tenha derretido o cérebro dele e causado amnésia, Merle — provoca outro homem, chamando a atenção de Beth.

— Não provoca ele demais não, Duncan, ou ele pode chorar como uma garotinha igual daquela vez — fala um terceiro homem, dando um sorriso desafiador.

Daryl crispa os lábios. Sua expressão calma não demora a se transformar em uma visivelmente incômoda. Beth encara o professor com preocupação, afinal, era a primeira vez que ela via o rosto do homem tão alterado e feroz.

No entanto, pela semelhança dos homens com seu professor, Beth imaginava que estava diante do irmão mais velho de Daryl e alguns de seus primos, então supôs que o aviso dado pelo professor antes se referia as reações dele diante das intensas provocações de sua família.

— Quando vocês vão crescer? Estão quase com cinquenta anos na cara e continuam agindo como os adolescentes babacas da escola — resmunga Daryl, arrancando risadas dos três homens.

— Vai chorar, bebezão? — provoca Duncan.

— Merle, Duncan e Travis, parem agora mesmo de provocar Daryl! — exige Viola, encarando os três homens com seriedade. — Faz quase um ano desde a última vez que ele esteve em casa e ainda trouxe uma linda garota com ele. Comportem-se!

— O quê? O Toupeira finalmente desencalhou?

Beth se surpreende ao se deparar com um quarto homem surgindo atrás dela, fazendo questão de encará-la descaradamente. Para a surpresa da garota, o homem não permanece assim por muito tempo, pois logo recebe um forte tapa na nuca e um olhar intimidante de Daryl, que o fez recuar alguns passos.

— Respeite o espaço pessoal das pessoas, Cameron, ou eu irei usar minha experiência como professor para quebrar o seu nariz e te ensinar a se comportar como um ser humano — ironiza Daryl, puxando Beth para longe de seus primos.

— Olha só! O Toupeira está defendendo a namoradinha! — exclama Travis, gargalhando.

Uma discussão infantil entre primos se inicia e Beth não sabia como reagir diante da expressão ameaçadora e furiosa de seu professor. As pessoas ao redor pareciam se divertir com a situação, enquanto Viola tentava se controlar para não perder a paciência com os homens que mais se assemelhavam a crianças naquele momento.

— Já chega! Vocês não são mais crianças! Parem já com essas provocações estúpidas ou vou ter que fazer como antigamente e colocar os cinco de castigo abraçados — ameaça Viola, fazendo os cinco homens se calarem. — Perdão, querida. Esses idiotas podem ter crescido, mas suas mentes permanecem a de crianças de cinco anos.

— Tudo bem — afirma Beth, ainda um pouco atordoada com os acontecimentos.

— E o que você está esperando para autografar o livro dela, Will? Não está vendo que ela trouxe o livro para você dar o seu autógrafo? Qual a parte dela dizer que é sua fã você ainda não entendeu? — reclama Viola, encarando o marido com repreensão, que se surpreende com o comentário. — Por Deus! Como pode ser tão lerdo?

— Oh, certo. Perdoe a minha lerdeza, Beth — lamenta Will, estendendo a mão para pegar o livro da garota. Ele já nem se surpreendia mais com as reclamações da esposa, depois de mais de quarenta anos de casados. — Já que você é a aluna brilhante do meu filho, farei uma dedicatória especial para você.

Beth entrega o livro, surpresa pela resposta do escritor. Na verdade, por causa de toda a confusão de Daryl com os primos e irmão, ela até mesmo havia se esquecido do seu principal objetivo de comparecer à festa de lançamento do novo livro de Will D. Bruce.

— Obrigada — Beth agradece, sentindo seu coração se agitar novamente com a ideia de receber um autógrafo de seu ídolo.

Assim que termina de assinar o livro, Will entrega o livro de volta para Beth, que sorri ao ler a delicada dedicatória na contracapa do livro.

“Que o mundo encantado da literatura possa guiá-la por um caminho repleto de luz e histórias fascinantes. E assim como Charles Chaplin disse, nunca se esqueça que a vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.

Com carinho,

Will D. Bruce.”

Antes que Beth pudesse agradecer novamente pela bonita dedicatória no livro, Will é arrastado pelo seu editor para dar algumas entrevistas. Daryl logo se torna alvo de sua grande família que não o via há meses.

Ela decide se afastar e observar a reação dos críticos que estavam presentes na festa e comentavam sobre o romance que conta a história de uma atriz famosa em crise e o zelador do teatro, que se apaixona pela fervorosa atuação da mulher e a faz se apaixonar por ele, enquanto se ajudam a enfrentar seus medos e traumas. Parecia mais um romance promissor e Beth não via a hora de ler mais uma excelente obra emocionante de seu escritor favorito.

Depois de pegar uma taça de champanhe, Beth pega seu celular e manda uma mensagem para a mãe, informando que estava bem. A garota aproveita para conversar com a irmã mais velha. Fazia alguns dias que as duas não se falavam e vendo a interação da família Dixon, ela não conseguia evitar pensar em sua própria família e como gostaria que eles fossem tão próximos quanto a família de seu professor parecia ser.

— Você está bem? — questiona Daryl, surpreendendo Beth, que estava concentrada em seu celular. — Desculpa. Eu não queria te assustar.

— Tudo bem. Eu apenas não esperava que o senhor fosse escapar tão rápido assim de sua família, professor — comenta Beth, dando mais um gole em seu champanhe.

— Não foi uma tarefa fácil — confessa o professor, suspirando. — Meus primos são irritantes e meu irmão mais ainda.

Beth ri, divertindo-se com a expressão cansada do professor. Apesar disso, ele ainda tinha um brilho nos olhos, que demonstrava uma certa nostalgia ao estar em casa depois de tanto tempo.

— Mas você ainda está feliz por vê-los — supõe Beth, observando o professor pelo canto do olho.

— Talvez — responde Daryl, assemelhando-se a uma criança ao não querer admitir que sentia falta da família.

Beth ri. Estava se surpreendendo e achando adorável conhecer essa personalidade mais infantil de seu professor.

— Você tinha dito que você tem onze primos mais velhos. Estão todos aqui? — questiona Beth, olhando em volta.

— Não. Uma parte está aqui e outra está na casa dos meus avós, fazendo os preparativos pós-festa desse lançamento — explica Daryl, pegando uma taça de champanhe da bandeja de um dos garçons que passava próximo deles.

— Entendi. E você tem certeza de que está tudo bem que eu participe dessa pós-festa, professor? Se eu for atrapalhar, você pode simplesmente me dizer. Eu vou entender — afirma a garota e Daryl nega.

— Minha família está ansiosa para ter você na festa. Minha mãe me mataria se você não participasse. Ela gostou de você — garante o homem, dando um gole de seu champanhe. — Mais do que eu considero seguro para mim, inclusive.

— Mesmo? — indaga Beth, rindo. — E por que seria perigoso para você, professor?

— Porque por mais que eu diga que nossa relação é uma amizade entre professor e aluna, minha mãe acredita fielmente que temos algum tipo de relacionamento amoroso. E conhecendo Viola Dixon como eu conheço, se você não estiver sempre sorrindo com sinceridade enquanto está ao meu lado, significa que ela deve puxar minha orelha e me dar algum conselho bem vergonhoso sobre como devo agir — explica Daryl, terminando seu champanhe.

O comentário do professor surpreende Beth, que logo ri, sem graça. Não sabia como reagir com a informação de que havia agradado a mãe de seu professor, mas se sentia feliz por isso. Queria causar uma boa primeira impressão e era um alívio que tivesse conseguido o favorecimento de Viola.

— Não se preocupe. Até o momento, tenho me divertido muito, professor. Eu estou feliz por ter vindo — confessa Beth.

— Eu também estou feliz por você estar aqui — afirma Daryl com sinceridade. Ele deixa sua taça sobre a bandeja de um garçom e suspira. — Bom, acho que não tive a oportunidade de apresentar os demônios que infernizam a minha vida.

— Seus primos e irmãos? — questiona a loira.

— Está vendo? Eu nem preciso dizer quem são para todos saberem que eles infernizam a minha vida, mesmo que todos tenham mais de quarenta anos — resmunga Daryl, arrancando mais risadas de Beth.

— Talvez esse seja o jeito deles demonstrarem o carinho deles — supõe Beth e o professor dar de ombros. — Mas realmente, não tive a chance de conhecê-los, apesar de saber o nome de alguns.

— Aquele é o Merle, meu irmão — Daryl aponta para um homem com uma expressão de poucos amigos, olhos azuis e barba por fazer. — Ele é doze anos mais velho do que eu. Aquele ao lado dele é o Travis. Tem a mesma idade do Merle e são melhores amigos desde sempre. Eles viviam se unindo para pegar no meu pé. Atualmente, as provocações deles diminuíram, mas eles ainda são uns idiotas.

— Vocês se parecem — comenta Beth e Daryl faz uma careta, insatisfeito. — É sério.

— De qualquer forma, aqueles dois patetas ali são o Cameron e Duncan. Eles são irmãos e os primos do meio. De todos os meus primos, o Cameron é o mais insuportável. Ele não sabe respeitar o espaço pessoal das pessoas e é bastante babaca. Em um nível que me fez brigar com ele fisicamente várias vezes. Somos o completo oposto — explica o professor, suspirando.

Beth assente, notando o que ele queria dizer. Cameron possuía a pele parda e os olhos verdes maliciosos que não tinham nenhum pudor ao encarar as mulheres. Ele mais se assemelhava a um lobo pronto para atacar sua próxima vítima, enquanto bebia com Duncan. Ele havia causado uma péssima primeira impressão em Beth.

— Além desses que estão aqui, eu ainda tenho mais oito primos. Kathy, Adam, Linda, James, Paris, April, Whitney e Hannah que você vai conhecer quando chegarmos na fazenda dos meus avós. Todos são casados e com filhos, então já deve imaginar a pressão da minha família quanto ao meu futuro — comenta Daryl, dando um fraco sorriso.

— Você é o mais novo de todos os netos? — questiona Beth e o professor assente. — Qual é a diferença de idade do mais velho para você?

— São vinte e dois anos. Eu tenho trinta e oito, então a Kathy tem sessenta. Bom, ela já é avó e seu neto mais velho deve ter quase a sua idade — conta Daryl, pensativo. — Uau, parando para pensar, acho que a Sharon tem a sua idade.

— Quem é Sharon? — pergunta a loira com curiosidade.

— Minha sobrinha mais velha. É filha do primeiro casamento de Merle. Atualmente ela mora com meus avós na fazenda. Foi a única da família que herdou o amor por cavalos e pela agricultura do meu avô — conta o professor.

— E você tem apenas ela de sobrinha?

— Não. Merle ainda tem mais três filhos. Os gêmeos Josh e Morgan do segundo casamento e Lauren do seu casamento atual. Acho que ele ainda deve ter mais alguns filhos espalhados pelo mundo que ele nunca registrou, já que meu irmão nunca foi um exemplo de fidelidade — comenta Daryl, dando de ombros.

— Bom, ele parece ser mesmo mulherengo — responde Beth, observando a expressão carregada de malícia que Merle dava para uma das jornalistas que entrevistava Will. — E você é próximo de seus sobrinhos?

— Um pouco. Não convivo tanto com eles por causa da distância, mas os gêmeos me visitam com frequência, já que a mãe deles mora perto de mim — explica o professor.

Daryl suspira com cansaço ao pensar em como seria ter toda a família reunida depois de tanto tempo e ainda com a presença de Beth, a primeira garota que ele leva para casa, ainda que não seja sua namorada.

— Qual é o problema, professor? — pergunta Beth, preocupada.

— A verdade é que eu queria ver apenas meus pais e meus avôs e então fugir para bem longe. Talvez, não seja tarde demais. Eu posso simplesmente fugir de casa — sussurra o professor com os olhos brilhando em esperança.

— Está falando sério, professor? — questiona Beth, rindo.

— Certo. Devo ter soado ridículo nesse momento — comenta Daryl, sentindo-se envergonhado ao se dar conta de seu comportamento.

— De forma alguma. É surpreendente que você esteja agindo dessa forma, mas não é necessariamente ruim. Na verdade, é bem divertido e me deixa muito feliz. Já faz um tempo que tenho a curiosidade de saber mais sobre você e sinto que o ver interagindo com a sua família me faz conhecê-lo mais profundamente, professor — confessa Beth e dessa vez é Daryl quem se surpreende.

— Estava interessada em me conhecer mais? — questiona o professor, surpreso.

Seus olhos brilhavam em expectativas. Desde que conheceu Beth, Daryl sentia esse desejo quase incontrolável de conhecer mais sobre a garota. Sem que ele tivesse se dado conta, em algum momento Daryl passou a buscar por mais informações sobre sua aluna, a querer descobrir um pouco mais sobre seus gostos, manias e reações.

Daryl perdeu as contas de quantas vezes se perguntou se essa curiosidade era recíproca ou ele apenas estava agindo como um tolo e sua ansiedade era unilateral. Mas ouvir de Beth que, assim como ele, a garota se sentia curiosa sobre ele deixava seu coração bastante animado.

Beth se dá conta do que havia dito e sente suas bochechas esquentarem. Sentia-se envergonhada por ter falado demais e confessado com tanta facilidade algo que tem escondido desde que se tornou aluna de Daryl.

— Eu...

— Com licença. Você por acaso é o professor Daryl Dixon?

Antes que Beth tivesse a chance de se explicar, uma mulher de longos cabelos negros e olhos castanhos os interrompe, encarando o professor com admiração. Daryl desvia o olhar de Beth para encarar a mulher e assente.

— Sim. Sou eu — afirma Daryl e o sorriso da mulher se alarga. — E você? Quem é?

— Eu me chamo Josephine Taylor e sou uma grande fã. Desde que fez uma palestra em Dallas sobre as mudanças na Literatura, que eu venho acompanhando sua carreira. Você é brilhante, professor — afirma a mulher com os olhos brilhando intensamente.

— Oh, obrigado — Daryl agradece, envergonhado.

Beth aproveita a aproximação da fã de Daryl e se afasta. Por algum motivo, ela ainda se sentia bastante envergonhada pelo acontecimento anterior e precisava tomar um pouco de ar para se recompor.

A garota não conseguia mais entender seus sentimentos.

Ainda admirava o lado profissional do professor. Ele era alguém centrado, talentoso e competente. Sua didática e amor pela Literatura eram chaves para dizer com convicção que ele era o melhor professor que ela já teve em toda a sua vida.

Mas conforme tem conhecido o lado pessoal de Daryl, Beth tem o admirado ainda mais. Ele é uma boa pessoa. Cada faceta dele a atraía. Mesmo com a máscara de seriedade que ele sempre coloca quando lida com seus alunos, Daryl é divertido, gentil, empático e... fofo.

Não era exatamente a característica que se esperava dar a um homem robusto e bem mais velho que ela, mas Beth sempre achava engraçado como Daryl tinha momentos em que ele se assemelhava a uma criança.

Era encantador ver os olhos azuis brilharem em curiosidade com alguma nova informação ou a expressão confusa ao não entender alguma situação. Daryl também parecia se transformar em um jovem animado quando se estava falando sobre Literatura. Beth se encantava pela doçura e animação que ele demonstrava ao falar sobre a sua paixão.

É por isso que Beth já não sabia mais definir seus sentimentos. Ela o admira e se sente bem ao lado dele. Eles têm tanto em comum que a conversa entre eles flui naturalmente. Mas não é só isso. Tem algo mais que faz Daryl se tornar uma figura constante em seus pensamentos e que ela não sabe identificar.

Beth se sente à vontade com o homem, ao contrário do que acontecia quando estava com Zach. Mesmo nervosa pela presença marcante do professor, Beth não sentia medo de ficar sozinha com Daryl. Na verdade, ela se sente mais segura com ele do que até mesmo com seu pai ou irmão.

Ao se dar conta dessa informação, Beth paralisa. Ela se vira para encarar o professor que estava cercado por várias pessoas, dando entrevista e seu coração se agita. Beth não queria admitir, mas sabia que era tarde demais para ignorar os sinais. Ela estava apaixonada por seu professor.

Notas finais
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