Além Do Fim

2 Capítulo I - A lágrima do Anjo


Os céus estavam mais uma vez cinzentos e com uma brisa gélida, era o único clima que se encontravam naquele mundo, as pessoas combinavam bem com o tempo, pois não habitavam sentimentos nelas... Yue apenas olhava pela janela do templo da lua, sonhando no dia em que tudo mudaria.

– Yue-Sama... — Uma voz masculina aproximou-se dela, era um homem jovem de cabelos castanhos escuro com um corte de comprimento médio, usava uma armadura tipica dos samurais acompanhada de uma katana. Ele se ajoelhou perante Yue e declarou.- Nosso pai a aguarda na sala central.

– Você não esta cansado disso Shin? — Falou Yue, ignorando totalmente a fala anterior dele.

– Cansado... Do que?

– De tudo. — Ela olhou para ele melancólica. — De como as pessoas são egoístas, ninguém se importa com ninguém, nem com elas mesmos.

– Mas ficar pensando em como as pessoas são ruins não vai mudar absolutamente nada, é pelas ações que as coisas mudam.

– Você tem razão, eu preciso fazer algo para mudar isso!

– Não há como mudar o egoísmo humano, esqueça esse pensamento.

– Não temos como saber sem tentar, não é mesmo? — Ela fechou os olhos e sorriu.

– Você não tem jeito mesmo. — Ele virou a cabeça negativamente, andando em direção à porta e parou. — Agora vamos rápido, nosso pai esta a aguardando.

Eles passaram por um corredor extenso, de paredes com pintura desbotada, cheia de estatuetas de divindades dos céus, as paredes eram repletas de quadros empoeirados. Quando chegaram a sala central vêem dois homens, um era o rei, um homem belo, que aparentava ter em média 30 anos, estava sentado em seu trono, ele tinha cabelos pretos e longos, seus olhos eram avermelhados, usava uma coroa de ouro, uma capa vermelha de veludo com vestes brancas, o outro estava em pé ao lado do rei, era um homem de meia idade, usava vestes verdes escuras com detalhes pretos, seus cabelos eram brancos de comprimento mediano, ele não usava joias como a maioria dos nobres, mas o que chamava atenção era que em seu rosto exibiam marcas de guerra.

– Esta atrasada. — Declara o homem rigoroso.

– Me desculpe papai...

– Da próxima vez em que se atrasar para uma reunião importante dessas haverá punição. Você deveria parar de ser tão imprudente Yue!

– Não seja tão rígido com a garota Aaron — Declarou o rei, olhando para Yue gentilmente.

– Se o senhor pede... — Ele diz com certa raiva. — Mas vamos ao que interessa. Na última batalha perdemos muitos de nossos soldados, agora precisamos repor esse numero de perdas. Iremos imediatamente com as tropas guerreiras levar todos os filhos homens dos aldeões para treina-los, caso se neguem usaremos a força. Por isso a chamei aqui, Yue, preciso da sua magia, para completar o ritual de inicialização.

Yue cerrou o punho esquerdo com força, ela simplesmente não concordava com toda aquela injustiça. Shin a observava atentamente de longe.

– Você, pai, deveria se envergonhar! Esses pobres do vilarejo não tem nada haver com essa guerra! Eles... Eles são pessoas também, você não pode simplesmente trazer os filhos deles, para um treinamento que não há certeza de volta, o que você esta fazendo é desprezível!

Madara também, apenas observava a atitude de Aaron, seu olhar era penetrante, ardente como as chamas.

O que se ouviu depois foi o som ecoante de um tapa.

– Como você ousa dizer isso? — vociferou Aaron. — Isso não é um pedido é uma ordem! Saia daqui agora tem que cuidar dos negócios... Irei consultar o mago Tetsuo, pelo menos ele não se importa com esses ratos.

Shin segura levemente os braços de Yue e sussurra para ela. — Vamos.

– Espere! — Chamou Madara. — Ele se aproxima dela, passa a mão delicadamente sobre o seu rosto e fala. — Tristeza não combina com alguém tão bela quanto você, senhorita Yue. Você esta bem?

– S-Sim... Não foi nada vossa majestade.

– Pegue isto — ele lhe entrega um lenço, sorri calmamente e volta para seu trono.

Os dois irmãos saíram do salão, em direção ao corredor, nenhum deles falaram nada. Yue andava a frente de Shin observando as paredes, como se quisesse encontrar algo. Shin perguntou acompanhando o seu olhar:

– Você esta procurando o que?

– Uma vez eu vi o mago Tetsuo atravessando uma dessas paredes, então sua sala deve ficar por aqui. — explicou.

– E para que você quer encontra-lo?

– Não é obvio? Preciso saber se ele vai realmente ajudar o papai nisso!

– Esqueça isso Yue! Você deve parar de...

– Encontrei! — Berra Yue, em frente a uma porta camuflada na parede. Ela concentra energia cósmica na mão direita, e encosta levemente na parede, abrindo-a. — Vamos Shin!

– Quem diria. — Admirou-se Shin, olhando para os degraus que apareciam diante da entrada da porta.

Yue entrava lentamente, seguida por Shin, lamparinas estavam acesas a sua volta. Minutos se passaram e o fim da escada parecia nunca chegar, quando as lamparinas se apagam e uma voz é escutada ao longe.

– É a voz de Tetsuo, estamos perto! — Ela alertou.

– Você não aprende mesmo esse homem não é coisa boa Yue! — Alertou Shin.

Novamente essa voz é ouvida, ela foi chega cada vez mais perto até que Tetsuo finalmente foi visto, ele estava com uma manta cor de vinho, tinha algumas tatuagens a mostra em suas mãos e em sua careca, e uma pequena barbicha grisalha em seu queixo. Ao seu redor estava um porão completa escuro, apenas com um fio de luz iluminando um livro hebraico.

–Shin, Yue, o que fazem aqui? — Perguntou Tetsuo com os olhos vidrados no livro.

Shin susurra para Yue ficar perto dela, mas ela não deu ouvido.

– Senhor Tetsuo, eu gostaria de saber se o senhor irá ajudar meu pai nessa sua busca doentia.

– acho que você já sabe a resposta criança... Mas algo me diz que não é dsó isso que você quer saber, não é? -Finalmente ele olha para eles.

– Bem eu....

– Como assim Yue? — Pergunta Shin intrigado — Você não veio aqui para perguntar se o senhor Tetsuo irá ajudar o pai?

– Shin, eu preciso saber mais sobre o que aconteceu aquele dia! — Yue diz em um tom gritante. — Eu não aguento mais ficar entre mentiraa!

– A certas coisas que não precisam ser ditas, você não vai querer saber! — Nesse momento era possível ver que ele estava com raiva.

– mas você não quer que eu saiba, porque?

– por favor yue, eu estou implorando, coisas ruins vão acontecer e eu não quero te ver sofrer — diz shin

– tudo bem. — ela cede — Vamos para casa.

– Que desfecho interessante! — Tetsuo interrompe. — Shin acho que a garota tem o direito de saber.

[CAPÍTULO NÃO TERMINADO]