Além Do Fim

3 Capítulo II - Olhos Sombrios


Notas iniciais
Esse capitulo ocorre em paralelo com a história o Itachi no purgatório e da Yue na terra, por isso marquei as partes que cada um se encontra para não confundir vocês.

A eras atrás o purgatório era uma dimensão de tortura para os anjos que se voltavam contra os Deuses, mas com o tempo os anjos que foram banidos para esse lugar ficaram fracos, entorpecidos, perderam sua ideologia e seu valor, consequentemente foram mandados para fora do plano astral transformando-se assim em humanos, esse sentimento de solidão foi espalhado por todo o céu e somente dois anjos guerreiros não cairão na desordem. Seus nomes eram Uchiha Itachi e Uchiha Madara. Mas Itachi foi banido para o purgatório por querer ajuda-los e assim o único anjo que sobrou no paraíso foi Uchiha Madara. Os antigos anjos foram levados para a terra ondem habitam até hoje. Mesmo eles não tendo sentimentos, com o tempo se tornaram egoístas e por fim muitos se tornaram seres cruéis.

Purgatório — Tempos Atuais.

Uma música tocava ao longe, suas palavras quase não davam de identificar mas a melodia antiga era familiar.

''They took the moonlight out of the skies
and put the moonlight right in your eyes
like a june night
You're a heavenly thing...''

''Eles tiraram o luar fora do céus

e puseram o luar direto nos seus olhos

como uma noite de junho

você é uma coisa divina...''

– O tempo aqui passa muito devagar... — O anjo sombrio olhava atentamente para a paisagem morta sentado sob um rochedo.

Uma voz ecoou perante a música, não dava de fato para saber se era de homem ou mulher nem distinguir a idade, mas ela era completamente desconhecida para o anjo:

– O tempo simplesmente não existe.

– Quem é você? — falou o anjo, perdendo atenção da paisagem.

– Não tem a ver com quem eu sou, e sim o que eu sou.

O anjo deu de ombros, se acostumara a solidão e de qualquer modo era irrefutável de qualquer coisa ou alguém vivesse ali além dele.

– Ora, ora! Você não parece tão interessado em conversar, de qualquer modo eu falarei!

– Eu não estou interessado em saber, adeus. — Ele se levanta e vai andando em direção da mata morta.

– Seja meu amigo!

– Amigo? — Esse comentário o fez parar.

– Sim! Eu também estou sozinho a tanto tempo, pode-se dizer que eu sou uma parte de você!

O anjo não respondeu.

– Você não esta nem um pouquinho curioso para saber o que eu sou e como sou?

Ele não obteve resposta.

– O meu nome é Dane, não precisa se apresentar eu sei o seu nome, Itachi Uchiha. Na verdade não é só o nome que eu sei, eu sei sobre a condenação dos anjos, da sua luta contra os deuses e...

– Como você sabe de tudo isso? — Perguntou.

– Eu já disse, sou parte de você... Fui nascido a partir do vazio que vive dentro de você.

– Você me parece bastante alegre para alguém nascido do "vazio", Dane. — Ele deu um breve sorriso sarcástico.

– Isso! Se você tentar consegue ser bem legal.

Mas nesse momento Itachi já havia ido embora.

Terra — Cidade de Órion.

Yue estava sentada em um imenso jardim verde cheio de flores, ele se encontrava dentro do templo da lua em uma sala nos últimos andares da torre, lá era o único lugar em que a vida era refletida. Ela estava com uma bela rosa vermelha em sua mão e olhava atentamente.

– As flores são belas, não acha? — Falou delicadamente.

– Não. — Respondeu rispidamente Aaron.

– Que maldade...-Respondeu sorrindo.- Eu sei que no fundo, por trás de toda essa pose de durão você tem sentimentos.

Ele deu de ombros.

– Pegue — Yue levanta o braço com a rosa em sua mão na direção dele. — Para você.

No começo ele hesitou, mas depois pegou-a indiferente. Aaron ficou observando Yue e percebeu que ela se feriu nos espinhos da rosa. Ele aproximou-se dela e ajoelhou-se na sua frente, pegou uma pequena atadura e começou enrolar ao redor da ferida.

– A menor das coisas por mais insignificantes que sejam podem se tornar letais, tome mais cuidado da próxima vez. — Ele falou cautelosamente.

– Ah, Ah, eu sei papai, não precisa dramatizar tudo... Mas obrigada, obrigada por sempre cuidar de mim.

– É o minimo que eu posso fazer depois do que eu deixei acontecer com você...

– Do que você esta se culpando?

Ele mostra olhos gentis e da um breve sorriso. Quando são surpreendidos por um tremendo barulho vindo do lado de fora do templo, um guarda chega gritando. — O templo esta sendo atacado!

Yue se levanta rapidamente e olha para o soldado, ele era um velho conhecido.

– Invadido por quem, Jun?

– Não são simples saqueadores, eles são... são — Ele não encontrava palavras para descrever. — Monstros! O poder deles é demais para nós!

– M-Monstros? — Yue falou assustada. — Como isso é possível?

Mais um barulho é escutado do lado de fora do templo, mas dessa vez os vidros se partiram em milhares de pedaços.

Quando Yue vai fugir seu pai chega, ele estava com uma katana exatamente igual ao de Shin, sua expressão era de ódio e ele ordena:

– Yue, saia daqui agora, eu vou dar uma lição nesses caras!

– Já estavamos saindo senhos. — Aclamou Jun.

– Papai! Por favor, tenha cuidado! — Exclamou Yue.

– Não tem com que se preocupar, apenas saia daqui e... — Antes que ele pudesse terminar ela sai correndo na sua direção e o abraça.

– Por favor, não morra, papai!

Mas ele não responde nada.

Eles saíram correndo do jardim, mas em direção opostas. Yue em direção a proteção e Aaron... Em direção a morte.

Jun e Yue passaram por pequenas escadas de pedra, passaram por um amplo corredor até chegarem a uma passagem subterrânea. O abrigo tinha paredes de granito, em algumas partes dela tinha uma tonalidade cor de cobre, no chão se encontrava uma possa de água rasa, a tonalidade dela era avermelhada como se fosse sangue, o local era estreito e alto.

– É aqui que você fica Yue-Sama, agora tenho que ir ajudar meus companheiros inclusive seu pai, o capitão.

– Boa sorte Jun. — Ela da um beijo em sua bochecha.

– O-Obrigada — Disse ele com certa vergonha. — E saiu correndo em direção a guerra, até desaparecer.

Na sala central do templo, onde antes o rei e o pai de Yue estavam, se encontrava um anjo de asas negras, uma forte luz iluminava parte do seu rosto deixando a outra parte completamente na escuridão, seus olhos eram vermelhos incrivelmente sombrios que permaneciam intactos fitando a guerra através do campo dimensional. Na sala se encontrava vários guardiões celestes cobrindo seus rostos com mascaras. Um de seus servos aproximou-se e declarou:

– Lord Madara, esta tudo ocorrendo como planejado, em breve nada poderá o atrapalhar.

Ele deu um sorriso de satisfação.

– Ótimo.