Akireru Kurai
18 Dia na Chuva
Notas iniciais
Como estão meus amados leitores?
Finalmente um capítulo NaLu!
Espero que gostem ;D
Domingo à noite. Por que final de semana tem que passar tão rápido? Além de demorar um ano pra chegar, ele tem que ser ruim? Qual é Deus? Dá uma ajudinha aí. Além de ver aquele idiota do Natsu com Lisanna, tive que encarar uma conversa chatérrima com meu pai hoje de manhã.
~FLASHBACK ON~
Virgo-chan me esperava ansiosa:
- Hime-sama, você demorou...
- Por que está tão aflita Virgo?
- Seu pai já chegou há uma hora e lhe espera ansioso no escritório.
- Vou ver o que ele quer... – Falei me dirigindo até o escritório. O que era tão urgente assim?
- Lucy querida! – Disse papai ao abrir a porta para mim. – Entre, por favor. – Falou indicando para que eu entrasse. Estranho. Muuuuito estranho.
- O que quer? – Perguntei seca. Aposto que ele quer algo.
- É assim que me trata após chegar de um cansativo dia no trabalho? – Perguntou ele se fazendo de coitadinho. Sério isso? Me poupe.
- Vamos pai, seja direto!
- Só quero saber como andam as coisas com o Dragneel... Estava com ele agora? – Então era isso? Sabia!
- Se for pra falar daquele idiota me poupe pai. – Falei indo até a porta. Já não basta ter que aguentar aquele idiota nos meus pensamentos, ainda vou ter que aguentar meu pai me empurrando pra ele?
- Espere Lucy! Dragneel veio falar comigo. Se tudo der certo talvez fecharemos negócio. Por favor, tente se aproximar do garoto.
- Tchau pai. – Falei saindo do escritório. Não acredito que ele quer me usar pra dar o golpe do baú. Bom pra ele que esteja se dando bem nos negócios, mas se ele acha que vai me usar pra isso está muito enganado.
~FLASHBACK OFF~
O alarme soou pelos meus ouvidos me acordando para mais uma segunda-feira. Quem sabe essa semana não melhora? Quem sabe Natsu não se mude de novo, Loki saia da escola e Lisanna exploda em mil pedaçinhos? Isso seria bom demais pra ser verdade...
Fiz minha higiene pessoal e me arrumei para o colégio. O dia estava tão nublado, tomara que não chova. E hoje seria bem cansativo também. Pela manhã teríamos aula normal e a tarde iríamos ensaiar para a peça.
O colégio estava chato como sempre. Natsu se quer tinha olhado pra mim hoje. Quer saber? Que se dane! Fique sem falar comigo... Vai ser até melhor assim! Deve ter aproveitado bem o final de semana com a Livaca. Branca daquele jeito só serve pra vaca mesmo. Ela sorria de orelha a orelha. Ótimo, que se danem os dois!
Loki olhava pra mim constantemente. Até gostava de sua companhia, mas aquilo me deixava constrangida. Loki olha pra frente! O professor tá ali ó... Eu devo estar pirando... É melhor prestar atenção em Evergreen antes que ela chame minha atenção.
A parte da manhã já havia acabado e agora estava eu, Levy e Erza cuidando do cenário, enquanto Laxus, Mira, Freed nos coordenava. Natsu e Gray continuavam as suas briguinhas de sempre. Loki estava em cima de uma escada pendurando algo com Gajeel. Lisanna estava apenas sentada lixando as unhas. Patricinha mimada... Juvia apenas fitava Gray de modo esquisito. Ela não se cansava?
- Onee-chan vamos parar um pouco! Já estou cansada! – Falou Livaca chorosa. De fazer o quê? Afiar as garras?
- Vamos parar um pouco mesmo. Podem ir comer algo e voltem daqui a 15 minutos. – Falou Mira-chan.
- Ufa! Isso é tão cansativo... Acho que ficamos com a pior parte. – Falou Levy suspirando.
- Eu sei! Estamos cuidando do cenário, é uma parte superimportante... Isso tem que ficar perfeito! – Falou Erza com os olhos brilhando. Estou começando a achar que seus famosos bolos de morango servem como uma pilha pra ligá-la. Sério, da onde ela arranja tanta energia?
- Acho que vou na cantina meninas. Estou morta de fome. – Falou Levy se levantando.
- Vou com você. – Disse Erza fazendo o mesmo.
- Eu vou terminando por aqui. – Falei. Quanto mais rápido acabar isso aqui melhor. Quero ir pra casa cedo, tomar um delicioso banho e assistir um novo filme de comédia que comprei.
Continuei pintando o cenário sozinha na sala, até que ouço uns barulhos. OMG se for um fantasma eu juro que... que... Os barulhos foram ficando cada vez mais próximos de mim.
-AAAAAAHH!! – Gritei sentindo algo me tocando. O QUE É ISSO! EU NÃO VOU MORRER! SOU MUITO NOVA PRA MORRER... — MORRA INFELIZ! – Disse jogando tinta no fantasma.
- VOCÊ TÁ MALUCA SUA RETARDADA! – Falou Natsu coberto de tinta. Espera? Natsu?
- O que está fazendo aqui? – Perguntei confusa.
- Eu estava aqui o tempo todo sua doente! Por que jogou tinta em mim infeliz?! – Uau, ele tá bravo...
- Quer parar de me xingar?
- Você me suja todo de tinta e ainda quer que eu não te xingue? – Perguntou ele irônico.
- É que-que eu pen-pensei que fosse um fantasma. – Respondi corada.
Natsu me encarou fazendo caretas. O que está acontecendo com ele?
- Fantasma? – Falou ele as gargalhadas. – Você é muito estranha Hiyoko!
- Quer parar de rir... Não tem graça. – Falei fazendo biquinho.
- Se você acha que as coisas vão ficar assim, você está muito enganada. – Falou Natsu já recuperado, sorrindo maliciosamente.
- Na-Natsu o quê vo-você...
- Se prepare franguinha. – Disse Natsu segurando uma lata de tinta.
- Natsu vo-você não pode...
- 1...
- Natsu para!
- 2...
- Por favor...
- 3! – Disse ele arremessando uma lata de tinta em mim. Só que como eu sou muito esperta, acabei me abaixando, fazendo-o acertar no cenário.
- OLHA O QUE VOCÊ FEZ SUA ESQUIZOFRÊNICA! – Gritou Natsu olhando o cenário completamente destruído pela tinta rosa.
- O QUE EU FIZ?! VOCÊ QUE JOGOU A TINTA EM MIM! – Revidei.
- ERA PRA TER TE ACERTADO E NÃO O CENÁRIO. Por que se abaixou?
- Você ainda queria que eu não me esquivasse? — Perguntei incrédula.
- VOCÊ ME PAGA FRANGUEIXE!
- Fran... O quê? – Perguntei confusa.
- É uma mistura de franga com peixe. Ahhh você entendeu... – Falou ele correndo até mim. OH MY GOD! FUDEU! AAAAAAAAAAAAAH!
Corri por toda a sala tentando escapar, mas Natsu foi mais rápido e me abraçou me sujando inteira de tinta.
- SEU IDIOTA, PERVERTIDO, NAPANBAR!
- Napanbar? – Agora foi a vez dele de não entender.
- Mistura de Natsu, Pantera cor de rosa e Barney!
Ele ia responder, mas foi interrompido pelos olhares incrédulos dos outros alunos que chegaram à sala.
- O-o quê aconteceu aqui? – Levy foi a primeira a se retomar do choque.
- É...- Natsu tentava se explicar, mas sua voz não saía.
- O quê vocês fizeram com a minha obra de arte? – Perguntou Reedus choroso ao ver seu quadro destruído.
- FOI ELA QUE JOGOU TINTA EM MIM! – Falou Natsu. Agora a culpa era minha?
- MAS FOI VOCÊ QUE DESTRUIU TUDO AQUI! VOCÊ QUE TENTOU JOGAR TINTA EM MIM! – Rebati.
- VOCÊ COMEÇO...
- JÁ CHEGA! – Erza estava furiosa. Fudeu. – VOCÊS ACABARAM COM O CENÁRIO! VOCÊS DESTRUIRAM MEU SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO! – Eu tenho que me segurar... Por que sempre me dá vontade de rir em momentos assim? Acho que ela percebeu minhas caretas tentando segurar o riso, porque disse em seguida:
- SE VOCÊ OUSAR RIR, EU JURO QUE ACABO COM VOCÊ! – Estou morta...
- Er-er... – Natsu tentou falar.
- CALA A BOCA! – Disse ela o fazendo se encolher. – Os dois vão ficar e arrumar o resto da bagunça. Quero um cenário novo e tudo limpinho amanhã! Se não estiver tudo pronto até amanhã os dois estarão fora da peça! – Falou Erza dando um ponto final. Eu quero ir pra casa! Não acredito que vou ter que ficar aqui justo com ele!
- Maaas... Onee-chan! Não podem tirar o Natsu da peça! Tá na cara que a culpa foi toda dessa loira burra! – Falou Lisanna intervindo. Essa vaca! Eu vou acabar com a raça dela!
- Eles fizeram a bagunça, eles limpam. – Pronunciou-se Laxus pela primeira vez indiferente. Lisanna não tocou mais no assunto. Laxus era severo e ninguém ousava contrariá-lo. Dito isso todos foram embora nos deixando ali sozinhos.
- Isso vai demorar um século. – Falei chorosa. Quero ir pra casa..!
- Vamos logo fazer isso. Quanto mais cedo acabarmos, mais rápido vamos embora.
Começamos a limpar tudo em silêncio, já estávamos quase acabando, até que meu celular toca:
- Alô?
- LUCY CADÊ VOCÊ? – Perguntou meu pai estressado do outro lado da linha.
- Estou no colégio. Tive um imprevisto. – Falei calma.
- ESTÁ FAZENDO O QUÊ NO COLÉ...
- Estou com Natsu. – Disse o interrompendo. Se era pra ele se acalmar, não custava tentar.
- Por que não disse antes? – Perguntou ele com a serena. – Não precisa demorar a chegar filha. Pode aproveitar o quanto quiser. E de preferência, não use camisinha.
Corei intensamente com seu comentário. Como ele podia falar assim comigo? Ele quer me ver grávida? Pai desnaturado! Pai inútil! Após isso desliguei e olhei para Natsu que ria descontroladamente.
- Quer parar? Que saco!
- Seu pai me ama! – Falou ele se achando.
- Por que não morre?
- Porque assim você não teria nosso filho. – Disse ele na maior cara de pau.
- Cala a boca! Já terminamos e é melhor ir embora. Tenho medo de ficar aqui sozinha com você e acabar sendo estuprada.
- Tecnicamente não é um estupro se seu pai permitir. E aposto que quando eu começar, você não vai querer mais parar... – Respondeu sorrindo maliciosamente. – Aposto que vai ficar gemendo meu nome. Vaai Natsu, com mais força Natsu... – Falou ele gemendo. Ele é mais pervertido do que eu imaginava. Que horror! Provavelmente estava mais vermelha que o cabelo de Erza. — Você é tão inocente. As inocente são as piores na ca...
- Vamos embora seu hentai! – Disse o interrompendo. Esse papo pervertido não estava me fazendo nada bem.
Pegamos nossas coisas e fomos até a entrada do colégio. Nos deparamos com algo que eu realmente não podia esperar... Chuva. Eu não quero dividir o guarda-chuva dele com ele. Será que dá pra as coisas piorarem?
- Abre seu guarda-chuva. – Exigiu ele.
- Que guarda-chuva? Eu não trouxe meu guarda-chuva.
- Você também não serve pra nada. Sua única obrigação é o quê? Trazer um mísero guarda-chuva e nem pra isso você serve. – Disse ele com a mão na testa balançando a cabeça negativamente.
- MORRA!
- Parece que vamos ter quer dormir aqui. – Falou sorrindo maliciosamente.
- Nem morta! Vamos na chuva mesmo Dragneel. – Disse correndo pra fora com um sorriso no rosto.
A chuva caía sobre minha cabeça e escorria suavemente pelo meu rosto. Faz tanto tempo que não saio na chuva. Minha mãe e eu costumávamos a brincar enquanto chovia, mas no dia de sua morte, uma tempestade caiu. A partir daí, passei a odiar dias chuvosos, mas hoje, não sei por que estava até em divertindo correndo e pulando feito uma louca.
- Vem Natsu! – Gritei o chamando. Ele veio até mim. — Aposto que não me pega! – Falei correndo em disparada. Ele olhou-me atônito, para logo após correr atrás de mim.
Estávamos ensopados e sujos de tinta, mas eu estava feliz. É como se eu tivesse voltado à infância. É como se meus problemas jamais tivessem existido. Como ele podia provocar isso em mim? Talvez seja só o momento não sei... Só sei que quero me sentir assim muito mais vezes!
Notas finais
Espero que tenham gostado!
Mereço reviews? recomendações?
Próximo capítulo tem mais NaLu pra vocês ok?
Beijos melados de sorvete ;*
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