Akireru Kurai
19 Cuidando de um pervertido
Notas iniciais
Como vão meus docinhos de coco?
Não sei quanto a vocês, mas eu estou hiper, mega, ultra, power feliz! Adivinhem? Ganhei duas recomendações! Imaginem só, não foram 1 nem 1,5 foram 2!! Kyaaaa *--*
Chegamos a mais de 100 reviews! Sério acho que vou lá em Nárnia contar pro Sr, Tumnus e já volto!
Enfim, quero dedicar esse capítulo a todos os meus amados xuxus que acompanham a fic e principalmente a Ge chan e a Panda Dragneel pela recomendação! Fiquei muuuuito feliz garotas!!
Sem mais blá blá aqui está mais um capítulo. Boa leitura!
Cheguei em casa ensopada.Que dia!
– Lucy? O que está fazendo aqui? – Perguntou meu pai assim que eu entrei.
– Não sei. Eu acho que moro aqui. –Respondi irônica. Ele acha mesmo que eu me esqueci do que ele disse?
– E o Dragneel? Pensei que fosse passar o resto da noite com ele. – Falou confuso.
– Papai já chega! Chega de me empurrar pro Natsu! Poxa que pai é você?
– Que pai sou eu? Eu estou defendendo o patrimônio dos Heartifilia! – Disse ele incrédulo. Óbvio, o sobrenome tinha que estar no meio. Sempre a mesma desculpa. Ele quer se livrar de mim isso sim! Que ódio!
– ME USANDO PRA ISSO? – Perguntei exaltada.
– Por que está tão brava? Você é uma mal agradecida isso sim! Eu banco você desde pequena. Eu pago as suas roupas e seus gastos inúteis! Deveria estar contente! Eu sustento você!
– NÃO PRECISO QUE ME SUSTENTE! NÃO PRECISO DE VOCÊ! – Nesse ponto, lágrimas insistiam em cair. Como ele havia mudado tanto? Eu mal usava o dinheiro dele justamente pra evitar esse tipo de conversa. Por que ele ficava jogando na cara?
– O quê? Você não consegue passar um dia sem meu dinheiro. – Rebateu ele irônico. Quem é esse homem que está na minha frente?
– ÓTIMO! VOU TE PROVAR! VOU SAIR DE CASA! VOU ME SUSTENTAR SOZINHA! – Se ele acha que eu preciso tanto dele assim, ele está muito enganado.
– QUE VÁ! NÃO PRECISO DE UMA FILHA INGRATA COMO VOCÊ!
– EU TE ODEIO! SE A MAMÃE ESTIVESSE AQUI ELA JAMAIS DEIXARIA VOCÊ ME TRATAR ASSIM! – Gritei antes de subir para o meu quarto chorando.
Bati a porta com força e me joguei na cama. Era a primeira vez que eu havia dito que o odiava. Como ele podia me tratar assim? Ele se tornou um homem repugnante que só pensa em dinheiro. Amanhã eu vou procurar um lugar pra ficar e vou me mudar! Queria que mamãe estivesse aqui...
Acordei cedo, na verdade mal havia dormido devido à briga com meu pai. Levantei-me, fiz minha higiene pessoal e me arrumei para o colégio. No fim das aulas iria procurar um lugar para ficar.
Ao chegar ao colégio todos estavam aflitos.
– Erza o que houve? – Perguntei curiosa.
– Como assim o que houve? Lucy você se esqueceu? A peça é amanhã! – Disse ela, para logo após sair correndo atrás de uns meninos que davam os toques finais no cenário. OMG! Como eu pude esquecer?! A PEÇA AMANHÃ! Calma Lucy, muita calma nessa hora, afinal é só mais uma peça. Tudo vai dar certo. Pelo menos eu espero.
– Luuuu-chan! – Disse Levy interrompendo meus pensamentos.
– Oi Levy.
– Lu-chan precisamos fazer agora um último ensaio. – Disse ela me arrastando para o auditório onde seria realizada a peça.
Chegando ao local, percebi que quase todos estavam lá. Eles estavam ansiosos e ensaiavam suas falas.
– Minna! Atenção! – Disse Freed-sensei. – Vamos realizar o ensaio final. Acho que todos estão aqui...
– Cadê o Natsu? – Lisanna foi a primeira a perceber.
– O Dragneel? Precisamos dele para ensaiar a peça. Ele é um dos principais. Achem-no! -Falou Freed-sensei alterado.
– Eu não o vi hoje. Aquele viado! Nos deixando na mão logo agora! – Disse Gray irritado.
– Você não tem o número dele? – Perguntou Erza se aproximando do moreno.
– Tenho, mas estou sem crédito. – Respondeu ele sem graça.
– Eu tenho. – Disse pegando o número com Gray para logo após ligar para Natsu.
– A-alô? – Perguntou Natsu com uma voz estranha no telefone.
– Natsu? Cadê você idiota? Estão todos te procurando! – Reclamei.
– Lu-lucy? E-Eu to em ca... ATCHIM!
– Natsu você está bem?
– POR SUA CAUS... ATCHIM! EU ACAB... ATCHIM... – Disse ele mal conseguindo falar por conta dos espirros.
– Natsu não estou entendendo nada! Está doente? – Falei sussurrando a última frase para que os outros não escutassem.
– A CULPA É SUA BAKA! VO...VO.. ATCHIM! ME FEZ SAIR NA CHUVA... ATCHIM! – Eu mal compreendia o que ele dizia. Mas pelo que parece ele estava me culpando — Lucy não vou poder... ATCHIM! Diga aos outros que amanhã estarei aí, porque agora eu mal consigo... COF COF... falar.
– Ce-certo. – Disse desligando o celular. Todos me olhavam apreensivos.
– Natsu não poderá vir. Está ocupado agora. – Disse olhando para todos ali presentes. Era melhor dizer que ele estava ocupado, do que preocupá-los dizendo que ele está doente. Vai que sobra pra mim?!
– COMO ASSIM OCUPADO?! NOSSA PEÇA É A COISA MAIS IMPORTANTE AGORA! ELE NÃO PODE ESTAR OCUPADO!- Disse Erza extremamente vermelha de raiva.
– Eu, Natsu e Loki estamos afiados. É melhor ensaiar as outras partes com os outros. Fique tranquila Erza vamos nos dar bem. – Menti. Não é como se eu não soubesse das minhas falas, mas poxa eu também sou humana, eu também estou nervosa! Mas o melhor mesmo é pensar positivo e mantê-la calma. Erza nunca raciocina bem quando esta nervosa.
– Fica calma bolsista. Eu e Natsu vamos arrasar amanhã! – Disse Lisanna debochando de Erza. Erza não podia pagar a mensalidade, por isso estudava muito para manter sua bolsa e Lisanna não perdia a oportunidade de chateá-la.
– Cala a boca Lisanna! Por que não pega um de seus sapatos importados e dá o fora daqui? – Disse Erza ironicamente.
– Gostou dos meus Jimmy Choo? – Falou ela se referindo aos sapatos. – Pena que você nunca terá um desses...
Erza apenas revirou os olhos e foi procurar Levy, que até então tinha ido falar algo com Gajeel e ainda não havia voltado. Aliás, ela andava muito próxima dele ultimamente. HUUUM SAFADINHA... Já que não teria mais ensaios, resolvi ir embora.
– Olha o morango, alface, laranja...! – Gritou uma mulher vendendo frutas. Laranja? Ouvi dizer que é ótimo para resfriados. Talvez eu devesse ajudar Natsu. Não que eu me preocupe nem nada, mas se ele estiver doente amanhã, a peça será arruinada!
– Vou querer um quilo de laranja. – Disse para a mulher da venda. Se eu queria ajudar na melhora de Natsu, talvez devesse passar na farmácia, e no supermercado, e no...
~NARRADORA POV ON~
Natsu estava deitado na cama exausto. Não havia parado de espirrar desde que acordara. Ele xingava Lucy de todos os nomes. Por causa dela ele havia ficado daquele jeito. Então a campainha tocou. Quem será àquela hora? E tocou novamente.
– GILDARTZ A PORTA! – Gritou se arrependendo logo a seguir. Sua garganta queimava. A campainha tocou mais uma vez. Ele se levantou e acabou ficando enjoado. Resolveu se deitar novamente. Quem quer que seja que volte mais tarde. Ele precisava dormir um pouco.
Do lado de fora da mansão, Lucy apertava a campainha insistentemente. Será que Natsu estava com raiva dela? Mas não era justo! A culpa não era somente dela. Ele saiu na chuva porque quis. Após alguns minutos tentando, ela desistiu. Mas se ele pensa que ela irá desistir assim, ele está muito enganado. Então Lucy entrou em sua casa indo direto para o seu quarto sem falar com ninguém. Resolveu invadir o quarto de Natsu pela janela. A tarefa não era nada fácil. O pior de tudo eram as grandes sacolas com remédios, frutas e etc que ela carregava. Lucy se esgueirou pelo parapeito da janela e entrou na varanda de Natsu. Ela bateu algumas vezes. Provavelmente ele estava dormindo, pois demorara a abrir.
A surpresa do garoto foi imensa. O que ela estava fazendo aqui?
– Lu-lucy? – Perguntou ele com a voz esganiçada devido ao resfriado.
– Oi. Vim ver como estava. Baka! Por que não abriu a porta? — Disse a garota dando um leve tapa em sua cabeça.
– Eu estou doente Lucy. O que queri... ATCHIM!
– Parece que tenho muito trabalho a fazer por aqui. – Falou ela entrando no quarto.
– O que veio fazer aqui?
– Vim cuidar de você. – Respondeu simplesmente. O garoto sentiu suas bochechas queimarem. Ela estava ali por ele? Lucy não deixou passar despercebido e sorriu. – Não me leve a mal Natsu. Você cuidou de mim quando eu desmaiei. Vou poder pagar minha dívida. E além do mais, se você estiver doente amanhã, a peça será arruinada. – O rosado sentiu o coração apertar. Então ela estava ali só para não lhe dever nada?
– Não precisava ter vindo. Eu fiz aquilo porque eu quis. Amanhã eu estarei melhor, então pode ir embora. – Falou carrancudo.
– Nem pensar! Eu também estou fazendo isso porque quero ok? Além do mais, eu já comprei tudo e tive um trabalhão para pular a janela. – Lucy viu o rosado olhá-la desconfiado. – Vamos Natsu! Não seja indelicado. – Pediu ela sorrindo. Ele apenas suspirou cedendo, fazendo-a sorrir de orelha a orelha. Como ele gostava daquele sorriso doce. Oh droga o que estava acontecendo com ele? Garotas são tão injustas, basta apenas um sorriso que parece que podemos perdoá-las de tudo.
A garota percebeu que ele a olhava corado. Será que ele estava com febre? Ela se aproximou e encostou sua testa na dele ficando a centímetros de seu rosto para verificar a temperatura. Natsu que estava levemente corado, agora estava como um pimentão. Era incrível o que essa garota conseguia fazer com ele. Só a aproximação dela já o deixava desconcertado. Era para ser o contrário! Ele devia a fazer ficar envergonhada.
– Parece que está com febre. Vou pegar um pano molhado. – Falou ela saindo do quarto.
Lucy pegou o pano e aproveitou para preparar uma canja, mas quando ia voltando para o quarto, ouviu um barulho vindo da porta.
– Oi. – Lucy disse para Gildartz.
– Oi garota! Como vai minha dama? – Perguntou ele galanteador fazendo-a corar.
– Bem.
– Doente? – Perguntou Gildartz olhando para o pano e a canja que Lucy carregava.
– Pois é, acho que isso pode ajudar.
– Prestativa. – Lucy sorriu sem jeito.
– Ele me ajudou, só estou retribuindo.
– O garoto deve estar feliz. – Lucy o olhou confusa. – Sabe, a mãe de Natsu o abandonou quando ele ainda era muito pequeno e seu pai não tinha tempo pra ele. Igneel dava duro para sustentar a família e isso acabou deixando o garoto meio solitário. Natsu só sentia o afeto quando Igneel reaparecia de suas viagens, o que era raramente. – Ela ficou perdida ao ouvir aquilo, Natsu sempre fora tão alegre e animado. Jamais imaginara que ele teria tido uma infância tão ruim quanto a sua.
– Mas e você? Ele parece ser bem apegado a você.
–Natsu é como um filho pra mim, mas eu tenho minha vida também sabe. Nem sempre eu estava por perto quando ele ficava doente ou quando ele brigava na escola, enfim...
– Entendo. – Lucy estava surpresa. Aquilo era novidade para ela. Ela ia falar algo mais quando ouviu os berros de Natsu a chamando.
– É melhor ir.
– Obrigada por me contar. – Falou ela se despedindo e subindo para o quarto.
~~~~~~~~~~~~~~~
– Você demorou. – Falou o garoto quando a viu.
– Fiquei conversando com Gildartz.Ele é muito legal.
– Uou... Conversando com ele? Ele não te falou coisas que não devia não é? – Perguntou ele apreensivo. Lucy sorriu.
– Não, como eu disse, ele é legal. – Disse Lucy molhando o pano e colocando sobre Natsu. Ele não pode deixar de sorrir. – Preparei uma canja de galinha também. – Natsu a olhou desconfiado. – O quê?
– Não sei se é uma boa ideia. Você sabe cozinhar?
– Claro que sei! Virgo-chan me ensinou algumas coisas. Prova e me diz se está gostoso. – Disse ela enfiando uma colherada na boca de Natsu. Lucy olhou para ele esperando uma resposta, mas ele apenas levou a mão na boca fazendo uma careta.
– Natsu? – Perguntou ela apreensiva. Lágrimas começaram a cair dos olhos do menino. – Natsu você está bem? – Quando ele pareceu engolir disse:
– VOCÊ ESTÁ MALUCA?! ESSE NEGÓCIO TÁ QUENTE! AGORA ALÉM DE DOENTE, ESTOU COM MINHA LINGUA QUEIMADA!
– Me desculpe Natsu. – Disse ela se segurando para não rir.
– Não se atreva a rir. – Lucy obedeceu e se controlou.
– Pelo menos tá gostoso?
– Não sei, minha língua estava queimada na hora. – Disse Natsu sarcástico.
– Quer parar de falar tanto? Isso pode piorar sua febre. Prometo soprar antes. – Disse ela para logo após soprar uma colherada da canja. – Toma. – Falou aproximando a colher da boca do menino. Natsu corou. Era diferente ser tratado assim. Lucy era especial de alguma forma.
– E-eu...
– Hã? – Perguntou a loira ao ver o menino corado.
– Ser tratado dessa forma tão doce e carinhosa é diferente pra mim. Não estou acostumado. – Lucy olhou-o surpresa para em seguida se lembrar do que Gildartz havia lhe dito. Mesmo sendo um homem crescido, Natsu se sentia solitário ás vezes. Era tão fofo, mas ao mesmo tempo tão vulnerável. Era como se ela precisasse protegê-lo. Ela passou os braços ao redor do pescoço do menino o abraçando da forma mais carinhosa possível. Natsu parecia surpreso com a atitude inesperada da loira.
– O quê vo...
– Sempre que precisar, eu prometo fazer uma canja quentinha pra você e quando se sentir solitário, prometo ficar ao seu lado. – Disse ela vermelha.
– Lu-lucy...
Natsu correspondeu ao abraço. Lucy não era somente especial. Agora ele entendia. Lucy era a garota de sua vida. Ele a amava e sentia que ela correspondia de alguma forma. Ele iria definitivamente ficar com ela. Ficaram abraçados por um tempo, sentindo apenas o calor e o perfume um do outro. Os corações batiam rápidos e lentos ao mesmo tempo. Era algo que os dois jamais imaginariam que sentiriam algum dia.
– Natsu, acho que tenho que ir. – Disse se afastando dele. Ele fez biquinho. Queria tê-la ainda próxima de si.
– Lucy ainda to com fome! – Disse manhoso.
– Pra um doente você já está bem folgadinho.
– Você que quis virar minha enfermeira particular, agora aguenta. – Disse ele sorrindo maliciosamente.
– Tenho que voltar pra casa e... – Lucy parou subitamente se lembrando de que não morava mais naquele lugar. Ela devia ter procurado um apartamento para ficar, mas o tempo que passou com Natsu acabaram passando muito rápido.
– O que houve? – Perguntou ele preocupado.
– Eu briguei com meu pai e resolvi sair de casa. Não posso voltar pra lá. Tenho que achar um lugar para passar a noite. Acho que vou ligar para a Levy e...
– Dorme aqui! – Interrompeu o rosado.
– O quê?
– Dorme aqui. Você prometeu ficar ao meu lado quando eu estivesse sozinho e advinha? Estou sozinho!
– Natsu você está maluco?
– Qual é Lucy! Você pode ficar no quarto de hóspedes, prometo não fazer nada. Aliás, nem dá já que estou doente... – Falou ele dizendo a última frase entristecido. Lucy ponderou a ideia. Dormir na casa de Natsu? Será que isso daria certo? – Por favor! – Falou ele fazendo cara de cachorrinho pidão.
– Ok, ok! Só por uma noite. – Disse ela não resistindo. Agora era só contar com a sorte.
Notas finais
E próximo capítulo... TCHANTCHAN.. HENTAI!... ou talvez não.;P
Espero mais das suas lindas reviews ou até mesmo mais recomendações ;D
Beijos melados de baba de arco-íris ;*
Fale com o autor