Akireru Kurai

9 Dia com Natsu - Parte I


Notas iniciais
Yo minna!
Desculpem a demora...
Ando super, hiper, mega ocupada, mas chega de blábláblá...
Aí está um capítulo novinho pra vocês!

– Pra onde está me levando Natsu? – Perguntei. Natsu me arrastava por entre as árvores e arbustos do parque.

– Vou te fazer lembrar desse dia pra sempre. – Disse Natsu simplesmente. Ok, eu não era uma pessoa maliciosa, mas ele estava segurando minha mão, me arrastando por entre as árvores, me afastando de tudo e ele ainda vem me falar sobre um dia que eu nunca vou esquecer?

– Natsu, você não vai fazer nada comigo certo? Ou vai? – Tá eu tenho que admitir que estava com medo. Qual é? É de Natsu que estou falando. E se ele tentar o que Loki tentou? Ou pior... Por favor, alguém me salva!

– Fecha os olhos. – Disse Natsu interrompendo meus pensamentos.

– Pra quê? O que vai fazer comigo?

– Dá pra fechar logo?

– Não, Natsu nosso namoro é falso, não se esqueça disso. Se lembre de que Levy sabe de tudo, se você tentar algo ela...

– Quer ficar calma? – Disse ele colocando a mão em meus olhos. – Não vou te fazer mal algum, a menos que queira. – Eu tinha certeza que por trás daquela fala deveria existir um sorriso malicioso.

– Dá pra tirar a mão. Eu não vou olhar!

– Eu não confio em você.

– E eu muito menos!

– Estamos quase chegando. É uma surpresa.

– Posso abrir? – Disse percebendo que Natsu havia tirado suas mãos de meus olhos.

– Pode.

Aquilo definitivamente era a coisa mais linda que eu já havia visto em toda a minha vida. Eu estava ainda dentro do parque só que em uma área não permitida. A vista era perfeita. O lugar era fechado. Flores cobrindo toda a extensão do teto e das laterais. O chão era coberto por gramas. Aquele lugar dava uma sensação de paz e harmonia. Tudo estava cheio de flores brancas e lilás. (Imagem do parque: http://2.bp.blogspot.com/-CLOOBiAxSdQ/T3mP6f2R_9I/AAAAAAAACOI/eInepxQTNpk/s1600/ashikaga%2Bflower%2Bpark%2B-8.jpg)

– Natsu, isso é... lindo. – Falei maravilhada. Aquele lugar estava me trazendo uma paz que eu há muito tempo não havia sentido.

– Gostou?

– Eu amei!

– Ainda bem que minha patutuxo de carambola gostou.

– Ainda vai continuar com os apelidos?

– Não gosta deles?

– Óbvio que não! Eles são ridículos! Não sei onde você os arruma. A maioria deles eu mal consigo pronunciar!

– Mas tem um que eu sei que você adora não é minha Hiyoko? – Disse ele sussurrando com aquela voz tentadora, frisando a palavra Hiyoko.

– E-eu na-não go-gosto...

– Eu sei que sim.

– Na-natsu a-acho me-melhor irmos... — Eu estava amando aquele lugar, só que estava com medo de Natsu. Estávamos afastados de todos e completamente sozinhos. Se ele fosse tentar alguma coisa, eu não poderia me proteger. Além disso, quando ele fala daquele jeito eu perco o controle. Isso não é justo!

– Tudo bem, vamos. – Disse ele normalmente. Por que será que ele teve essa mudança repentina? Natsu geralmente era bem difícil de convencer. Mas por que eu estou reclamando agora? Mas que droga! Eu sou mesmo contraditória.

Saímos do belíssimo lugar e nos dirigimos à saída do parque.

– Aonde vamos agora? – Perguntei.

– São quase 13h, que tal irmos almoçar em algum lugar e depois irmos ao cinema? Eu pago tudo. O que acha? – Disse pensativo. Aquele definitivamente era um alien, no mínimo Natsu me levaria pra um motel. Mas, já que ele estava sendo tão gentil...

– Por que não? Vamos! – Dessa vez, eu o arrastei. Não sei por que, estava ansiosa por isso.

Subi em sua moto e fomos a um restaurante afastado de Magnólia. O lugar não era muito requintado, mas a comida parecia ser uma delícia.

– Então Lucy, a comida está boa?– Perguntou Natsu. Aquilo estava começando a me assustar, ele nunca me chamava de Lucy.

– Está sim, está igualzinho ao espaguete que mamãe preparava. — Disse saboreando a comida.

– Sua mãe ela...

– É, ela morreu há alguns anos atrás. Ela sempre foi muito fraca, mas nunca demonstrava. Então um dia, ela desmaiou e a partir daí ela nunca mais se recuperou. – Disse relembrando toda a angústia e dor de ir visitá-la no hospital e vê-la cada vez mais fraca.

– Você a amava muito não é? – Perguntou ele dando um sorriso sincero.

– Muito, ela era tudo pra mim. – Nesse momento, Natsu colocou sua mão sobre a minha. Era como se ele me passasse toda a força do mundo e em um segundo depois eu me sentisse melhor.

– Pelo menos a sua cuidou de você.

– E a sua?

– Ela foi embora quando eu era muito pequeno. Eu mal me lembro dela. Eu e minha irmã sofremos muito, mas nós tivemos meu tio pra cuidar de nós.

– Irmã?

– Sim, ela está viajando.

Percebi que aquele assunto trazia lembranças ruins a Natsu. Já era o suficiente ruim perder uma mãe, mas era pior ainda, ser abandonado. Então pagamos a conta e o arrastei para o cinema que ficava ali perto.

– Soube que esse cinema era demais. – Disse tentando animá-lo.

– Que filme vamos assistir?

– Que tal um de comédia?

– Que tal o filme pornô que foi lançado recentemente em 3D? – Falou Natsu com o sorriso malicioso. Existiam mesmo filmes assim? Deveriam ser proibidos filmes pornôs em cinemas, quanto mais em 3D. O que será que exibem nesses filmes? Deve ser...

– Você está imaginando como é não é? – Disse Natsu como se lendo minha mente.

– Cl-claro que não! – Era pra minha voz ter saído decidida, mas acabei gaguejando. Minhas bochechas estavam queimando.

– No final eu não sou o único pervertido aqui...

– Natsu eu não estava imaginando nada ok? Vai logo comprar as entradas para o filme! – Disse o empurrando para a fila de ingressos.

– Pro pornô? – Perguntou ele alto. Eu mato aquele bambi infeliz cor de rosa. Todo mundo estava olhando pra mim agora. Corei intensamente. E ele apenas riu.

– Vamos? – Perguntou ele já ao meu lado com os ingressos na mão.

– Sim, mas que filme vamos assistir? – Eu estava com medo da resposta para aquela pergunta.

– Surpresa. Vamos! – Disse ele me arrastando para dentro da sala escura.

Entramos na sala e sentamos nas poltronas macias, Natsu estava disperso, pensando em algo, eu ia falar com ele, quando o filme iniciou. Eu ainda não sabia que filme era aquele, era a história de um cachorrinho que foi forçado a se afastar de sua mãe e acabou morrendo. Aquele filme provavelmente era uma daqueles que fazem você soluçar de tanto chorar. Eu sempre tive o sonho de ter um cachorrinho e ainda somado com meu coração de manteiga derretida, provavelmente eu iria chorar mais que um bebê segurando uma cebola. Não sabia que Natsu tinha esse lado sensível, me trazer pra ver um filme de drama. Tão fofo!

De repente o cachorrinho morto levanta da terra e mata uma mulher. Ele arranca seus olhos e depois as tripas... OMG agora ele está comendo o cérebro! Aquilo estava me deixando enjoada, que tipo de filme era aquele? Então algo enorme aparece na tela indicando o nome do filme: “O ataque mortal do cachorro zumbi”. Aquilo era um filme de terror?!

– Natsu é filme de terror?!

– Depende, se o cachorro zumbi que mata pessoas encontrar uma cadela zumbi que mata pessoas e os dois se apaixonarem, o filme provavelmente é de romance. – Disse ele com tom de ironia.

– Você...

– Olha lá. – Disse me interrompendo e apontando para a tela onde mostrava uma cena nada bonita do cachorro matando uma criança. Eu odeio filmes de terror. E existiam vários motivos para isso. Primeiro, filmes de terror não tinham sentido, a alma, zumbi, espírito, cachorro ou o que quer que seja sempre atacavam as pessoas sem motivo. Eu geralmente ficava sozinha em casa com as empregadas. Depois que eu assisti ao filme “governanta fantasma” fiquei sem olhar para Virgo-chan por uma semana. Ela deixava a comida atrás da porta e eu geralmente a jogava fora, com medo de estar envenenada. Eu sempre me impressionava muito com esses filmes. O segundo motivo é que eu odeio as cenas exibidas. Digamos que meu estômago não era muito forte para ver tais imagens. As cabeças estouradas, os estômagos abertos. Aquilo era nojento. Ver todo aquele sangue espalhado me dava náuseas.

– Natsu vamos embora?

– Por quê?

– Não gosto de filmes de terror!

– Vai me dizer que tem medo disso?

– É lógico que não! Cachorro zumbi? Isso não me assusta! – Eu não iria admitir nunca pra ele.

– Então por que quer ir?

– Por que estou com fome! – Aquilo foi a única coisa que me veio a cabeça.

– Nós acabamos de almoçar e tem pipoca aqui se quiser. – Disse Natsu desconfiado. – Admita logo que está com medo.

– Não estou.

De repente ouço um grito no filme, me fazendo gritar juntamente com o homem que agora estava fatiado.

Naquele momento percebi diversos olhares sobre mim. Apenas eu havia gritado. Olhei para Natsu que estava fazendo uma careta. Então, ele não se aguentou e começou a rir. O sorriso mais aberto e divertido. Aquele idiota! Mesmo ele sendo um chato estava lindo...

– Quer parar? – Disse brava. Olhei novamente pra tela. A imagem escurece e a mulher vai em direção à porta. Ela a abre lentamente fazendo aquele rangido que me faz sentir calafrios. Ninguém estava lá, mas quando ela olha para o lado o cachorro zumbi aparece e a mata friamente. Encolhi-me na poltrona, aquela cena era horrível. Meu estomago estava revirando. Até que sinto os braços fortes e quentes de Natsu ao redor dos meus ombros.

– Na-natsu...

– Shhhh... – Disse ele me interrompendo.

Aquilo era tão confortável. Era como se aquele corpo fosse feito especialmente para mim. A cada cena que me assustava escondia meu rosto em seu peito.

– Não acredito que tenha medo de filmes assim Hiyoko. – Disse ele sussurrando em meu ouvido. Toda vez que ele fazia aquilo um arrepio me percorria por todo o pescoço.

– Quer calar a boca? – Disse olhando para seu rosto que estava perigosamente próximo ao meu.

– Sei de uma ótima forma de ficarmos calados.

Então Natsu me beijou. Seu beijo sempre me fazia perder o fôlego. Eu não sei o que acontece comigo, eu sempre perco o controle quando o beijo. Ele me faz querer beijá-lo cada vez mais. Seus lábios macios e seu hálito quente me deixavam louca. Natsu já me beijava ferozmente, sua língua vasculhando cada canto da minha boca. Aquilo não era nada romântico. Nossos beijos sendo dados com a bela música de fundo dos gritos aterrorizados das pessoas sendo mortas. Mas quem ligava? Eu estava beijando Natsu e nada me pararia, menos a falta da porcaria do ar.

Natsu olhou pra mim e sorriu. Ele me abraçou mais forte, quase que protetoramente. Ter seus braços ali era como se nada ou nenhum cachorro zumbi fosse me atacar. Sentia-me segura ao seu lado.


Notas finais
Acho que esse capítulo não ficou tão bom quanto esperavam...
O próximo já está pronto e acho que está muito melhor!
E aí? O que acharam? Reviews?
Kissus ;*