Akireru Kurai
10 Dia com Natsu - Parte II
Notas iniciais
Este capítulo é dedicado a Mellorine que pediu pra eu dar uma apimentada na fic ;D
Aí está mais um capítulo para vcs povos e povas! Espero que gostem!!
O filme havia acabado e agora estávamos em um parque de diversões em Hargeon, no sul de Fiore. Foi mais de uma hora para convencer Natsu a vir pra cá. Ele era tão teimoso!
- Em qual vamos primeiro? – Perguntei animada.
- É melhor eu ficar apenas olhando. – Respondeu Natsu olhando para os brinquedos.
- Vamos à montanha russa! – Falei arrastando-o para a fila.
Natsu estava quieto e encarava a montanha russa com cara de... medo?
- Está com medo Natsu?
- E-eu? Nunca! – Disse ele gaguejando. Definitivamente ele estava com medo.
- Parece que eu não sou a única aqui que tem medo.
- Eu já disse que não estou com medo!
Chegou a nossa vez e eu o empurrei para o carrinho da frente. Foi um sacrifício levar Natsu até lá. Mas já que ele dizia não estar com medo... Agora era minha vez de fazê-lo pagar. A vingança não é um prato que se come cru. Pelo contrário, é uma comida saborosa e bem cozida.
O veículo começou a andar e Natsu estava com uma cara estranha. Era como se ele fosse vomitar. Ai não! Natsu estava completamente pálido. E se ele vomitasse em cima de mim? Agora era eu que não queria estar naquele brinquedo. Se ele vomitasse seria meu fim.
- Por favor, parem! Eu quero descer! – Disse desesperada.
- Lucy eu...- . Natsu mal conseguia nem terminar uma frase.
- PAREM!
Segundos depois, o brinquedo havia parado. E eu estava ajudando Natsu a sair dele. Hoje eu aprendi uma lição. Retiro o que disse vingança não é uma coisa boa.
- Por que não me disse que ficava enjoado com montanha russa?
- Na verdade, eu fico enjoado com qualquer transporte. Talvez seja por ficar pensando sempre no movimento que eles fazem.
- E a sua moto?
- Menos ela. Não me pergunte o porquê que eu também não sei...
- Até com bicicletas?
- Até com isso.
Olhei para a roda gigante. Já estava de noite e deveria ser lindo lá de cima. Eu sabia que Natsu não poderia ir, mas eu queria tanto...
- Vamos até lá.
- Mas Natsu...
- Eu vou ficar bem. Vamos! – Disse ele já recuperado me levando até a roda gigante.
Entramos na cabine e a roda começou a se mover. Natsu começou a ficar enjoado. Ele tentava não demonstrar, mas suas caretas deixavam evidente que ele não estava bem.
- Natsu?
- Hum. – Disse olhando para mim. Foi a única coisa que ele pode pronunciar.
- Obrigado.
Ele fez uma cara de dúvida por entre as caretas.
— Por tudo. Com Lisanna, no restaurante, no cinema e aqui. Obrigado.
A roda gigante parou dando uma bela vista da paisagem e fazendo Natsu se recuperar brevemente.
- De nada. – Disse simplesmente. Eu esperava que ele fosse dizer algo como “Isso não foi de graça” ou “Quero algo em troca”, mas ele só disse “de nada”.
- Você deve estar mesmo mal.
Ele apenas olhou a vista pensativo. E naquele momento, olhando para ele daquela forma, tive vontade de fazer algo que eu jamais pensaria em fazer. Seus olhos distraídos olhavam a bela paisagem ao longe. Seus lábios macios eram a única coisa que me vinham à mente.
Então a roda gigante voltou a se mover e Natsu voltou a sua cara de enjoado.
- Sabe Natsu, sei de uma ótima forma pra você parar de pensar no movimento da roda gigante. – Então eu fiz. Eu o beijei. Na verdade, eu nem sei por que estou fazendo isso, mas o vendo daquela forma. Eu só... não resisti. Foi apenas um selinho demorado, mas foi o tempo suficiente da roda gigante chegar ao chão novamente.
- Vamos? – Perguntei ao me separar dele. Eu não queria que Natsu me enchesse de perguntas, ou se vangloriasse por ter me conquistado, por isso fiz de conta que aquilo nem aconteceu. Afinal, foi só uma coisa de momento certo? E Natsu era meu namorado por hoje. Qual é? Quem não aproveitaria? Aposto que se Lisanna estivesse no meu lugar, já teria feito isso há muito tempo.
Ele estava surpreso, mas nada respondeu. Então apenas me seguiu.
- Que tal irmos tomar sorvete? – Perguntei quando percebi que ele havia se recuperado do susto.
- Há essa hora?
- E por que não?
-Hoje você que manda! – Disse me dando um daqueles largos sorrisos que eu tanto amava. Amava? Eu estava mesmo admitindo?
Natsu e eu compramos o sorvete e andamos despreocupadamente pela pequena praça ali perto. Naquele ponto, nós já estávamos agindo como namorados. De mãos dadas conversando coisas triviais, mas foram coisas que me fizeram o conhecer melhor. Eu não tinha a mínima ideia de que Natsu gostava de gatos, que tinha um cachecol especial que seu pai havia lhe dado quando era pequeno, que amava dragões, até o ponto de ser uma obcessão. Eram emoções diversas a cada coisa que ele me contava. Ás vezes eu ria, ás vezes me dava vontade de chorar. Era tão divertido estar ao seu lado. Nada era normal com ele.
- Eu falei tanto de mim que mal deixei você falar. – Disse Natsu de repente.
- O que quer saber sobre mim?
- Eu não sabia que você não gostava de tomar banho.
- O que? Por que está... – Ele mal me deixou terminar a frase e colocou seu dedo dentro do sorvete me sujando logo a seguir.
- Natsu! Você me paga!
Natsu então, começou a correr e eu sai atrás dele. Estávamos parecendo duas crianças brincando de pega-pega, mas estava sendo divertido e muito.
- Tá, tá! Eu desisto! Você corre muito! Aonde acha tanta energia? – Perguntei ofegante.
- Comendo oras! – Disse ele me dando um daqueles seus sorrisos sinceros. Quando ele fazia isso eu meio que suspirava por dentro. Pode ser que eu realmente esteja me apaixonando por esse ser imbecil.
- Nee Lucy, seu rosto ainda está sujo.
- Onde?
- Deixa que eu limpo. – Disse ele se aproximando. Natsu colocou uma das mãos em minha bochecha e com a outra ele segurou minha cintura, me impossibilitando de fugir. Então ele lambeu minha bochecha.
- Natsu... – Foi a única coisa que pude dizer. No fundo, bem no fundo, no fundinho mesmo, só uma luzinha no fundo, eu não queria que ele se afastasse, eu o queria próximo de mim.
Natsu me deu um beijo na bochecha para logo após colar sua testa na minha. Seus olhos eram incrivelmente penetrantes e me encaravam de um jeito que me fazia querer derreter. Sem dizer mais nada ele roçou seus lábios aos meus e me beijou. Mas não aqueles beijos costumeiros, com ferocidade. Foi um beijo calmo, carinhoso, quase... apaixonado. Ele sem pressa nenhuma foi parando de me beijar me dando alguns selinhos após o término do beijo.
- Vamos. – Disse ele ao se separar completamente.
Subi em sua moto e nos dirigimos para casa. A viagem foi curta e durante toda ela eu ia bem agarradinha a Natsu. Eu não sabia mais o que estava acontecendo comigo. Eu estava tão feliz, não queria soltá-lo.
- Chegamos. – Disse ele tirando o capacete.
Desci da moto e esperei ele dizer algo. Ele parecia distraído.
- Obrigado por hoje Natsu. Foi muito divertido. Até amanhã então... – Disse me virando para ir embora.
- Uou. Espera aí Hiyoko vem cá. – Disse ele me puxando ao seu encontro. – Quer ir assim tão rápido é? Você é minha franguinha e não vou te deixar fugir tão cedo.
Ele estava encostado na moto. Suas mãos foram de encontro a minha cintura me pressionando fortemente contra seu corpo definido. Minhas mãos foram diretamente para seus cabelos rosados, onde emaranhei minhas mãos os bagunçado. Aquilo o fez me pressionar mais ainda contra seu corpo. Agora eu beijava Natsu ferozmente. Ele apertava fortemente minha cintura. Seu beijo emanava puro prazer. Chega de me controlar, chega de me enganar. Eu estava apaixonada por aquele idiota e agora iria até o fim.
Natsu se separou para ir diretamente para meu pescoço me fazendo arrepiar. Ele dava beijos e pequenas mordidas por todo o local. Ele estava me deixando completamente maluca. Eu queria beijá-lo. Eu queria esperimentar novamente aquela sensação maravilhosa que ele me proporcionava. Então, ele foi subindo para o meu queixo, chegando próximo da minha boca, roçando levemente seus lábios nos meus. Entreabri minha boca esperando os sua, mas percebi que seu hálito quente já não estava tão perto. Então abri meus olhos.
- Não sabia que tinha um zoológico dentro de si Hiyoko.
- O quê? – Falei sem entender o que acontecia.
- Além da minha franguinha, também é meu peixinho é?
- Hã?
- Você parecia um peixinho dourado com a boquinha aberta esperando a comida.
- Seu! – Me afastei bruscamente dele. Aquele idiota só estava brincando com meus sentimentos! Eu sou tão idiota em achar que ele era fofo.
- Já vai Hiyoko?
- Morra! BAKA, BAKA, BAKA! — Saí dali pisando fortemente. Aquele imbecil, idiota, bastardo de alien pervertido com Patrick Estrela, filho de uma... ARGH! QUE ÓDIO!
- Hiyoko não se esqueça de que você tem que limpar meu quarto amanhã ok?
Virei-me e mostrei o dedo do meio. Eu sei que não é nada bonito da minha parte, mas ele era um idiota! Apaixonada? Apaixonada uma ova! Eu o odeio e sempre vou o odiar!
Notas finais
Não sei se vão gostar, mas no próximo capítulo Loki vai reaparecer... TCHANTCHANTCHAN!
Mereço reviews? *-*olhinhosbrilhando*-*
Kissus e até mais ;*
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