Akai Ito

16 Tentativas.


Notas iniciais
Hey, ningen! (Ningen=humanos, pra quem nunca viu o segundo opening de Death Note "Hey ningen SUCKER, aa ningen ningen FUCKER!".)
Pois é, demorou... Gomen ne! Eu sofri muito por isso, estava agoniada para escrever, mas meus pais sempre arrumavam uma coisa pra fazer (E só uma coisa foi legal! ., )
Well, however, aqui está o capítulo de vocês. Escrevi ele mais para dar uma noção de como a situação está... Não criem grandes expectativas, tá uma bosta. Gomen ne.
Boa leitura!

__PDV MATT__

É nosso terceiro dia com a SPK. Estamos realmente agindo com eles. Mello passa dia após dia olhando para a Kim e não fala nada mas, na hora de ir dormir, é um inferno. Por isso pedi para ficar no quarto da Íris esta noite.

Abraço-a com mais força. A presença da morena tem facilitado um bocado na diminuição dos níveis de nicotina diários. Os cigarros se mostram menos necessários quando estou perto de minha Emily. Ela sim é o meu grande vício. A vontade que tenho de usar videogames e cigarros é uma piada quando comparada a necessidade que tenho de ficar perto de Íris. Ficar perto dela me deixa feliz. Eu estou feliz... Não estou? Sim.

Por outro lado... Meu melhor amigo parece não ser mais a mesma pessoa. Ele diz que não me odeia, que não me culpa por ter saído de perto de Kim... Mas será verdade? Até que ponto ele é sincero comigo? E como posso ser feliz vendo meu irmão no estado em que ele se encontra. Ter Íris comigo realmente alivia muito. Quase me cura. Entretanto... Não estou totalmente feliz. É como se a dor de Mello refletisse em mim. Não entendo isso. Não quero isso. Só quero ser feliz com minha Íris, é pedir demais?

Aperto-a ainda mais contra mim, quase que querendo me fundir a ela.

- Matt? Está tudo bem? – Ela acorda e aperta minha mão com força.

- Tudo bem. Estou só pensando. – Sussurro perto de seu ouvido. Seu corpo estremece. – Preciso ir ao banheiro. – Digo ao levantar da cama. É mentira, preciso apenas ficar sozinho um instante. Afastar isso tudo da minha cabeça.

- Não vai fumar, vai? – Ela segura minha blusa. Passo a mão eu seu rosto.

- Não. Só preciso pensar um pouco, ok? – Beijo-a suavemente antes de sair do quarto e ir me sentar na sala. Imediatamente a pequena Chibi vem pular em meu colo e pedir carinho. Acho que ela se sente sozinha a noite. Por um instante sinto-me tentado a pegar um cigarro e acendê-lo, mas não posso. Disse à Íris que não fumaria e não posso mentir para ela. Assim apenas acaricio o pelo espesso do filhote em meu colo.

Gostaria de ter o poder de convencer Kim a ficar com o Mello. Pelo amor de Deus, até eu vejo que ela ainda o ama, qual é o problema então? Só quero que isso tudo acabe, só quero ser feliz com Íris sem ter que ver meu melhor amigo sofrendo todos os dias!

É melhor eu voltar para o quarto logo. Refaço o caminho pelo corredor e me deito na cama para abraçar Íris. Ela se vira para mim e abraça meu pescoço. Nossos lábios se unem suavemente antes que ela se afaste e me olhe.

- O que está acontecendo, Mail? – Sussurra. Ela está nervosa, isto é mais do que óbvio.

- É essa situação do Mello, sabe? Fui eu quem o colocou nessa... Me sinto culpado por isso. – Abraço-a ainda mais forte.

- Não é culpa sua terem te encontrado, Matt. Não é sua culpa ter tido que fugir. E Mello foi atrás de você porque ele quis. Ele mentiu para a Kim porque quis.

- Não, Emily. Ele veio atrás de mim por lealdade, sim, mas também veio porque sabia que logo o achariam também e isso seria perigoso para ele e para vocês... Para a Kim. Ele mentiu para a Kim para protegê-la disso. Para que não a ferissem para atingi-lo.

- Mas... Matt... Independentemente disso não é sua culpa. Poderiam ter achado qualquer um de vocês primeiro, e acabou sendo você. Isso não tem nada a ver com o que você fez ou deixou de fazer. – Ela me beija outra vez. Desta vez continuo o contato entre nossos lábios com mais intensidade, deitando-me por sobre ela. Seus braços me envolvem, aquecendo-me e consolando-me. Sim... É um consolo. Ela está certa, ficar me preocupando e me culpando pelo que aconteceu com Mello e Kim não levará à nada, apenas à minha tristeza.

Perco a linha de pensamento conforme nossos toques se tornam mais íntimos e sugestivos.

***

__PDV MELLO__

Não me é exatamente agradável ficar escutando os gemidos de Íris e Matt no quarto ao lado. Ok, ok, fico feliz que eles estejam juntos, mas eu quero dormir sem ficar imaginando o que está acontecendo lá dentro. Mais do que isso, eu me sinto realmente mal imaginando situações pervertidas com a Kath. Não é como se eu tivesse este direito, por mais que eu saiba de seu amor por mim...

Rolo na cama, abraçando o travesseiro. Gostaria que tivesse o cheiro dela, ao menos. Já seria uma melhora. O ideal seria tê-la aqui comigo, mas seu cheiro já me consolaria bastante. Meus olhos se fecham novamente e sinto o sono começar a chegar. Espero sonhar com ela.

Escuto um rangido e meus olhos se abrem. O quarto escuro foi ligeiramente iluminado por uma brecha na porta. Posso ver um pequeno vulto do outro lado, observando-me. Depois passos leves se afastam correndo. Kath?

Saio do calor das cobertas vestindo apenas minha calça e vou atrás do vulto. Ela ainda está no corredor quando saio, mas logo entra em um dos quartos. Vou até lá e bato na porta. Nenhuma resposta. Bato de novo, desta vez um pouco mais forte. O jeito é abrir mesmo... Por um instante agradeço à Halle por ter tirado todas as trancas das portas. Aqui dentro a única luz é fornecida por um fraco abajur, mas não é difícil ver Katherine encolhida na cama. Entro no quarto e sinto seus olhos me seguirem.

- Estava no meu quarto? – Pergunto, acendendo a luz. Suas sobrancelhas se unem, os olhos reclamando por causa da claridade. Ela faz que não, corando até a raiz do cabelo. – Mentirosa. – Sorrio, indo me sentar a seu lado na cama.

- Mhnmhn. – Geme em um tom que se encontra em algum ponto entre a desaprovação e a aprovação. Uma mistura de “por favor, fique aqui comigo” e “suma do meu quarto agora mesmo!”.

- Por que estava me vigiando? – Acaricio seu cabelo. A confusão toma seu olhar por um instante. Ela não sabe o que dizer. Ela pode não responder ou contar a verdade.

- Não estava... Ok, estava. Não sei ao certo. – Diz meio envergonhada. Gostaria que ela parasse de mentir para mim. Quer dizer, eu já sei da verdade e ela também, então...?

- Por que ainda mente para mim, Katie? – Suspiro.

- Mello... Não faça isso comigo. Não faça isso consigo mesmo. Por favor.

- Já te disse que não é uma escolha minha. Eu te amo, independentemente de você me corresponder ou não. – Vejo a fechar os olhos e inconscientemente inclinar a cabeça em direção a minha mão. – Er... Posso ficar aqui hoje? É que eu não quero ficar escutando o Matt e a Íris... Juntos.

- Sei... – Resmunga sarcasticamente.

- Posso? Por favor, eu não quero escutar aquilo e ficar pensando em você e... Ah, merda, eu disse mesmo isso, não disse?

- Você... Seu pervertido! – Ela me bate repetidas vezes, a expressão completamente enfurecida. – Como você pode?!

- Eu sempre me sinto culpado! E eu nunca me deixei ir muito longe, eu só... Ai! Pare de me bater!

- Pervertido, pervertido, pervertido! – Ela continua me batendo. Seguro suas mãos e me deito a seu lado, abraçando-a e impedindo-a de se mover. O tempo se passa lentamente enquanto peço desculpas repetidas vezes, sendo ofendido e estapeado a cada vez que tento me redimir.

Seus tapas doem, mas o contato de suas mãos frias com meu corpo me fazem tremer. Gostaria que ela parasse com isso e me deixasse aninhá-la em meus braços.

- Sério, Kim, me deixe ficar aqui hoje... Só hoje, por favor! – Ignoro a sensação de parecer uma criança mimada fazendo birra. Faço porque preciso.

- Você fica estranhamente fofo tentando me convencer. – Ri, finalmente parando de me bater e xingar.

- Então eu posso? – Um sorriso se abre em meu rosto. Kim fecha a expressão e pensa um pouco. Por fim um lento movimento de sua cabeça me informa que eu posso ficar. Enfio-me por baixo do cobertor e abraço seu corpo novamente, surpreendendo-me com o fato de que ela não tenta lutar.

Apago a luz do abajur e sinto-a se encolher ainda mais contra meu peito. Desde quando Kim tem medo do escuro?

- Está com medo? Eu posso acender de novo e... – Ela interrompe minha fala com um ríspido “não!”. – Então o que foi?

- Frio. – Murmura. De fato, sua pele está gelada. Talvez de nervosismo por estarmos tão próximos. Lembro que, no dia em que declarei meu amor por Kim, eu tremia até os ossos. Abraço-a ainda mais forte e ela suspira, finalmente relaxando.

- Kim... Somos amigos, não somos? Quer dizer... Eu sei que não durou nem uma semana da última vez que tentamos uma amizade comigo tendo este tipo de sentimento por você, mas...

- Sim, somos amigos. Não posso negar que gosto da sua companhia e de ter você ao meu lado... Sua amizade sempre foi importante para mim e eu sinceramente não quero abrir mão dela. – Responde, encharcando-me de alívio e alegria. Minha Snowdrop, por mais que não seja tão minha quanto gostaria, me quer como amigo. E eu estou feliz com isso. Estou disposto a amá-la do jeito que ela quiser, desde que eu a ame.

- Obrigado.

- Douitashimashite. – Sorri, aninhada em meus braços. Sinto seus longos cílios brancos se moverem em meu peito enquanto ela fecha os olhos. Logo pega no sono, permitindo que eu a observe dormindo sob a pouca luz que uma fresta na porta permite que entre no quarto. A albina apoia as mãos em meu peito. Estão geladas, de forma que as envolvo com minhas próprias mãos. – Mello... – Suspira apaixonadamente. Meu coração perde uma batida. Ela está sonhando comigo.

- Ah, Snowdrop, você é o anjo que mantém meu coração batendo. – Sussurro enquanto beijo sua testa, também me preparando para dormir. Finalmente, após tantos anos, posso dormir feliz.

***

__PDV INO__

Abro os olhos, dando de cara com a cama vazia. Ushio teve um pesadelo ontem a noite e, como de costume, veio me pedir socorro. Tem a minha idade mas, quando se trata de pesadelos, Mei é mais infantil do que Near devia ser aos cinco anos de idade. E eu não a culpo. Sempre que me lembro do jeito que minha mãe me olhou no último instante eu simplesmente não consigo controlar as lágrimas. Afinal de contas, por mais que Mei diga que não, eu sei que a culpa é minha.

Não querendo pensar mais nisso, levanto-me e vou lavar o rosto. No caminho encontro Mello saindo do quarto que acho que Kim está usando. Não posso conter um sorriso malicioso, que é respondido com o louro mordendo um chocolate que tirou do bolso. Ele dorme com uma barra de chocolate no bolso?! Bem, ao menos isso tirará pensamentos deprimentes de minha cabeça. Ao mesmo tempo, Ushio sai do banheiro e pula em meu colo, me dando um beijo de bom dia. Ouço Mello resmungando algo sobre irmos para um quarto enquanto a garota desce de meu colo e olha minha expressão, avaliando cada milímetro de meu rosto. Seus lábios cheios se franzem e os olhos se espremem de um modo quase felino.

- Sorria. – Ordena. Faço como posso, causando-lhe um ar de reprovação. Sua mão pousa em meu ombro. – Não é sua culpa, Ino-chan.

- Anata wa uso o tsuite iru.* – Afirmo.

- LIE! Watashide wanai!**

- Arigatou, Shio-chan. Mas nós dois sabemos que é minha culpa. – Sorrio suave, mas sinceramente. Um longo suspiro de resignação sai de suas profundezas e ela se vira. Pego a pequena mão de minha amiga e a sigo para seu quarto. Sei o que ela vai fazer; vai continuar uma antiga investigação. Seu objetivo? Entregar aquela foto ao homem que matou seus pais. Já tentei persuadi-la a desistir, mostrar que a vingança não é o caminho, mas ela não escuta. Acho que, entre todos os moradores do Wammy’s, Ushio foi a que mais se deixou afetar pela perda de seus pais.

Ainda que discorde de suas atitudes, não posso deixar de ajuda-la. Não a quero arriscando a própria pele sozinha, em especial porque sei que, assim que descobrir a localização do assassino, ela pedirá licença do caso Kira para ir ao Brasil encontrá-lo e lhe dar a foto. Não sabemos porque ele matou seus pais. Não sabemos que tipo de reação ele pode ter. Sabemos apenas que ele é um criminoso e que eu não a deixarei sozinha com ele. Isso se for mesmo uma pessoa só.

__PDV KIM__

A cama ainda está quente. O calor de Mello parece se recusar a sair do colchão, assim como seu cheiro. Abraço o travesseiro, inalando o delicioso aroma de chocolate. Pequenos flashes do que aconteceu noite passada, segundos antes de eu realmente pegar no sono.

“Mello...” lembro-me de ter murmurado sem querer em uma espécie de sonho consciente com ele.

“Ah, Snowdrop... Você é o anjo que mantém meu coração batendo”, ele sussurrou para mim. Meu coração parou naquele momento, ao longo do qual tive o impulso de beijá-lo e dizer que, de fato, o amo. Entretanto, não foi isso o que fiz. Eu apenas contive o nó em minha garganta para não soluçar. Pequenas lágrimas escorreram de meus olhos enquanto ele beijou minha testa e dormiu abraçado a mim. Ao menos somos amigos, não é? Assim eu posso ter sua companhia sem me expor novamente.

Notas finais
E aí? Gostaram? Não, né? *Olha pro chão e uma lágrima escorre* GOMENASAI!
Por favor, deixem reviews dizendo no que posso melhorar ou mesmo dando sugestões.
Kisu.
Jya ne, minna-san! Daisuki!
- Ushio