Akai Ito

5 Medo, Dor e Saudades


Notas iniciais
Oi, gente... Bem, agora que o Ino-kun, e só ele, deixou um review *encara, furiosa* (mentira, não tô brava... Só que tive uma crise existêncial aqui, tipo "MINHA FIC É HORRÍVEL, NINGUÉM GOSTA DO QUE EU ESCREVO, EU ESCREVO MAL PRA CARALHO! ONDE FOI QUE EU ERREI?!?!")
Pois é, sou dramática como... Como só eu mesmo. É um traço que eu herdei da minha avó... *saudades dela... :( *
Bem, hoje vou inovar um pouco as coisas... Esse cap não é dedicado a nenhum dos meus leitores (embora eu ame vocês!), mas a um antigo amigo, meu primeiro amigo, para ser sincera. É que ele está meio triste hoje e, mesmo sabendo que ele não lerá isso, vou dedicar este capítulo a ele. Espero que você melhore, cara! Não se preocupe com o passado, mas com o presente e o futuro! Sorria para poder contar sobre os bons momentos para a sua avó, quando você também for pro céu (espero que isso demore muito!!!) Beijinhos da Ushio, embora você nunca vá saber que sou eu... Acho.
Bem, Minna-san, boa leitura!

__ PDV KIM __


– Yagami Soichiro está morto. – Anuncia Gevanni, tirando minha concentração do quebra-cabeças que eu e Near estamos prestes a terminar. Meu irmão também ergue a cabeça, largando a peça em suas mãos. Ushio, Ino, Íris e Leila também param o que estão fazendo. Rester e Halle também se viram para encarar o agente.

– O quê? Como? – Íris geme. Por sua expressão, posso dizer que ela está preocupada com Matt, não com Yagami. Meu coração também parece se contrair diante da possibilidade de... Matt estar morto ou... Mello. Não... Não desejo a morte do louro. Apesar de tudo o que sinto por ele agora, depois de finalmente ter conseguido controlar a maioria das minhas emoções, estando entre os sentimentos domados o meu antigo amor por Mello.

– Uma explosão... O tal Mello explodiu o prédio onde a polícia o estava buscando... A maioria sobreviveu, exceto os mafiosos. Sem sinal de Mello ou Matt.

– O QUÊ?! – Grito antes que possa conter o impulso. – Quer dizer... Ninguém... Eles estão... – Murmuro. É como se alguém tivesse puxado um tapete debaixo de meus pés. Minha voz está embargada, de forma que paro de falar e, mais uma vez em minha vida, me forço a engolir o choro. Encolhida em uma cadeira, abraçando a carta mais recente do namorado, Íris não faz a menor força para impedir as lágrimas.

– Íris... – Digo, aproximando-me dela e abraçando-a. – Vai ficar tudo bem... Matt está bem... – Tento consolá-la.

– Não vai ficar tudo bem, Kim! Matt está morto, L está morto, BB está morto... MELLO está morto! Seu ex-namorado está morto e você finge não ligar! Você realmente acha que está enganando alguém aqui, Kim? Você está deprimida há quatro anos e diz que está tudo bem! Então não venha me dizer que está tudo bem depois do que acabou de escutar, porque não está! – Ela dispara para mim. Afasto-me de minha amiga, encarando-a com os olhos arregalados. – Então pare de mentir, Kim. Se você quer fazer algo por mim agora, só seja honesta.

– Pense comigo, se não acharam os corpos deles, talvez não haja nenhum corpo para ser encontrado. Se eu bem conheço o Mello, e eu conheço, ele seria teimoso demais para se render. Provavelmente explodiu o prédio de propósito para fugir. – Faço uma breve pausa, encarando a morena. — E ele não faria isso se Matt estivesse dentro do prédio porque, para ele, não há nenhuma vida que valha mais que a do ruivo. Em segundo lugar, foi você quem me convenceu a fazer o que estou fazendo e está dando mais certo do que qualquer outra coisa que você já tenha tentado. – Concluo. Quando tiro os olhos de minha amiga, sinto todos os olhares em cima de mim. Entretanto, o único par de olhos no qual vejo algo estranho, irreconhecível, é o único par de olhos dos quais jamais esperaria desconfiar; os de Near. Deixo que minhas pálpebras caiam, impedindo que eu enxergue.

– Kim, eu... Eu... Desculpe. – Diz a morena, baixando o próprio olhar e relendo a carta de Matt.

– Tudo bem, você está triste. Mas eu tenho 85% de certeza de que Matt está bem... E Mello também. – Forço-me a dizer algo em que não acredito plenamente. Bem, tem 50% de chance de eu estar certa. Ainda assim... 50 é um número que não é grande, quando comparado a si mesmo.

– Eu... Eu acho que... Só acho que não seria difícil encontra-los, caso estivessem mortos mesmo. – Ino diz, tentando consolar Íris.

– Hai, Íris-chan... Sei que não é fácil pensar em momentos assim, mas tente usar a lógica... Além do que, Matt é teimoso demais para se deixar morrer quando ele tem você para voltar. – Uau... Desculpe, Ushio, se eu não soube dizer estas palavras tão consoladoras. Penso.

– Obrigada, Ushio... – Soluça Íris. – Acho que eu preciso ficar sozinha agora... Vou tentar falar com Matt de alguma forma.

– Gevanni, Rester, Halle, isso não sai daqui. – Diz Near.

– Mas, Near... – Começa Halle.

– Isso é algo pessoal. Não tem nenhuma relação com a investigação e, até onde sabemos, o caderno não mais está em posse de Mello e Matt. – Declara meu irmão.

– Entendo... – Diz ela.

– Ne-Ne... Acho que vou... Bem, preciso sair daqui. – Declaro, indo para meu quarto.

Atravesso o corredor, escutando passos atrás de mim. Não quero falar com ninguém agora, mas também não tento espantá-la. Entro em meu quarto e me sento na cama, não me preocupando em fechar a porta. Leila entra no quarto atrás de mim.

– O que quer, Leila? – Pergunto, mal humorada. Mesmo a fofura da ruiva não é suficiente para me fazer ser simpática com ela.

– Hm... Eu... Eu sinto muito pelo Mello, Kim. – Diz, sentando em minha cama. – Eu... Eu também não duvido que ele esteja vivo, mas... Quer dizer...

– Eu sei... Ele sempre pode não estar. – Fecho os olhos, vendo o rosto de Mello em minha mente. No local de meu cérebro reservado para meus desejos mais profundos e secretos, imagino Mello me abraçando, beijando e dizendo “eu não disse?”, como me prometeu cinco anos atrás. – Gostaria que ele saísse bem disso tudo. – Suspiro. Sinto que posso ser honesta com Leila como não tenho sido honesta nem mesmo com Near ou comigo mesma.

– Você o ama, não ama? – Pergunta inocentemente.

– Eu... Não sei. Talvez. Gostaria de não amá-lo e não me permitirei “cair em tentação” como fiz no Wammy’s, mas... Não posso negar que Mello demarcou uma parte feliz e importante de minha vida. – Reflito. – Ei, e que interesse todo em romance é esse? – Desvio-me do assunto.

– Bem, eu... Eu... Argh! Eu não sei! – Reclama.

– Conte-me! – Sento-me na cama.

– Kim, eu preferiria...

– Agora já se delatou, ruiva. Vá falando e eu verei o que posso fazer para ajudar... Quero dizer, fomos eu e Mello quem juntamos Matt e Íris, não? – Forço um sorriso.

– Não é simples assim... Eu não tenho certeza de nada agora... Eu posso estar enganada, porque é um sentimento novo, apenas isso... E também é muito complicado, porque...

– Se for outra menina, se lembra do que eu te falei quando tivemos aquela conversa quando encontramos BB e L...

– Lembro... Mas não é outra menina... É que ele é tão mais velho... – Leila se lamenta.

– Near?!

– Desculpe... Não tive a intenção de... Quer dizer... Ele é seu irmão...

– Não me importo por você gostar do Ne-Ne... Só estou preocupada... O meu irmão não é exatame um garoto de emoções muito fortes, e muito menos a expressa facilmente. E não quero que ele machuque você, mesmo porque Near se machucaria muito se você se machucasse... Entende?

– Sim... – Diz, olhando para baixo. – De qualquer forma, acho que gosto dele como um amigo. Como disse, nunca senti nada assim antes.

– Decida-se e, depois, me avise. Hm... Melhor, fale com Near sobre isso.

– C... Com Near? – Ela estremece.

– Sim. Acho que ele deveria estar ciente dos seus sentimentos por ele... Mas fale com ele caso note que realmente o ame.

– Ok... Obrigada. Bem, vou te deixar em paz agora. Acho que precisa pensar. Obrigada mesmo. – Ela se levanta e sai de meu quarto, fechando a porta. Agora tenho mais um problema para resolver.

Ah, Mello... Às vezes gostaria que você ainda me amasse... Penso, desejando intensamente que ele pudesse me escutar.

Fecho os olhos e durmo. Sonho o mesmo sonho que sonhei no dia em que Mello se foi; tudo como realmente aconteceu, até Mello voltar correndo para mim, me abraçar, beijar e eu sentir tudo aquilo sobre Akai Ito saindo de meus lábios sem eu mandar. Informações das quais eu jamais tinha escutado falar.

Mas tudo me encaminha para aquele que, durante os últimos cinco anos, não saiu de minha cabeça... Que fez com que tudo dentro de mim queimasse de dor durante este período. Aquele que um dia eu amei.

Mello.


Notas finais
Bem, minna-san... Gostaram? Espero ter revelado mais sobre os sentimentos da Kim... A propósito, já tenho o cap de amanhã pronto também... Aí vou me desviar um pouco do anime, para mostrar situações que não apareceram, mas talvez tenham acontecido. Ou não. Não sei... kkk. Daqui a alguns capítulos vou começar a explorar mais a minha criatividade do que estou fazendo neste momento... Mas com muito J-Rock, muito SR-71 e MUITOS REVIEWS eu conseguirei! De boa, deixem reviews, porque realmente preciso saber no que melhorar. Se eu não recebo reviews, não tenho motivação e nem criatividade, aí não consigo escrever... Então deixem reviews, porque comentar não dói a mão e esquenta o coração!
Arigatou gozaimasu!
BEIJOS DA USHIO, QUE AMA VOCÊS!
- Ushio.