Akai Ito

6 Amigo, Culpa, Dor e Escuro.


Notas iniciais
Ohayo gozaimasu! Olha aqui eu, postando a uma da tarde! Que milagre!!! Deve ser porque hoje é sábado e eu tô feliz! Por que? Fácil! Recebi um monte de reviews! *SMILING*
Well... Arigatou pelos reviews deixados! Agora estou com a auto estima mais alta!!
Bem, aqui... Simplesmente eu BRISEI pra escrever. Não tem nenhuma relação com nenhum episódio de Death Note e nem o próximo capítulo... É basicamente sobre o resgate do Mello depois da explosão *SPOILER!*
Bem, boa leitura!
Beijos!

__ PDV MATT __


Procuro por Mello em meio a destruição. Louro burro. Por que é que explodiu o prédio? Podia ter se matado! E aí? E eu? E a Kim? O que faríamos? Morreríamos de saudades mesmo? Ou de desespero?

“Matt...” Uma voz me chama, meio abafada.

– Mello? – Grito, buscando por meu amigo.

– Matt... Me... Ajuda... – Pede, a voz ainda abafada.

– Aonde você está, Mello? – Onde ele está? Parece tão perto, mas, ainda assim, não posso vê-lo.

– Aqui... Em... Baixo...

– Consegue se mexer? Levante a mão para eu ver se te encontro. – Imploro, começando a ficar desesperado. E se ele quebrou a coluna? Começo a andar.

– Não! Não... Pise... Em... Mim. – Pede ele, a voz ainda mais fraca e cheia de dor. Provavelmente por ter tentado gritar. Olho para baixo, para onde ia pisar. Exatamente sob meu pé, está o rosto de meu melhor amigo... Ou o que sobrou dele. Ele está todo ensanguentado e boa parte dele parece ter explodido junto com o prédio.

– Mello... Mas o que diabos... Ah, que se foda. O quão preso você está?

– Minhas... Pernas. Só espero... Não... Ter que... Amputar. – Ele força uma risada, que é seguida de uma terrível expressão de dor intensa.

– Espero que sua coluna tenha saído inteira, isso sim. Vou tentar te tirar daí.

Começo a empurrar o pedaço de concreto que está sobre Mello. É fácil, esta parede não era muito grossa. O problema certamente será soltar as pernas dele que, milagrosamente, parecem ter sido esmagadas, mas, ao mesmo tempo, encaixaram-se em duas concavidades que as protegeram da fratura. Aparentemente, o maior problema do louro é a queimadura, que parece ter tomado quase todo o lado esquerdo de seu corpo. Mello faz um pequeno movimento, puxando uma perna. Mais uma vez a dor toma seu corpo, mas ele não para. Agacho-me a seu lado para ajuda-lo, tentando levantar o concreto e cavar as pequenas pedrinhas espalhadas pelo chão.

Meu desespero, assim como o de Mello, aumenta a cada tentativa que falha.

– Merda... – Xinga ele.

– Mello, tente poupar suas forças. Vai precisar delas quando conseguirmos te soltar.

– Matt... Se a polícia... Aparecer... Me deixe aqui e... Fuja. Só... Diga à Snowdrop... Que... eu a amo. – Sua frase é seguida de um gemido de agonia.

– Nem pensar, chocólatra. Se alguém aqui vai dizer à Ki-Ki que você a ama, essa pessoa é você. – Digo, empurrando a enorme pedra com toda a minha força ao mesmo tempo em que ele puxa as pernas, tentando se arrastar para cima. Desta vez, finalmente há algum resultado. Mello se mexe alguns centímetros para cima e eu consigo apoiar a pedra em alguma superfície, afastando-a das pernas de Mello. Repito a ação, o que permite que Mello, finalmente, puxe as pernas totalmente para fora do buraco.

– O... Bri... Ga... Do. – Diz, sentando-se e recostando-se em um enorme e pesado pedaço de cama.

– Consegue ficar de pé? – Pergunto, levantando-me e lhe estendendo a mão.

– Acho que... sim. – Ele mente, murmurando em seguida algo que me soa como “pela Kim”. Depois pega minha mão e se ergue. Ele fica de pé por um instante.

– Vamos devagar. Venha, se apoie em mim. – Ofereço-lhe meu ombro. Ele não recusa, apoiando-se e dando o primeiro passo.

Entretanto, no instante em que o pé esquerdo do louro toca o chão pela primeira vez ele cai no chão, retorcendo-se por causa de uma dor agonizante. Abaixo-me ao lado dele e busco a fonte da dor.

– O que aconteceu? O que está doendo? – Pergunto em pânico, temendo ser algo relacionado a sua coluna.

– Queimadura... – Responde, segundos antes de conseguir relaxar, a dor cessando repentinamente.

– Ok, andar está fora de questão, não é? – Ele faz que sim, deitando-se com a barriga para cima e as pernas dobradas, não querendo esticar a ferida. De um instante para o outro, então, o louro me olha de um jeito estranho, os olhos ficando estranhamente embaçados, como se ele não pudesse mais me ver.

– M... Matt... Está... Escuro... Eu não estou conseguindo... Te... Ver.

– Mello... Não. Não... Seja forte, chocólatra. Por favor, seja forte. Por mim. Pela Kim. Lembra da Kim? A sua Snowdrop. Ela sente a sua falta, Mello... Não a deixe assim sofrendo. Ela vai sofrer se você morrer, então faça tudo, menos desistir.

– Matt... Eu... Eu nunca pensei que diria isso, mas... Eu estou com... Medo... Estou com medo, Matt. – Diz, os olhos embaçados deixando lágrimas escorrerem. E lágrimas também caem dos meus olhos. Mello... Meu melhor amigo... Meu irmão... Ele não pode... Pode? Deixo que soluços escapem de minha garganta.

– Mihael... Por favor... Não faça isso comigo. Você consegue, Mello... Seja forte. – Sussurro para ele.

– Mail... Eu vou... Tentar... – Depois ele parece desviar o olhar para longe, para além de mim. – Katherine... – Sussurra. Depois seu olhar fica ainda mais vago e as pálpebras se fecham, levando-o para a inconsciência.

– Mello! MELLO! MIHAEL! – Grito, sacudindo seu corpo inerte e tentado desesperadamente fazê-lo retomar a consciência. – MELLO, SEU IDIOTA, ABRA OS OLHOS! – Peço. Coloco meu ouvido sobre seu peito, tentando escutar seu coração. Nada. A única coisa dentro do peito de Mello é um silêncio mórbido. Respiro fundo, contendo os soluços, mas não as lágrimas.

Deposito uma mão sobre o peito do louro e, por cima dessa mão, coloco a outra. Pressiono com força, bombeando repetidas vezes, tentando reanimar meu amigo. A cada duas bombeadas eu colo meu ouvido a seu peito, tentando escutar alguma coisa.

Após um certo tempo, estou prestes a desistir a cada bombeada. Mas algo dentro de mim fica repetindo “só mais uma vez, quem sabe ele volta agora” e eu apenas obedeço. Obedeço, obedeço e obedeço. Afinal, nunca se sabe.

– Por favor, Mello... Anda, acorda! Por favor, não me deixe aqui... Kim... Ela também precisa de você, Mello! Vamos, não morra tendo mentido para ela, seu desgraçado! – Xingo, socando seu peito. O nome “Kim” sempre parece ter um efeito mágico sobre Mello. Ele faz tudo por ela e, mais uma vez, o codinome da albina faz um milagre. O peito de Mello, quase imperceptivelmente, começa a subir e descer, subir e descer... Ele está respirando! Curvo-me sobre ele, novamente apoiando o ouvido em seu peito e escutando. E lá no fundo, há um som fraquinho, mas crescente... Como um tambor a uma enorme distância. O som do coração de Mello de volta a vida.

Pego o corpo inconsciente de meu amigo nos braços e começo a caminhar o mais rápido que posso até um carro. Tenho um apartamento em NY, só por garantia. Levarei Mello para lá, onde ele ficará em segurança e perto de um hospital, só para garantir.

Só espero que fique tudo bem. Jamais me perdoaria se Mello morresse por ter saído do Wammy’s. Se morresse por minha causa. Se, por minha causa, meu melhor amigo não conseguisse realizar seu maior objetivo; contar a verdade para Kim.

Sento-me no banco do motorista e dirijo. Dirijo o mais rápido que posso, saindo de Los Angeles. Simplesmente preciso sair daqui, preciso levar Mello para um lugar seguro.

Troco de carro assim que posso, para não ser facilmente encontrado pela polícia ou qualquer um que tente nos seguir. Ser preso agora não é uma boa ideia, isso é fato de conhecimento geral. Por um instante, então, minha mente se desvia de Mello, ainda inconsciente, deitado no banco traseiro. Minha mente se dirige para Íris, preocupado com a reação que a morena pode estar tendo agora. Assim que chegar a NY precisarei dar um jeito de me comunicar com ela.


__ PDV MELLO__

O que tem de errado comigo? Por que é que não consigo abrir os olhos? Por que não consigo acordar? Matt... Onde está Matt?

Estou em um ligar estranho... Tudo em volta é preto, apenas preto. Não há chão, não há céu, não há paisagem. Apenas negrume. Ao longe há uma luz branca e forte, que parece um pouco com o sol quando saímos de uma caverna. E a luz fica cada vez mais brilhante até um ponto em que tenho que me virar de costas para ela.

Mihael… Escuto uma voz me chamar. Uma voz que não ouço há muito tempo.

Mãe? Onde você está? – Chamo.

Estou aqui, meu filho. Olho para trás. A mulher de cabelos cor de mel e olhos azuis me olha de uma forma carinhosa. Ela estende sua mão para mim e eu tento tocá-la. Venha comigo, meu Mihael. Já está na hora... Sussurra. Sinto-me tentado a seguí-la... Afinal de contas, não vejo minha mãe há dez anos, desde aquela noite no acampamento. Mas, depois, paro. Recolho minha mão e dou um passo para trás. O que foi, filho? Não tenha medo... É um lugar melhor para onde estamos indo, confie em mim.

Me desculpe, mãe... Não posso ir com você. Há muito o que fazer ainda... Preciso contar a verdade para Katherine. Preciso que ela me perdoe, ou jamais voltarei a ter paz, seja em vida ou em morte. Respondo, encarando tristemente o olhar infeliz de minha mãe.

Mas... Mihael...

Algum dia nos veremos outra vez. Mas, por agora, preciso fazer o que prometi a mim mesmo cinco anos atrás. Me perdoe. Afasto-me de minha mãe enquanto observo-a desaparecer aos poucos, assim como a luz.

O breu, entretanto, permanece aqui.

E eu não consigo acordar.


Notas finais
Nota: A parte em que o Mello vai à farmácia no próximo capítulo é baseada em uma outra fic que li há muito tempo... Uma fic MelloxMatt por sinal... Não lembro o nome, para falar a verdade... Só queria deixar claro que não foi uma ideia totalmente minha... Assim não serei acusada de plágio... Né? (observem que eu escrevi nesse capítulo porque me confundi com o próximo, que tô escrevendo agora e porque esquecerei de postar isso no próximo capítulo... d(_o) ?
Bem, beijocas! Daisuki, minna-san!
- Ushio.