Aishiteru Kara Hajimeyou

4 Capítulo 4: Realidade de Mail Jeevas.


Notas iniciais
Segunda parte narrada pelo Matt lindão! ♥

Ao chegar em casa, após um dia cansativo de trabalho, encontro minha esposa linda e meu querido filho... ela todos os dias sorri gentilmente para mim e então ganho um beijo de “bem vindo de volta”, o pequeno Raphael vem no meu colo me chamando de papai; ah vida perfeita! O jantar quentinho, minha casa nova, minha família gentil.

Podem rir, mas é algo que eu sempre quis desde pequeno. Quando ainda morava naquele orfanato eu tive muitas “meninas”, mas nenhuma “mulher” e sendo assim não namorei ninguém; o tempo que passei longe de Mello era o ideal para arrumar minha vida, porém a sensação de abandono me fez cair um profundo mar de espinhos... oras, é claro que eu estava chateado e ao invés de esquecê-lo eu simplesmente fui atrás daquele filho de uma puta paga – como ele sempre dizia – e agora estou aqui, com os sonhos aos pedaços. Será? Não, muito pelo contrário, Mello... ou melhor, Mihael é a pessoa que eu amo afinal e eu tenho que aceitar todas as condições.


–---------- realidade de Mail Jeevas ------------


– Estou em casa... _anuncia Matt ao abrir a porta de entrada _ ... Mello, você está ai? Melloooooo _foi chamando pelo amigo enquanto tirava o coturno ainda no hall de entrada.

– O que foi inferno?! Estou tentando ler!!! _um estressado Mello gritou do sofá.

– Por que você está estressado? Quem ficou o dia todo naquele depósito cheio de ratos fui eu!!

– Está... RECLAMANDO? _olhou para ele de canto, seus intensos olhos verdes brilharam.

– ... não, claro que não _forçou um sorriso e sentou ao lado do amante _cadê meu beijo de “bem vindo”?

– Hum? _sua atenção estava voltada ao jornal novamente.

– Meu beijo de “bem vindo de volta”! _insistiu ficando agora de quatro no sofá.

– Ah sei... _ainda sem tirar os olhos da matéria, chegou mais perto de Matt e lhe deu um selinho rápido _tome um banho, está cheirando a cigarros.

– ...

– O que foi? _olhou para o ruivo como se tudo estivesse perfeitamente normal.

– Tudo bem...tudo bem, linda esposa, lindo filho, casa nova, jantar... é tudo um sonho, já entendi, já entendi... _saiu resmungando.


Matt e Mello moravam juntos numa casinha no interior da Inglaterra, o imóvel era alugado e muito pequeno, não tinha luxo ao contrário do que eles estavam acostumados no Wammy’s house e, apesar de Matt estar feliz por morar ali, Mello vivia ainda mais estressado. Eles se davam bem e os dias nunca estiveram tão calmos, o ruivo ia a mando do loiro espionar todos os dias os criminosos enquanto o outro arquitetava as prisões, nada fora do normal e assim iam seguindo a vida como de costume.

Era nisso que a mente de Matt estava vagando no momento, não estava planejado eles viverem num lugar assim, mas como o destino não os deixou escolha ele aceitou tal condição. Voltar para o orfanato era algo que Mello jamais aceitaria, principalmente após o caso kira que Near teve sucesso em resolvê-lo, voltar para aquele lugar seria um tipo de humilhação.

O ruivo afundou sua cabeça na água a fim de espantar todos aqueles pensamentos ruins.


– “Está tudo bem agora, não esta?” _disse para si mesmo.

– Ei Matt... _abriu a porta do banheiro _... Matt? _olhou para dentro da banheira e puxou os cabelos do amigo a fim de levantá-lo _estou falando com você!!!!

– Uaah isso dói!! Está maluco?! _se levantou rapidamente e tentou se soltar ao mesmo tempo em que chutava Mello para longe.

– Maluco é você que estava tentando nadar ai!!! Vamos, temos que sair! Não se por que demora tanto no banho... MATT?!


O corpo de Matt reagiu ao choque térmico causado por sua saída muito rápida da água quente, ele tombou para o lado antes que ele pudesse alcançar alguma coisa, teria sido um acidente maior se Mello não o segurasse a tempo.


– Seu idiota, o que você tem?! _com a força do corpo, ele próprio acabou caindo também.

– ... desculpa, eu sai muito rápido da banheira... _fechou os olhos pelo mal estar _já vai passar, o que dizia?

– Temos que ir buscar as armas, eu vou te espera lá fora _se levantou e pegou uma toalha para secar os respingos de água em sua roupa e braços.

– Uhum _sentou e abaixou a cabeça _... armas?! _se virou para Mello, mas esse já tinha saído do banheiro.


A noite estava um tanto fria em comparação com a anterior, o vento gelado fez Matt tremer e espirrar várias vezes enquanto andavam em direção ao lugar de destino. Mello tinha como objetivo momentâneo tomar para si o bando de mafiosos do Japão e Itália, uma vez provado o gosto de ter esse tipo de poder, queria mais e mais. Não se importava se era certo ou errado, apenas queria ter contatos o suficiente para executar todos os seus planos de vida –como ele mesmo costumava dizer.

O casal parou em frente a um casarão velho, era ali um dos esconderijos do mafiosos para armamento pesado, eles iam retirar alguns dispositivos mais sofisticados essa noite e para as semanas seguintes executar o final do plano.


– Deixe-me ver a planta mais uma vez... _Matt tirou uma folha do casaco e a estendeu sobre a grama fresca do jardim _Mello você espera neste ponto, enquanto eu entro aqui e roubo o armamento.

– As câmeras estão instaladas nas entradas?

– Claro _ entregou seu Ipad para ele _tem algumas em outros pontos... passarei por aqui e por aqui _foi mostrando para ele todos os possíveis locais por onde outras pessoas poderiam entrar.

– Ok, vamos lá.


Mello se acomodou em seu posto e esperou, estava confiante com o sucesso da operação, tinham trabalhado por aquele dia durante semanas então não ia sair nada de errado, mas aquele silencio e a escuridão eram um incomodo para ele diante a situação. O loiro acompanhou Matt pelas imagens no Ipad, ele chegou ao local das armas rapidamente e ia trabalhando com agilidade; era realmente uma pessoa muito habilidosa, além de inteligente e com uma coragem extrema.


– “Vamos Matt... eu odeio esperar!” _viu o garoto dar um tchauzinho para a câmera antes de desligá-la; ele ia retirar todas que tinha implantado durante o processo de espionagem.


Mais alguns minutos no completo silencio ele finalmente viu se formar uma silhueta pela fraca luz do poste, com os cabelos todo sujos de poeira e uma grande mochila nas costas, Matt veio acenando para ele.


– Vamos embora logo, preciso de outro banho.

– Já era, pegou tudo que precisamos? _passou pelo portão dos fundos assim que constatou que não havia mais ninguém na rua.

– 2 rifles, 1 metralhadora, 4 pistolas automáticas... umas 7 granadas, algumas bombas de luz e munição _parou para respirar _está extremamente PESADO.

– Uhum... por hora está bom _respondia sem dar muita atenção ao amigo, suas preocupações eram outras no momento.



Sem dar atenção para as reclamações de Matt, o outro ia averiguando se as ruas estavam livres enquanto voltavam para casa, seria muito mais fácil ir de moto ou se carro, mas chamara atenção era algo desnecessário e já que tinham se instalado numa casinha á 2 ruas da mansão resolveram executar tudo a pé.

Em menos de 15 minutos o ruivo finalmente pode colocar as coisas no chão e aliviar o ombro dolorido.


– Como essas coisas pesam!

– Vamos sair dessa casa amanhã, iremos matar o novo chefe da máfia inglesa em dois dias e depois disso viajaremos para o Japão _concluiu olhando para o pequeno número de armamento que eles tinham em mãos.

– ... eu não estou muito confiante disso tudo _acendeu um cigarro e sentou no hall mesmo, pois não tinha tirado o coturno sujo de barro.

– Se você os espiou direito, as chances de erro é 0,1% ... _tirou um rifle SIG SG 550 da bolsa e examinou-o com cuidado.

– Mas ela não é zero... _murmurou para si mesmo e fitou Mello com tristeza _... Mello não podemos simplesmente parar com isso?

– Se está com medo, pode voltar... eu não preciso de um alguém traumatizado ao meu lado.

– Não é isso!! _olhou espantado para ele, deixou o cigarro escorregar entre os dedos _eu só estou preocupado com você!

– Está louco? Você perdeu o juízo... _se levantou mirando o rifle na cabeça do assustado Matt _se para você está bom viver numa casinha alugada então é melhor que vá fazer uma visita a L.

– ... _recuperou o cigarro que caíra no tapete fazendo um buraco pela brasa ainda acesa _ seu maníaco, como se não fosse o suficiente quase ter morrido no caso Kira...

– Eu já disse que... se está com medo, pode voltar _baixou a arma antes que a tentação de apertar o gatilho fosse ainda maior.

– ... quer saber, talvez eu volte mesmo _deu os ombros ao loiro _eu não me importo com Near, assim como ele também está pouco se fodendo para você e sua rixa ridícula! _saiu para o único quarto da casa batendo a porta ao passar.


Mello ficou mais algum tempo parado com o rifle nas mãos encarando o nada, ele não entendeu os sentimentos do amante muito menos o problema em conseguir seu status de volta.


– Estão todos loucos, todos _largou seu corpo no sofá e adormeceu.


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No dia seguinte, o loiro se levantou e saiu pela casa recolhendo seus poucos pertences numa mochila, eles iriam partir do local para que ninguém pudesse suspeitar do próximo passo do plano – já que seria algo ousado – não tinha muitas coisas, apensa algumas roupas e computadores de mais importante, o resto seria queimado posteriormente. Matt continuara na cama desde a discussão na noite anterior, sem paciência para muito apenas chutou a porta e o chamou uma vez.

O sol estava alto, era por volta do meio dia quando Mello finalmente terminou de carregar as armas e dividir entre mais duas bolsas tudo que tinham roubado, assim que terminou se deu conta de que Matt ainda não havia saído do quarto. Seu humor decaiu ainda mais, era necessário que eles saíssem logo da casa.


– MATT! _forçou o trinco, mas a porta estava trancada _ CARALHO! Temos que sair!! _bateu inúmeras vezes na madeira pintada de branco.

– ... pode gritar menos? Estou com dor de cabeça _girou a chave para que o outro pudesse entrar _eu já estou indo.

– Vamos acionar as bombas amanhã, se não pegarmos o trem daqui á...

– Eu sei _respondeu seco e passou diante dele com a mochila pendurada em um dos ombros.

– Ótimo _respondeu no mesmo tom e se dirigiu para a entrada.


Ambos calados e de mau humor, eles saíram da casa e pegaram um trem em direção a capital, lá trocariam algumas coisas com mercadores negros e arrumariam um lugar qualquer para ficarem nos próximos dias.

Durante toda a viajem, Matt ficou jogando algo qualquer em seu psp enquanto o outro apenas observava as pessoas ao redor com sua grande barra de chocolate. Dois homens normais se vistos por pessoas que não os conheciam, pareciam simples viajantes com o tanto de bolsas que carregavam.

O clima da capital estava ameno, agora sem os pesados casacos pela ajuda do sol eles procuravam pelos mercadores em algumas casas de jogos, lugar perfeito para todo o tipo de criminalidade. Apesar de ser um interesse comum, Matt ficou o tempo todo jogando, estava irritado com as atitudes de Mello e não estava disposto a ficar do lado dele muito menos ouvir sua voz.


– Vamos! _chamou pelo ruivo que estava em uma das máquinas de Jack spot.

– Hum... _acenou para ele sem tirar os olhos do monitor, assim que o jogo se formou na tela – sem nenhum ponto ganho – ele saiu.

– Consegui uma boa oferta pelos dados.

– ... _balançou a cabeça dizendo que entendeu e continuou a caminhar.

– Chegaremos a tempo _abriu um largo sorriso maldoso ao consultar o relógio de pulso.


A ultima parada daquele longo dia fora um hotel, o The Rembrandt.


– Quatro estrelas _Matt comentou ao passar pelas luxuosas portas de madeiras e mirar o teto de vidro do corredor um pouco antes da recepção.

– Temos reserva feitas _entregou seu documento e o de Matt para a recepcionista.

– Fiquem a vontade _entregou um cartão ao loiro, ela mirou seus olhos verdes e abriu um sorriso tímido _espero que se acomodem bem no The Rembra... ah... _ficou falando sozinha.


O quarto era grande, tudo decorado com flores e objetos de cristal para que a atmosfera do lugar se tornasse a mais aconchegante possível. Matt se sentiu mais animado ao poder se instalar em um lugar confortável e logo se jogou exausto na cama.


– Lucky Day _disse para si mesmo ao sentir a maciez do colchão, tão diferente do usado até então.

– ... _escondeu as armas dentro de um armário no quarto _aproveite por que viajaremos depois de amanhã.

– Vou tomar um banho _abriu a porta do banheiro curioso.

– Uhum... _ligou seus dois MacBooks Pro e começou a finalizar os planos que executariam essa madrugada.


Dez minutos para a meia noite, as duas champanhas gelavam no balde de gelo trazido pela garçonete, Mello observava atento pelo computador o casarão que eles haviam assaltado a noite passada.


– Está quase na hora _se inclinou na cadeira para que Matt ficasse em seu campo de visão.

– Será um grande espetáculo... _respondeu sonolento da cama.

– 5 minutos! _pegou uma das garrafas _vamos, pegue sua taça!!!

– Hum... _se levantou e se dispôs ao lado do amante _vamos lá! _ficou ansioso ao ver que o relógio entrara em contagem regressiva.

– 4...3...2...!!!


O som do champanhe estourando foi abafado pelo ruído da explosão vinda do computador, Matt implantara cerca de 50 dinamites para derrubar a mansão; era um espetáculo alucinante, os olhos de Mello tomaram um brilho sádico ao ver tudo indo pelos ares.


– Bom trabalho! _encheu a taça de um Matt ainda distraído mirando o monitor.

– Ah... obrigado _levou o cristal a boca, o gosto suave da bebida aguçou seus sentidos _hum... estou tão feliz.

– Esse é apenas o primeiro passo, teremos tudo isso e um pouco mais amanhã!!_ ergueu sua taça contra a luz e mirou as bolinhas de gás estourarem lentamente na superfície do liquido amarelado.

– Já chega dos SEUS planos por hoje... Mihael _sussurrou o nome no ouvido do loiro que estremeceu.

– ... _olhou para ele num ar de desafio _você acha que é melhor do que esse espetáculo?

– ... _abriu um sorriso pervertido, um sorriso que Mello não via a tempos _cala boca, um cara como você deveria usar um aviso, estou viciado em você! Não sabe que é tóxico?

– Matt... _tentou encontrar algumas palavras, mas se perdeu _mas eu não entendo porque ás vezes fica tão bravo com os planos...

– Vamos tomar todo o poder, depois eu te explico _levou o dedo indicador aos lábios vermelhos do amante.


Matt trocou seu dedo pelos seus próprios lábios, era mais uma noite de luxuria... “O amor é ótimo, o amor é bom... com criatividade e sem limites! A aflição da sensação me deixa querendo mais” – s&m Rihanna


Notas finais
*---*" comentários?