Ai To Hokori
1 O início de tudo - Sentimentos confusos
Notas iniciais
Resolvi escolher meu casal favorito: Sesshy and Rin.
Boa diversão e espero que curtam.
Legenda básica.
- Falas
"- Pensamentos"
Por enquanto é isso gente, boa leitura. ;*
Sete longos anos haviam se passado após a morte de Naraku, todos seguiam suas vidas, exceto Sesshoumaru, que apesar de não ter mais nada para procurar e destruir, ainda não tinha tomado suas decisões quanto a firmar raízes. InuYasha e Kagome haviam decidido continuar juntos, apesar das dificuldades, o meio-youkai fora aceito no vilarejo, afinal, fizera muito por aquele local, apesar do passado catastrófico e da triste história protagonizada naquele mesmo cenário cinqüenta e sete anos atrás, após a morte de Naraku tudo se resolvera, InuYasha era obviamente inocente e defendera os seres que ali viviam com garra e coragem. A jóia de quatro almas havia sido destruída para sempre, porém a sacerdotisa havia compreendido que sua ligação com o passado não era a jóia, mas sim o sentimento que podia transpassar o tempo; seu amor por InuYasha. Eles resolveram se casar, apesar de ter que abrir mão de coisas muitíssimo importantes, como por exemplo a família, somente conseguira retornar a Era Feudal após algum tempo, mas descobrira que não somente em seu mundo, mas também ali o poço come ossos havia sido selado com a destruição da jóia, porém seus sentimentos pelo hanyou eram fortes demais para serem ignorados, a família desejara felicidade a jovem, enviando-a para o passado com doces palavras e desejos de felicidade eterna. Miroku e Sango se casaram após a morte de Naraku, ambos viviam tranquilamente, apesar do vício um tanto incomum do ‘monge’. Ele continuava com atitudes um tanto ‘duvidosas’ com relação à mulheres bonitas, Sango estava esperando seu segundo filho, o primeiro era uma menina, muito bonita e gentil assim como a mãe. Kagome esperava seu primeiro filho, InuYasha estava muito feliz e demonstrava-se radiante como nunca, apesar de não ter realizado seu desejo inicial que era transformar-se em um youkai completo. Há muito desistira daquela idéia e a vida que levava com a esposa e os companheiros servia como prova de que aquela fora sua melhor decisão.
- Sesshoumaru-sama... — Dizia a garota belíssima, de longos cabelos negros e olhos profundos, chamativos e misteriosos. Segurava um ramo de flores, enquanto o pequeno youkai esbravejava atrás dela.
- Rin! Eu já disse muitas vezes para você não incomodar o senhor Sesshoumaru enquanto ele está pensando! Que garota idiota! — Segurava a arma que lhe havia sido presenteada por seu mestre em mãos, parecia furioso, mas ainda sim suspirava ao notar o olhar de fúria direcionado à ele após tanta confusão.
- Jaken, qual o motivo de tanto escândalo? — O jovem youkai olhava-o, esperando a resposta. Um olhar frio, praticamente sem vida por assim dizer. Voltou-se para a pequena que estendia as mãos, entregando as flores ao youkai.
- Rin... — Os lábios de moviam de forma calma, era lindo de fato, seu jeito peculiar encantava a pequena, mas ela jamais havia feito menção àquele fato.
- Eu realmente não preciso disso... — Disse friamente, mas só conseguia arrancar um discreto sorriso dos lábios da mulher, que permanecia de pé à seu lado. Ambos direcionavam o olhar para o céu, de fato haviam passado por muitas coisas juntos desde que ela se juntara ao ‘grupo’. Batalhas incontáveis, perigos indescritíveis, mas o pior de tudo era o sentimento que ainda estava incomodando ambos. Apesar de nunca conversarem sobre isso é claro.
Se amavam, amavam-se profundamente, mas Sesshoumaru se recusava a admitir o que sentia, afinal, apesar de sua mudança obvia ainda era bastante orgulhoso. No fundo ele sabia que aquela situação era um tanto impossível, afinal, por mais que a amasse ela ainda era humana. Sabia que um dia teriam que se separar e não conseguia imaginar-se vivendo sem aquela garota, garota esta que o cativou por completo desde o primeiro dia em que se olharam.
- Sesshoumaru-sama, podemos ir visitar a vila da Kaede-sama? — Sorriu, tocando-lhe o ombro de maneira gentil.
- Por que justo agora, Rin? — Perguntou curioso, enquanto direcionava os orbes cor âmbar em direção à garota.
- Bom... Kagome-chan, ela está grávida e eu achei que talvez fosse bom irmos visitá-la, não acha? — Fazia uma expressão quase suplicante.
- Rin... — Apenas pronunciou seu nome, porém não obteve êxito em dar continuidade à frase, ele sabia que ela só iria sorrir de novo se ele fizesse seus gostos. Suspirou, virando-se para Jaken que o olhava um tanto constrangido.
- Jaken, vamos... — Virou-se começando a caminhar.
- Mas Sesshoumaru-sama, eu achei que não teríamos que ir novamente àquele lugar — Dizia incrédulo, mas ele já estava muito a frente, por fim Rin sorria e se sentava em Ah-Uhn, os três rumavam até a vila.
“- Por que eu não consigo dizer não para essa garota? Ela cresceu rápido... Está tão bonita... Eu nunca imaginei que poderia sentir algo desse tipo, não consigo entender o significado disso...”
O pensamento se fazia presente na mente de Sesshoumaru, onze coisas de dez eram sobre Rin agora. Ele não admitia seus sentimentos, tornando tudo ainda mais complicado. Levou um certo tempo, mas logo estavam próximos à vila. Foram recepcionados por InuYasha que estava emburrado, sentado sob uma arvore.
- Tsc... Maldita! — Esbravejava, enquanto olhava com raiva em direção à vila.
- InuYasha... Que patético! Está ainda mais ridículo do que a ultima vez! — Balbuciou de forma irônica, por fim chamando a atenção do irmão. Apesar de Sesshoumaru ainda não estar acostumado em tratá-lo de forma carinhosa, havia ido ao casamento de ambos, mais um dos desejos de Rin, que após a morte de Naraku permaneceu certo tempo ao lado dos humanos no vilarejo, de inicio o desejo de Sesshoumaru era deixá-la de vez, porém por algum motivo que ele próprio desconhecia na época, não fora capaz. Todos os anos que a garota permanecera ali, visitava-a, levando presentes e agrados, mas chegou um dia que a jovem de olhos cor chocolate implorara para segui-lo e ele já não agüentando mais a distância entre eles aceitara relutante, mas ainda sim aceitara.
- Tsc... O que está fazendo aqui, Sesshoumaru? — Ainda emburrado o jovem descia em um pulo só da arvore onde estava sentado.
- Não me pergunte! Não foi idéia minha, afinal. — Olhou para trás, Rin já havia descido de Ah-Uhn e caminhava rapidamente, com um enorme sorriso nos lábios. InuYasha surpreendeu-se com a mudança, apesar de terem se visto algumas poucas vezes, não tinha notado o quanto ela havia crescido até então.
- Ei, Rin, você cresceu bastante não? — Olhou-a de cima à baixo, pensativo.
- O que está olhando, hanyou? — Disse o irmão mais velho, furioso, enquanto puxava a jovem para mais perto.
- Tsc... Você continua sendo insuportável, Sesshoumaru! E não é nada, deixa pra lá. — Sorriu, malicioso, estava pensando que em breve Sesshoumaru se daria conta do quão adulta a garota estava se tornando, ria por dentro, imaginando que logo seria ele a se unir com uma humana.
- InuYasha-sama, realmente faz muito tempo! Como está Kagome-chan e os outros? Ela já teve o bebê? — Perguntou animada.
- Tsc... Ainda não, se tivesse tido talvez eu não estivesse com tantos problemas. Aquela maldita quer me matar! Ela vive brigando comigo por tudo, eu não agüento mais isso. Mulheres são criaturas assustadoras quando estão nesse estado! — Começou a caminhar em direção à vila junto com todos ali presentes.
- Rin, dessa vez Sango e Miroku também estão aqui, Kohaku também veio nos visitar. — Sesshoumaru encarou o meio irmão com ódio.
- Mesmo? Kohaku-kun está aqui? — Perguntou animada.
- Er... Ele está! — Era lento como sempre, não havia compreendido os motivos do olhar furioso do irmão mais velho.
As coisas realmente haviam mudado, todos brincavam alegremente, aproveitando o clima quente de verão, Kagome estava sentada nas escadarias do templo, enquanto segurava a filha de Sango. Ela tinha aproximadamente uns 3 anos de idade, chamava-se, Koyuki. Kaede-sama continuava sendo uma sacerdotisa, claro que agora não trabalhava tanto como antes, pois a idade já a incomodava bastante. Miroku estava sentado junto de Sango, acariciando a barriga da esposa. O sol já estava se pondo, porém o clima quente era um pouco incomodo, por isso todos ficavam até tarde fora das casas, apreciando o clima noturno. Por fim um jovem da altura de Miroku, com cabelos longos se aproximava, segurava a pequena Koyuki e entregava para Sango, que a ninava até pegar no sono. Um sorriso enorme estava estampado na face do mesmo, que caminhou rapidamente até Rin, segurando suas mãos de forma delicada.
- Rin é você mesma? Você está tão linda! — Os orbes do mesmo brilhavam ao notar o quão bela a pequena havia se tornado. Todos pararam para ver a cena, de fato Sango sentia-se um pouco inquieta de notar que Kohaku mesmo após tantos anos ainda gostava de Rin. Sabia que não seria boa coisa, pois Sesshoumaru provavelmente seria contra.
- Kohaku-kun! — Erguia os braços, abraçando-o, de fato sentia saudades do amigo. Ele era um pouco mais velho que Rin, mais ainda sim ele era o mais próximo que podia chamar de amigo.
- Sesshoumaru-sama... — Jaken balbuciou cuidadosamente, porém apenas recebeu uma pancada sob a cabeça.
- Rin! Acho que já podemos ir embora, não? Já viu quem queria ver, agora vamos! — Disse furioso, poucas foram as vezes que ela presenciou a fúria de Sesshoumaru, obviamente sem contar às lutas é claro. Ele nunca demonstrava estar zangado com ela.
- Sesshoumaru-sama, por favor, permita que eu possa desfrutar da companhia de Rin mais um pouco! — Kohaku fazia uma pequena reverencia, era um tanto esquisito, mas ele dirigia-se à ele como se fosse uma espécie de pai da garota o que de fato incomodava o youkai.
- Rin... — Ele notou a expressão de tristeza da garota, sabia que ela desejava ficar mais. E até ficaria de bom grado se não fosse a presença de Kohaku, ele sabia perfeitamente dos sentimentos do garoto e sabia também que ela estava mais linda do que nunca. Qualquer um que a visse iria cobiçá-la, não queria perde-la, mas acima de tudo não queria magoá-la.
- Que seja... — Disse friamente, virando-se e se aproximando de uma enorme arvore que ficava nos arredores da vila, sentava-se e suspirava, pensativo.
“ — Rin... Por que você quer tanto ficar? Será que sente tanta saudade assim dos humanos? Ou será que... Será que você e ele...”
Um olhar extremamente diferente surgia no semblante do youkai; tristeza. Aqueles pensamentos eram cada vez mais freqüentes, todas as vezes que Rin acabava se encontrando com um homem ele ficava furioso, mesmo que fosse um velho monge por entre as montanhas, sabia que aquele sentimento possessivo era no mínimo ridículo, mas ainda sim era impossível deixar de sentir ciúmes. Quantas foram as noites que havia perdido o sono? O cheiro dela, o sorriso, os olhares, tudo aquilo o deixava louco, ainda mais pelo costume que ela havia adquirido, desde pequena se aninhava para dormir junto dele, como poderia simplesmente dizer que não queria mais aquilo? Sentia o sangue ferver todas as vezes que isso acontecia, mal conseguia controlar-se diante daquele sentimento absurdo que o tomava por completo.
O sol já havia abandonado o horizonte e agora as estrelas cobriam o céu, a lua estava cheia, ele direcionou os orbes para cima e pôde for fim contemplar a beleza da noite, sentia-se um pouco chateado, mas ainda sim estava feliz, pois sabia que Rin também estava. Não se atrevia a participar da festa dos humanos, mas ainda sim a aguardava ansiosamente, sabia que ela viria. Sempre vinha, sempre arranjava um tempo para levar algo de comer e perguntar sobre seu humor.
Esperou ansiosamente pelo momento que ela iria surgir por entre a escuridão e abordá-lo com aquele jeitinho doce que somente ela tinha, mas dessa vez ela não veio, dessa vez ela não apareceu, levantou-se, irritado, o que diabos estaria fazendo de tão importante que havia se esquecido dele? Naquela hora todos já estavam dormindo provavelmente, mas ela não foi até ele como de costume. Resolvera espirar, sabia que não iriam notar sua presença, além de estarem dormindo, ele sabia ser discreto.
“- O que está fazendo, Rin?” — O pensamento o acompanhava à cada passo dado. Até mesmo Jaken tinha decidido participar do banquete que os humanos estavam fazendo, o que de fato era incomum, mas ele compreendia. Os tempos de outrora haviam sido difíceis demais, e ainda sim apesar da morte de Naraku, poucos eram os momentos de paz. Os youkais ainda travavam batalhas por território e para provar serem os mais poderosos, então momentos como aqueles eram realmente raros.
Arregalou os olhos ao ver a figura de Rin, deitada sob o assoalho da casa antiga, junto dela estava Kohaku, ela havia pego no sono após comer e ele estava dando suporte para a cabeça da menina, acariciava delicadamente seus longos cabelos, olhando-a vidrado. O youkai sentiu-se furioso, por ele o mataria naquele exato momento, mas fora interrompido pela presença de InuYasha que soltava um pequeno riso.
- O que foi, Sesshoumaru? Está com ciúmes? — Debochava.
- Não seja ridículo! Afinal, o que diabos está fazendo aqui? Não era pra estar com a humana? — Perguntou, sugestivo, sabia que provavelmente iria deixá-lo irritado, ele era um tolo, cabeça quente e em sua opinião nada inteligente também. Sempre acabava ficando irritado mais rápido.
- Kagome! O nome dela é Kagome! E não, eu não quero ficar com ela agora, ela está irritada comigo de novo. Não sei porque diabos esse treco ainda funciona, isso deve ser uma praga! — Apontava furioso para o colar em volta do pescoço, apesar do tempo o colar de contas ainda tinha um efeito extremamente irritante, nada mudara, pensou que com o passar do tempo a energia iria enfraquecer ou mesmo que Kagome passasse a não usar aquele artefato humilhante para puni-lo sempre que tivesse uma de suas muitas crises nervosas.
- Você é mesmo arrogante, não? Nem em um dia especial você pode se misturar conosco? Isso é horrível, típico de você, Sesshoumaru. — Dizia encarando o irmão.
- Não tenho motivos para comemorar nada. — Balbuciou secamente.
- Nem o fato de seu sobrinho estar prestes a chegar?! — Irritou-se com o youkai.
- Desde quando você se tornou tão fraternal, InuYasha? Se tornou ainda mais patético depois que se casou com uma humana? — Provocava-o.
- Tsc... Isso é ridículo! Por que diabos veio aqui, afinal? Achei que você queria rever todos nós, mas você está ficando mais insuportável a cada dia que passa! Maldito, você é irritante! Não sei como a Rin te agüenta! — Apontava para ele, com cara de irritação.
- InuYasha... — Dizia Kagome calmamente. — Senta! — Esbravejou.
- Pare já com isso! Deixe o Sesshoumaru em paz, você não percebe o que está fazendo? Você é estúpido? — Dizia com cara de choro, InuYasha se levantava, todo sujo de poeira, não entendia nada. Kagome estava realmente estranha desde que havia engravidado. Em um momento estava irritada, no outro chorava, em outro reclamava do peso.
- Esqueça... — Disse o irmão mais velho, voltando-se em direção da floresta. — O que diabos eu fiz de errado? — Perguntou curioso para Kagome.
- Ah, InuYasha, francamente! Você nunca vai entender nada! Para o Sesshoumaru vir até aqui deve ter sido difícil, ele não é de fazer amizades, você bem sabe. Até você que é o irmão dele não consegue se dar bem, imagina os outros... E mesmo assim ele veio! Não sabe ainda os motivos? Ele se importa, no fundo ele se importa, mas ele só veio aqui por causa da Rin, ele queria ver ela sorrindo, só você que não notou ainda... Ele é apaixonado por ela, não acha que vê-la ali, com Kohaku é doloroso? — Falava calmamente, aproximando-se do marido.
- Espera... Está me dizendo que o Sesshoumaru está com ciúmes da Rin? — Começou a rir de forma descontrolada.
- Senta! — Gritou.
- Maldita! Até quando vai fazer isso? Eu não sou um cachorro! — Disse, enquanto apoiava os cotovelos sob o chão, olhando-a irritado.
- Bem feito! Eu aqui te explicando e você rindo, você não tem jeito mesmo. Claro que ele está com ciúmes, ela está linda! E ele sempre cuidou dela, no fundo eu imaginei que isso ia acabar dessa maneira, mas ele tem algo que você não tem InuYasha. — Fazia uma expressão de tristeza.
- Do que diabos você está falando, Kagome? — Levantou-se, limpando as roupas.
- Bem, para começar ele é inteligente. — Deixou escapar um pequeno risinho.
- Eu achei que você ia falar sério, mas em vez disso vai continuar dizendo que sou idiota? — Começou a caminhar para dentro, mas foi impedido pelas mãos da esposa, que o segurava carinhosamente.
- O que eu quis dizer é que ele pensa demais, InuYasha. Você bem sabe que youkais envelhecem bem mais devagar do que humanos, não? Vai me dizer que nunca parou para pensar nisso? Mesmo você não sendo um youkai completo tem uma vida bem mais longa que um humano! Agora imagine só... Ele é um youkai completo, ela uma humana. Não acha que deve ser difícil para eles? Ele tem medo de amar ela a tal ponto que não vai conseguir dizer adeus quando chegar a hora... E tem medo de fazer ela infeliz por causa disso, imagine como deve ser triste saber que vai morrer e que o amor da vida dela vai continuar vivendo, e sozinho ainda por cima. Ela é linda agora, mas daqui há alguns anos ela vai envelhecer e ele vai continuar jovem e esplendoroso como sempre. E um dia ela vai morrer e ele vai ter que dizer adeus, mesmo que isso seja cruel é assim que as coisas irão acontecer. Fora que por ela ser humana provavelmente ele teme que ela só conseguira ser feliz ao lado de um humano também, e é ai que entra o Kohaku, ele tem ciúmes, sabe que ele a ama e que é humano, se ficassem juntos eles poderiam ter uma vida tranqüila, uma vida que ele jamais poderia oferecer. Apesar do enorme poder que ele tem, ele nunca poderia garantir que ela fosse aceita em meio à youkais e nem poderiam viver entre humanos também... E se eles tivessem filhos, bom, essa parte você já sabe não é? Você já passou por isso... E para ajudar a complicar ainda mais essa situação ainda tem o orgulho! Sesshoumaru é muito orgulhoso, você sabe melhor do que ninguém, você acha que ele vai admitir que a ama facilmente? Pobre Rin! Pobre Sesshoumaru! Eles estão perdidos, ela provavelmente se sente insegura de falar a ele o que sente e ele nunca vai dizer abertamente, se as coisas continuarem assim eles vão sofrer e nunca vão se entender. — Segurava o braço do marido, encarando-o.
- Isso... — Ele não respondia absolutamente nada, mas sabia do que se tratava. Sem dúvidas se eles tivessem uma criança ela seria um hanyou. Um ser que não é humano e nem youkai, não seria aceito em nenhum dos dois mundos. Os youkais iriam odiar a criança e tentar matá-la e os humanos iriam desprezá-la também.
- Eu não acredito ainda, Kagome... O Sesshoumaru apaixonado? Isso é esquisito! — Ria, meio sem jeito, de fato ele nunca havia parado para pensar nas conseqüências de uma paixão entre eles. Imaginou que provavelmente ele estava notando o quão crescida Rin estava, mas nunca parou para analisar as conseqüências. A felicidade era quase inalcançável, até então seu casamento com Kagome estava dando certo, mas sabia, tinha consciência do quão complicado as coisas poderiam ser, não, não era só isso, na verdade já tinha pensado em tudo aquilo, claro que não usaria Sesshoumaru como um exemplo. Na verdade pensara sobre eles, mesmo sendo um hanyou sabia que a vida de Kagome seria relativamente mais curta, apesar de ter essa consciência vê-la dizer aquelas palavras parecia lembrá-lo ainda mais, podia entender Sesshoumaru, compreendia-o perfeitamente, pois mesmo sendo tão diferentes um do outro ainda sim seguiriam pelo mesmo caminho no final... Repreendeu-se internamente pelo pessimismo momentâneo, sorriu um tanto desconcertado e segurou a mão da esposa. — Kagome, vamos entrar, já está ficando tarde.
Ela podia imaginar o que se passava pela cabeça do marido, conhecia-o perfeitamente e quando parou para pensar em tudo que dissera foi que notou o quão friamente abordara aquele assunto, mordeu os lábios nervosamente e aceitou a sugestão do amado. — Hai, você tem razão, InuYasha, amanhã temos várias coisas para cuidar... Vou tentar conversar com Rin e talvez você pudesse tentar falar com Sesshoumaru, mas, por favor, não seja engraçadinho! Não ria ou faça comentários desnecessários, ele é orgulhoso, mas falando com você talvez consiga sentir um pouco mais de coragem para dizer a ela, afinal, você já tem experiência no assunto, né? — Aproximou os lábios e deu um discreto beijo nos do marido, logo começando a caminhar junto dele para dentro de casa.
‘- E ela acha que conversar com ele sobre um assunto desses vai ser fácil? Só pode ser louca! Droga! Essas coisas sempre sobram pra mim, melhor eu aproveitar a noite, porque dependendo pode ser minha ultima!’ — Pensou enquanto caminhava ao lado da esposa.
A noite correu tranqüila, não havia nenhuma espécie de ameaça pelas redondezas, há tempos nenhum youkai se atrevera a atacar o vilarejo, as notícias corriam as regiões, aquele era território de InuYasha, depois que Naraku fora derrotado a fama do hanyou percorreu grandes distâncias e por isso, não se atreviam a desafiá-lo e os que tentassem encontraram seu fim nas garras do jovem. Fora isso é claro, depois da irritação que Sesshoumaru passara aquela noite, mataria qualquer coisa que aparecesse em sua frente, passou grande parte da madrugada sentado sob os pés de um grande carvalho, observando as estrelas e a lua. Em sua mente várias coisas passavam naquele momento, o quão inútil seria lutar pelo amor de uma reles humana, o quanto seria patético, justo ele que tanto criticou o pai pelas suas escolhas acabar fazendo o mesmo. Ele, o grande Sesshoumaru não podia se rebaixar, não ele! Ele jamais errava, jamais se deixaria levar por tolices como amor.
Notas finais
P.S.: Desculpem se tiverem achado muitos errinhos de português, prometo que vou prestar atenção e tentar deixar o mais compreensível possível.
Kissus, See ya o/
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