Ai To Hokori
4 Fraquezas e decepções.
Notas iniciais
Minna primeiramente gostaria de agradecer por todos os reviews que me mandaram, principalmente a recomendação da Asayo-chan, espero de coração que gostem desse capítulo e que continuem acompanhando. Aí está o próximo capítulo, lembrando que eu prometi avisar quando tivesse uma cena hentai e então se preparem ela chegou! Quem quiser pular favor ignorar a parte que estiver totalmente escrita em itálico. Mesmo se pularem a parte do hentai a história ainda fica compreensível então para quem não gosta de partes eróticas não leiam.
Legenda básica.
Falas em itálico.
Narração normal sem itálico
Parte hentai totalmente em itálico
Bom é isso aí, aproveitem. ;*
O Lorde permanecia em silêncio, apenas apertando sutilmente o corpo miúdo de sua amada, não sabia quanto tempo estivera ali, abraçando-a, apenas queria que aquele momento durasse para sempre, assim não haveria necessidades de pensar em sua nova vida, em sua vida sem Rin. Naquele único momento, não se importava com nada, somente com ela, sua mente vagava, fazendo-o recordar-se de um ano após tê-la abandonado.
- S-senhor Sesshoumaru, não vai ver a menina Rin de perto? — Jaken perguntava, um pouco nervoso, sabia que se insistisse muito ele iria embora ou lhe castigaria.
-...- Silêncio, apenas um silêncio incomodo, o sapo desviou o olhar, observando as tochas iluminarem a vila com a ajuda da lua e das estrelas, tinha vontade de ir até lá, de ver Rin de perto, de voltar a conviver com a pequena como era antes. Não que não achasse agradável conviver somente com Sesshoumaru, mas desde que ela partira o Lorde das Terras do Oeste havia ficado ainda mais quieto, ainda mais ‘triste’.
- Feh! O que está fazendo aqui, Sesshoumaru? - A voz do hanyou despertava Sesshoumaru de seu ‘transe’.
- Nada que eu tenha que lhe explicar, hanyou. - Sibilou o outro, lotado de amargura.
- Você é... — Pareceu ponderar por um momento, imaginando o que levaria Sesshoumaru a retornar, depois de ter abandonado a pequena sem nem se importar com as conseqüências. InuYasha compreendia, céus, ele sabia, mas ainda sim julgara a atitude do outro errada, não podia permitir que ele viesse a iludir a pequena, pois sabia que no fim ele jamais deixaria aquele orgulho de lado. - Um idiota! — Complementou com um sorrisinho irritante no canto dos lábios.
- Ora, seu... Hanyou maldito! — Esbravejou Sesshoumaru, segurando com força o cabo da espada.
- Sesshoumaru, você não devia estar aqui! Rin está muito bem sem você, se queria cuidar da garota, não deveria tê-la deixado aqui. — Mantinha os orbes âmbares focados, acusatoriamente em direção a face impassível do irmão. Notou ele mover os lábios sutilmente, ensaiando alguma coisa, todavia, em todas as tentativas a boca apenas se contorcia, mas dali nada saia.
-...- Durante um longo tempo ele permaneceu ensaiando o que dizer, observando a face acusatória de InuYasha, a vontade que tinha era de matar aquele maldito ali mesmo! Quem ele pensava que era? Quem era ele para julgar suas atitudes?
Um hanyou maldito sem nenhuma reputação a zelar, ele não podia compreender, ele nunca tivera que se preocupar com suas próprias ações, pois ele não passava de um erro cometido por seu pai, um erro que ele não cometeria, pois sabia de seu lugar, sabia que humanos e youkais eram demasiadamente diferentes para conviverem entre si, por isso apenas virou as costas, dando alguns passos em direção a floresta.
- Jaken, vamos. — Disse secamente, sendo seguido pelo pequeno servo.
- Não volte mais aqui, Sesshoumaru! — Gritava o hanyou irritado, enquanto o outro se retirava sem nem olhar para trás.
- M-MENINA RIN! R-RIN-CHAN! — Gritou de forma irritante, fazendo o Lorde esquecer aquela lembrança, ergueu a face, observando o servo correr desesperado, com lágrimas na face em direção de ambos, soltou a pequena, ainda mantendo uma expressão fria como o gelo.
Embora tivesse vontade de sorrir, não se permitiria, não na frente de todos aqueles seres.
- Jaken-sama! — Exclamou Rin, abaixando-se a abraçando o pequeno sapo, Jaken fora para ela como uma espécie de ‘pai’, pois ele sempre esteve por perto, por vezes brigando ou demonstrando como a pequena deveria se portar, fora ele que ajudara na educação da pequena, Sesshoumaru, era um Lorde, um youkai imponente e poderoso, somente estar próxima a ele já era suficiente para Rin, ele que a protegia, mas fora o pequeno sapo que a ajudara em praticamente tudo. — Que saudade! — Apertou mais o pequeno.
- Jaken... — Sesshoumaru, olhou o pequeno com raiva, fazendo assim o pequeno retesar-se, afastando-se da humana.
- Este Jaken também sentiu saudades da pequena Rin. — Limpou as lágrimas, sentimental, ele se tornara sentimental demais, quando conhecera a pequena achava que seria um erro tê-la por perto, pois ela era uma distração, um ‘fardo’, pois nem ao menos podia se defender sozinha, mas a medida que foi convivendo com a pequenina acabara por pegar amor a ela.
Quem diria que um dia aquela pequenina desajeitada se transformaria em uma flor tão bela? - Muitas saudades da Rin-chan. — Complementou ainda choroso.
- Cof... Cof... — Chamou atenção o general, sem entender absolutamente nada, tentara outras duas vezes, mas ambos estavam tão absortos naquele ‘abraço’ que nem se deram conta da presença do youkai e menos ainda da presença de Sango.
- Rin-chan, agora você pode dar a noticia à Sesshoumaru, depois podemos voltar a vila e... — Sango observava a pequena abaixar a cabeça, suspirou cansada, o que diria a Kohaku se Rin resolvesse ficar por ali? Olhou-a acusadora, Sesshoumaru arqueou a sobrancelha.
- Lorde Sesshoumaru, perdoe a ousadia, mas quem é essa bela dama? - Perguntou o general cortando Sango, olhando em direção a Rin com um leve sorriso.
- Ora... - Ponderou, tentando não demonstrar incomodo diante de seu subordinado, mas quem diabos ele pensava que era para falar daquela maneira de SUA Rin? Olhou-o friamente, fazendo o general dar um passo para trás, ele era terrivelmente assustador quando queria.
- Kyosuke-san, não fale dessa maneira! Não vê que essa garota é a protegida do nosso Lorde? — Jaken balançava os braços curtos, indignado.
- Oh, mas ela é... — Ponderou por alguns segundos.
- Humana! — Sesshoumaru complementou, ainda mantendo a sobrancelha levemente arqueada. — Mas este Sesshoumaru não erra! Rin é minha protegida, algum comentário, Kyosuke? — O outro ficou mudo, apenas observando os próprios pés, de cabeça baixa.
- Senhor Sesshoumaru, vamos entrar, Rin-chan deve estar cansada da viagem, mandarei que preparem um quarto imediatamente! - Jaken entrou apressado, fazendo um escândalo.
- Haha... Jaken-sama ainda continua o mesmo, tão enérgico. - Rin sorriu, observando a face do amado, ela observou-o atentamente, podia jurar que viu a sombra de um sorriso ali, e que sorriso, a imagem de Sesshoumaru era ainda mais perfeita do que se lembrava, mas provavelmente fora apenas sua imaginação, afinal, Sesshoumaru jamais sorria, não é?
- Vamos entrar, Kyosuke, falaremos de seus relatórios após o almoço, se for de sua vontade pode se juntar a nós. — Anuiu secamente, não que não quisesse de fato a companhia do general, mas não gostava da maneira que ele olhava para Rin e nem tampouco de ter que dar explicações para seus servos. Mas aquele homem era um dos melhores que tinha no momento, ele era corajosos, vigoroso, de fato um aliado muito importante.
- Sim, senhor. — Fez uma pequena reverencia, retirando-se do local.
- Sango-chan, veja! — Rin falou animada, mostrando as várias flores que haviam naquele jardim, Sesshoumaru apenas observou a imagem de sua pequena Rin, andando calmamente por aqueles jardins, encantada com a quantidade e diversidade das flores ali presentes. Desde que voltara, fora bem claro com os responsáveis pelo jardim, ele era de fato bem oriental, havia um lago no centro, com várias carpas, arvores belíssimas, algumas apenas enfeites, outras frutíferas, mas as flores eram as mais belas.
Desde tipos simples que podia-se encontrar em qualquer lugar até as mais exóticas, muitas delas vindas de regiões de difícil acesso para pessoas e youkais comuns. Sempre imaginou a expressão que sua Rin faria se pudesse ver aquele jardim.
- Rin, é lindo, mas... Creio que você e Sesshoumaru tenham algo a falar agora, você sabe... — Insistiu novamente, fazendo o sorriso sumir da face da pequena. Pela segunda vez naquele momento Sesshoumaru ficara intrigado pela atitude da humana.
- Hai... - Sibilou mecanicamente, seguindo Sesshoumaru para dentro do castelo, assim como Sango que fazia o mesmo, indo atrás de Rin. Ao adentrar o local, ficara maravilhada, aquele lugar era realmente lindo!
Seguiu o Lorde até a biblioteca, enquanto Sango ficara para trás, na companhia de Jaken. Aquele momento era demasiadamente intimo para ambos, achava melhor conversar a sós com ele.
- Sente-se... - Indicou a cadeira para a pequena, que um tanto desconfortável sentou-se. Era esquisito aquele tipo de móveis, pensou, ajeitando-se da maneira mais confortável que pôde. Olhou em volta, admirada com a quantidade de livros que ali havia.
De fato Jaken a ensinara ler e escrever, mas nunca tivera a oportunidade de ver tantos exemplares num só lugar.
- Sesshoumaru-sama... — Começou, um pouco receosa. - Eu... — Abaixou a cabeça um tanto triste.
- Rin... — Ela ergueu a face, corada, observando a imponência do Lorde que permanecia perfeitamente aconchegado a cadeira por trás daquela mesa. — Como tem vivido? — Perguntou um Sesshoumaru arrependido, sentia-se culpado pela atitude extremista que tivera.
- Sesshoumaru-sama, Rin tem sentido muita falta do senhor... - Mordeu os lábios, tentando conter novas lágrimas que surgiam nos cantos dos olhos. - O senhor... Por que, por que deixou a Rin naquela vila? — Cerrou os punhos, ele contraiu-se um pouco, notando a mágoa contida naquelas palavras, a dor, era praticamente palpável.
- Este Sesshoumaru tomou a decisão pensando no que seria melhor para ambos. — Ele manteve a compostura, encarando-o friamente com aqueles olhos dourados. Não podia dizer a verdade, embora quisesse dizer o quanto a amava, o quanto achava perigoso continuar ao lado dela, como era doloroso tê-la tão próxima sem poder tocá-la, mas estava fora de questão, ele não podia dizer a verdade.
- Melhor para ambos? — Ela exaltou-se, lágrimas grossas começavam a escorrer pela face delicada da garota, olhava-o sem compreender como ele podia continuar com aquela pose, por acaso ele não sentira falta dela? Ainda pouco a abraçara, fazendo-a esquecer-se por alguns momentos a raiva que sentira dele.
Esquecer-se que por culpa dele fora obrigada a viver cinco longos anos amaldiçoando-se por acordar todos os dias. Se amaldiçoando, por não entender o que obrigara o youkai a abandoná-la, culpando-se por tê-lo feito se afastar. — Sesshoumaru-sama... Eu... Eu não podia, eu realmente queria entender, porque o senhor me deixou! O que eu fiz de errado? Naquele dia, antes de irmos até a vila, o senhor não deu nenhuma pista sobre o que seria ‘melhor para ambos’. Eu não entendo!
Cerrou os punhos, levantando-se bruscamente, deu a volta na mesa, ainda mantendo os olhos fixos nele, que apenas olho-a pelo canto, sem nem se mover.
- Rin, você está fazendo um escândalo, pare! — Ele exclamou, zangado pelo rumo da conversa. Ela tinha direito de saber, tinha que contar, mas não o faria se ela não se acalmasse.
- Sesshoumaru-sama... Não! Sesshoumaru! — A garota disse friamente, tanto, que ele levantou-se, encarando-a. De fato era ousada, nunca havia se dirigido a ele de forma tão informal, não que não gostasse, mas ainda sim sentia-se estranho diante daquele tipo de atitude. Ela que sempre fora tão doce, tão calma.
— Eu vim até aqui... Depois de tantos anos, porque eu tenho algo para lhe dizer. — Complementou, notando uma mudança sutil na face do youkai.
- Vá em frente, Rin. — Ele a olhava de certa forma curioso, enquanto ela parecia ensaiar uma maneira de dizer.
- Eu vou me casar... - Tentou parecer calma, mas as lágrimas aumentaram e sentiu uma dor imensa no coração, não era assim que desejava, não queria demonstrar o quão triste aquela decisão era, gostaria de estar feliz, feliz por ela, por Kohaku, mas aquilo doía, ainda mais pela expressão daquele ser permanecer a mesma, ele continuava sério, calmo, ela sentiu o chão faltar diante daquela expressão, estava magoada.
- Casar? — A pergunta era vacilante, embora ele continuasse tentando manter a calma, como ela podia casar-se? Ele estava com raiva, raiva dele mesmo, porque agora perderia sua pequena Rin, ele não ia permitir! Não, jamais permitiria que outro homem tocasse nela, não enquanto tivesse forças, enquanto vivesse.
- Hai. — Sibilou friamente.
- Com que você pensa que vai se casar? — Não resistiu dizer aquilo, mas era fato, ela não iria se casar, ele não iria permitir.
- Pensar? Eu vou! Eu dei minha palavra, eu vim me despedir, vim saber a verdade, saber o motivo do senhor ter me deixado, irei me casar com o Kohaku-kun. — Ela abaixou a cabeça, um pouco confusa, ele parecia o mesmo, parecia ainda manter-se indiferente, mas ainda sim falava como se pudesse ter direito sobre a vida dela. Vida esta que ele arruinou, vida que ele transformou num inferno.
- Aquele... - Cerrou os punhos, enquanto a expressão indiferente se transformava em uma careta de nojo sem igual. - Humano desprezível... — Complementou, segurando a face da garota, que agora o encarava, ainda chorosa. - Você não vai... Não vai se casar! — Ele exclamou, vendo a surpresa naqueles olhos chocolates que tanto amava. — Este Sesshoumaru jamais permitiria que um qualquer como ele tivesse a honra de tê-la como esposa.
- Humano desprezível?... Sim, exatamente! Humano como eu! Um humano que cuidou de mim durante cinco anos! Durante todo esse tempo, tempo este que o senhor me abandonou e nem se quer se preocupou em saber se eu ainda estava viva! Como se atreve? Como se atreve a brincar com meus sentimentos? Eu lhe disse, Sesshoumaru-sama, eu lhe disse que te amava e mesmo assim o senhor me deixou e agora me diz que não permite? Quem é o senhor para permitir? Por que não? Pensa por acaso que eu vou passar o resto da minha vida lamentando e chorando pelo senhor? Oh, céus, Sesshoumaru o que diabos quer de mim afinal?
Ela praticamente cuspiu a verdade na cara do youkai, ele ainda a encarava, ela parecia ter muita raiva, mágoa dele, aquelas palavras ferinas eram dolorosas demais, o coração frio do youkai oscilava, doía profundamente. Era fato que ela deveria ter sentido solidão, mas nunca imaginou que ela fosse sentir-se tão entristecida. Imaginou que com o passar dos dias ela iria esquecê-lo, que iria deixar de ‘amá-lo’, aquele tipo de sentimento era algo novo, era algo que ele jamais imaginou sentir por ninguém.
Mas para ele também não fora fácil, só ele sabia o quão triste havia sido, ele não parava de pensar nela, não parava de pensar em como ela estaria vivendo. Ele voltou, não uma, mas três vezes, das duas primeiras apenas observou de longe, porém da terceira, quando finalmente ia se aproximar, para poder ver de perto qual era a situação, InuYasha aparecera, mandando-o embora como se fosse nada.
De certo modo ele podia ter discutido, podia ter lutado contra o meio-irmão, mas ele estava certo! Mesmo sendo um inútil, InuYasha estava certo! Mesmo ele sendo um Lorde, mesmo ele sendo um youkai completo que julgava jamais errar, ele sentia-se envergonhado, o que diria? Pediria perdão? Ele não podia, não iria se rebaixar, tendo a chance de ser rejeitado, afinal, ele a abandonara.
- Cale-se! — Ele ordenou, notando a garota retesar o corpo, aproximou-se, segurando-a pelos ombros, enquanto mantinha os orbes âmbares fixados naquele semblante acuado. — Eu já lhe disse que não permito! Aquele humano desprezível não vai tocar em ti... Não permito, nunca vou aceitar esse disparate. Não conteste minha ordem, Rin!
Deslizou a mão direita sob a face molhada da garota, secou aquelas lagrimas ainda olhando dentro dos olhos dela. - Eu abandonei você, porque eu não podia mais agüentar... — Ele aproximou os lábios, recostando a face na dela, acariciando-a sutilmente com o próprio rosto.
- Este Sesshoumaru não podia mais suportar tê-la por perto... — Agora, beijava a face quente da garota, que permanecia quieta, apenas escutando.
- Não podia suportar a idéia de dividir você, porque naquela noite, eu te esperei, eu quis que você viesse até mim, mas você, você permaneceu com ele... Com aquele desgraçado. — Frisou a mágoa que sentia, não era só orgulho, sentia-se irritado por ela tê-lo deixado a noite inteira, por ter permanecido ao lado do humano, enquanto ele, Sesshoumaru, permanecia esperando-a fora da cabana.
- Não parecia correto, eu sou um youkai completo, sou o Lorde das terras do Oeste, mas mesmo assim, mesmo depois de presenciar a ruína do meu pai, mesmo depois de ver o fruto imundo que aquela relação gerou, um hanyou!
O desprezo ainda estava presente, mesmo depois de anos ele não conseguia perdoar, mesmo sabendo que ele estava prestes a cometer o mesmo erro, odiava a decisão do pai, odiava saber que ele escolhera unir-se a uma humana, gerar um filho fraco, enquanto ele, seu primogênito era deixado de lado, assim como sua mãe que era uma youkai mil vezes superior a muitas que ele conhecera durante toda a vida, InuTaishou a abandonara, escolhendo viver com Izayoi.
- Mesmo depois de tudo isso, eu ainda a queria, Rin, eu a queria, mas não era certo, eu não podia me deixar levar por meus instintos, eu a desejei tanto... A desejo até agora, foi difícil tomar a decisão de deixá-la, eu também sofri... E agora você vem perante este Sesshoumaru e diz vai se casar, que vai se casar com aquele maldito humano... Eu não vou permitir, porque eu realmente... Eu realmente... — Ela ergueu o corpo na ponta dos pés, ainda observando aqueles lábios vacilantes, ele não havia dito que a amava, não havia dito que a queria como esposa, mas ainda sim ela sabia, sabia como era difícil para ele.
Não fazia idéia, nunca passou pela cabeça a pequena que ele estivesse confuso, que ele a amasse, imaginou que a achava repugnante, que não a queria por perto por ser um fardo, mas ele também, ele também tinha medo, também a amava.
- Hentai ON —
Tocou os lábios dele com a ponta dos dedos, fazendo-o esquecer-se de qualquer coisa que estivesse tentando dizer e por fim, tocava os lábios dele com os próprios, cobria aquela boca com um beijo doce, cálido, movia sutilmente a boca, procurando encaixar-se na dele, que agora abaixava um pouco o tronco, tornando o contato mais fácil, ela abraçava-o, fechando os olhos e dedicando-se ao beijo.
De inicio um beijo tímido, porém a cada segundo que passava o mesmo se tornava urgente, agora as línguas se tocavam, travando uma batalha deliciosa e viciante. Sentiu as pernas fraquejarem, nunca imaginou que um dia iria se sentir tão aquecida, os beijos que Kohaku lhe dera não foram nada comparado aos de Sesshoumaru, não que odiasse o ‘noivo’, mas com ele, parecia estar a beira de um precipício, como se estivesse pronta para entregar-se ao pecado, pronta para ir ao inferno se fosse possível.
O corpo, tomado por uma sensação de calor indescritível, suspirou, deixando escapar um pequeno gemido pelos intervalos da caricia, movia a face, acompanhando o ritmo imposto pelo Lorde, entregando-se completamente, viu-se agora, agarrada as vestes do youkai, enquanto ele possessivamente deslizava uma das mãos pelas costas dela, trazendo-a mais para perto.
Ela estava ofegante, enquanto ele prendia o seu lábio inferior com os dentes. — S-Sesshoumaru-sama... — Balbuciou de maneira sôfrega, enquanto ele deslizava os lábios pelo pescoço alvo, ela não pretendia pará-lo, sentia como se em cada lugar que aqueles lábios tocassem um rastro de fogo assolasse a região.Ela gemia, sentindo-se no paraíso.
Ele tentava a todo custo manter a razão, ignorar os desejos que ele manteve por tanto tempo adormecidos, todavia, o corpo parecia mover-se sozinho, os gemidos dela, aquele cheiro, ele estava simplesmente extasiado, sentia o membro latejar por baixo das vestes que utilizava, num ímpeto ele ergueu o corpo da pequena, puxando-a contra o próprio corpo e ela prontamente envolveu a cintura do youkai com as pernas, deslizou o rosto quente e corado na covinha do pescoço do mesmo e com a ponta da língua começou a brincar naquela região, lambia, mordiscava, enquanto sussurrava o nome dele.
- Sesshoumaru-sama... — Sussurrava, enquanto envolvia o lóbulo da orelha do youkai, arrancando um suspiro contido daquele que tanto amava. Tudo era novo para ela, não sabia ao certo o que fazer, todavia, deixava que o corpo e o instinto agissem por si só, deslizava as mãos tremulas pelo peito bem torneado daquele ser, enfiando uma delas pela fresta do kimono, sentindo a pele quente dele.
- Eu te amo tanto... — Sussurrou, olhando-o com a face ainda mais rubra — se é que era possível — arranhava-o com as pontas das unhas, ele a encarava, com uma expressão totalmente diferente, uma expressão que ela julgou ser linda e perfeita, os orbes dourados com um brilho diferente, enevoados com o prazer que ele não conseguia mais conter.
- Rin... — Balbuciou antes de tomar as rédeas da situação, empurrou o corpo da pequena contra uma parede, prensando-a com o próprio corpo, ela gemeu baixinho, sentindo a pressão do corpo dele, que não pensou duas vezes antes de avançar, puxou a faixa do kimono que ela usava de maneira sôfrega, ansiando por vê-la por inteiro, por tocar aquela pele macia que por anos ele desejou em segredo.
Puxou as vestes da garota, expondo a parte do colo, admirou-a, enquanto ela abaixava a cabeça envergonhada. — Olhe pra mim, Rin, você é linda... — Ele sussurrou, com uma voz rouca pelo prazer, arrancando um sorriso envergonhado da pequena que deslizou os dedos pela face do youkai, tocando as marcas de expressão, a lua que ele tinha na testa, ela parecia decorar cada detalhe, amava-o, achava-o perfeito de todas as formas possíveis.
Ele permaneceu quieto por um momento, observando-a tranqüila, pensou em tudo que havia feito, no rumo que a vida de ambos tomaria dali pra frente, ele não a entregaria a ninguém, não abriria mão de ficar com a sua amada, mesmo que tivesse que criar uma guerra, ele jamais permitiria que ela se fosse. Não podia admitir perde-la, ele erraria se fosse o caso, enfrentaria a tudo e a todos, mas diferente de seu pai ele a protegeria, ambos ficariam vivos.
- Rin... Eu quero que seja minha... Não vou permitir que você vá embora, te quero aqui, ao meu lado. — Ele sussurrou, olhando-a encolher-se um pouco, parecia estar em dúvida, chegou a sentir raiva e ciúme, será que ela estava pensando no humano? Na promessa que fez? Mas aquilo não tinha importância, ela era dele, assim como ele era dela, não permitiria nunca que ela ficasse ao lado de outro.
- Sim, Sesshoumaru, me faça sua... — Ela havia ficado quieta, não podia acreditar no que estava ouvindo, sempre desejou ouvir aquelas palavras daqueles lábios finos, sempre desejou ser dele, no momento não pensou em Kohaku ou em qualquer coisa que pudesse impedi-los, apenas desejava ser dele.
Ele não esperou mais, levou os lábios até os seios da pequena, sugando-os, enquanto ela se contorcia em prazer, sentia o corpo estranho, o baixo ventre ardia em desejo, formigava, ela nunca imaginou sentir aquele tipo de coisa na vida, mas era delicioso, era maravilhoso, ele brincava com os seios dela e a pequena parecia se entregar de corpo e alma, podia sentir a pressão da ereção do youkai contra o próprio sexo, viu-se curiosa e amedrontada diante daquela situação, mas deixaria que ele a guiasse, que a ensinasse a amá-lo.
Ele afastou um pouco o corpo, ainda sustentando o peso da pequena com os braços, deitou a garota sob a mesa imensa que havia ali, abriu de vez o kimono, expondo totalmente a garota, que no inicio tentou tapar-se, mas logo com apenas um olhar dele, que parecia dizer mais do que mil palavras, ela relaxou, mostrando-se e ele que já estava muito excitado, não resistiu, aproximou-se, beijando aquela pele macia e cheirosa, deslizou os lábios pelos vales entre os seios, pela barriga, sentindo-a arrepiar-se diante dos toques.
Desceu os lábios, circundando o umbigo da mesma com a língua, fazendo-a arquear o corpo e sentir cócegas e por fim beijou as coxas, mordiscando a parte interna, um gemido mais alto fugia daqueles lábios rubros, deleitando-o. Ele olhou-a, enquanto ela observava um pouco curiosa, ela moveu os lábios, quase sussurrando o nome dele, indagando com o olhar qual seria o próximo passo, todavia, surpreendera a pequena, levando a boca até a intimidade da mesma.
Lambia, chupava, enquanto colocava o dedo médio na entrada dela, úmida e convidativa, enfiou-se ali, delicadamente, enquanto a outra gemia mais alto, deleitando-se com as novas sensações.
- S-sesshoumaru-sama... — Sussurrou, agarrando as próprias vestes, tentando conter aquele prazer insano que a assolava, parecia que o corpo estava em chamas e ele não se deteve, continuou lambendo-a, sugando-a, substituiu o dedo pela língua que deslizava pela cavidade úmida, fazendo-a arquear o corpo e ofegar, não demorou muito e ela finalmente chegou ao ápice, o corpo tremia, contraia-se e por fim um alivio, voltou a jogar o corpo para trás, sentindo-se no paraíso.
Ela observava o teto, com um sorriso bobo no semblante, não imaginava que uma sensação tão deliciosa pudesse existir, perdia-se em pensamento, tanto que nem percebeu quando ele retirou a roupa, ele estava ali, nu, extasiado observando a face surpresa que ela fazia ao vê-lo desnudo.
- S-sesshoumaru-sama? — Ela olhou-o duvidosa, a face corava cada vez mais enquanto ela descia os olhos por aquele corpo maravilhoso, virou o rosto totalmente sem jeito ao notar o estado do membro masculino, totalmente ereto, ele não pôde deixar de sorrir, sim, ele sorriu! Aproximou os lábios, dando um beijo delicado sob os lábios da pequena.
- Não precisa ter vergonha, Rin, não está fazendo nada errado... — Ele sussurrou, ajudando-a sentar-se sob a mesa, ela o encarou e então tocou primeiramente o pescoço, depois o tórax e desceu as mãos um tanto vacilantes, por fim segurou a ereção de forma firme, porém delicada, arrancando um gemido rouco do youkai quando começou a movimentar o membro dele, decidida a proporcionar prazer a ele, ajoelhou-se sob a mesa, beijando o pescoço do mesmo, imitava-o, descendo os lábios por aquele corpo que tanto desejava, podia sentir a pele do mesmo arrepiar-se com o ato, não parou, continuando a masturbá-lo, até que parou, encarando-o extremamente envergonhada, abaixou um pouco o corpo até chegar na cintura do mesmo, deslizou a ponta dos dedos pela glande, notando a expressão confusa que se instalava na face do youkai.
Ele queria que ela parasse? Viu-se perdida em pensamentos, mas o corpo, mais uma vez se movia sozinho, queria prová-lo, dar o prazer que acabara de receber, sem pensar duas vezes aproximou os lábios daquela ereção, envolvendo-o calmamente, primeiro lambeu a glande, depois entreabriu os lábios, delicada, colocando o que podia dentro da boca, começou a chupar, envolvia-o com a língua, Sesshoumaru, deixou escapar um gemido mais alto, guiada pelos próprios instintos e pela súbita mudança de atitude do youkai considerou que estava fazendo corretamente. Ele deslizou as mãos pelos longos cabelos da mulher, envolvendo parte dele, indicando que ela desse continuidade, de inicio ficou um tanto vacilante, não queria que fosse daquela forma, mas como poderia pará-la?
Céus, ele esperou por tanto tempo, estava completamente louco de prazer, não conseguia nem ao menos pensar direito. Ela continuou chupando-o, sentindo a ereção pulsar na boca inexperiente, era delicioso, saber que podia causar aquelas sensações a quem amava.
- Rin, pare... — Ele sussurrou sôfrego, não podia mais agüentar, precisava senti-la por dentro, ela parou um pouco confusa, imaginando se estava fazendo algo de errado, ele segurou o queixo da menina, puxando-a para um beijo.
Que ela retribuiu prontamente, mas dessa vez um beijo mais erótico, ele invadia a boca dela, ainda segurando-a pelo queixo, inclinou o corpo sobre o dela, enquanto ambas as línguas pareciam dançar de forma erótica, tocando-se, ela nem percebeu, mas já estava deitada novamente e ele a puxou com firmeza, para ponta da mesa enquanto a olhava nos olhos.
- Relaxe, minha Rin... — Ela olhou instintivamente para baixo, notando que ele se encaixava em sua entrada, engoliu em seco, imaginando se algo daquele tamanho caberia dentro dela, porém resolvera focar-se no pedido, dele, inspirou e suspirou, procurando relaxar o corpo o máximo que pôde.
Ele segurou ambas as mãos dela, entrelaçando os dedos, moveu o quadril, adentrando calmamente naquela cavidade, já bem lubrificada pelo prazer da garota, ela contraiu o rosto, uma expressão de dor tomava conta da pequena, antes que aquela careta se transformasse em um gemido, ele a tomou para si, adentrando rapidamente nela, enquanto a boca impedia que ela gemesse alto.
Ele sentiu o cheiro do sangue da pequena, agora ela era uma mulher, sua mulher, ele parou, esperando que ela se acostumasse com a ‘invasão’ e somente quando ela moveu os quadris sutilmente deu continuidade ao ato, estocando-a firme, fazendo-a gemer por entre os intervalos do beijo, ela apertava as mãos dele, entregando-se completamente.
- Oh S-sesshoumaru...- Ela murmurou, sentindo o corpo pegar fogo, sentia-se no paraíso, a cada estocada, a cada movimento parecia ansiar por mais, os seios rijos moviam-se com a força empregada no ato, ele investia contra ela, adorando cada expressão, cada gemido, tudo parecia extremamente lindo na visão do youkai.
Ficaram naquela posição por mais um tempo, depois ele retirou-se de dentro dela, fazendo-a ficar de costas, ela apoiava o peso do corpo nas mãos e nos joelhos e então ele novamente se colocou dentro, arrancando um gemido mais alto. Sesshoumaru segurava a cintura da pequena, puxando-a contra ele, ambos gemiam, extasiados, completamente perdidos naquele momento de prazer.
Ele então, inclinou o corpo sobre o dela, tornando a penetração mais profunda, sentiu a garota estremecer, deslizava a língua sob as costas dela, subia, deixando um rastro de saliva, até que alcançou o pescoço, onde com a mão direita retirou os cabelos, abocanhando a região, mordendo-a, empregava um pouco de força, deixando uma pequena marca ali, ela era dele, fazia questão de observar a marca avermelhada naquela pele, prova de que aquele momento que tiveram era real. Como desejou aquilo, tantas vezes sonhara com aquele momento e agora era real. Sentiu a pequena contrair-se por dentro, finalmente alcançando novamente o ápice do prazer, assim como ele, que se derramava dentro dela.
Rin percebera que no momento anterior a sensação fora arrebatadora, mas não se comprava com a que sentia agora, sentia-se preenchida pelo liquido quente do amado, era como se naquele momento se sentisse realmente completa. Deixou o corpo pender sob a mesa, enquanto ele se retirava ofegante de dentro dela. Ela virou-se olhando a face vivida do amado, aproximou-se novamente e o beijou.
- Hentai OFF —
- Jaken, eu acho que está na hora de entrarmos lá! — Exclamou uma Sango desconfiada da demora de ambos, já haviam tido tempo suficiente para discutir, de inicio pensou em entrar junto, porém sentiu-se impedida diante das vozes alteradas de Rin, certamente ela estava tendo um momento terrível, optara por esperar a garota.
- N-não! — Jaken respondeu vacilante, tapando os ouvidos, céus, odiava ser um youkai num momento daqueles, por mais que a audição do Lorde fosse melhor, daquela distancia era impossível não perceber o que estava acontecendo por trás daquelas portas. Andou de um lado para outro, ainda um pouco desconfortável, a humana desconfiou da atitude do sapo, colocou-se frente a porta e quando ia abrir, notou uma Rin extremamente sem jeito apontar ali, seguida de um Sesshoumaru extremamente calmo.
- Jaken... — Estreitou os olhos, notando a expressão terrivelmente perturbada do servo, não precisava ser um gênio para entender que ele ouvira tudo. — Mande que preparem um banho para nossas convidadas. — Ordenou o Lorde, ainda irritado com o servo que se encolhia.
- S-Sim! Eu já mandei arrumar tudo, venha por aqui Rin-chan. — O sapo olhava-a um pouco sem jeito o que fez a menina encolher os ombros, Sango olhou primeiro para Rin e depois para Sesshoumaru que permanecia indiferente aos olhares da humana. Por fim se retiraram, seguindo para a sala de banho.
- Rin-chan, o que aconteceu? — Sango perguntou um pouco desconfiada, enquanto retirava as vestes com a ajuda das servas, embora se negasse a ter ajuda no banho, elas insistiam, ajudando ambas a entrarem na banheira e por fim lavando-as de forma calma.
- E-eu... S-sesshoumaru-sama... — Ela corou, abaixando a cabeça, aproveitando-se da profundidade da banheira para ocultar a face.- E-ele disse que não vai permitir que eu me case com Kohaku-kun. — Complementou encarando uma Sango incrédula.
- Rin-chan! Você veio aqui para informar Sesshoumaru e não para pedir permissão, mas... - Sango suspirou, cansada daquela situação, não concordava com o casamento, sabia que Rin jamais amaria Kohaku e não queria ver o irmão sofrendo mais do que já sofreu.
- Talvez você deva ficar... - Ela observou Rin levantar-se extremamente confusa.
- Mas... Eu, eu prometi! Kohaku-kun, ele jamais iria... — A serva indicou para que voltasse a se sentar e a menina obedeceu, um pouco vacilante, sentindo o corpo arder em contato com a água, Sango notou a expressão um tanto dolorosa da menina e balançou a cabeça negativamente.
- Você sabe, Rin-chan, eu já sabia que isso aconteceria, aliás... — Ela baixou o tom de voz, encarando a garota. - Depois do que fizeram, ainda se preocupa com a promessa? Devia ter mantido ela ao pé da letra! — Sango sorriu ao notar a expressão incrédula de Rin, ela sabia perfeitamente o que tinha acontecido e a expressão de Rin só confirmava a situação.
- Demo... Eu, eu não... — A garota abaixou a cabeça, totalmente sem jeito.
- Fique calma, não estou julgando você, Rin-chan, eu entendo, afinal, eu amo Miroku, mesmo ele sendo um monge tarado, eu não poderia imaginar minha vida ao lado de outra pessoa. — Ela sorriu, se aproximando da pequena, acariciando os cabelos da mesma.
- Vai dar tudo certo, agora vocês finalmente vão ficar juntos, isso não é bom? — Sorriu, um pouco triste por lembrar-se da expressão do irmão quando contou a todos sobre o casamento.
Após algum tempo, Rin, já estava devidamente pronta para o tal almoço, Sango, mesmo a contragosto vestiu um dos kimonos indicados pelas servas, ela não via motivos para tanto, mas afinal, estava na casa dele, deveria portar-se da maneira que todos ali se portavam.
Ambas desceram, encontrando a sala indicada vazia, estranharam olhando em volta, enquanto Jaken fazia um escândalo no jardim.
- Lady Sayuri, vá embora! Sesshoumaru-sama vai me castigar se eu permitir que a senhora entre, entenda. — Jaken permanecia de joelhos, tentando convencer a outra que olhava-o friamente a sair dali. Rin aproximou-se encarando a ruiva, um pouco confusa.
- Jaken-sama, quem é ela? — Perguntou um pouco tímida, notando a youkai olhar para ela com nojo.
- Rin-chan! Sesshoumaru-sama pediu para avisar que volta daqui uns dias, Kyosuke-san e ele tiveram que ir até as fronteiras, está acontecendo uma invasão e...- Antes que pudesse completar recebera um chute sobre a face, indo parar alguns metros de distancia.
- Ei, humana... - Sayuri cuspia as palavras com asco. - O que pensa que faz aqui? E ainda vestindo-se como uma nobre, como se atreve? Tsc... Quem eu sou? Oh, eu sou a Lady das terras do Oeste, quem mais eu seria? Esposa de Sesshoumaru! — Ela encarou Rin fazer uma careta de dor sem igual, sorria internamente com a expressão da humana. A vontade que tinha era de matar aquela inútil, pois assim que a viu, pôde sentir o cheiro de Sesshoumaru impregnado na pequena, mas preferia manter a classe, ao menos naquele momento. — E você é? — Perguntou com indiferença já imaginando a resposta da pequena.
- N-ninguém milady. — Fez uma pequena reverência, cortando o jardim, correndo, enquanto Sango vinha atrás, extremamente decepcionada.
- Rin-chan, espere! — Gritou a caçadora, tendo certa dificuldade de se locomover pela quantidade de tecido das vestes. Notou a pequena parar de súbito e então Kirara que dormia próxima ao portão de entrada se aproximou de ambas.
- Vamos embora, eu quero ir para casa! — Disse chorosa, enquanto Sango olhava-a com pena. Não podia acreditar que Sesshoumaru havia proibido o casamento, estando casado.
Embora ela desconfiasse daquela youkai esquisita, ainda sim preferiu não contrariar Rin. Kirara já estava em seu tamanho original, ambas montaram, retirando-se do castelo.
‘- Por que Sesshoumaru-sama? Por que? O senhor me disse que... Que não me deixaria ir, que me queria ao seu lado, mas mesmo assim o senhor... Por quê?’ — O pensamento destruía a pequena que se afastava junto com Sango do castelo, completamente esmagada pela traição do youkai.
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