Agora Ou Nunca

33 O confronto


Notas iniciais
Oi gente! Desculpa a demora para postar, mas esse final de semana estava de novo fazendo um curso e não deu para terminar o capítulo. Mas está aí um frequenho para vocês.
Boa Leitura!

— Então? Qual é o plano?

— Não temos plano, Temari. Não quando Sakura e Sr. Hiashi estão envolvidos no mesmo assunto. – respondeu Lee.

Era verdade. Hinata nunca conseguiu colocar qualquer plano em prática quando confrontava o pai, pois ele e Sakura sempre brigavam e o plano ia por água abaixo. Os dois não se suportavam. Hiashi com sua arrogância e Sakura que nunca abaixava a cabeça para ninguém colocavam qualquer ambiente de pernas pro ar. Por isso que sempre que Hinata ia conversar com o pai, ouvia tudo o que ele queria dizer, depois ela argumentava e quando o seu pai já estava contra-atacando, achando que ia ganhar a discussão com a filha, Sakura aparecia, afinal se havia alguém que conseguia tirá-lo do sério, era a rosada. Bem... No final isso era uma espécie de plano...

E lá estavam todos em frente à casa da Hyuuga. Hinata e Neji iam à frente. Todos olhavam admirados para a casa.

— Caramba! Essa é sua casa? – perguntava Temari surpresa.

— É a casa de meu pai. Não minha. Meu pai de deserdou, esqueceu?

— Esqueci. Mas mesmo assim. É aqui que você morava?

— Sim. Era aqui nessa prisão.

— Prisão? Mas isso é uma mansão! – perguntou Naruto.

— Vamos deixar essa conversa para depois? Hina, você precisa entrar e conversar com seu pai. Naruto? – Sakura muda de assunto e chama a atenção do loiro, e quando vê que ele a olhava continuou: — Você vai ficar aqui comigo. O senhor todo poderoso não precisa saber agora que a filha dele está namorando. Você vai entrar comigo. Agora vão! E boa sorte!

E assim todos, com exceção da rosada e do loiro foram para a porta de entrada daquela imensa casa. A casa dos Hyuuga. Hinata estava nervosa, como sempre ficava. Mas pela primeira vez, depois de tantos anos, estava lá para pedir um favor, em nome de sua irmã. Precisava salvar a vida dela. Mas o problema é que isso reabriria antiga ferida no coração do pai. Ele poderia se comover e abrigar e cuidar da filha caçula, como também poderia ficar irado e a briga entre eles seria o pior de todos. Tudo poderia acontecer com essa conversa.

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— Por que não entramos junto com eles? Eu queria ficar ao lado da Hina o tempo todo. Ela precisa de mim. – Naruto ainda tentava entender tudo aquilo.

— Porque o relacionamento de pai e filha já é complicado, o assunto que ela vai tratar é mais complicado ainda. Não é necessário mais confusão, Naruto. E nós vamos aparecer. Tenha paciência! Agora venha comigo. – Sakura respondia enquanto caminhava para uma parte específica da casa: a entrada pela cozinha.

= = = = =

— Pelo que vejo você não trouxe aquela sua amiga vadia.

— A Sakura não é nenhuma vadia, pai! Ela é muito honrada.

— Honrada? Sendo filha de mãe solteira e engravidando aos dezessete? Isso é ser honrada?

Sasuke ouvia tudo calado, mas uma ira começava a correr por todo o seu corpo. Estava preparado para responder à altura a provocação, afinal era da sua namorada que estava falando, mas uma mão o impediu. Era Tenten, que o olhava e apenas com um gesto com a cabeça pedia para ele não fazer nada. Pelo menos por enquanto...

— Honrada sim. Pois ela não roubou, não matou. Apenas amou. Um homem que não a mereceu, Mas mesmo assim o amou.

— Humpt. — Nunca entendi porque você a defende tanto.

— Porque ela é minha amiga.

— Você tem péssimo gosto para escolher seus amigos. É aquela vadia, é o franguinho, a maria-macho filha do delegado, e a loira estabanada. Vai ver é por isso você se tornou essa pessoa fraca.

Todos os amigos ouviam calados. Mas não significava que estavam felizes com essa conversa. A vontade de cada um era meter um soco na cara daquele homem. Mas não iam fazer nada. Não enquanto Hinata não falasse o motivo da viagem.

— O que o senhor chama de fraca, eu chamo de forte, pois são eles a minha fortaleza. Mas chega de falar deles. Eu tenho um assunto sério para tratar com o senhor.

— Você tem um assunto sério? O que foi? O dinheiro acabou, a vida na cidade grande a desiludiu e agora você está voltando com o rabo entre as pernas e finalmente percebeu que o seu lugar é aqui? Vai finalmente assumir o seu lugar no banco?

— Meu dinheiro não acabou. A minha vida em Londres vai maravilhosamente bem. O meu lugar é lá. E eu nunca assumirei nada no banco. Agora fique quieto e me deixe falar.

Aquela turma se espantou com a agressividade da morena. Nunca a viu tão firme assim.

— Abaixe o tom pra falar comigo mocinha! Eu ainda sou seu pai.

— Deixei de considerá-lo como tal no dia que o senhor me expulsou de casa. Portanto não me venha cobrar respeito.

— O que você quer afinal? Afrontar-me mais?

— Não. Quero falar sobre a Hanabi.

— Ela não mora mais aqui. Ela não é mais minha filha desde o dia que fugiu de casa.

— Olha aqui seu velho amargurado! Pára e reflita no que está acontecendo com a sua vida! Você está sozinho! Suas duas filhas não te suportam. E nós conseguimos provar que conseguimos viver sem o seu dinheiro. Eu só me pergunto, quando o senhor morrer, quem irá ao seu enterro? Porque o senhor afastou suas duas filhas de você, seu irmão saiu da cidade a muitos anos porque não suportava ver suas atrocidades, o senhor não tem amigos, apenas inimigos. Aposto que se passar mal ninguém irá ajudá-lo, pois o senhor é incapaz de estender o braço para a própria filha, imagina para outro alguém próximo? Eu só vim aqui para avisar que a Hanabi precisa de cuidados. A gravidez dela é de alto risco. Só peço compaixão. Pela sua filha!

A menção que sua filha caçula está mal, precisando de cuidados, fez Sr. Hiashi estremecer, mas daria esse gostinho na frente de tanta gente que ele nem conhecia.

— Ela saiu de casa. Foi decisão dela. Não é mais responsabilidade minha.

— SERÁ QUE O SENHOR É TÃO INSENSÍVEL ASSIM? É A SUA FILHA! F-I-L-H-A! PELO AMOR DE DEUS! – grita Ino, já não agüentava tanta hipocrisia.

— Olha como fala comigo, mocinha! Não te dei liberdade para falar assim comigo. – ralhou Hiashi.

— Tio... Por favor, vamos nos acalmar! O assunto é muito sério. A Hanabi não está bem. Precisa de cuidados. Ela entrou em pré-eclampsia e agora...

— Como? – Hiashi não agüenta mais. Finalmente dá vez ao desespero. Isso o fez lembrar-se de sua falecida mulher. Vira-se à filha e completa – ISSO É TUDO CULPA SUA!

— NÃO! ISSO É TUDO CULPA SUA! – Sakura aparece na cozinha acompanhada de Naruto. Segurando uma maçã mordendo-a. – Aceite os fatos. Se o senhor tivesse um pouco de compaixão nada disso teria acontecido e essa casa seria tão amorosa quanto a de qualquer lar normal.

— Ora, ora! Se não é a vadiazinha da cidade...

— Ora, ora! Se não é o ditador mal amado que não é capaz de manter as filhas do seu lado!

— Não me afronte garota insolente!

— Então não me desafie velho recalcado.

— Saia já de minha casa!

— Não saio! Seja homem pelo menos uma vez na vida e enfrente os obstáculos, ao invés de apelar para a ignorância.

— Sua petulante! – Hiashi avança em Sakura com a palma da mão levantada, pronto para dar um tapa na sua cara.

— NÃO! – Sasuke segura o punho de Hiashi e o olha com o olhar mais ameaçador. – Não se atreva a bater nela!

— Deixe-o, Sasuke. Deixe esse covarde fazer o que quiser. – Sakura desvia o olhar de Hiashi para Sasuke.

— Mas... – Sasuke ainda segurava o punho dele, numa tentativa de defendê-la.

— Deixe-o. – havia firmeza nas palavras de Sakura, o que deixava todos naquela sala receosos. – Assim ele apodrecerá na cadeia por agressão! E melhor, tenho testemunhas para provar a insanidade desse velho asqueroso! Estou louca para acabar com a sua raça! VAMOS! BATA! Seja homem e termine o que quer fazer!

Sakura emanava ira em seus olhos. Ninguém se atrevia a falar qualquer coisa. Os olhares trocados entre Hiashi e Sakura eram tenebrosos. Hiashi puxa seu punho, pegando Sasuke de surpresa, fazendo-o assim soltá-lo.

— Ganhou desta vez sua insolente, mas ainda acabarei com você.

— Que bom, mal posso esperar! Mas nós ainda não acabamos. Queremos saber se vai ajudar a sua filha.

— Vocês são muito abusados. Saiam todos de minha casa. AGORA!

Todos olham para aquele senhor surpresos. Nunca viram alguém tão rancoroso, arrogante e frio na vida. Já os amigos de infância já estavam mais que acostumados com o jeito do senhor todo poderoso. Isso não os abalou em nada. Mas antes de saírem, Sakura dá a sua ultima cartada:

— Só para o senhor saber, mesmo não sendo de sua conta. A Hinata está namorando. E ele é mil vezes mais homem que o senhor. É atencioso, carinhoso, amoroso e se preocupa com ela. Coisa que o senhor em trinta anos de vida dela não foi capaz de fazer.

Terminando de falar sai da casa, sendo acompanhada pelo resto da turma. Estavam chocados. Já Lee, Tenten, Ino e Hinata se olham e caem na risada.

— Precisava terminar assim? – perguntava Tenten.

— Não, não precisava. Mas não agüento ele ridicularizar a minha amiga, a filha dele!

— Eu não ligo. – fala Hinata.

— Mas eu ligo. E aposto que todos nós ligamos. – retruca Sakura.

— Bem... O papo está muito bom, mas vamos indo? Precisamos nos acomodar em sua casa Sakura e a Tenten precisa se preparar para conversar com o pai dela a noite. – diz Ino.

Eles vão andando até a casa da rosada nos respectivos carros que estavam na viagem. Ninguém conseguia manter uma conversa normal. Afinal os nervos de todos estavam à flor da pele.

O caminho não é longo, logo estariam na casa da Haruno, mas algo vez Sakura frear o carro com brusquidão.

— Ino? Acho melhor você ver isso... – Sakura alertava a amiga apontando para um ponto específico, fazendo a amiga olhar para o local.

— PAI?!

Notas finais
Então como estou indo?
Será que o Hiashi deve pedir perdão às filhas?
Que cena será que Ino viu relacionado ao pai dela?
Alguma sugestão. Já tenho uma na minha cabeça e estou trabalhando nela, mas se alguém tiver alguma idéia original refaço o próximo capítulo numa boa!
Bem... Como devem ter percebido eu não falei qual a cidade Sakura, Ino, Hinata, Tenten e Lee moravam. Será que é legal eu mencionar na história? Aguém quer dar uma dica? Coloco Konoha mesmo ou falo de uma cidade de verdade de Londres?
Bem... já sabem né? Críticas, sugestões, idéias, é só escrever.
E antes que eu esqueça... Quero agradecer a todos os reviews com idéias para a fic. Leio todos e procuro colocar a grande maioria aqui. Valeu pela ajuda!
Beijos.