Agora Ou Nunca

34 A verdade sobre meu pai


Notas iniciais
Boa Leitura!

– Essa mania da Sakura de frear de repente ainda vai matá-la, e pior, vai nos levar junto! – reclamava Gaara ao perceber o carro da frente frear, fazendo com que Sasuke freasse também e rezasse para Shikamaru também fazer o mesmo, ou senão um acidente automobilístico iria acontecer...

Sasuke estava começando a duvidar da prática no volante da sua namorada, ou então era mais um surto das meninas, vai saber o que se passa na cabeça daquelas quatro mulheres totalmente loucas...

– Mas o que ela tem na cabeça? Ou melhor, o que está acontecendo naquele carro? – Sasuke estava atordoado. Aquela viagem não estava sendo nada agradável...

Mas então eles param de imaginar qualquer coisa ao ver Ino abrir a porta do carona e correr para o lado direito da calçada. Em direção à um homem caído no chão.

– Quem é ele? – pergunta Naruto.

– Não sei, mas parece que eles se conhecem. – responde Neji ao ver que a loira conversava com o homem em questão.

Mas a cena que se viu logo em seguida os assustou. Ino começou a agredir o homem sem piedade.

– Mas o que...? – Gaara não terminou de responder e já saia do carro e corria em direção à namorada.

Não conseguiu ir muito longe. Lee que via a cena em outro carro correu para impedir Gaara de se envolver na história.

– Deixe-a. Ela tem acertos de contas para resolver com ele.

– Mas... – não chegou a terminar a frase, a fisionomia de Lee era firme, o que o fez ceder, mesmo contrariado.

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Os minutos foram passando e Ino ainda tinha fôlego para brigar com o homem, que permanecia estirado no chão.

A turma olhava espantada. Era obvio que aquele homem estava bêbado. Então porque discutir com alguém nesse estado?

Depois de um tempo Ino segura o homem e o arrasta para perto dos amigos.

– Vamos?

– Vamos. – Sakura responde.

– Vamos? Vamos aonde? Quem é ele? – Gaara pergunta, mas é totalmente ignorado.

As meninas, com exceção de Temari, que ainda não estava entendendo nada, e Lee o colocam dentro do carro de Sakura, com certo esforço. Aquela turma com toda a certeza era a mais bizarra que já tinham visto.

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Chegaram à casa da rosada e tiraram o homem do carro. Ino e Lee serviam de apoio para o homem.

– Deixa comigo, Lee. Você ainda não pode fazer muito esforço. – Tenten toma o lugar do amigo.

Sakura apenas esperou todos pegarem suas malas para abrir a porta da casa, fazendo todos entrar. Mas teve que fechar a porta imediatamente. Ninguém entendeu nada.

– É... Mãe? Cheguei e... Trouxe visitas. Muitas visitas. Então... Será que dá pra por uma blusa, por favor? – Sakura berrava para a pessoa do outro lado da porta ouvisse e olhou para Ino. A troca de olhares entre elas era intensa. Era como se conversassem apenas com os olhos. Assim que a loira fez um sinal afirmativo com a cabeça, a rosada completou o dialogo com a mãe – E trouxemos também o pai da Ino!

Todos ficam espantados com a revelação. Gaara principalmente. Queria conhecer o sogro, mas não nesse estado...

– Sua filha da puta! Por que não avisou que viria pra cá antes? – a mãe de Sakura devolvia para filha do outro lado da porta.

– Você sabe que ainda é minha mãe, não é mesmo? Então quem é que a senhora está xingando? – perguntava a rosada com um sorriso travesso.

– Tá legal, já pode abrir!

Sakura abre a porta e finalmente vê a mãe vestida decentemente. Não que sua mãe fosse uma qualquer, mas é que ela tem o hábito de andar só de sutien pela casa. Ela gosta de ficar à vontade. E seria muito constrangedor se seus amigos vissem tal cena.

– Minha nossa! Vamos abrigar refugiados? – a mãe de Sakura repara na quantidade de gente que ia entrando em sua casa e parando o seu olhar no pai de Ino. Estava bêbado, sujo, com a barba pra fazer, o cabelo totalmente desalinhado, ou seja, estava mal tratado e praticamente inconsciente.

– Boa tarde senhora. Eu sei que somos em grande quantidade, mas se não fosse incômodo, será que podemos ficar aqui? – Sasuke pergunta educadamente, afinal tinha que causar uma boa impressão à sogra.

– Meu filho, com esse rostinho lindo você pode ficar aqui o tempo que quiser! Mas não estava me referindo a vocês, mas sim a esse senhor! – ela apontava para o bêbado.

– Vou levá-lo para o banheiro, com licença. – Ino se pronunciou com uma voz derrotada e saiu carregando o homem.

– Bem... Não tenho tantos quartos então... Vocês vão ter que se virarem na sala. Tudo bem?

– Sem nenhum problema. A Sakura já tinha nos avisado. – Sasuke ainda falava educadamente.

– Bem... Fiquem à vontade. Estão com fome? Eu posso preparar um lanche.

– Sem problemas. Nós nos viramos. Pode fazer suas coisas.

– Tudo bem. Mas em todo o caso, estou indo para a cozinha. É... Mas antes. Qual o nome de vocês?

– Desculpa mãe. Acabei me esquecendo. Esses são Temari, Shikamaru, Gaara, Neji, Sasuke e Naruto. E o Joshua a senhora já conhece. – Sakura foi apresentando.

– Que bom revê-lo Josh. Prazer em conhecê-los rapazes, e Temari. Mas vejo que alguns são mais que amigos.

– Sempre uma boa observadora. – Tenten fala. – É verdade. Neji é meu namorado, e primo da Hinata também. A Hinata é namorada do Naruto e a Temari e Shikamaru também são namorados. Assim como a Ino e o Gaara. Aliás, o Gaara e a Temari são irmãos.

– E o seu namorado, filha? Não é possível que todos seus amigos estejam namorando e só você esteja solteira! Sabe... Eu quero netos!

A cena seguinte foi engraçada. Sakura se engasgou com a própria saliva, caiu no sofá e não conseguia falar nada. Ficou vermelha de vergonha e também por falta de ar, já que não conseguia respirar direito.

– Eu falei algo de errado? – perguntava a mãe de Sakura preocupada com o estado da filha.

– Depende... – Lee ainda zombava do estado da amiga.

– Muito prazer senhora Haruno, sou Sasuke Uchiha, o namorado da sua filha.

– Mas o prazer é todo meu! Jesus Cristo! Minha filha sempre teve bom gosto para homens, mas desta vez ela se superou!

– MÃE! – Sakura toma fôlego e recrimina a mãe.

– O que? E por acaso eu estou mentindo? – sua mãe se faz de desentendida.

Sasuke fica sem graça com a conversa. Já o resto da turma cai na risada. Depois de uma manhã tensa com o pai da Tenten e logo depois com o pai da Hinata e finalizando com a revelação do pai da Ino, é sempre bom descontrair depois de fortes emoções, nem que seja à custa de um amigo. A mãe da Sakura superou as expectativas e graças à ela a viagem começou a valer a pena.

A mãe da rosada é enfermeira. Trabalha no hospital da cidade. Gosta de ajudar os outros, mesmo que seja mal vista por todos daquela cidade, ela não liga. A cada tapa no rosto que leva, ela oferece a outra face, afinal ela não fez nada de errado. Hoje era o dia de folga dela. Aproveitaria e colocaria a conversa em dia com os amigos de sua filha. A muito tempo não os via todos juntos. Mesmo tendo que se defender e defender sua única filha de uma cidade falsa e hipócrita, ela é alegre e alto astral. Por isso Ino, Hinata, Tenten e Lee sempre gostaram de ficar na casa da rosada.

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Ino dava um banho gelado no pai. Estava com um misto de sentimentos. Estava furiosa e frustrada. Seu pai é um alcoólatra e necessita de tratamento. Por isso o colocou em uma clínica para reabilitação. Não estava acreditando que ele fugiu...

Encontrá-lo na sarjeta era algo que nunca mais queria ver. Presenciou muito disso em sua infância, mas decididamente já tinha se cansado de bancar a babá de seu próprio pai. Por isso o internou numa clínica. É o seu pai e apesar de tudo o ama muito.

O pai de Ino estava debaixo da ducha fria. Tremia de frio. Mas pelo menos a bebedeira já estava passando. Para o alivio da filha. O problema agora é que teria de explicar toda a história para os amigos, para o Gaara principalmente. Isso não a alegrava em nada.

Inoichi Yamanaka. Esse é o nome do senhor. Tinha um lar feliz e amoroso. Pelo menos era isso o que ele imaginava, até ser abandoando pela esposa e com uma filha pequena para criar. Sua esposa fugiu para ficar com outro homem e nunca mais deu notícias. Inoichi desde então afoga suas dores na bebida. Se não fosse Sakura e sua mãe, Ino não seria criada por ninguém. Elas acolheram a loira e assim nasceu a amizade das duas. Depois Sakura apresentou Lee para a amiga. A partir de então o grupo cresceu e Ino nunca mais ficou sozinha. Principalmente porque seus amigos sempre a ajudou a lidar com o pai.

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– Então aquele homem é o pai da Ino? – Gaara perguntava ainda incrédulo.

– Sim, mas se for fazer qualquer pergunta, poupe saliva. Não diremos nada até que Ino esteja aqui e nos autorize a contar. – Lee respondia de forma distante.

– Tudo bem. Então enquanto aguardamos a Ino, que tal vocês me contarem que história é essa do meu sogro não gostar dos Hyuugas? – Neji pergunta. Ainda não tinha esquecido aquela história toda.

– É justo... – Tenten fala. Abaixou a cabeça, esperando assim tomar coragem para contar toda a história. E também porque não tinha coragem de olhar para o namorado naquele momento.

– Então? Estou esperando...

– Espera! Estou criando coragem... – Tenten respira fundo, levanta a cabeça e só então começa a contar: – Meu pai acredita que o senhor Hiashi seja corrupto. Ele a muitos anos, está investigando-o. Quer prendê-lo por sonegação fiscal, por aceitar propina, e muitos outros crimes. O problema é que nunca conseguiu provar, mas também não desiste. Isso ocasionou uma rixa entre os dois. Por isso meu pai não gosta dos Hyuuga. Na mente restrita dele, ele acha todos iguais.

– Eu vou falar com ele. Não sou meu tio, e muito menos quero ser igual à ele.

– Você não vai falar nada!

– Por que não, Tenten? Não quero ter um relacionamento de ódio com seu pai. Quero que ele me aprove!

A discussão rolava na sala entre o casal. Não era uma briga propriamente dita, mas Tenten não estava dando tanta importância assim para a birra do pai. Já Neji, bom moço que era, queria fazer tudo direito, como manda o figurino. Não queria mal entendido com o sogro.

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Enquanto isso, Ino levava o pai até o quarto da empregada. Agora seu pai iria dormir e só acordará no dia seguinte. A decepção era evidente em seu rosto. Nunca imaginou que veria uma cena dessas novamente em sua vida. Sua vontade era de espancar o homem à sua frente, e também de cuidar com todo o amor, amor esse que sua mãe nunca deu.

Ficou olhando o pai por algum tempo, mas precisou correr para o banheiro, que ficava no corredor. O problema é que as pessoas na sala viram a loira correr e fechar a porta do lavabo com brutalidade. A conversa morreu na hora. Todos olhavam para a direção que a Yamanaka estava.

– O que foi isso? – Hinata perguntou.

– Não sei mas vou agora mesmo lá pra saber. – Gaara responde e corre em direção à porta recém fechada. – Ino? Ino? Responde Ino! O que aconteceu? – Gaara batia na porta preocupado com a namorada.

A porta se abriu e por ela saiu uma loira muito pálida e cambaleando.

– Meu Deus! O que você tem?

– Não sei. De repente senti uma náusea. Fora que a dor de estômago voltou, e bem forte.

– Vem, deita aqui no sofá e descansa. Vou fazer um chá pra você.

Gaara a levou até a sala. Deitou-a no sofá e caminhou até a cozinha a fim de fazer o chá.

– Deixa Gaara. Eu faço. Fica com ela. – Sakura fala, e o Sabaku volta para ficar com a namorada.

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O dia foi passando e logo Tenten teria que voltar à sua antiga casa e conversar com o pai. Sabia que não seria fácil, mas não havia nada que ele pudesse fazer. Estava gostando de verdade do Neji e essa perseguição do seu pai contra Hiashi Hyuuga já estava beirando à insanidade. Aquela viagem já estava ficando ridícula!

Nada estava dando certo. E porque ela estava com a sensação de que mesmo depois, as coisas iriam piorar?

“Sai da minha mente pensamento macabro! É só um momento ruim.”

Falaria com o pai. E tentaria tirar essa raiva que ele tinha de Hiashi Hyuuga. Contaria que Neji não é como o senhor ditador. Ele era um rapaz sério e íntegro. “Por que eu estou com a sensação que não vai da certo?”

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Como o esperado, a conversa não foi das melhores. Seu pai chegou até a proibir de vê-lo. Como se isso fosse possível. Tenten teve muito jogo de cintura para lidar com o pai. A teimosia dele podia se comparar com o da Sakura muitas vezes. Mas no final o saldo foi positivo. Seu pai decidiu dar um voto de confiança, desde que Neji fosse falar com ele ainda esse final de semana.

Bem ou mal seu pai era das antigas e sempre protegeria sua única filha. Mesmo ela já sendo adulta, morando em outra cidade e dona do próprio nariz. Para ele, sua filha sempre será a sua menininha.

Assim como a casa da Sakura, a sua sempre foi harmoniosa.

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– Não fique assim por causa do seu pai, Ino.

Ino estava desolada. Chorava no ombro do namorado.

– Como não ficar assim? É meu pai! Não acredito que ele fez isso comigo. De novo...

– Hey, hey! Se acalme. Eu estou aqui com você. Não vai te acontecer nada.

– Mas é o meu pai. Não queria que você o conhecesse assim. Alias não queria nem que você o conhecesse.

Ino chorava. Não havia meios de acalmá-la. Até Temari estava do seu lado tentando falar algo para acalmá-la, mas era tudo em vão. Todos os amigos estavam na sala e não sabiam mais o que fazer pela loira dos olhos azuis.

– Ino? Vem aqui. Tem brownie com calda de chocolate. Aquele que você gosta! – Sakura gritava da cozinha.

– Tem sorvete de creme? E chantilly? – Ino sai do abraço do namorado e corre pra cozinha. Já não chorava mais, pelo contrário. Está feliz, com os olhos brilhando e a boca salivando.

– Ela por acaso está na TPM? – pergunta Temari.

– Não que eu saiba. – responde Gaara.

O resto da turma também vai para a cozinha. Ninguém consegue segurar o riso. Ino tinha o nariz sujo de chantilly e o canto da boca de calda de chocolate. Ela devorava o bolo com uma vontade incrível.

– É melhor comerem logo. Quase que não consigo segurar a fome dessa loira. – Sakura falava enquanto entregava um prato com o bolo para Sasuke.

Notas finais
Então, povo. Agora a galera volta para Londres. E mais problemas virão.
Espero que tenham gostado. Já sabem né?
Sugestões, críticas e afins é só mandar um review. Na medida do possível responderei...
Beijos.