Agora Ou Nunca
44 A prisão
Notas iniciais
Além do mais para quem ainda não sabe estou escrevendo as fics Elas são os caras e Same Girls com a PAlbuquerque e também Ainda te amo com a Sakura Uchiha Redfield. Leiam por favor elas estão sendo feitas com muito carinho para vocês. Terá também outra fic que escreverei juntamente com a PAlbuquerque: Inseparáveis (outra fic NaruHina. Será bem fofinha). Fiquem de olho pois a qualquer momento ela poderá ser postada.
Alguém se habilita a me dar mais algumas idéias? Rs.
Quero agradecer imensamente à Lilli Uchiha pela recomendação.
Bem, agora... Boa Leitura!
Chegou ao apartamento e acendeu a luz da sala. Estava sozinho, pois Hinata quis ficar no hospital e fazer companhia à irmã e ao sobrinho que acabara de vir ao mundo.
O dia foi muito cheio, atribulado e cheio de surpresas. Suspirou cansado e só pensava em banho e cama.
E achando que estava sozinho no apartamento, assustou-se ao ver a figura ruiva encolhido em um canto da sala.
– Pain? Está tudo bem?
– Tio... Preciso da sua ajuda. Fiz uma besteira. Uma besteira muito grande!
Não sabia com o que se assustava mais: se era pelo fato dele o chamar de tio pela primeira vez, ou o fato dele pedir a sua ajuda.
Seja lá o que tenha acontecido, deve ser algo muito grave. E mesmo sem saber o que estava fazendo, abraçou-o.
– Conte comigo. Não sei o que aconteceu, mas conte comigo. Somos uma família e nos ajudamos mutuamente.
= = = = =
Tenten foi para o apartamento de Neji. Eles precisavam conversar. Ino foi com Gaara. Agora que conseguiu reatar com a mãe de seu filho não queria ficar muito tempo longe dela.
Ficaram apenas Sasuke e Sakura na casa das garotas. A rosada queria ir para sua casa. Estava nervosa e transtornada.
A rosada se segurou para não gritar com Hiashi Hyuuga assim que o viu na ala da maternidade do hospital.
Sasuke suspeitava que a namorada tivesse ido atrás do patriarca dos Hyuuga's para tirar satisfações com ele quando o mesmo estava de saída. Mas não tinha certeza. Apenas sabia que de uma hora para outra ela apareceu transtornada e tremendo de tão nervosa que estava.
Hiashi ficou meia hora no hospital. Não trocou nenhuma palavra com sua filha mais velha. Viu o neto pelo vidro da maternidade. Falou cinco minutos com Hanabi e foi embora.
Sasuke sabia que algo aconteceu entre Sakura e o Hyuuga naquela maternidade, pois a rosada estava muito irritada. Por isso voltou com ela, já que ela não tinha condições de dirigir. Deixaram Lee na casa dele e seguiram para a casa da Haruno.
Colocou-a na cama para que ela descansasse um pouco. Porém quando estava saindo foi surpreendido por um beijo da rosada. Foi ela que pediu passagem com a língua, aprofundando o ato, o que ele concedeu de bom grado.
O clima foi esquentando até que se viu sem roupa nenhuma e em cima da Haruno.
...
Ia cada vez mais forte. Cada vez mais intenso. Aquela mulher estava enlouquecendo-o e tirando toda a sua sanidade. Se bem que já não estava raciocinando nada desde que tirou a blusa que ela usava.
– Sa... Sakura! Deus! Eu vou gozar!
– Mais forte Sasuke!
Aquilo o deixou inebriado. Estocava mais rápido ainda, se era possível.
– Eu... Eu... Sakura! — o poderoso clímax o atingiu sem poder agüentar mais.
Desabou o corpo másculo sobre o pequeno e esguio da rosada, repousando a cabeça no vale dos seios da Haruno.
Isso até perceber que não tinha esperado a garota ter o seu orgasmo. A culpa o invadiu e olhou para ela e pediria desculpas.
Porém o que viu foi a sua respiração totalmente descompassada e os olhos cerrados.
– Isso foi realmente incrível Sasuke! Estava inspirado hoje... Nunca gozei dessa maneira!
Um sorriso de canto formou-se nos lábios do moreno.
– Com a mulher que tenho em meus braços, preciso me empenhar sempre mais!
Porém algo a despertou de seu nirvana. Sakura abriu os olhos assustada e sentou-se na cama de repente fazendo Sasuke virar para o lado interrogativo e desfazer a conexão de ambos.
– Sasuke! Merda! Não usamos proteção!
– Eu sei. Mas... Droga Sakura eu sei que nos empolgamos mas a culpa é sua. Seus beijos são viciantes e empolgantes. Acalme-se. Daremos um jeito — ele curvou-se para beijar-lhe os lábios, porém ela desviou o rosto séria.
– Estou falando sério. Não usamos proteção. E estou no meu período fértil! Eu posso estar grávida nesse exato momento!
O sorriso de Sasuke se alargou.
– Grávida? Sério? Tomara que tenha seus olhos. E os cabelos róseos.
– O que? Será que dá pra falar sério?
– Mas eu estou falando sério. Se você estiver mesmo grávida não vou te abandonar. Nos casaremos e esse filho será muito amado.
– Você não sabe o que diz...
A rosada levanta-se e pega suas roupas e começa a vestir.
– Onde pensa que vai? Volta pra cama!
– Onde vou? Vou à farmácia. Preciso comprar pírula do dia seguinte. — ela se trocava nervosa.
– Sakura, por favor. Não faça isso. Eu já disse que assumirei nosso filho. A gente se casa. Pode ser um mês depois do Itachi e você se muda pro meu apartamento. Senhora Uchiha... — a voz do moreno saiu rouca e sensual ao pronunciar as últimas palavras.
= = = = =
– Vamos Pain, o que foi que aconteceu?
– Tio... Por favor, acredite em mim. Eu não tive culpa!
– Culpa de que? Do que está falando? — Naruto estava perdido.
– Não posso falar...
Naruto tentava puxar uma mecha de seu cabelo. Aquela conversa estava deixando-o tenso.
– Pain, se não me contar o que está acontecendo não poderei te ajudar.
O ruivo encolheu-se ainda mais.
– Eu não tive culpa. Juro que dessa vez eu sou inocente!
= = = = =
Sasuke teve tempo de apenas colocar a calça. Sakura já caminhava a passos duros pela casa em direção à porta de entrada.
– Volta aqui Sakura. Você não vai tomar pírula nenhuma. Esqueceu que você é alérgica? Aconteceu não dá pra voltar atrás. Nós vamos conseguir criar, educar nosso filho. Não precisa ficar nervosa. Não é para tanto!
– Não é para tanto? Sasuke! Estamos falando de um bebê!
– E que será lindo, com a mãe que tem. Sakura por favor. Me dê esse filho!
– Você não entende? Eu já fiquei grávida uma vez e perdi. Eu tenho medo!
– Não há com o que ter medo. — Sasuke entendeu o receio da namorada — Eu nunca vou te abandonar! Eu não sou o crápula do seu ex. Eu quero esse filho! Quero um filho seu!
A rosada ficou sem reação diante a declaração do namorado. Aquelas palavras a derreteu. Não podia negar. A possibilidade de engravidar novamente e ainda por cima de Sasuke passou por sua mente e seu coração.
Encarou os ônix sem saber o que responder. Abriu e fechou a boca diversas vezes até se dar por vencida e fechar de vez a boca.
A campainha foi tocada despertando o casal do transe.
– Eu atendo. — Sasuke fala primeiro — Pense no que eu falei. Depois conversamos.
= = = = =
Pain estava chorando a mais de dez minutos. Aquilo apertou o coração do loiro. Nunca concordou com a expressão que homem não chora. Mas aquilo já era demais.
Não sabia o que fazer. Consolava? Fingia que não era com ele? A verdade é que nunca teve o mínimo tato com adolescentes.
– Vamos Pain. Não deve ser tão grave assim...
Falaria mais se não fosse o som estridente do telefone tocando.
Quem seria à uma hora dessas?
– Alô?
– Naruto, preciso de sua ajuda!
– Sasuke? O que foi? O que aconteceu?
– Me leva até Derbyshire. Não vou conseguir dirigir até lá.
– Quando isso? Por que não leva a Sakura?
– Por que ela foi presa e preciso que meu pai a tire de lá!
– Espera! Como assim presa? O que ela fez?
– Droga! Isso não era pra ter saído assim... Faz mais ou menos uma hora que vieram três policiais e deram voz de prisão à ela. Nem eu sei direito, mas estão suspeitando dela do seqüestro do pai da Hinata.
– O pai da Hinata foi seqüestrado? Quando? – a cada frase que o amigo falava era uma surpresa.
Pain finalmente parou de chorar, levantou a cabeça para melhor escutar a conversa do tio melhor. O pânico era evidente em seus olhos.
– Eu falo com você durante a viagem. Por favor, preciso pedir pro meu pai que a tire de lá. Ele como advogado vai conseguir o habeas corpus. Ou então podemos pagar a fiança. Não sei! Preciso dos conselhos do meu pai.
– Estou indo para aí.
– Estou na casa das meninas.
Naruto respirou fundo e como não conseguiu se acalmar puxou novamente uma mecha de seu cabelo. Agora mais essa?
– Pain, aconteceu um imprevisto e vou precisar viajar. Olha, não sei o que você fez, mas quando eu voltar quero saber dessa história direito.
– O pai de sua namorada foi seqüestrado não é?
– Como você sabe? – o loiro arregalou os olhos. Como ele sabia disso?
– Bem... Você gritou isso no telefone. Sakura é aquela rosada não é?
– Sim. É ela mesma.
– Não foi ela que planejou tudo isso. Ela é inocente. Precisa tirá-la de lá!
– E você sabe de alguma coisa?
O ruivo calou-se. Droga! Ele falou de mais. Essa bomba podia estourar na mão dele.
– Pain, o que você sabe sobre esse assunto?
Nada. Pain continuava calado e isso estava irritando o loiro.
– Pain! Me diga o que está acontecendo. E eu quero saber a verdade!
– Não posso falar... – ele murmura por fim.
– Merda! O que foi que você fez?
= = = = =
A rosada foi empurrada de qualquer maneira para dentro daquela cela por duas carcereiras. Tropeçou e por pouco não caiu no chão.
Assim que viu a cela ser fechada o desespero tomou conta. Segurou as grades com as mãos e finas lágrimas escorriam pelo seu rosto de marfim.
Aquilo não podia estar acontecendo. Não com ela!
– O que uma boneca como você faz aqui? — uma voz ao fundo se fez presente. Era levemente grossa e gélida.
– O... O que? Eu... Eu não fiz nada! — a rosada estava ficando desesperada.
Todas começaram a rir em deboche.
– Sei. Aqui ninguém fez nada, não é mesmo meninas? — a mesma voz falou com escárnio. Todas assentiram concordando.
Agora era possível ver com quem estava falando. Uma morena, alta e forte. Deveria ser a líder do grupo.
– Es... Estou falando sério! — estava nervosa — Eu estava em casa quando os policiais vieram dar a voz de prisão pra mim. Tudo por que eu não gosto dele, mas seqüestrá-lo? Por que faria isso? Droga! Era pra ser apenas uma simples visita à maternidade! E ele estava lá comigo em mais uma tentativa de me convencer a termos um filho... Isso já está me deixando nervosa! Não quero filhos. Mas provavelmente estou porque aquele idiota transou comigo sem proteção! Será que ele não entende que eu tenho medo? Mas aí quando estava sendo levada pelos policiais a porquinha me viu e de tão nervosa que ficou ela passou mal. Meu Deus! Ela está grávida! O que será dela?
– Opa! Opa personagem de anime! Vamos com calma que não entendi nada. Quem seqüestrou quem? E por que você não quer ter filhos com ele? Você é linda rosadinha! Agora uma coisa me intriga. Por que você cria uma porca e ainda por cima prenha.
– Hã? Porca? Filho? — Sakura não entendia nada daquela conversa.
– Explique-se melhor... Comece com o seqüestro.
– É o que eu mais quero saber! Eu estava pronta para sair e comprar a pírula do dia seguinte quando a campainha tocou e então os policiais entraram já me dando voz de prisão. Algo como ser suspeita do seqüestro do Hyuuga maldito.
– E você o seqüestrou?
– É claro que não! Eu o odeio, mas aí seqüestrar aquele ser desprezível é outra história!
– Certo. Não entendi nada, mas vamos dar continuidade. Por que não quer ter filhos com o seqüestrado?
– Por que eu teria um filho com aquele bastardo? Eu tenho um namorado!
– Tudo bem. Quem quer ter um filho com você?
– Sasuke.
– Quem é Sasuke?
– Meu namorado!
– E onde o seqüestrado entra nessa história?
– Ele não entra. Foram vocês que o colocaram nesse rolo...
– Então por que não quer ter um filho?
– Medo. Eu já perdi um filho porque o Akasuna me espancou quase até a morte. Não quero isso de novo.
– Akasuna é o seu namorado?
– Não. Meu ex.
– Teu atual namorado te espanca?
– Não! O Akasuna fazia isso!
– Certo. Não entendi nada, mas tudo bem. Onde a sua porca prenha entra nessa história?
– Minha porca? Eu não tenho porca!
– Mas foi você que disse que a sua porca passou mal e ainda por cima está prenha...
– Mas não foi porca animal. E sim a minha amiga porca. Quer dizer Ino. É que eu a apelidei de porca quando éramos criança...
– Aí rosadinha. Entendo cada vez menos a sua história. Vamos começar do início. Conte-nos desde o começo...
Sakura respirou cansada. Estava tão nervosa que contava os acontecimentos tudo pela metade. Respirou fundo mais uma vez e começou a narrativa.
As companheiras de cela calaram-se e ouviam tudo em expectativa. Vez ou outra expressavam suas opiniões.
Suas companheiras de cela falavam algo como: "Bastardo!", "Crápula!”, “Merece morrer!”, mas quando o assunto voltava-se para Sasuke os comentários eram: "Esse homem vale ouro!", "Ele te ama!”, “Dê logo esse filho à ele!”.
Mas a cada assunto ela tentava massagear seu abdômen. Estava com a gastrite atacada e presa, não tinha acesso ao seu medicamento. Por isso contorcia-se de dor.
As companheiras de cela perceberam a careta que ela fazia e começaram a ser solidárias à ela, mesmo sem saber ao certo o que deveria ser feito nesse caso.
= = = = =
– Calma Ino! Vai dar tudo certo. Seja forte, por favor! — Gaara corria ao lado da maca falando palavras de incentivo à loira que agoniava de dor.
– Meu Deus! Faça essa dor parar! Eu... Eu não agüento mais!
– Fique calma! Eu estou aqui. Não vou sair de perto de você.
– Sinto muito senhor mais daqui o senhor não pode passar. — uma enfermeira fala segurando o seu braço.
– Como? — o ruivo estava confuso. — Não! Eu vou entrar e ficar com a minha mulher.
– Sinto muito, mas a partir dessa linha vermelha apenas pessoas autorizadas podem entrar. Fique tranqüilo. Sua mulher será bem cuidada.
– Não! — Ino dá um grito — Não me deixe Gaara estou com medo!
– Por favor, senhor. Manteremos o senhor informado.
O Sabaku solta a mão da loira e sente um aperto no coração. O que será de sua mulher e o bebê?
– Quer uma opinião? — Temari o ampara — Reze. Peça à Ele. Mas peça de coração. Deus não desampara ninguém e nesses momentos de agonia, somente Ele pode nos ajudar...
Temari sabia que o irmão não era nada religioso, mas mesmo até o mais ateu de todos é capaz de recorrer à Deus no momento mais desesperador. E aquele era com certeza um momento desesperador.
O casal estava no apartamento do ruivo até que Ino lembrou-se que precisava tomar seu suplemento vitamínico, ácido fólico e tudo mais que sua ginecologista receitou para que o bebê nasça saudável.
O problema é que seus remédios estavam na casa da loira. Precisariam ir até lá. Seria algo rápido, porém não conseguiu nem entrar na casa.
Uma confusão estava sendo armada do lado de fora. Reparou bem e o que viu assustou-a.
Policiais estavam tirando Sakura de dentro de casa. Algemada!
Sasuke veio logo atrás desesperado enquanto que a rosada gritava nervosa.
Saiu nervosa do carro sem dar tempo de Gaara estacionar direito. Correu em direção à amiga e quando soube o motivo da prisão revoltou-se.
Não porque estava duvidando da amiga. E sim porque a polícia estava trabalhando em hipóteses e nem ouviram o depoimento da Haruno e já tiraram conclusões precipitadas, levando-a presa.
Estava tão nervosa e se debatendo que foi necessário que Gaara a amparasse. Sentiu um líquido escorrer e por entre as pernas e viu sangue. Sentiu uma forte dor em seu abdômen. Depois outra. E outra.
Quando percebeu estava caída nos braços do Sabaku e agoniando de dor.
Gaara só conseguiu pensar em ligar para a emergência e esperar por socorro.
= = = = =
Seis horas depois Sasuke e Naruto, juntamente com Pain chegaram à cidade de Derbyshire, mais precisamente à casa da família Uchiha.
Pain estava estranho. Mais calado que o habitual. Mas Naruto estava mais preocupado é com o estado de nervos do amigo. Apenas de achar que o sobrinho tinha alguma culpa em tudo isso. Não queria pensar isso, porém as circunstâncias apontavam para isso. E também porque sabia da índole de Nagato, seu irmão e pai de seu sobrinho. Tinha medo que Pain estivesse seguindo os passos do pai. Isso com certeza não seria nada bom.
Sentiu-se dividido. Não sabia o que fazer. Estacionou o carro e viu Sasuke praticamente saltar do carro e correr até a porta de entrada.
Mikoto estava trancando a casa toda para ir dormir quando viu o carro de seu filho mais novo estacionar de qualquer maneira.
Correu para abrir a porta com um sorriso nos lábios. Porém o mesmo sumiu quando viu a feição fechada do filho.
– Sasuke? Aconteceu alguma coisa? — ela correu para beijar o filho, mas foi totalmente ignorada. O moreno adentrou na casa sem nem ouvir o que a mãe disse.
– Cadê meu pai? Preciso falar com ele!
– Já foi dormir. Vem aqui me dar um beijo e...
Não completou a frase. Sasuke já subia as escadas correndo.
– Sasuke! — Mikoto grita chamando pelo filho.
– Deixa ele tia Mikoto. Sasuke está muito nervoso. E ele precisa muito falar com o tio Fugaku.
– O que aconteceu? — a matriarca quis saber.
– Eu também não sei. Vamos esperar a conversa deles...
...
Pai e filho conversaram por meia hora. Depois ambos desceram as escadas e a aflição estava estampando em ambos.
– O que está acontecendo? — Mikoto pergunta ao ver os dois homens descendo.
Fugaku pôs-se a explicar todo o acontecimento. A morena ouvia a tudo chocada.
– E vocês por acaso não estão pensando em tirá-la de lá, não é?
– É claro que vamos mãe! É da Sakura que estamos falando.
– Mas Sasuke! Ela é uma assassina!
– Correção Mikoto. Suspeita de seqüestro. São coisas totalmente diferentes. Além do mais, todo mundo é inocente até que prove o contrário. O mínimo nesse caso é ela responder em liberdade.
– Como é? Ela não pode ser solta! Ela é um perigo a sociedade! Não vê meu filho? Essa mulher está virando a sua cabeça! Deixe-a enquanto é tempo.
– Não acredito que estou ouvindo isso da senhora. A senhora a conheceu. Ela é incapaz de fazer uma coisa dessas.
– Não vê que ela não é moça pra você?
– E quem seria? Ah lembrei! Ninguém! Não vou ficar nessa casa mais um minuto. Não quero ficar perto da pessoa que só quer a minha infelicidade.
– Não fale nesse tom comigo mocinho! E não se atreva a sair por essa porta! Eu te proíbo! — a senhora Uchiha bloqueia a passagem dos homens.
– Não me faça te odiar Mikoto! — Sasuke fala gélido.
– Basta! — Fugaku grita impaciente. — Você prometeu que não se envolveria mais no namoro de seu filho Mikoto. Esse seu ciúme está beirando à insanidade. Saia da frente dessa porta ou então eu mesmo farei você sair. E não me faça querer me separar de você!
– O que? Aquela assassina virou a sua cabeça também Fugaku!
O Uchiha mais novo não agüentou ouvir mais nada calado. Deu meia volta em direção à cozinha sendo seguido por Naruto e Pain. Três minutos depois eles já saíram pelos fundos da casa e já partiram com o carro.
Mikoto ficou boquiaberta com a audácia do filho.
– Satisfeita? Agora seu filho te odeia e não me espantaria se ele nunca mais colocar os pés nessa casa. Parabéns! Você conseguiu com que meus dois filhos se afastasse de nós. Vou sair dessa casa por uns tempos. E enquanto você não se tratar não voltarei!
O patriarca saiu de casa e rumou para Londres para resolver o problema da namorada de seu filho. Para ele era claro que houve abuso de poder.
Mikoto ficou ali naquela casa sozinha ouvindo apenas o eco de seu choro sofrido. Onde ela tinha errado na educação de Sasuke? Ele sempre foi apegado à ela. E ela sempre se dedicou ao seu caçula. Então porque ele tinha se voltado contra ela?
= = = = =
O dia tinha amanhecido e Sakura não conseguiu pregar o olho. Tudo aquilo parecia um sonho. Mas não era. Ainda estava presa. E ainda por cima por causa de um crime que não cometera.
– Aí rosadinha? Não conseguiu dormir?
– Meu estômago dói. Minha gastrite está atacada. Por isso dormi muito mal...
– Sei... Olha, a primeira noite é horrível mesmo. Mas se acalme. Você conseguirá sua liberdade.
– É o que eu mais quero... — a rosada coloca a mão no abdômen. Contorcia-se de dor.
– Está tão mal assim? — sua companhia de cela pergunta preocupada. A Haruno apenas afirma com a cabeça.
– Você precisa é ir à enfermaria. Vem eu te acompanho. Só precisamos chamar as carrascas.
Porém não conseguiu chamar. Uma policial logo veio e se direcionou à rosada.
– Senhorita Haruno? A senhorita foi libertada. Responderá ao processo em liberdade.
– Eu sabia rosadinha! Agora vai lá agarrar seu macho ou então eu mesma faço isso! Não tenha medo de ser feliz!
– Meu Deus! Como vocês não prestam!
– E não faça nada que eu não faria!
Sakura saiu da cela rindo e balançando a cabeça em forma de negação. Mesmo no momento mais aterrorizante, ela foi capaz de arrumar grandes, e verdadeiras amigas. Porém quando estava saindo a imagem do namorado se fez presente na sua frente.
– Uau! Quem é o Deus Grego esculpido? — uma das presidiárias pergunta dando um assobio e fitando-o de cima à baixo.
Sasuke se sentiu desconfortável.
– Esse é o Sasuke meninas. — a rosada responde de forma dócil.
– Meu Deus! Mas você é mesmo uma filha da puta de tão sortuda... — outra presidiária murmura.
– Hey projeto de galã! Quando você se cansar dessa personagem de anime, vem visitar a gente!
– Vamos parar com isso! Sakura é uma de nós agora e não roubamos nossas irmãs! E Sakura é nossa irmã! Boa sorte amiga! Tome cuidado e vem visitar a gente!
– Não se esqueça que é uma de nós agora. Não permitiremos que mexa com você. Mesmo aqui dentro presas rosadinha. Não permitiremos que se faça algo de ruim à nossa amiga, nossa irmã!
Sasuke, que estava do outro lado da cela apenas esperando a policial abrir aquelas grades para finalmente ter a amada em seus braços nada entendia daquela conversa doida que a rosada estava tendo. Arqueou uma sobrancelha intrigado. Quando estavam distantes o suficiente para ninguém ouvir a conversa não agüentou e perguntou.
– O que foi aquilo? O que aconteceu com você enquanto esteve detida?
– Hn. Nada de mais. — a rosada dá de ombros. — Apenas fazendo alguns contatos...
Sasuke arregalou os olhos. Mas que diabos aconteceu dentro dessas vinte e quatro horas que esteve detida? O que fizeram com a sua namorada?
= = = = =
Assim que pôs os pés na rua e quase se cegou com os raios solares foi recebida pelos seus amigos.
Sasuke, que já estava abraçado à ela começou à beijá-la. Desde que a pegou dentro do presídio não a soltou mais.
– Solta ela Sasuke! Também queremos dar as boas vindas! — Tenten falava enquanto tentava separar o casal.
Porém o moreno parecia não ouvir. Tirou a mão da castanha e apertou ainda mais o abraço na rosada.
– Caramba! Assim ele vai engolir ela! — Lee fala com os olhos arregalados.
Sakura não teve nem tempo para pensar, muito menos falar algo. O Uchiha foi abordando-a num beijo urgente e saudoso. Precisava sentir o calor da namorada não importava onde estavam. Precisava dela nos seus braços.
Colocou uma mão em sua nuca afundando-a nos cabelos rosados. A outra mão percorria as costas desejoso.
Estava perdendo o fôlego, mas não se importou. Ainda beijava-a com a língua percorrendo a boca ditando uma dança sensual.
– Calma Sasuke! Eu preciso de ar! – Sakura diz empurrando-o levemente para se soltarem.
– Tudo bem... – o moreno fala desgostoso.
– Certo casal vinte. Agora que se separaram, Sasuke saia de perto que queremos ficar um pouco com a nossa amiga! – Lee fala tirando o Uchiha de perto.
Todos abraçavam a rosada e a mimavam, porém a Haruno estava sentindo fala de um casal.
– Cadê a Ino e o Gaara? – ela pergunta aflita. Afinal ainda se lembrava de sua amiga sofrendo na noite anterior.
Todos se olhavam. Ninguém encarava a rosada. E agora? Quem responderia?
Notas finais
E agora? O que acha que aconteceu com a Ino? Ela perde o bebê? Ou o bebê sobrevive?
E o Pain? Metido até o pescoço no caso do sequestro, ou ele é apenas mais uma vítima do caso, mas uma vítima que sabe de mais?
Me ajudem galera! Estou sem idéias para escrever e conforme vocês opinem quem sabe minha inspiração volte, hein?
Beijos!
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