Agora Ou Nunca
45 Uma visita ao hospital
Notas iniciais
Nem vou mais prometer que tentarei postar logo, porque acho que vocês perceberam que eu não consigo cumprir, não é mesmo?
Mas mesmo assim, quero agradecer ao povo que não me abandonou e dizer que não vou abandonar a fic. Posso demorar, por conta das outras fics, mas postarei sempre que possível!
Beijos e até a próxima.
Estavam todos na sala enquanto Sakura tomava um banho.
A rosada queria tirar todo o cheiro da prisão que impregnou em seu corpo. E também um momento sozinha para por as idéias em ordem.
Depois iria ao hospital visitar sua amiga. Precisava ver com seus próprios olhos se a loira estava bem. E se fosse possível se a criança continuava bem guardada em seu útero.
Enquanto a Haruno estava no banho, na sala a conversa rolava solta. O assunto: a rosada.
- Estou falando. A Sakura fez amizade com aquelas detentas. — Sasuke fala sobre a aventura da namorada.
- A Sakura é muito Caxias. Não faria isso. — Tenten fala descrente.
- Caxias ela até pode ser. Mas não podemos esquecer que ela já causou muito na agência. — Naruto interrompe a castanha e relembra as aventuras que ela passou no ambiente de trabalho — Por isso não seria estranho se ela ficar amiguinha daquelas mulheres...
- Hey! Estamos falando da Sakura! Ela é praticamente uma santa! — Tenten ainda tentava argumentar.
- Amiguinha nada! Agora a Sakura é irmã delas!
Todos arregalaram os olhos. A Sakura? A mais santa do grupo? Irmã de infratoras da lei? Com certeza não estavam falando da mesma pessoa. Ou então a rosada sofreu alguma lavagem cerebral enquanto esteve presa.
Pararam de falar imediatamente ao perceberem que a rosada estava chegando à sala.
- Agora vamos? Quero ver a Ino antes do almoço.
- Sakura... Não é melhor você comer alguma coisa? — Hinata pergunta relutante.
- Não! Quero ver como aquela porca está antes de qualquer coisa! — a rosada estava decidida.
- Mas...
- Vamos! — a Haruno pega sua bolsa e vai marchando até a porta.
Sakura até podia ser uma Caxias, e que virou irmã das detentas. Mas ninguém podia negar que era teimosa também! Sempre disposta a colocar seus amigos acima de qualquer coisa.
Todos saíram e rumaram para o hospital atrás dela.
A Haruno estava de carona e quase perdendo a paciência com Sasuke que dirigia.
- Pisa mais nesse acelerador! Nessa velocidade só chegaremos depois de amanhã no hospital!
- Sakura! Acalme-se. Eu estou andando na velocidade máxima permitida. — o Uchiha tira a mão do câmbio e pousa na coxa da namorada dando um leve apertão como incentivo e amparo à ela.
- Droga! Eu quero ver logo a porquinha... — ela ainda resmunga nervosa.
*****
Quando chegou ao hospital a rosada praticamente correu em direção ao quarto da amiga.
A situação era praticamente pessoal. Não queria que Ino sofresse o que ela sofreu no passado. Principalmente porque a loira tem algo que ela não teve: o apoio do pai da criança. Ambos queriam o bebê. Ino não merece esse sofrimento.
Chegou ao quarto e arqueou uma sobrancelha. Ino e Gaara estavam deitados na cama do hospital. Espremidos. Gaara dormia o sono dos anjos abraçado à loira. Já a Yamanaka afagava os cabelos ruivos e cantava uma cantiga de ninar.
Assim que viu a amiga entrando soltou um sorriso largo, porém fez sinal de silêncio.
- O que está acontecendo aqui? — a rosada fala sussurrando, perguntou confusa.
- Gaara passou a noite em claro. Deixa-o dormir. Está cansado.
- Tudo bem. Mas e você? Como você está?
- Agora estou bem. Foi só um susto.
Sakura a fuzilou com os olhos. Como assim foi só um susto? Abriu a boca pronta para argumentar, mas o resto da turma adentrou no quarto, o que fez o assunto morrer.
Pior ainda. Fez Gaara acordar.
- INO! Como está? — Naruto fala alto de tão animado que estava.
- Naruto seu idiota! Não dava para falar mais baixo? Tinha gente dormindo aqui, não percebeu?
- Para falar a verdade não vi. Desculpa. — o loiro coçava a cabeça nervoso.
A loira bufou irritada. Gaara coçava os olhos. Ainda estava sonolento. O resto da turma ria de toda a situação.
A turma ficou conversando um pouco. Estavam animados. Ino estava bem, apenas precisava de um pouco de repouso, afinal ela teve um princípio de aborto. Já o bebê estava à salvo.
Explicaram à Ino que Sakura foi acusada de seqüestrar Hiashi Hyuuga. Mas que responderá em liberdade. E principalmente, que o pai de Sasuke será seu advogado.
Estavam todos animados envolto pelo clima de felicidade.
Estavam todos espalhados pelo quarto. Sasuke estava sentado no chão encostado na parede. Sakura estava sentada entre suas pernas e desfrutando do cafuné que o moreno fazia em seus cabelos. Porém sentiu uma mão dele depositar em seu abdômen.
Sasuke estava apenas acomodando a rosada ao seu lado. Mas o gesto pareceu despertá-la. Isso fez a rosada levantar de repente.
- O que foi Sakura? — o Uchiha pergunta preocupado.
- Eu... Droga! Esqueci completamente. Preciso ir à farmácia.
Aquelas palavras soaram como um palavrão muito feio para ele. A fisionomia era de desapontamento.
Como assim ir à farmácia? Ela ainda continuava com aquela idéia absurda? Por impulso levantou e segurou o pulso da namorada.
- Não vá! Por favor... — o moreno suplicava.
- Desculpe... Eu preciso ir.
Sakura soltou-se, desvencilhou e correu para a saída. Sasuke pensou em ir atrás dela, porém ponderou. Ele definitivamente não estava de acordo com essa decisão. Por isso não iria compactuar com isso.
Voltou a se sentar no chão. Estava cabisbaixo. Todos perceberam.
- O que está acontecendo Sasuke? — Naruto pergunta preocupado com o amigo de longa data.
Mesmo pensativo o Uchiha responde.
- Eu sou tão desprezível assim?
- Como? Claro que não, mas...
- Então por que a Sakura não quer me dar um filho?
O loiro ainda o olhava interrogativamente. Que papo era aquele?
Não era só Naruto que o olhava estranho. Todos naquele quarto estavam olhando para o moreno sem entender nada.
Sasuke suspirou e começou a relatar.
- Ontem à noite eu tive minha segunda melhor noite com a Sakura. Só perde para a primeira vez que tive aquela rosinha marrenta nos meus braços. Porém o momento estava tão bom e nos empolgamos. Não usamos proteção.
- Se quiser você pode nos poupar de grandes detalhes... — Naruto falava incomodado. Não precisa saber detalhadamente a intimidade do amigo.
Sasuke bufou, mas continuou a narrativa.
- Enquanto eu ainda tentava recuperar o meu fôlego a Sakura se lembrou desse pequeno detalhe e se levantou. Arrumou-se e já estava pronta para ir até a farmácia para comprar a pírula do dia seguinte.
- Mas ela é alérgica! — Lee recorda desse pequeno detalhe.
- Eu sei! E ela também sabe. Mas ela quis saber? Nem se preocupou... Eu pedi. Até implorei para ela não fazer isso. Nada me faria mais feliz do que ser o pai do filho da Sakura. Mas pelo visto de nada adiantou minhas palavras. Ela está mesmo decidida a não me dar esse filho...
- Não é bem assim Sasuke... — Ino tenta se explicar.
- Então é como? Ino! Eu definitivamente amo a Sakura. Quero formar uma família ao lado dela, mas já não sei se ela quer a mesma coisa que eu...
- Sasuke escuta. — Lee se pronuncia novamente — Não tenho dúvidas que a minha amiga te ama. Porém ela sempre teve medo de se apaixonar. Entenda o lado dela. O primeiro amor da vida dela mostrou-se ser um cara agressivo. Ele foi o causador do aborto que ela sofreu! Sakura quase morreu... Ela tem medo de amar.
- Droga Lee! Será que eu não provei à ela que eu a amo? Não provei o suficiente? O que mais eu tenho que fazer? Me diz que eu faço!
- Não precisa fazer nada. Acalme-se! Apenas tenha paciência! As coisas irão se acertar. Mas não a force a fazer as coisas. Ela está se entregando ao seu amor. Tenha um pouco mais de paciência e ela aceitará formar uma família com você.
Sasuke bufou. Tinha planos de se casar com Sakura. Para que esperar? Ganhava o suficiente para sustentar uma família. Poderiam começar morando juntos. Porém, por que diabos tinha que se apaixonar com uma mulher tão complicada?
- Não concordo com isso. Mas aceitarei.
Todos compadeceram do sofrimento do moreno.
- Será que a Sakura vai mesmo interromper essa possível gravidez? — a voz de Hinata se fez presente pela primeira vez.
Ninguém respondeu. Todos estavam penastivos. Sasuke era o mais deprimido.
= = = = =
Passaram-se mais algumas horas e ainda estavam todos no quarto de hospital. Sakura ainda tinha retornado. Aquilo só aumentava ainda a angustia de Sasuke.
Dentre aquele silêncio incômodo e tenso, o som do celular de Hinata tocou, fazendo-a travar instantaneamente.
Relutante ela atendeu e ouviu o que a pessoa do outro lado da linha dizia. Desligou o telefone nervosa.
- Eram os seqüestradores...
Todos se viram para a morena.
- O que eles querem agora? — Lee pergunta nervoso.
Naruto fica cabisbaixo. Instantaneamente ele olhou para Pain. Algo lhe dizia que seu sobrinho sabia algo sobre esse seqüestro. Porém ele prometeu ajudá-lo. Nunca se arrependeu tanto de uma promessa. Ainda se perguntava se tomou a decisão certa.
- O prazo para o pagamento do resgate está acabando... — o loiro foi desperto pela voz da namorada. — O que eu faço? Não tenho todo esse dinheiro...
= = = = =
Em um galpão mal iluminado um grupo estava reunido. Um homem amordaçado estava cabisbaixo.
- Então velho... — o líder da gangue puxa os cabelos da vítima — Pronto para rever sua família?
- Ninguém aparecerá. Vocês não entendem? Minhas filhas me odeiam. Elas não pagarão o resgate.
- Tolices...
- Eu as expulsei de casa! Elas nunca irão me ajudar... — doía-lhe dizer aquelas palavras — Por favor, acabe logo com isso...
Hiashi nunca se arrependeu tanto de ter feito tanto mal à sua filha mais velha. Sua vida medíocre estava nas mãos da pessoa que mais maltratou.
- Cale a boca! — acertou um soco no canto dos lábios.
Hiashi pôs-se a pensar. Sabia que não foi um bom pai à Hinata, sua primogênita. E só de pensar que o seu destino estava, mas mãos delas, um arrependimento batia em seu coração.
Hinata podia muito bem ignorar todas as ameaças que os seqüestradores faziam e não a culparia. Já disse tantas coisas ofensivas à ela.
E agora estava fadado a morrer nas mãos dos bandidos.
= = = = =
- Algum problema... Tio? — Pain pergunta após ser arrastado para fora do quarto onde Ino estava hospitalizada. Seu semblante era preocupado e nervoso ao mesmo tempo.
- Todos. Os seqüestradores ligaram novamente. Querem logo o dinheiro. — o ruivo travou. Ele sabia disso. Estava lá quando Hinata atendeu o telefonema.
- Droga! Eu sei. Eu estava lá! Não entendo... Era pra ser apenas um susto...
- O que? Pain! O que você sabe sobre isso?
- Eu... Eu...
Irritado, Naruto pegou o adolescente pela gola e o empurrou até a parede mais próxima.
- Agora você vai me dizer tudo o que sabe! Tem noção do que está acontecendo? A namorada do meu melhor amigo está sendo acusada desse seqüestro. A minha namorada precisa arranjar cinqüenta milhões de euro o mais rápido possível se ela quiser ver o pai com vida! Já basta Pain! Eu prometi te ajudar, mas se você continuar a esconder o que acontece, não poderei fazer nada!
- Eu não o seqüestrei! — o ruivo grita nervoso — Foi a gangue. Juro que tentei evitar...
- Como é que é? — o loiro solta a camiseta do sobrinho.
- Eu precisava provar que sou tão bom quanto o meu pai. Eles pediram para dar um susto no Hyuuga. Mas eu me recusei. Eu juro!
A fisionomia de Naruto mudava a cada palavra dita pelo sobrinho. Pain percebeu que ele estava ficando decepcionado, mas continuou narrando.
- Eles disseram que já estava tudo encomendado. Tentei evitar. Fui até o hospital, mas eles me bateram. Esperaram o Hyuuga terminar a conversa com a mulher rosada e o abordou. Não consegui fazer nada. Por favor, tio, não me denuncie. Se a polícia chegar até eles, eu estou morto! Por favor... Por favor...
O ruivo suplicava. Naruto não sabia mais o que pensar. Estava aturdido.
E agora? O que fazer? E principalmente, como iria encarar Hinata?
= = = = =
Quando o loiro e o ruivo entraram novamente no quarto, era visível a tensão entre eles.
- O que você fez Naruto? — Sasuke pergunta. Conhecia o amigo a muito tempo. Alguma coisa o incomodava.
- Que? Por que eu? — Naruto fala ofendido — Desta vez eu não fiz nada.
- Sei...
Hinata também percebeu que alguma coisa incomodava o loiro. E alguma coisa relacionado ao sobrinho.
Sorrateiramente chegou próxima ao Uzumaki e sussurrou em seu ouvido.
- A noite a gente conversa. E você vai me falar tudo!
Um frio na espinha percorreu todo o corpo de Naruto. E agora? Falava ou não tudo à namorada?
= = = = =
Ainda esperavam Sakura retornar. E a cada segundo Naruto ficava mais tenso.
Não agüentando mais e o seu senso de justiça martelando em sua cabaça, arrastou novamente Pain para fora do quarto.
- Não dá! Olha aqui Pain, eu sei que começamos mal a relação de tio e sobrinho. Mas não vou compactuar com isso. E também vou te proteger. Saindo daqui vamos à delegacia e contar tudo o que você sabe.
- Tio! Não! Por favor... Eu...
- Não Pain! Isso não é o certo. Pessoas inocentes estão pagando por isso. E se o que você disse é verdade, você também é inocente. Não irá acontecer nada com você. Eu não vou deixar! Vou te proteger. Eu te prometo!
- Mas... Você não sabe como eles são! Eles são perigosos.
- Eu sei sim! O meu irmão mais velho se envolveu com eles. Eu sofri com isso, mais do que você possa imaginar.
- Mas...
- Já basta! Essa conversa acaba aqui. E juntos resolveremos isso Pain. Eu prometo!
= = = = =
Entrou novamente no dormitório e o silêncio se instalou no local assim que a rosada entrou. Ouvia somente o barulho de seus saltos.
Viu todos os olhares serem direcionados à si. Arqueou uma sobrancelha. O que estava acontecendo? Eles tinham fisionomias de expectativa. Estavam todos ansiosos. Porém um olhar se destacava dentre tantos. As ônix tinham o olhar triste e angustiado.
Fitou Sasuke e esse não sustentou muito tempo o contato visual por muito tempo. Ele logo abaixou a cabeça triste.
Antes, o moreno reparou que Sakura carregava uma pequena sacola.
- Vejo que comprou o remédio mesmo... — o Uchiha suspira cansado — Já tomou?
- Ainda não. Vou tomar agora.
Ninguém ousou falar nada. Deram uma última olhada em Sasuke e este encolheu-se ainda mais. Um último suspiro foi dado.
Era agora. Sakura tinha tomado a sua decisão.
Notas finais
Ah! Outra coisa, estou pensando em fazer outro hentai com cada casal. Mas estou sem idéia. Alguém se habilita?
E então, o que acham que vai acontecer com o Pain? E a Sakura? Vai mesmo tomar o remédio?
Até a próxima!
Beijos.
Fale com o autor