Agony
15 Spoken words, uttered woes
Notas iniciais
Já começo essa nota muito feliz!Ganhei mais uma recomendação!
Muito obrigado mesmo Alicia-chan!Sua recomendação foi perfeita e me fez dar pulos da cadeira ainda mais por saber que foi sua primeira!Muito obrigado mesmo!
Bom,pessoas irão me matar depois desse capítulo,mas o amor não é só flores e eu odeio clichê.Não estavam reclamando que a fic ia acabar?Então,toma essa ~leva facadas~Itai '-'
Agradeço aos reviews do último capitulo e uma súbita idéia de que estou chegando aos 100 me anima ainda mais!Será que eu consigo?
Bem,boa leitura assim mesmo,compensei o capítulo pequeno.=)
Vou até o armarinho do banheiro pela segunda vez até agora. Minha cabeça ainda dói e nada que eu faça para melhorar meu estado está fazendo efeito. Verifico se ainda tenho algum tipo de analgésico para aplacar a dor que estou sentindo. São exatamente 04h59min e a insônia está tomando conta de mim e me engolindo ferozmente.
Ainda por cima, meu cérebro está selecionando aquelas imagens incriminadoras e passa em pequenos flash na minha cabeça, me fazendo sentir mais culpa do que já sinto. Sento na cama com o comprimido em mãos, os engolindo em seco e sentindo-o descer por toda a minha garganta lentamente, mas não a ponto de me engasgar. Deito novamente e continuo pensando em tudo que aconteceu em apenas mais um dia.
Tudo ao meu redor está contra mim.
Nada está me favorecendo.
Pensando um pouco nessa noite insone, refleti em tudo que está acontecendo. A crise de Mello, meu PSP, as merdas em que posso me envolver se trabalhar com contrabando, minha mãe, falta de dinheiro, meus amigos, conselhos. Enfim, acho que não vai valer à pena trabalhar com a consciência pesada e me sentindo uma criancinha prestes a virar uma vítima de uma psicopata.
Posso parecer dramático e infantil, mas as coisas nunca são fáceis para mim. Um crescente sentimento se submissão surge em mim, muito bem acompanhado de um sentimento de humilhação.
Humilhação porque fui tarado por uma garota que sabia que eu estava namorando e não fiz nada!Como se eu estivesse gostando.
Eu gostei?
Não sei explicar. Também, não se pode sentir nada quando está em pânico.
Submissão, Pois estou fazendo exatamente o que Mello quer que eu faça. Vou sair do emprego porque Mello acha que eu posso fazer merda. Na verdade, estou sendo um perfeito submisso do Mello, mesmo que na cama as coisas sejam diferentes.
Estou em sérios problemas quando minha mãe e Mello souberem dessa história e corro o risco de perder o garoto que amo por causa de um selinho.
Estou frito.
A confusão da minha cabeça aumenta quando as vozes de L, Raito, Near e Beyond ecoam na minha mente. Eles têm razão.
Tenho que dar um jeito na minha vida.
Conto a verdade?Continuo omitindo?Sinto minha cabeça girar e a tontura toma conta de mim. Céu está a ponto de explodir!Nunca estive tão mal assim, nem quando sofria de amores por Mello.
Saco.
Uma decisão foi tomada: Vou concordar com a minha mãe e vou lhe pedir um PSP novo.
Não serei independente se moro com minha mãe e ainda tenho 16 anos. Não serei independente se não consigo me livrar de uma ninfomaníaca e se não consigo me impor para meu namorado. Se não tenho um pouco de amor próprio para saber que Mello está mandando na minha vida muito antes de eu saber o que é vida.
Quer-se independência, vou ter que esperar e começar a obedecer minha mãe. E agir como Mail Jeevas, a partir de agora.Mas é claro, se minha dor de cabeça passar.
[...]
10h13min — Sala de estar.
-Meu filho, por que não me contou isso antes?-O semblante sério da minha mãe não estava me ajudando a contar nem metade do que aconteceu na loja. -Que garota desgraçada!
-Fiquei confuso mãe, me desculpe. -Pedi, massageando as têmporas que ainda me atordoavam. -Eu já liguei para o Senhor Takahiro e disse não iria mais trabalhar.
Sua expressão suavizou.
-Mail, eu sei que queria o PSP trabalhando muito, mas posso te dar um sem comprometer nada.
-Eu sei. Quer-se independência, não posso passar por cima de você. -Falei triste. Não era o que queria. Minha notou isso e passou a mão suavemente pelos meus fios e me convidando a deitar-se em seu colo.
-O que exatamente está sentindo agora?-Perguntou.
-Uma sensação de que tudo que eu faço é para os outros e não para mim. -Desabafei simplório.
-Você se sente assim?Matt, o que eu vejo é que você consegue tudo que quer. Conseguiu o Mello certo?
-Sei disso. Mas ele controla minha vida.
-Não deixe.
-Como?
-Mello faz isso porque você deixa. Ele não deu notícias desde ontem, certo?Deixe ele te ligar. Mello tem um orgulho do tamanho do mundo e quer que você se importe primeiro.
-Mas eu estou me sentindo culpado mãe. Deixei a Yumi me beijar.
-Não querido, não se culpe.
-Ta legal, mas o que eu faço agora?
-Não sei. Eu realmente queria a resposta para isso. -Colocou a mão no queixo, em pose pensativa. -Só sei de uma coisa, ou você conta e acaba com isso, ou outra pessoa conta e você vai se der mal.
-Ah, isso é fato mãe. Coragem está escassa aqui sabia?
-Dê seu jeito, a culpa é sua. Eu te falei que compraria seu PSP. Falando nisso, eu e o Mika vamos sair mais tarde, quer ir escolher seu presente?
-Não, confio em você. -Dou um beijo em sua bochecha tenramente. Eu amo minha mãe. -É por isso que eu te amo mãe.
-Eu também querido,mas na me engane,tem de dar um jeito nisso. -Disse séria. Ri um pouco. -Que tal uma macarronada para almoçar?
-Sempre é bem vinda!-Falo sorrindo.
-É esse o Matt que eu gosto de ver. -Levantou-se rumo à cozinha. Levanto-me também e rumo ao quarto para tomar um banho.
Deixo a água fria percorrer meu corpo, causando-me arrepios. Me apoio na parede do banheiro e espero a água lavar todas as minhas preocupações pelo ralo. Sorrio ao lembrar o quanto eu gosto de água fria e o quanto ela me relaxa e me dá sono. Falando nisso, ainda não consegui dormir nada. Saio do banheiro e me arrumo rápido, já que meu telefone está vibrando incessantemente, ao som do meu toque. Pego e atendo sem nem olhar.
-Mochi-mochi?
-Por que não me ligou o resto do dia?
-Por que você não me ligou então Mello?A atitude sempre tem de ser minha?
-Não é isso.
-É o que então?
-Por que o tom de voz?Está com raiva de mim?Eu fiz algo errado?
A começar pelo meu PSP, nada demais...
-Nada amor, eu só estava me trocando. -Suavizo o tom de voz. -Vai vir aqui?
-Não. Vou a um lugar primeiro, tenho que me encontrar com uma pessoa.
-E quem seria?
-Fornecedor de chocolate. -Fala rápido demais, o que Mello está aprontando?-Á noite eu apareço, estou com saudades.
-Eu também. Sayonara.
-Sayonara.
Encaro o piso do quarto confuso. O que Mello está fazendo?
Coloco minha roupa suja no cesto do banheiro e desço, já sentindo o aroma da comida da minha mãe na sala. Ela está com um avental rosa e um estampa de flores, todo sujo de molho de tomate. Sorrio e pego no armário talheres e dois copos de suco. Sento no balcão faminto e espero que ela traga o prato até mim. Começamos a refeição em silêncio.
Estou me sentindo bem melhor, mas minha consciência ainda me perturba.
E muito.
-Se sente melhor, amoré?-Pergunta com seu sorriso estampado nos lábios.
-Sim. -respondo antes de por na boca mais uma garfada de macarrão na boca.
-Falou com Mello?
-Mãe, você tem bola de cristal?-Pergunto rindo, prestes a terminar meu prato.
-Não, seu bobinho. -Ri junto. Levanto e deposito tudo na pia, pegando um pedaço de torta na Geladeira. -Está afim de doces hoje?
-Parei de fumar mãe, tenho que distrair minha cabeça. -Falo indo para a sala com a torta em mãos, antes de a campainha tocar. Suspiro e me esgueiro até a porta, a abrindo. L e Raito. -Yo rapazes.
-Yo. -Diz L já de olho no pedaço de torta a minha frente, a pegando da minha mão.
-Hey!-Protesto.
-Isso era para mim, certo?-Pergunta L em um tom ingênuo.
Não falo nada. Raito ri como uma hiena. Sentamos no sofá e ainda não sei o que eles fazem na minha casa às 14h52min.
-O que fazem aqui?-Pergunto.
-Viemos ver se iria trabalhar mesmo. -Respondeu Raito, sorrindo e pondo a mão na barriga.
-Não, pedi demissão. -Comecei sem nenhuma emoção na voz, mas logo desisto de falar.
-Suponho que ainda não tenha dito nada para Mello. -Diz L, comendo o último pedaço da torta. -Sua mãe caprichou nesta.
-Você só vem na minha casa para comer L?-Pergunto emburrado.
-Não tenho culpa dos dotes culinários da sua mãe. -Retruca L.
-E eu de que seja um futuro diabético-Rebato
-Já chega. -Indaga Raito. -Já contou a verdade para Mello?
-Não. -Desvio o olhar para a televisão.
Silêncio.
Raito pigarreia e volto minhas atenções a ele, mais precisamente ao chupão que a camisa social não conseguiu esconder.
-Acho melhor acabar logo com isto. -Diz sério.
-Eu também, mas Mello falou que iria sair hoje. Só vai me encontrar a noite.
-Já parou para pensar se aquela maluca de pedra acha o Mello e conta tudo?-Essa idéia me dá arrepios.
-Nem quero pensar nisso. -Falo.
-Então. -Começa L, abandonado o prato na mesinha de centro. -Se previna.
-Eu sei. -Faça uma pausa e depois retorno, com uma voz mais calma. -Vou fazer isso hoje.
Meu celular vibra no bolso. Uma mensagem. Mello.
“Venha até minha casa á noite, temos que conversar.”
Mostro a mensagem a Raito e L.
-O que acha que é?-Pergunta Raito.
-Sei lá, espero que seja coisa boa. -respondo.
-Eu suponho que não. -Palpita L.
-Por quê?
-Mello diz que odeia que vá a sua casa. Para que finalidade quer você lá?-Com essa teoria, meu cérebro começa a trabalhar numa possível explicação para isso. Nada.
-Eu que vou saber?Sabem que Mello é imprevisível. -Falo para eles, mas na verdade, eu estou tentando me convencer primeiro disso.
Raito e L se entreolham e volta à atenção a televisão à frente. Relaxo um pouco no sofá e sinto meu corpo me levar para um cochilo. Que ótimo, pelo menos, vou à casa de Mello descansado e de bom humor.
[...]
17h34min
Abro os olhos lentamente, tentando me lembrar onde estou no momento. Sala, Raito e L foram embora, bilhete da mamãe em cima da mesinha de centro.
“Querido, vou sair para comprar seu presente com Mika-kun. Volto mais tarde.“Beijos, Charllote”
Lembro-me de que disse que iria à casa de Mello. Verifico o celular em busca de mais algo sobre Mello, mas logo desisto e subo para me arrumar. Visto uma calça jeans, meu casaco listrado e meu cachecol também listrado acompanhado de meus inseparáveis all-star. Pego um maço de cigarros e guardo no bolso. Desço tranco tudo e saio.
Na rua, ando em passos rápidos a caminho do metro, já que a esse horário, as estações estão cheias e abarrotadas de pessoas seguindo seu rumo a caminho de casa. Começa a anoitecer quando chego à fachada da casa de Mello, ainda que tive que andar 10 minutos da estação até aqui. Sinto cheiro de brownie quando alcanço o jardim da casa, protegido por uma baixa cerca e um portãozinho que dá acesso a varanda.
Toco a campainha e espero um pouco. Sou atendido pela mãe de Mello, que está com os cabelos loiros respingados de chocolate e sua expressão é de descontração. Por um instante, minha mente me avisa que está tudo bem e que Mello deve ser o único que possivelmente está de mal humor.
-Olá meu amorzinho. -Cumprimenta dando passagem no vão entre a porta e si mesma. Entro e percorro o lugar em busca de certo loiro. Como a sala é americana, dois cômodos são juntos, então tenho ampla visão do cômodo inteiro.
-Olá. -Sorrio.
-Se está atrás do meu filhote, ele está lá em cima e se recusa a falar com alguém. -Seu semblante é sério, mas sua voz tom é de puro sarcasmo.
Nada está indo bem.
Eu estou sentindo que quando eu entrar naquele quarto posso sair morto.
Engulo em seco antes de me posicionar em direção ao corredor.
-Então ta. -Falo. -Vou resolver o problema dele. -Ela dá uma risada de escárnio e murmura um “Boa sorte” antes de desaparecer na cozinha.
Sinto um arrepio percorrer toda minha espinha.
Ando pelo estreito corredor e bato na porta do quarto de Mello, que por pura coincidência está trancada. Ouço um barulho de passos e logo a visão de Mello entra em meu campo de visão.
Ele está com sua camisa apertada e calça de couro preta e se encontra descalço. Seu semblante é pior do que de Beyond, me fazendo lembrar-se da opinião de L ao respeito daquela visita. Segura entre os dedos uma barra de chocolate ao leite e adentra o quarto sem falar nada. Engulo em seco e entro em seu quarto.
Mello senta em sua cama e me fita em silêncio. Hora de falar algo Matt.
-O que houve?-Pergunto. -Você não gosta que venho aqui.
Silêncio. Mello fita a barra em seu colo e parece estar em um transe. Abaixa a cabeça e eu continuo em silêncio, sem entender nada.
-Quando iria me contar?-Perguntou num tom de voz que me inspirou o cuidado de dar um passo para trás.
-Contar o quê?
-Acha que eu sou imbecil Matt?-Mello se levanta e anda até minha direção.
Fudeu.
Estou fodido.
-Não. -Respondo a ponto de ver minha cabeça girar ao meu redor.
Alguém já teve a sensação de que iria morrer?
Ainda bem que eu não namoro o Beyond.
Não é hora de gracinhas Matt.
-Acha que poderia esconder de mim que deu uns pegas naquela vadia nojenta?-Falou de frente para mim. Nossas orbes se encontraram. Os azuis de Mello pareciam faiscar e seu rosto estava ficando vermelho. Deu mais um passo para trás e me deparei com a parede.
Que merda.
-Eu não dei uns pegas nela. -Me defendi, o encarando.
-E você também não contou que havia conhecido ela no dia que saímos, não é?
Legal. As mentiras estão sendo jogadas na minha cara e a única coisa que eu faço é absolutamente nada.
Silêncio.
-Acabou Matt.
Meus olhos arderam. Como se pode chorar tão rápido?
-O quê?!Por causa de um selinho mal dado?Nos não tínhamos nada Mello. -Falei alto, e as lágrimas já desciam. Minha cabeça entrou em estado de choque. -Você não acredita em mim?
Mello hesitou.
-Por que não me contou?-Perguntou novamente. Sua voz já estava embargada e a minha também.
-Porque eu sabia no que iria dar. Quem te contou?
-Não é da sua conta?É desse jeito que vai arrumar seu brinquedinho seu filho da puta?
-Não fale mal da minha mãe!E a porra da culpa é sua seu egoísta!-Não segurei, falei tudo de uma vez só. As lágrimas já desciam, percorrendo meu rosto. Então era assim que iria acabar?-Se não tivesse dado ataque de pelanca e quebrado meu jogo nada disso teria acontecido!
Levei um tapa na cara.
Levei minha mão ao rosto e senti minha face arder. Mello estava com o rosto mais vermelho que meu cabelo.
-Então, a culpa é minha?
-É. Mello, você está monopolizando minha vida!Não me deixa fazer nada e ainda larguei o emprego por sua causa!
Mello relaxou os ombros. Lentamente, escorreguei encontrando o chão e meu primeiro soluço.
-Largou?-Perguntou como uma criancinha inocente. Isso aumentou minha raiva.
-Não era isso que queria?-Falei com raiva na voz. -Ter o Matt aos seus pés?Não era isso?Já pode parar de gracinha então e aceitar minhas desculpas!Desculpe-me pela Yumi e pela merda do selinho que ela me deu!-Me levantei e olhei fundo em seus orbes assustado.-Me desculpe por tentar ser independente e me perdoe por não ter amor próprio suficiente por não saber como é ter um pouco de controle.
Mello pareceu confuso.
-O que quer dizer?
-Não se faça de bobo. Você está me fazendo de cachorrinho Mello!Tudo é a hora que você quer e como quer. Até na cama você quer mandar, sendo que nem ativo você é!
-Não fala assim.
-Falo sim, essa é a verdade!Será que sente minha falta como eu sinto?Será que está entregue nesse relacionamento como eu estou?Será que me ama mesmo ou está me usando?
Levei outro tapa.Mais forte.
Doeu muito mais.
-Cala a sua boca seu imbecil!Você não sabe o que diz!-Vociferou Mello.
-Você sabe que estou certo. -senti um gosto metálico na boca e uma rajada de sangue percorreu minha boca até sair pelo canto, assustando Mello. -Muito obrigado pelo tapa.
-Matt eu-
-Não fala nada ta legal?Eu estou errado aqui e vou embora, preciso esfriar a cabeça.
-Então terminamos?
-Eu só quero ficar em paz. Sem levar outro tapa seu.
-Desculpa Matt eu-
-Thau Mello.
Sai do quarto sem falar mais nada. Minha boca e meu coração estava sangrando muito para falar.
Notas finais
Sério,larga essa faca Dei-chan,não estou de brincadeira!
~facadas depois~
E aí?Alguém tem uma idéia de quem foi que falou a verdade pra Madonna?~leva tiros~Quem acertar vai me dar idéias para o final da fic!ou não,se eu estiver morta...~morre~
Eu provavelmente vou ficar sem tempo para postar,então se eu demorar não me matem!@.@
Sayonara,Danna-chan♥
Dei-chan:A retardada coloca até coraçãozinho pra tapear.Minha querida,elas vão ficar putas do mesmo jeito.
'-'
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