Agony

16 What happened between us, stays between us.


Notas iniciais
Yo!Como vão?
Como foi o ano novo das minhas leitoras favoritas?Bem,o meu foi um misto de coisas boas e ruins mas deu tudo certo no final ^~^
Agradeço aos reviews e pela nova leitora fantasma que surgiu aqui.
Alicia-chan,você acertou! foi *&%$# quem contou tudo.Depois você me passe sua idéias para o final da fic.
Gente,não vou mentir,AGORA sim a fic está acabando.Não sei quantos capítulos eu vou produzir,mas a fic está em reta final~leva tiros~
Boa leitura ^^

Tudo parece estar como antes.

Eu estou aqui novamente igual a um babaca.

Está bem claro quem saiu perdendo com tudo isso.

Eu.

Quando cheguei a casa, me sentindo o pior dos seres e com uma baita dor na boca, fui recebido com o olhar doce e a face sorridente da minha mãe. Com o meu presente embrulhado em um papel flanelado azul com um laço vermelho, acompanhado em um cartão, sorria como uma criança prestes a ganhar seu presente de natal. No exímio momento em que seus orbes sobressaíram-se a minha figura pálida e destruída, seu sorriso desapareceu. Encaramos-nos sem palavras e quando bati os olhos no embrulho, me joguei em seus braços, chorando e soluçando em completa sincronia.

Muito maduro.

Aquele embrulho me lembrou o motivo da briga, e o estopim dela também. Enquanto as mãos da mamãe afagavam meus fios no sofá, nada estava intacto na minha mente.

Tudo havia se quebrado.

Não precisei dizer nada nessa cena. Para minha mãe, parecia bem claro que seu “pequeno” havia jogado seu coração na lata de lixo mais próxima da casa de Mello. Passei uma hora, recebendo aquele caloroso carinho e olhando para o teto da sala, observando o nada, com o olhar desfocado.

Parece que tudo que aconteceu até agora foi um sonho curto.

Tentei fechar os olhos quando a noite chegou e deu seus breves passos no escuro, num céu sem estrelas, mas a única coisa que acontecia naquele momento era o piscar necessário e involuntário dos meus olhos, se adaptando ao nada.

Duas horas se passaram e finalmente eu pude dizer algo para aplacar o silêncio do cômodo, para o alívio da minha mãe.

Contei o que tinha acontecido no quarto com cheiro de chocolate e brownies. A cada relato que saia da minha boca latejante, parecia que o idiota na história era eu. Ao final disto, me recolhi em seus braços,suspirando,lamentando por ter sido um babaca e tanto.

Minha mãe optou por murmurar um “-Tudo vai ficar bem, meu querido.”

Fiquei sem reação.

Um momento depois, falei apenas “-Tomara”.

Com o corpo pesado e dolorido, levantei-me e andei em passos lentos e sôfregos até meu quarto, dizendo apenas “-Eu vou dormir mãe, o dia acabou para mim.”Ela não disse nada, somente assentiu. Abrindo a porta do recinto que ainda tinha cheiro de cigarro e ar-condicionado que se encontrava desligado há dias, entrei já tirando a camisa suada.

Não sei por que me lembrei disso.

Despi-me rapidamente e logo me encontrava deslizando o sabonete de erva-doce(Danna-chan: ô visão...)sobre minha pele, olhando para a parede do Box perdido em pensamentos vazios. Com a água quente descendo sobre meus ombros, parecia que meus ossos haviam virado gelatina e se desmanchariam a qualquer momento, seguido dos meus músculos, que doíam e latejavam. Passei o dedo sobre a área do tapa desferido e sorri minimamente.

Nem para ser homem e me dar um soco ele presta.

Pensando bem, acho melhor não. Poderia deformar meu rosto...

Ou não.

[...]

Agora, o que temos aqui?

Matt deitado na cama, com o ar-condicionado ligado em pleno inverno em Kanto, enrolado em cobertas até a cabeça, olhando para o teto, mas precisamente para a lâmpada que está lá. Com cara de paisagem, pensando no nada.

Não no nada, mas sim em tudo que houve hoje.

Estou à prova de que nada dura muito tempo.

Num momento, triste e com dor de cotovelo pensando no Mello e o seu namoradinho, garoto ovelha. Em outro, gemendo loucamente com o tal loiro idiota em uma posição que nem vale a pena ser dita e finalmente, olhando para o nada, depois de ter brigado com o mencionado por causa de um motivo irrelevante.

Uma pergunta: Quem foi o mais idiota nesta briguinha de garotas?

Digo briguinha de garotas porque mais uma vez, eu pareci um menino fujão que se encontra com sua mãe na rua, me escorando na parede para fugir da Madonna enquanto esta só serviu para me insultar e dar dois tapas na minha cara.

Poderia ter puxado o cabelo dele para me defender...

...Ou até mesmo dado um tapa também para não ficar na mão...

Eu sou um retardado.

Penso que talvez Mello possa estar pensando nisso também. Em todas as coisas que fez e falou para chegarmos nesse ponto.

Qual ponto?

O ponto de ter levado dois tapas na cara de um garoto.

Risos.

Sinceramente, vendo agora, a atitude Mello foi mais ridícula do que um porre numa festa de asilo.

Risos.

Invado o quarto com uma risada característica minha. Vendo agora, nossas atitudes foram ridículas e dignas daqueles programas de auditório com risadas de fundo, com direito a dois tapas na cara.

Quando eu estiver velho e rodeado de netos e filhos adotivos, vou contar que o pai e avô deles deu-me dois tapas na cara em nossa primeira briga de verdade.

Será que isso vai acontecer?

O lado ruim dessa história é que eu realmente dei a entender que tínhamos terminado. Pensando bem, não quero terminar, mas sim dar tempo para que Mello reflita o que anda fazendo e chegue à conclusão que a culpa é dele...

...Tudo bem, a culpa também é minha...

A culpa não é minha se estou seduzindo Mello, Beyond, Yumi, a moça da loja de celulares, e metade de Kanto. Nossa, eu estou seduzindo todo mundo... Que podre Matt!

Meu objetivo?

Ficar longe de Mello e esperar que sua consciência lhe diga que estava errado e que Matt não teve culpa ao levar um selinho de uma maníaca do parque.

Ou de uma sinuca, se preferirem.

Falando nisso, quem foi que contou a verdade a Mello?

Nomes, motivos, oportunidades, circunstâncias. Uma lista de “suspeitos” invadem minha cabeça e os que encabeçam a lista são: Yumi e Yumi. Ela é a única que realmente tem a ver com esse fato e que teria algum interesse obsessivo sobre minha inocente figura. Mas pensando bem, ela só adiantou meu trabalho.

Mas de uma forma que nem quero imaginar.

Reviro-me na cama e sinto meu corpo amolecer. Fecho os olhos devagar e bem distante, ouço o toque do meu celular. Não tenho vontade nenhuma de atender, deve ser Raito.

Afinal, quem liga as 02h37min?

Não quero nem pensar em quem poderia ser.

Boa noite, Matt...

09h18min

Abro as pálpebras lentamente, me adaptando a claridade que invade o quarto pela fresta que foi aberta na cortina da janela. Ainda sonolento, praticamente rastejo até o banheiro para fazer minha higiene matinal.

Descendo para a cozinha, vejo que minha mãe já deve ter saído há muito tempo e leio mais um de seus bilhetes que animam meu dia na porta da geladeira.

Com uma caneca fumegante de chá na mão, caminho até a sala e sento no sofá. Não ligo a televisão e desvio meu olhar para o nada, esperando que algo de fantástico aconteça e me tire do tédio que me encontro. Ao terminar meu chá, pego na estante o meu precioso embrulho, que ainda está intacto. Volto para o sofá e desembrulho o presente e em menos de 5 minutos, já estou entregue novamente ao meu vício.

[...]

-Matt, explica isso direito: Vocês terminaram por causa da Yumi?-Raito, sempre parece àquelas garotinhas que sempre são as últimas a saber.

-Não terminamos Raito, só dei um tempo.-Respondo,distraído com a tela a minha frente.

-Eu sabia que iria terminar assim.-Diz Near.

-Nada a declarar sobre isso.-Indaga L.

-E o que vai fazer?-Pergunta Raito.

-Não sei. Esperar que Mello tomasse vergonha na cara dele e me peça desculpas. -Raito e Near me olharam com cara de “O que deu em você?”

Eu não sei por que, mas depois do almoço, senti novamente aquela carência típica de solteirões. Liguei para eles e em menos de 1 hora, Near já estava na minha porta. Falando na ovelha, me parece meio estranho. Parece que voltou a ficar solitário...

-Near, alguma coisa aconteceu?-Pergunto, atraindo as atenções para Near, que observava a rua da janela do quarto distraidamente.

-Nada.-Responde automático,como se aquela resposta já estivesse programada.Olho para L.

-Cadê a Candece?-Pergunta L

-Não sei.

-Como assim?-Pergunto estarrecido.

-Ela fugiu do orfanato ontem.-Olhamos indignados para Near,que apenas murmura algo para si mesmo e volta à posição que estava antes.-Não consigo imaginar onde ela tenha ido e sob qual razão.

Será que o mundo está de conspiração?Um súbito pensamento ruim atinge em cheio minha cabeça e começo a formular perguntas que talvez nem Near saiba responder.Ou que será que Near fez ou falou para que Candece fugisse do nada e sem dar nenhuma pista?

Mas parece que Near não expressa nenhuma vontade de falar sobre isso.Dou de ombros e volto às atenções ao jogo pausado e um silêncio se instaura no ambiente,causando certo desconforto em mim.Sei que Near deve estar se perguntando onde ela está,mas não posso ajudar se provavelmente ele não toma nenhuma atitude ou simplesmente não quer falar sobre o fato.

Meu celular toca no bolso:Mello.

Olho com expectativa para o aparelho e meu coração dispara.mas como estou muito a fim de ver aonde ele vai,desligo a ligação.Raito e L me olham contrariados com minha atitude.

-Por que não atendeu?

-Quero que Mello saiba o que significa a frase “dar um tempo”.-respondo.

No visor,aparece duas mensagens direcionadas de Mello,mas as ignoro e volto ao jogo.

Silêncio.

-Matt,posso pegar mais torta?

[...]

19h59min

Passei o resto da tarde jogando e fumando loucamente na janela,ignorando os apelos de L e Raito.Pensei em diversas coisas neste período,inclusive na tortura em que estou submetendo Mello,que provavelmente deve estar soltando vento pelos poros do corpo.

Falando em corpo,o meu está sentindo muita falta dele e meu coração se aperta ao saber que Mello possa estar sentindo algo de ruim.

Não Matt!Não posso voltar atrás no que digo.Pego o celular no bolso e verifico a primeira mensagem com um sorriso no rosto.

“Não adianta fugir de mim Mail Jeevas,eu vou à sua casa assim que der!”

Mais risos.

Mello está parecendo àquelas mulheres de programas que correm atrás dos caras que não pagam.

Não quero encontrar com ele.Não agora.Levanto-me da cama e me dirijo ao banheiro,para sair,ou ir à sinuca.Pelo que a mãe de Mello me contou no dia em que fui “pedir a mão” do Mello,ele estava proibido de andar por aquelas bandas.Oportunidade perfeita para me divertir e esquecê-lo um pouco.

De banho tomado e devidamente arrumado para mais uma noite fria,saio em direção à estante,para deixar um bilhete para minha mãe.Tranco tudo e saio.

As ruas estão cada vez mais cheias,acompanhando o ritmo da cidade.Passo por muitas até o cenário da sinuca infestada de gente bêbeda e louca para perder seu suado dinheiro em apostas e bebedeiras até o amanhecer.Ando e paro por um instante,olhando para o banco no qual me sentei naquele dia.O ar frio da noite atravessa minha nuca desprotegida e sinto um arrepio.

-Olá Matt.-Cumprimenta Beyond,surgindo de um canto talvez imaginário.Seu sorriso sacana me dá arrepios.

-Oi.-Sorrio e tiro um maço de cigarros e o acendo,sob o forte olhar de Beyond sobre mim.

-O que está fazendo aqui?-Pergunta,fingindo interesse no que eu poderei dizer.

-Esquecendo Mello por um tempo.-Digo me escorando na parede descascada da fachada,observando o trânsito quase escasso de carros na rua.

-Que coisa,imaginei que depois do que eu fiz,você estaria sofrendo.-Diz em tom de sarcasmo.Gelo por um instante.Beyond está confessando claramente que contou tudo a Mello?

-Hã?!

-O que foi Matt?Pensou que tinha sido a Yumi?

Não pensei duas vezes em desferir um soco em sua cara,me certificando de que Beyond ria ao encontro do senhor chão.Cambaleou para trás com a boca sangrando e sorriu minimamente antes de investir com sua mini faca em meu braço,cortando um pouco meu casaco.Dei um passo para trás e investi novamente,usando minha adrenalina e o empurrando para o chão.

-Por que fez isso hein?-Perguntei estreitando os olhos antes de desferir mais um soco.Mas fui descuidado,Beyond percebeu isso e atacou meu rosto,cortando a lateral do meu rosto.Gemi de dor e me afastei.

Com meu rosto pingando sangue,e respirando descompassadamente,olhei para Beyond,que se aproximava novamente de mim.Cambaleando um pouco,não tive tempo de desviar de um soco.Fiquei tonto na hora e o empurrei novamente ,mas com menos efeito.

A que ponto cheguei.Brigar com um amigo na porta de uma sinuca.Encostei-me na parede e vi duas gotas de sangue pingarem no chão.

-Por que fez isso Beyond?-Pergunto novamente e Beyond se aproxima novamente,ficando ao meu lado.

-Desculpe Matt,mas quando devo um favor a um amigo,tenho que cumprir-Seu tom de voz quase sugere arrependimento.

-Você devia um favor a ela?

-Sim.

Ficamos em silêncio por um tempo.Não sei o que Beyond chama de amizade ou o que ele diz com “dever um favor”,mas não tenho coragem de dizer nada.O sangue continua escorrendo e sinto meu rosto latejando e ardendo.Beyond ergue as mãos e vira meu rosto para si.

-Vai me desculpar,mas vou fazer uma coisa agora.

Ele passou a língua no meu rosto.

No meu corte.

Eu quero vomitar.

Notas finais
E aí~leva tiros~
Hehehehe,quem pensou que era a Yumi se ****** legal.
Vou tentar postar o mais rápido possível...Ou não...
Sayonara,Danna-chan