Agony

2 Don't come near me


Notas iniciais
Estou radiante pelos reviews!
BB sua linda,eu te adoro e amo sua fic,fico super honrada por estar gostando.
Lívia,não tenho palavras para dizer o quando está me fazendo feliz!
ArisuChan,amei seu foto e seu review!
Perdoem-me pelos possíveis erros de gramática.
Dei-chan vai dar seu ar da graça no próximo cap,espero que gostem dele *----*
Leitores fantasmas,falem comigo!
Boa leitura!

06h25min

Jogo longe meu despertador causando um inevitável barulho por toda casa. Dane-se. Minha mãe Charllote já deve ter ido para o trabalho há muito tempo, sempre ocupada...

Levanto-me devagar e olho ao redor do meu quarto. Quanta bagunça, vou ter que dar um jeito nisso antes da mamãe chegar. Caminho até o banheiro e olho-me no espelho: face inchada de tanto chorar, feridas no rosto que eu não faço a mínima idéia de como foram parar aqui, danos emocionais graves.

Tudo culpa sua seu idiota!

Depois de minha tentativa de parecer melhor depois de um banho quente e um saco de gelo para aliviar dores, vou até a cozinha me servir de um copo de leite morno para espantar o frio que está em todo o piso gélido da cozinha.

Não só lá...

Não vai ser nada fácil ir para a escola depois de tudo que houve recentemente, depois que jogamos tudo pro alto não dá para voltar atrás. Prometi a mim mesmo que meus tempos de auto-piedade já eram e foram embora com Matt. Agora Mail Jeevas está aqui e fará de tudo para não ser pisado novamente.

Amor? Essa palavra está temporariamente extinta de meu dicionário pessoal.Joguei o copo na pia e me encaminhei já arrumado para a porta, pelo menos terei muito tempo para pensar no Mello durante meus 15 minutos a pé para a escola, se eu não me jogar na frente de um carro antes disso.

Tenho que cumprir o que digo...

Tranco tudo e me ponho a andar observando as árvores, pessoas passando e bocejando como eu, o sol bem escondido com preguiça de dar seu próximo passo, lojas abrindo e seus “Ohayo” com entusiasmo. Coisa que está faltando em mim.

Ajeito pela milésima vez o cachecol listrado que ganhei de presente da mamãe de natal, tentando me cobrir totalmente do frio que está fazendo em Kanto nesse momento. Nessa época do ano, tudo não passa de frio e chuvas leves a moderadas trazendo consigo aquela vontade de ficar em casa o dia enteiro debaixo de alguma coberta vendo filmes ou tirando aquele cochilo. Entrando em devaneios enquanto ando, penso em como seria se Matt estivesse aqui.

–Matt!- Viro-me e encaro no começo da calçada Lawliet e Raito sorrindo de orelha a orelha como sempre. Nunca me canso de como é bom vê-los de manhã. Caminharam até me alcançar- Ohayo!

–Nossa Raito, quanto entusiasmo. -Reparo que os dois estão de mãos dadas-Quando vai ser o casamento?-Raito cora de leve e solta à mão de L, causando um ar de estranhamento nele. Ponho-me novamente a caminhar com os dois ao meu lado.

–Por que não atendeu minhas ligações?-Perguntou Raito

–Ligações?-Pego no bolso da calça e verifico no visor. 5 chamadas perdidas- Oh me desculpe, não estava no clima para atender.

–Ou seja, estava chorando pelo Mello enquanto pensava em se matar-Disse L

–... -Por mais que seja ridículo o que faço, L tem razão. Ele sempre tem razão.

–Oras L, pare de dizer bobagens-Repreendeu Raito-Matt superou isso.

–Se você diz. Por que deixou de me dar à mão?-L e seu curioso jeito infantil — Não disse que poderia soltar.

–Aqui não L.-silêncio.

Acho engraçado o que as pessoas fazem para manter aparências, Raito é uma delas. Já não basta ser popular na escola e nos ignorar quando fala com os outros, deixa L com aquela dúvida quando andam juntos. Coragem não é coisa para qualquer um e sei que Raito não é um deles. Ele não é covarde, mas tem muito que aprender com alguém que já foi adotado 3 vezes e deixado num orfanato até os 13 anos. E, além disso, tem uma aparência peculiar e um jeito surpreendente.

Continuamos andando até chegarmos à escola. Ela na verdade não é nada demais, construída há pouco tempo com um estilo de “escola perfeita“. Para mim, tanto faz se ela é bonita ou feia, o que me importa é que ela se tornou um lugar de péssimas recordações. L mudou totalmente sua expressão de normal para não-gostei-de-ser-rejeitado-seu-baka e saiu andando na frente para encontrar Beyond antes de começar a primeira aula. Raito suspirou e se virou a mim enquanto andávamos pelos corredores a caminho dos armários.

–O que deu nele?-Disse abrindo seu armário e pegando o livro de biologia

–Até parece que não o conhece gênio- Peguei meu livro e fechei o armário em seguida, andando a caminho da sala de aula, vi Mello andando a caminho da quadra com Near. Fechei os olhos e os abri novamente, esperando que tenha sido uma artimanha da minha cabeça, mas não era. E no momento em que você pensa que não podia ficar pior, os observo caminhar em minha direção. Virei à cara e andei até a porta da sala, os ignorei totalmente. Raito veio logo atrás de mim e sentou-se ao meu lado.

–Matt, sabe que o Mello vai-Lancei um olhar fuzilante e ele se calou virando para a direção em que L estava lendo um romance — Será que já posso ir falar com ele?

–Boa sorte para você- Dei uma risada seca. Raito revirou os olhos e foi até a mesa do L. Minutos depois, Raito estava gesticulando e dizendo coisas que eu não conseguia entender por causa da distância entre as mesas. Vi Misa indo na direção da mesa e o puxou para seu grupinho ridículo e o deixando só.

Como eu.

Antes que eu pudesse ir falar com L, A Misora-sensei chegou apressadamente e junto com ela, Mello e Near. Notei quando um sorriso sorrateiro surgiu em seus lábios e veio caminhando na minha direção.

De novo. Oh droga!

–Ohayo alunos!Espero que tenham feito suas lições da aula passada-Pegou o giz e começou a lição.

Minha mente devagou e correu por toda a turma barulhenta que ignorava a presença da sensei. L estava prestando atenção na aula, mas tenho certeza que também estava perdido em devaneios. Beyond afiava secretamente uma pequena faca debaixo da mesa e ao seu lado, Near enrolava uma mecha de cabelo entre os dedos com sua velha expressão de nada.

Como o Mello pode ver graça em alguém assim? O amor é realmente cego mesmo...

Raito olhava para L com uma expressão dividida entre “me tire daqui” e “me desculpe por ser idiota”, mas L não estava nem aí para isso.

Eu também não.

Não notei que agora Mello estava do meu lado, mordiscando uma barra de chocolate wonka de chocolate ao leite. Alternava seu olhar para mim e a sensei, que já estava nervosa.

–Mihael, será que dá para guardar essa barra de chocolate?Sabe que não pode comer aqui!- Ajeitou os óculos em seu rosto e respirou fundo.

–Desculpa ae — Com um sorriso demoníaco nos lábios finos, fingiu guardar a barra na mochila. Quando a sensei virou-se para o quadro, ele pegou de volta- Filha de uma-

–Não começa Mello- Sussurrei alto o interrompendo-Da última vez, fomos expulsos da sala!

–Resolveu falar comigo?- Até parece que a culpa não é sua — Pensei que tinha virado a casaca e parado de falar com o Mello aqui.
Idiota.

–...

–Por que não me ligou?- Como Mello consegue ser tão idiota! Francamente, me odeio eternamente por ter me apaixonado por essa Madonna imbecil- Pra falar a verdade, você ta estranho desde semana passada.

Estava tentando esquecer-me daquele dia...

–Por que eu teria que ligar para você?- Fingi calma, mas minha voz aparentava raiva e todos os sentimentos ruins foram se misturando no meu tom de voz. Mello desfez o sorriso e virou-se para a sensei que estva brigando com Misa pelo seu jeito de sentar.

–Não está mais aqui quem falou — Levantou as mãos em sianal de ironia pela minha falta de paciência — Você ta estranho.

Não me diga!

–Estou normal. Obrigado por ter ido à minha casa final de semana -Disse irônico, tentando captar qualquer emoção em sua expressão corporal — O final de semana com Near foi bom?- Posso ter parecido infantil despejando tudo que estava entalado aqui dentro de mim.

–... -Virei-me encarando sua expressão de uma criança que foi pega sujando as paredes de doces. Silêncio

– Foi o que eu pensei.

Nenhuma palavra foi dita depois do incrível diálogo que tive com Mello. Talvez ele tenha ficado encabulado por saber que seu “melhor amigo” tinha o pegado em sua triunfante mentira e gozado da sua cara. Por um instante, triunfei em fazê-lo se calar e voltado sua atenção a sensei.

Melhor amigo...

Tocando o sinal do recreio, pensei em ir ao refúgio. Mas se o que eu vi naquele dia horrendo acontecesse novamente, eu provavelmente mataria o pastor e a ovelha num passo. Beyond guardou a faca dentro da mochila e saiu com Near a caminho do refeitório, Mello continuava com sua cara de “não fui eu” e recolhia seus pertences vagarosamente. Rito já tinha saído atrás de L enquanto Misa corria atrás dele.

–Vai ao refúgio?-Perguntou

–Não quero ir mais lá. Fique a vontade com Near — Passei por ele em passos largos, o deixando sozinho em seus pensamentos.

Parece fácil para mim rejeitar Mello daquela forma, vingando-me de tudo que ele me fez até agora. Mas não é bem assim. Sinto-me mal por isso tanto quanto ele deve estar agora. Meu lado infantil estava clamando por esse gelo e consegui por um momento me sentir bem de novo. Saindo da bagunça do pátio, fui até uma árvore frutífera e sentei-me lá, sentindo a brisa gélida do dia nublado.

Peguei meu PSP e me pus a jogar freneticamente e com um entusiasmo que não via há dias. Respirei fundo quando senti seu cheiro se aproximar de mim sorrateiramente. Sentou-se ao meu lado e encostou sua cabeleira loira nos meus ombros.

Meu coração disparou, minha garganta secou, meus lábios formigaram e senti novamente seu cheiro de chocolate inebriar minhas narinas.

–Me desculpa? -Disse em tom carente

–Pelo quê?

–Por estar sendo um babaca com você. Eu posso estar com o Near, mas você é meu melhor amigo.

–Claro.

Mello, por que você faz isso comigo?Por que me deixa assim?

Por que insiste em me machucar?

Melhor amigo... ODEIO ESSA PALAVRA!

Notas finais
Bom,tentarei postar amanhã o próximo.
Sugestões,críticas,carinho,amor?
Podem falar a vontade!
Ja nee!