Agents of S.H.I.E.L.D : The Beginning
3 Capitulo 3 : Uma pista crucial
Notas iniciais
A casa da família Simmons era não era tão grande quanto Fitz pensava. Era térrea, mas com grandes janelas envidraçadas e folhas amareladas e avermelhadas caídas no jardim. Havia uma pequena trilha feita com pedras que levava até os degraus que davam numa varanda coberta aconchegante. Ou seja, era digna de Branca de Neve, de tão delicada . “A cara dela” –Pensou o homem.
Depois de destrancar a porta de entrada foram para o quarto da moça. Ela costumava ficar sozinha pois seus pais trabalhavam o dia todo e voltavam quase de noite (sim, os Simmons eram podres de rico mas gostava de mostrar) . Na maioria do tempo ficava na casa do amigo que era bem mais abastado e tinha mais condições em questão de equipamentos.
–Sei que está meio fora de ordem mas não precisa ficar com medo... — A moça abriu a porta e entrou enquanto Fitz empacou na porta com vergonha, pois nunca tinha entrado num quarto feminino sozinho. — Precisamos ganhar tempo antes que seja tarde demais. — Ela o puxou para dentro para dentro e o fez sentar em sua cama.
Simmons largou a bolsa, pegou uma troca de roupa e foi para o banheiro, deixando o companheiro pensativo. Nos minutos que seguiram, ele pode ver os detalhes do quarto : livros e mais livros de biologia, química e eletromecânica; anotações penduradas por todas as paredes, vários projetos que haviam construído juntos, mas o que chamou mas atenção foi cima do raque perto de onde estava sentado, um porta-retrato com uma foto que tinham tirado quando ganharam seu primeiro prêmio nas Olimpíadas Escolares, junto a brilhante medalha dourada.
– Bem... — Ela saiu do banheiro e pegou a mochila que havia deixado ali perto. – Temos um grande trabalho pelo caminho e... — Encarou e viu o companheiro estático, mas não se importou – Pegue seu notebook e vamos começar..
A mesinha de cabeceira foi desocupada e se tornou um laboratório. Enquanto o garoto tentava descobrir quem tinha mandado as mensagens, a moça se revesava entre amostras e imagens que o Veloz e Curioso havia capitado. Um silêncio mórbido tomou conta do local. Jemma não sabia, mas aquela era a única vez que o amigo estava com uma garota, e aquela falta de som era resultado do nervosismo que estava sentindo.
– Descobri!!! — Gritou Fitz fazendo a amiga pular de susto e sentir seu coração disparar. Depois de horas sem resultados seria bom se aquela ser uma pista muito boa.
– O que achou ? — Ela se levantou do chão num pulo e se sentou na cama, ao lado dele.
– Depois de quebrar o algoritmo de segurança e o java script consegui me infiltrar, utilizando o endereço IP que encontrei numa das folhas de papel – Ele virou o laptop para que ela também pudesse ver o que havia na tela.
– E...
– Encontrei o endereço de Marvin Sheldon Colbert... E ele mora na quadra da frente. Os lábios dela se abriram num sorriso. — O melhor é que ele está em casa e podemos pedir para que esclareça nossas dúvidas.
A moça explodiu de felicidade por terem achado algo útil. No seu surto de alegria, segurou o rosto de Fitz e beijou -o bochecha, na impulsividade, o recompensando pelo esforço que havia tido um resultado. Se levantou e olhou para o moço que estava com um sorriso tímido e corado.
–Não enrole Leo... Vamos.. — Ela o puxou pela mão, fazendo -o sair do transe.
Pegaram as bicicletas (com cestinha e cor -de -rosa) que estavam na garagem , munidos de suas mochilas cheias de gadgets tecnológicos ladeira a cima. Era engraçado vê -lo tentar pedalar já que não tinha um equilíbrio muito bom e não tinha muita coordenação e estava envergonhada pela cena . Bem que quando tudo aquilo acabasse, poderia transformar as maquinais manuais em elétricas, para deixar as bem mais fácil.
De longe, viram Marvin deitado em sua espreguiçadeira no jardim, mexendo entretido num tablet. Ele era negro, esguio e bem alto ( graças aos treinos no time de basquete da escola durante o ensino médio) e usava um cabelo Black power. Estava desligado de todo mundo em sua volta pois estava assistindo seus vídeos de seu animal favorito: gatinhos fofos.
– Marvin Sheldon? — Perguntou Simmons depois de buzinar para chamar -lhe a atenção.
– Fitz- Simmons o que fazem aqui? — O homem respondeu espantado com a ilustre visita.
– Queremos saber os motivos de ter mandado as ameaças para o diretor Helsk... — Continuou a moça, largando o veículo no chão.
– Não sei do que estão falando... — Ele se sentou pondo seu aparelho do lado ainda exibindo o video. Seus olhos cor de mel zanzavam de um lado para o outro.
– Rastreamos as mensagens recebidas e te achamos como endereço principal de remetente... — Fitz falava como um detetive, apesar de estar com vergonha mostrando em seu smartphone dados – Tem algo pra explicar?
– Estacionem as bicicletas na garagem, peguem as bolsas e me sigam... — O ex- jogador se levantou, pegou seu gadget. Atrás os dois obedeceram as ordens dadas.
Juntos, contornaram o terreno. Por fora, a propriedade não era tão atrativa como as da redondeza. Estava mal acabada e mal cuidada, pois muitas das taboas que deveriam estar pregadas na parede estavam no chão e o jardim parecia nunca ter sido limpo na vida. O quintal nos fundos estava entulhado de peças de metal ; ferramentas; pregos, parafusos e graxa espalhadas por todo canto. Como nesses ferros -velho que mostram os filmes.
Nos fundos, entraram pela passagem do porão, onde havia um mega – laboratório cheio de computadores que contrastava com a feíura de fora . Nem mesmo a RCE tinha tantas coisas tão bonitas . As luzes que vinham dos monitores poderiam ter cegá -los, mas por estarem acostumados nada fizeram. O suspeito se sentou numa cadeira de rodinhas ali.
– Peguem uma cadeira... — O casal obedeceu e ficou o olhando e ouvindo atentos. — Nos três meses que vinham chegando e-mails e sumiam 3 minutos depois de serem abertas e lidas sem deixar rastros... De uma semana para cá eles começaram a ficar acumulados e não conseguiam ser apagados.
– É como se estivessem dando um aviso que estavam chegando mais perto... — Fitz com os olhos fixos num monitor admirando cada detalhe da maquina que foi feita a mão.
– Podemos nos unir e salvar a RCE... — Propôs a moça em tom cordial. Mais um para ajudar no mistério seria muito útil. — Teríamos uma maior cobertura, e além disso...
– Sinto muito, mas não... Eu estava envolvido com isso... — Admitiu Sheldon com culpa, parecendo ter um caroço preso em sua garganta — Pensei que seria uma boa tentar ajudar a moça num trabalho mas ela pirou de vez...
– Quem seria a moça?
– Sarah Wess... Esta na aula de Biomecânica...- Aquele nome tinha um som familiar — A principio eu tava interessada nela... Daí disse que se eu quisesse namorar deveria ajudar com uns projetos ... Eu aceitei, pensando que ela tava zoando... Quando percebi que tinha feito uma estupidez, eu me neguei a continuar e Sarah disse que iria me ferrar... por isso vocês acharam meu endereço IP. Estou tentando desfazer isso, mas não consigo.
– Vamos te ajudar a desfazer isso... — Disse Fitz após apenas ouvir o depoimento.
O trio colocou a mão na massa. Havia muito trabalho a fazer e tentar redimir a dignidade de Marvin que apesar de se juntado, conseguiu sair a tempo. Em suas cabeças, o nome não cessava mas não conseguiam lembrar do semblante da garota.
Assim que conseguiam criar um novo IP para o ex -jogador de basquete, ele em retribuição deu o endereço e o numero da moça e mais instruções que seriam necessárias para encontrá -la. Eles se despediram e tornaram a casa de Simmons, pois já estava tarde e a casa dele era meio longe para que fosse sozinho a pé.
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