Agents of S.H.I.E.L.D : The Beginning
2 Capitulo 2 : Caos, pistas e dúvidas
Os corredores estavam um caos total. Pessoas gritando, chorando, arrombando armários e roubando pertences. A sorte deles era que onde guardavam seus livros e tranqueiras era na velha sala da caldeira. O casal havia feito em conjunto um sistema rigoroso para que os ninguém além deles poderiam entrava ali ( Nem mesmo a direção escola sabia disso. As imagens da câmera de segurança era alteradas assim que eles entravam no cubículo).
Havia um identificador de retina camuflado na placa de fechado pendurada na porta para a segurança. Fitz encostou o olho e uma luz fina captou as impressões de seus olhos esverdeados. Apenas os dois estavam cadastrados para entrar ali.
A sala por dentro, era pequena, mas bem melhor que os armários minúsculos do corredor; era organizada com muito rigor, já que Fitz tinha uma certa obsessão por arrumação (era possível que ele tivesse um TOC, pois de acordo com sua mãe, desde criança tinha esse problema, mas nunca havia admitido ) e odiava que a amiga que era seu oposto, bagunçasse a bancada cromada. Haviam listas de onde estava cada coisa que precisavam em todo canto
– Vamos pegar algumas coisas e corremos para lá. — Eles foram até as caixas.
Simmons pegou pinças, hastes com algodão, placas, tubos de ensaio, soluções e mais tantas tranqueiras de química , enquanto Fitz pegou binóculos com visão noturna entre outras coisas que ela não soube muito bem o que era. Eles colocaram tudo dentro das mochilas e saíram correndo. Imediatamente, a porta voltou a ficar trancada e eles subiram as escadarias.
Do corredor viram que as portas da sala da diretoria estavam escancaradas. Assim que chegaram mais perto, observaram que haviam papéis e mais papéis que deveriam estar guardados nos arquivos estavam espalhados pelo chão, junto com pedaços de um abajur de porcelana muito caro, cacos de vidro de uma garrafa de vinho e materiais de escritório. Em passos silenciosos, entraram na sala. Nas estantes, antes lotadas estavam agora vazias, os livros estavam empilhados com muito cuidado num canto, o que não combinava com a cena.
Um caos estava instalado ali. Precisariam tomar muito cuidado para poderem coletar as evidências para descobrirem as respostas. Eles se separaram em silêncio e deram uma olhada geral no cômodo, em seguida começaram a focar seus olhos nos detalhes.
Jemma arrumou sobre uma mesinha de canto, um mini laboratório, tirando todas seu material de trabalho. O analisador compacto que Fitz lhe dera seria de grande ajuda nesse momento.
– Algo muito ruim aconteceu aqui... — Ela pôs luvas de látex para não contaminar as pistas. Ao olhar para o chão viu manchas vermelhas ainda úmidas. – Parece que alguém se machucou e sangrou...Aposto que os tiros estão relacionado...- Assim que se virou viu Fitz mexer a bolsa e pegar o que parecia ser um helicóptero de controle remoto.- Isso é...
– O Voador e Curioso...é o scanner que fizemos no primeiro ano da faculdade... . — Afirmou o moço nervoso. – Fiz aprimoramentos nas hélices, mas tudo ainda continua o mesmo... espero que funcione bem... Vou checar a sala da secretaria e tirar algumas fotos. Ah... — Ele tirou um cotonete com um liquido amarelado e entregou — Coletei de uma mancha estranha enquanto reconhecíamos o perímetro.
Fitz saiu e a deixou sozinha, já que havia muito trabalho a ser feito. Era bom estar fazendo em algo diferente do usual e cansativo laboratório. Ela estava concentrada em tentar descobrir o que estava acontecendo antes que saíssem do controle e acabasse caindo na mão do Scotlan Yard, seria muito pior.
Em poucos minutos, o brinquedinho que Leo havia lhe dado lhe mais cedo achou uma resposta para o liquido amarelo : um xarope sonífero, feito com uma mistura de maconha, haldol e mais outras que deixava o medicamento pesado o suficiente para nocautear uma pessoa em menos de 3 minutos. Ela guardou o resultado e continuou a analisar as manchas de sangue, que acabaram dar positivo para o mesmo tipo de sangue do diretor Helsk : AB+.
As coisas estavam cada vez mais bizarras. Ela decidiu mostrar os resultados ao companheiro e foi até a sala onde ele estava.
Na porta, viu Leo usando fones de ouvido e carregando seu laptop controlando o helicóptero. Ele não tirava os olhos da tela e seus dedos compridos e frenéticos dançavam ao bater muito ágil nas teclas. Estava tão vidrado nas imagens que não a viu aproximar.
– Fitz... — Ela tocou em seu ombro o fazendo -o virar e tirar o headphone.
– Oi... — O homem estava surpreso. Seu coração havia disparado ao sentir o toque de sua mão assim como mais cedo. — Já tem os resultados ?
– Sim... — Eles trocaram os objetos que carregavam e leu os dados nos papéis Jemma olhou -o ler. Por minutos intermináveis, ele ficou em silêncio passando os olhos pelos escritos pensando. — As coisas foram de mal a pior... Esse líquido aqui é impossível de comprá -lo legalmente.
– Pois é...Acredito que o mercado negro está envolvido... E o que você encontrou ?
– Pelo jeito que as coisas estão reviradas ocorreu uma luta corporal e o diretor Helsk demorou a se render... Houve luta corporal... talvez deram a garrafa nele para ele ficar desacordado e usaram o xarope para prologar o sono...
– Mas e os tiros? — Ela estava meio confusa. — Teria sido mais eficaz matar do que apenas ferir...
– Encontrei as capsulas e não tem sangue... Foi só uma distração para que todos lá embaixo se assustarem e saírem daqui... — Disse Fitz. Ele pegou um saquinho dentro onde havia um celular – Encontrei várias cartas e e-mails com ameaças, além de mensagens sms que encontrei...
– Devem ter tentado por medo nele por um bom tempo... e quando viram que ia ser difícil conseguir o que queriam...
– Tomaram medidas extremas o suficie ... — Eles pararam e ouviram sirenes cada vez mais perto. O barulhos escadaria a baixo havia cessado . — Vamos para minha casa... Temos que ir embora antes que a policia chegue...
Eles ajuntaram as coisas e pegaram o que puderam de provas, mais rápido que suas pernas deixaram e usaram uma saída secreta que dava na rua de trás. Eles se disfarçaram e foram para a casa de Jemma que ficava a quinhentos metros dali.
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