Agente Ruschel

9 Estava enfrentando o diabo, ou pelo menos o filho dele


Fui direto pra cozinha e fui logo procurando uma faca. Peguei uma pequena e deixei escondida no quarto.

Quando notei, a cama tinha correntes. Eu fui tirando a roupa até ficar de calcinha e sutiã, quando olhei pra porta, lá estava ele com uma toalha na cintura e com o tanquinho molhado á mostra.

– Vejo que foi bom eu esperar, você é mais gostosa sem toda aquela roupa de sempre. — E ele deu um tapa na minha bunda.

– Não, não senhor Cooper. Primeiro vamos brincar! — E fui beijando ele, até ele se deitar na cama, e onde eu finalmente prendi as correntes em seus pés e suas mãos.

Ele estava me olhando com tanto desejo que ele achava que eu estava entregue pra ele. Mais não era assim que a banda toca.

– Olha o que você vai fazer, Bella... Vamos começar com algo mais leve, não acha? — Ele falou e começou a me olhar com pura malícia.

– Só um momento, senhor Cooper. — E dei um selinho demorado nele.

Peguei o celular dele e deixei pra gravar, enquanto eu pegava uma faca e a escondia atrás das minhas costas.

Sentei em cima dele e comecei a falar:

– Bem, antes de tudo eu gostaria que você falasse sobre suas vítimas. Por que se tem uma coisa que me deixa excitada é crimes.. E eu creio que você já fez muitos deles, em homenagem á mim. — E comecei a sorrir pra ele.

– É, eu matei aquelas garotas! Todas elas, sabe por que? Por que elas me lembravam você, minha querida.. — Ele estava com tanto desejo que era fácil arrancar qualquer coisa dele.

– Agora, por favor, me conte em detalhes o que você fazia com ela... — E comecei a beijar o pescoço dele, ele estava na minha. Com certeza.

– Eu saía com elas, me apresentava como o Dr. Adam Cooper e convidava elas pra virem em casa, quando elas chegavam eu as dopava com remédio pesado, aqueles que usamos pra apagar prisioneiros. E eu mutilava elas, e as vezes comia. — E ele falou aquilo com tanta empolgação, que me deixou enjoada. Eu saí de cima dele e comecei a andar de um jeito sedutor, por que á peça não pode parar.

Peguei a faca e comecei a deslizar por seu corpo, até que chegou na garganta e disse:

– Quem era a vitima mesmo? — E cortei o peito dele. Ele notou que eu estava gravando e me olhou com tanto ódio que se aquelas correntes quebrassem, eu não viveria pra contar a história do filho do diabo.

– Sua vadia! Não acredito que você fez isso! Eu vou matar você! — Ele começou a gritar, e ficou vermelho de raiva.

Salvei a confissão dele e liguei pra Bates, ele me disse que já estava a caminho e quando fui conferir se Adam estava lá, ele tinha saído.

Com certeza eu ia morrer.

Mais ia morrer como uma heroína, certo?

Ele me pegou por trás e começou a cochichar no meu ouvido:

– Agora, minha querida, a vítima é você! — E eu senti a arma gelada nas minhas costas. Mais ele não sabia de uma coisa: Eu fui treinada por Bates pra esse tipo de ataque.

Eu virei com toda a rapidez que eu pude e segurei a arma dele. Ele estava me olhando, e eu o chutei.

Estava com a arma em mãos, e apontei á ele quando finalmente falei:

– Você não merece viver, seu imbecil! Você é o animal mais horrendo que já existiu nessa terra! — E comecei a chorar, segurando a arma. Ele sabia que eu estava frágil, vi que ele estava sorrindo com o olhar.

– Você não está no seu psicológico perfeito, Ruschel. Largue a arma.