Agente Ruschel

10 O terror finalmente acabou


Ele queria se aproveitar de mim, só poderia. Quando eu ouvi um barulho na porta, não me concentrei em mais nada, só na porta.

Ele veio rapidamente e pegou a arma da minha mão. Quando os policiais e os outros agentes chegaram, logo avistei Bates. Ele estava na frente de todo mundo, quase sorri ao vê-lo, pelo menos ver o amor da minha vida uma última vez antes de morrer.

Quando menos esperava, Adam colocou a arma na minha cabeça e disse:

– Se derem mais um passo ela morre. — E eu comecei a chorar, eu não merecia ter um fim como aquele.

– Ok Cooper, o que você quer? Podemos negociar! — Foi a vez de Bates falar, ele estava tentando manter toda a calma do mundo, o que era impossível num cenário daquele.

– Eu quero ela! Fiquei tantos anos esperando ela, eu amei tanto ela que matei por ela! Saiam daqui, eu continuo sendo o superior de vocês! — Ele começou a chorar, e vi que a arma começou a tremer em sua mão. Ele não estava aguentando o fardo.

– Você não é mais nosso superior desde que eu fui fazer uma visita pro seu antigo psicólogo, lembra dele? Doutor James Smith, ele me contou que você tem transtorno explosivo intermitente, e que você briga muito fácil... — Bates começou a desafiá-lo, e essa não era uma boa hora por que á qualquer minuto ele poderia puxar o gatilho e espalhar meus miolos naquela sala.

– Bates, Bates, você não deveria ter feito isso. Eu vou matar sua namoradinha. — Ele falou num tom agressivo. — Agora.

Fechei meus olhos e esperei o barulho da bala, estava pronta pra morrer.

Escutei um barulho, e quando eu abri os olhos, não era eu quem tinha morrido, era Adam. Bates deu um tiro certeiro nele.

– Você está bem? — Ele foi me olhando com toda preocupação do mundo.

Eu não estava me importando se estava de langerie e se tinha pelo menos meia dúzia (ou mais!) de policiais naquela sala, finalmente meu herói me salvou.

Não achei momento melhor pra agarrar aquele bonitão e o beijei.

Todos policiais em nossa volta comemoraram o fim do filho do diabo.

E eu comemorava por estar viva. E foi assim que eu fiquei conhecida como "A agente que desmascarou o pior serial killer já visto na atualidade".

Mais entre esse e outros apelidos, eu prefiro Ruschel.

Agente Isabella Ruschel á seu dispor, meu senhor.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!