Agalesia
1 Uma apresentação rápida
Notas iniciais
Aqui estou eu, a fugir de um monstro enorme com 7, não!70 metros de altura... E garras enormes, capazes de cortar um diamante com um unico golpe...
Ok, estou a exagerar. Estou a fugir de um pirata com má cara por ter-lhe roubado um peixe. Esta sou eu. Íris Maria Isabella Maia, mas podem chamar-me apenas Íris.
Quem sou eu?
Alguém que está sempre em problemas.
Onde vivo?
As florestas e as cidades de Agalesia serão sempre a minha casa. Vivo numa pequena casa que construí à muito tempo. Tenho tudo o que preciso naquela pequena caixa de madeira a que posso chamar casa.
Como sou?
Tipo fisicamente? Bem...
Tenho cabelo castanho ondulado, pele branca e olhos cinzentos. Sou relativamente alta com 1,70 de altura e estou muito feliz assim.
Mas voltando ao presente.
Estava com fome e sem dinheiro por isso fui buscar um peixe as docas, vi um monte de peixe no chão e tirei um. Este tipo ficou furioso comigo e agora estamos a jogar a apanhada. Um jogo em que ele decidiu que era ele a apanhar, e eu como boa pessoa que sou estou a jogar com ele, para ver se ele se diverte um pouco, mas este é um jogo em que ele não vai ganhar.
.....10 minutos depois.....
Entrei na floresta ainda a correr, mas ele já tinha desistido. Entrei em casa, cozinhei o peixe e depois do almoço fui até ao rio que fica a uns 100m de minha casa. Ao chegar lá eu o vi.O príncipe de Agalesia. Porque é que um tipo como ele estaria na margem daquele rio? Nada melhor para acalmar a curiosidade do que perguntar-lhe isso mesmo de cara.
Íris—Ei, o que é que estás a fazer aqui?
Ele vira-se rapidamente e responde.
Raul—Um pouco informal demais não acha? Você sabe com quem está a falar?
Íris—Sei exatamente com quem estou a falar sua alteza, dai a minha pergunta. O que faz aqui?
Surpreso pela sua resposta fala imediatamente.
Raul—Não é da sua conta, mas e você quem é?
Íris—Não é da sua conta.
Raul—Sou o seu príncipe deve responder-me quando lhe faço uma pergunta.
Íris—Se quer a minha resposta me de a sua. Alguém que pede o respeito de todos deveria respeitar todos.
Chocado com as palavras sábias daquela rapariga tão simples atenta ao seu pedido e responde humildemente.
Raul—Eu gosto do som da corrente de água do rio e da floresta, acalmam-me. Tua vez.
Íris—Íris
Raul—É um lindo nome.
Íris—E tu, tens nome?
Raul—Pensava que sabias com quem estás a falar? (irônico)
Íris—Sei que és um príncipe. Quem mais andaria por ai com essas roupas caras?
Raul—Um nobre muito rico.
Íris—E com uma pequena coroa com o brasão de Agalesia? (retribuindo a ironia de há pouco)
Raul—Sou assim tão reconhecível?
Os dois riram do comentário dele
Raul—Raul
Íris—O quê?
Raul—Chamo-me Raul.
Íris—Raul...
Íris—O que é que se passa? (seria)
Raul—Como assim?
Íris—Disseste que tinhas vindo aqui porque este lugar te acalma. O que é que te preocupa assim tanto para saires do castelo e vires para o meio da floresta relaxar?
Raul—Não soubeste das novidades?(suspira) Eu terei de me casar em breve com uma princesa de outro reino.
Íris—Ela é assim tão feia ?
Ele ri com o comentário inocente de íris que não sabe nada sobre a realeza e tradições.
Raul—Ai é que está, eu nunca a vi sequer. Não tenho a menor ideia de como é ela.
Íris—Não podes mesmo escapar?
Raul—Não. Esta é uma tradição viva à muito tempo, não posso simplesmente escapar ao casamento.
Íris—Eu compreendo. Mas quando é que ela chega?
Raul—Chegou hoje de manhã.
Íris—Se ela já chegou porque não foste falar com ela? Talvez ela não seja assim tão má.
Raul—O noivo não pode falar com a noiva antes do casamento.
Íris—Isso é estúpido.
Raul—Eu sei disso, mas, é tradição.
Raul estava realmente aliviado por poder falar assim com alguém, afinal ele era um príncipe e seria repreendido se disse-se algo deste tipo dentro das paredes do castelo. Assim passaram a tarde a conversar sobre as suas vidas. Raul finalmente desabafava sobre os seus problemas e Íris fazia-o sentir-se bem.
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