Estamos os dois a rir de um história que Raul tinha acabado de contar e nem reparamos que tínhamos passado toda a tarde a conversar até que um cavaleiro aparece a cavalo seguido por alguns soldados a gritar.

Cavaleiro—Príncipe Raul!

Viraramo-nos rapidamente e levantamo-nos. Raul estava tão surpreendido quanto eu ao vê-los aproximarem-se

Cavaleiro—Sua alteza. Tem de voltar imediatamente para o castelo.

Raul—Eu já vou, mas primeiro...

Vira-se em direção a íris.

Raul—Eu tenho de voltar mas gostaria de te ver de novo. Onde vives?

Íris—Um príncipe pode visitar uma camponesa?

Raul—Ninguém presisa de saber.

Íris—Eu vivo numa pequena caixa de madeira na floresta, mais ou menos a 100m daqui. Mas não quero que arranjes problemas por minha causa.

Ao ouvir aquilo persebe que íris não tinha muito dinheiro e teve pena dela, não queria que a sua nova amiga vivesse nessas condições.

Raul—Eu posso ser um príncipe mas em breve serei rei e agora não te posso deixar aqui. Vem comigo.

Espantada com a proposta repentina e a bravura mostrada por parte dele responde.

Íris—Raul eu não posso aceitar, irias ficar numa grande encrenca.

Raul—Não vou. Posso dizer que és uma nobre da familia da minha "noiva".Vá aceita.

Raul está com olhos de cachorrinho e mesmo sabendo que podia estar a entrar num dos maiores problemas da sua vida aceita. Afinal bem lá no fundo a morena adorava a adrenalina de arranjar problemas e representar a personagem de uma miuda nobre e rica não podia ser assim tão difícil.

Passaram todo o caminho calados naqula carruagem luxuosa.Raul não conseguia tirar os olhos de Íris que estava a observar todos os detalhes do interior da carruagem pasmada com aquilo já que nunca tinha tido nenhuma experiência como ésta se presiza-se de ir a algum lado caminhava ou ia a cavalo mas nunca tinha pensado em viajar numa carruagem como essa.

Chegaram rapidamente ao castelo.

Raul—Chegamos.

Íris—Tu vives mesmo aqui?(impressionada com tudo)

Raul—Sim.

Íris—O que é que eu faço?

Diz ela ao ver uns 10 guardas a guardar o portão do castelo e um casal de nobres.

Raul—Apenas sorri e se vierem falar contigo fala educadamente.

Íris—Só isso?

Raul—Sim, é bem mais facil do que parece.

Íris—Deves ter razão.

Ao sairem da carruagem.

Raul—Só mais uma coisa. Aqui tenho de te pedir que não me chames de forma "informal", só para não despertar perguntas ou comentários.

Íris—Entendo. Aqui és Príncipe Raul sua altesa real.

Raul—Obrigada. Isto é, agradeço a sua compreensão mi lady.

Íris riu ao ouvir a versão educada do simples agradecimento que ele lhe havia dado.

Entraram assim no castelo a sorrir, não com um sorriso de boa educação, com um sorriso sincero apesar de nenhum dos dois saber muito bem porquê.

Leopold—Raul. Meu filho onde estavas?

Raul—Estive a conhecer o meu futuro reino. Algum problema?

Leopold—Não, na verdade fico orgulhoso por ver o teu interesse pelo teu futuro reino. Apesar de que foi imprudente da tua parte saíres assim sem avisar ninguém, estávamos preocupados.

Raul—Desculpai-me pai, não voltará a acontecer.

Leopold—Assim espero. Mas mudando de assunto, quem é ela? (aponta para Íris)

Raul—Pai esta é Íris.

Íris—Prazer em conhecê-lo sua alteza. Sou a prima de Mia, a noiva do seu filho, tive um acidente e a minha carruagem ficou destruída, por isso não cheguei ao mesmo tempo que o resto da minha familia estou aqui para o casamento.

Leopold—Não explica o fato de ter chegado aqui com o meu filho.

Íris—O príncipe Raul foi generoso e ofereceu-me transporte para o castelo depois de eu lhe ter contado o motivo pelo qual me dirigia ao castelo.

Leopold—Entendo, desculpai-me pelas minhas perguntas, não fui informado da sua falta durante a chegada da sua familia. Eu irei pessoalmente informa-los da sua chegada.

Íris—Não será necessário sua alteza.

Leopold—Eu insisto.

Raul—Não pai, eu encarreguei-me de pedir a um criado que estava perto dos portões que os informassem da chegada dela.

Leopold—Bom nesse caso, seja bem vinda ao nosso reino princesa.

Íris—Obrigado sua majestade.