Aftermath

12 Dois coelhos


Notas iniciais
Olá, meu nome é Igor, e sou o criador do Aftermath. Este é meu projeto que venho desenvolvendo há meses, e pretendo engrandecê-lo e um dia expandí-lo pra outras plataformas (jogos, livros, produções audiovisuais). Agradeço aos que leram, e caso se interessarem pela trama poderão acompanhar também pelo blog, cujo link estará nas notas finais. Obrigado a todos, e boa leitura =)

Não sei se dá pra dizer que aquilo foi um massacre, visto que os vikings nem viram o que os atingiu. Aqueles malditos puxaram o tapete sob nossos pés, ficamos encurralados sem nem mesmo perceber. Pobre Luke, injustiçado. Perdeu seu braço direito por algum mal-entendido. Eu sabia que a Ordem Negra faria algo assim, eles são todos uns monstros. Nunca vou me esquecer o que fizeram à minha mãe, e o que iam fazer a mim. Cultivando bactérias dentro de pessoas pra depois descartá-las... Que tipo de gente é capaz de fazer uma coisa horrível dessas?

Ingvarr disse que Luke teve uma hemorragia violenta, e não sabe se a transfusão que fez com o sangue do Isaac será suficiente. Só podemos esperar que ele acorde. De qualquer forma, foi muita sorte termos Ingvarr por perto. Na época em que era apenas um fazendeiro em Bornholm, ele aprendeu diversos ofícios além da agricultura. Aprendeu um pouco de forja, marcenaria e para nossa sorte, cuidados médicos. O Rei Ragnar foi sua inspiração, ele disse. Segundo Ingvarr, Ragnar fazia questão de aprender de tudo um pouco, pois acreditava que era esse o caminho para se tornar um bom rei.

Foi horrível o que fizeram ao Luke. Partia meu coração vê-lo naquele estado, com um toco de braço pouquíssimo maior que o ombro. Ingvarr cauterizou a ferida e a tratou com vários trapos de roupa que achamos ao fugirmos ontem do acampamento da Ordem Negra. Isaac foi muito corajoso, enfrentou dezenas de inimigos e resgatou Luke. Eu o vi, quando saí da tenda. Ele havia me dito para pegar nossas coisas e me preparar pra correr. Ingvarr me protegia enquanto eu carregava as coisas. Isaac conseguiu trazer Luke de volta pra nós, mas ainda haviam tantos inimigos... Conseguimos atrasá-los com nossos poderes. Enquanto Isaac mantinha um pequeno escudo negro em nossas costas, eu fiz uma cortina de fumaça tóxica para impedir a passagem deles. Como eles não devem saber de mim, a cobaia que assimilou o anthrax, devem achar que de fato roubamos os frascos.

A noite foi complicada. Apesar de Isaac ter ficado de vigia, Luke ainda estava totalmente debilitado, e um ataque surpresa seria fatal. Por sorte, nada aconteceu, e tanto Ingvarr como eu tivemos algumas horas de sono. Já era de manhã quando Isaac me chamou para conversar.

–Eva... – ele disse, muito sério. Fez sinal com a cabeça, pedindo que o acompanhasse.

Eu o segui até pouco depois de quatro ou cinco árvores de onde Ingvarr e Luke estavam. Isaac continuou:

–Isso não pode ficar assim – ele disse, olhando para o horizonte da floresta profunda. – Todos eles devem pagar. Vamos atrás de cada um desses malditos e fazê-los entender que mexeram com as pessoas erradas.

Podia ver a escuridão no rosto de Isaac. Nunca seus olhos pareceram tão frios e sem vida como agora. O que você se tornou, Isaac? Quando ficou tão sombrio?

–Isso não vai mudar nada – eu respondi. Precisava fazê-lo entender que violência só ia gerar mais violência. – Isso não vai salvar o Luke.

–Não faremos isso pra salvá-lo – ele disse, virando-se para mim. – Faremos por vingança.

Aquela resposta me arrepiou. Isaac não mascarava suas motivações, ele assumiu a escuridão em si. Por vingança, ele disse. Não pra salvar seu amigo, ou pra prevenir que outras pessoas se machuquem. Mas simplesmente pelo desejo de se vingar. Minha mãe disse que devíamos perdoar nossos inimigos, mas o modus operandi de Isaac ia totalmente ao contrário.

–Mas porquê? Pra quê nos arriscarmos mais? Podemos fugir, ir pra outro lugar, pra longe dessa guerra religiosa! Podemos encontrar novas pessoas!

–Eva – ele disse, me olhando no fundo dos olhos. Aqueles olhos várias vezes me assustavam, mas de alguma forma me fascinavam. – Eles têm exércitos. Isso nunca vai acabar. Mesmo depois destes, surgirão outros perigos. Se quisermos viver, temos que aceitar a realidade. Temos que aceitar quem somos, e como somos privilegiados em ter esses poderes. Podemos fazer a diferença, usando guerra para acabar com a guerra. Combater fogo com fogo.

Eu entendia seu ponto de vista. Desde que Thanatos fez o mundo mergulhar na desordem, as pessoas não param de se matar. E nós de fato podemos policiar o que estiver em nosso alcance.

–Tudo bem – eu disse. – O que pretende fazer?

–Noite passada andei pelo perímetro, não há sinal de que eles chegaram perto de nós. Vou voltar ao acampamento e vigiá-los de longe. Assim que eles partirem para atacar os Templários, eu os sigo e mato os dois coelhos num golpe só.

–Você sozinho? Entendo que Ingvarr precisa ficar pra cuidar de Luke, mas e eu?

–Prefiro que você fique longe deles – Isaac afastou-se e voltou a olhar para o horizonte. Não entendo porque ele se distancia desse jeito.

–Então, pra quê me contar tudo? Se quer ir sozinho, poderia ter ido sem que eu soubesse.

–Achei que você precisasse saber onde fui. Você... – voltou a olhar pra mim. – se importa, né? Comigo, quero dizer. Você ia querer saber...

–Sim – eu disse, interrompendo-o. Ele havia se embaraçado nas palavras, mas eu já entendia o que queria dizer. – Eu me importo com você, Isaac. Eu gosto de você. E é por isso que vou com você. Vamos dividir, um coelho pra cada.

...

A lua já estava no céu quando chegamos nos arredores do acampamento. Havia muito movimento lá, homens andavam de uma tenda à outra, outros afiavam adagas, mexiam nos caixotes com frascos de anthrax, escovavam os cavalos... Lá num canto eu podia ver a Vervalser, ignorada pelos terroristas.

Luke ardia em febre como nunca havia antes visto, mas Ingvarr ficou para cuidar dele enquanto Isaac e eu vigiávamos os inimigos. Nos escondemos em um carvalho alto e tão largo que a área entre seus galhos era como uma pequena sala. Sua ramificação principal de galhos formavam algo parecido com uma gaiola.

–Pode dormir aqui se eles demorarem a sair – Isaac disse.

–Espero que não levem tanto tempo, essa árvore não é a cama mais confortável que já vi.

–Antes um torcicolo do que desmaiar de sono no meio da batalha – Isaac disse, arriscando um sorriso. Não que fosse raro, mas ele era bastante sério.

–Fácil pra você falar – respondi com tom humorado. – Queria eu não precisar dormir.

–O preço é caro – ele disse. – Precisa morrer, primeiro. Deixar pra trás sua família e sua vida...

–Bom... – a conversa ganhou um tom triste. – Já deixei pra trás minha antiga vida, se é que posso chamar assim. Minha mãe era minha única família... Ainda a vejo morrendo na minha frente nos meus pesadelos...

–Ainda vejo a minha também – Isaac olhava para o acampamento, distante...

–Você... Você viu sua mãe morrer também? – ele nunca havia me contado sobre seu passado... Sabia apenas sobre seu pai e irmão, por causa de Thanatos. – Sinto muito...

–E não só ela. Eu também me vejo nos meus pesadelos. Meu corpo estava estirado na cozinha... Ao lado do corpo da minha mãe... Mas já parei de me lamentar por isso. Na verdade, me pergunto o que aconteceu depois. Sei que Thanatos controlou meu irmão Andrew para nos matar e se matar em seguida, mas... O que houve com os corpos?

–Difícil saber. Eu penso o que houve com a alma de minha mãe... Será que também foi absorvida por Thanatos?

–Talvez. Mas também é possível que esteja na Caixa de Pandora. Quando voltarmos ao Limbo, te levo até lá para procurá-la.

–Não se incomode, Isaac. Mesmo que ela ainda esteja lá, o que eu poderia fazer? Não dá pra conversar com uma alma, certo?

–Não, mas vai satisfazer sua curiosidade, creio eu.

–É... Isso eu não posso negar. Mas não é o que eu quero satisfazer agora – Isaac tirou os olhos do acampamento e se virou para mim.

A tragédia aproxima as pessoas. O luto precisa de reconforto, e nada mais reconfortante do que estar com alguém que entende a sua dor. Alguém que não vai só te dizer que tudo vai ficar bem. “Tudo vai ficar bem” são palavras vazias. Nem todo final é feliz, mas também nem todo final significa, de fato, o fim. Às vezes, o final é só a deixa para uma nova história de superação. Isaac é minha nova história, e é nele em quem me apoio nos momentos difíceis. Talvez não seja amor, talvez nem haja espaço para amor nesse mundo caótico. Mas eu preciso dele. E é para ele a quem me entrego emocionalmente. Soube disso naquele instante em que ele me beijou. Haviam dúvidas se era uma boa ideia, mas também haviam certezas de que era o que precisávamos para superar o passado. E de fato, o passado foi embora. Eu via a dor indo pra longe de mim, junto com nossas roupas jogadas no meio dos galhos do carvalho. Foi algo muito estranho, devido à nossa falta de experiência. Era nossa primeira vez como amantes.

...

No momento em que o sol brilhava mais forte no céu, a Ordem Negra se preparava para partir. Cavalos a postos, armaduras de couro equipadas, adagas afiadas. “Marchem”, gritou Sayid. Por mais estranho que soasse, aquele perturbado era meu pai, pelo qual eu não tinha nenhum apreço. Gostaria de vê-lo ter um final mil vezes pior que Luke teve naquele dia, apesar de não sabermos se ele sobreviverá.

Isaac e eu os seguimos à margem da estrada, a fim de não sermos vistos. Logo, a mata deu lugar à cidade deserta na Itália. A grande metrópole que cercava Veneza não passava de um grande cemitério, e no meio dos túmulos a céu aberto, erguia-se o Forte Golias: cinquenta metros de altura nas muralhas de pedra, que se estendiam horizontalmente por mais de duzentos metros em cada aresta. Até onde enxergávamos, havia apenas um portão guardado por uma torre em cada lado.

Os assassinos gritavam do lado de fora, atirando flechas embebidas em anthrax por cima dos muros e recebendo-as de volta dos arqueiros cristãos nas torres de vigia. Era impossível para aquele grupo invadir a fortaleza, mas já sabíamos que tudo fazia parte de seu plano.

Enquanto se protegiam das poucas flechas inimigas com seus escudos, o segundo batalhão da Ordem Negra chegava para somar forças. Eles trouxeram aríetes e escadas, o que deveria ser suficiente para adentrar o forte, mas não foi. A guarda Templária resistiu muito bem, empurrando as escadas pelas ameias da muralha antes que os inimigos chegassem sequer à metade do caminho para cima. Os aríetes não eram fortes o bastante para abrir o portão de madeira maciça reforçado com aço.

–Eles estão vulneráveis – eu disse. – É a nossa chance, vamos atacar!

–Ainda não – Isaac me repreendeu. – Se atacarmos agora, perderemos o elemento surpresa contra os Templários e o terceiro batalhão dos terroristas que vem à oeste. Temos que esperar que eles todos estejam dentro das muralhas.

–Pelo jeito já pensou em tudo, hein – na maioria das vezes Isaac parecia um rapaz tímido, mas sabia liderar como ninguém. – Mas eles não conseguem entrar no forte.

–Acho que eu consigo ajudá-los. Rápido, venha comigo.

Contornamos os edifícios longe do campo de visão deles. Na muralha sul não havia ninguém, e foi por onde subimos. Isaac usara a matéria negra para fazer uma escada até o topo. O prédio se erguia bem do centro do átrio, formando corredores em seus arredores. De lá de cima, víamos que o terceiro batalhão da Ordem Negra que viria do oeste já estava lá dentro, porém sem o apoio dos outros dois exércitos estavam sendo massacrados. Do outro lado, dezenas de Templários preparavam-se para o caso de abrirem o portão.

–Rápido, não temos muito tempo! – Isaac disse. – Logo todos os Templários estarão nos portões!

–Qual o plano?

–Vou fazê-los entrar. Quando eu der o sinal, você os finaliza!

Ele correu até a primeira atalaia acoplada à muralha onde haviam alguns dos arqueiros. Quando entrei pouco depois de Isaac, o último Templário terminava de cair no chão com um corte da barriga à cabeça. Como ele os matou tão rápido? Tinham oito arqueiros nesta torre, e em poucos segundos todos morreram.

A muralha continuava de cima do portão, e foi pra lá que Isaac foi. Flexionou os joelhos, preparando-se para seu movimento. Seus braços pigmentaram-se de negro, e todo o chão ao seu redor foi tomado pela sua sombra, que crescia até alcançar o portão lá embaixo. As sombras imbuídas de matéria negra retorceram a madeira e o aço, fazendo a entrada colapsar, restando nada mais do que a estrutura de pedra da muralha onde Isaac estava.

Os terroristas entraram. Aríetes foram deixados para trás, e travava-se uma intensa batalha no pátio principal da fortaleza. A destreza dos assassinos contra a força bruta dos guerreiros paladinos. Apesar da confusão lá embaixo, minha atenção se voltou à segunda atalaia do outro lado do portão. Os arqueiros de lá haviam nos notado, e preparavam para atirar em nós.

–Eva! – Isaac me chamou, na frente deles. – Agora!

Os arqueiros lançaram suas flechas, porém Isaac foi mais rápido ao levantar um muro negro na forma de um meio-cilindro atrás de si que parou todas elas. Nesse ponto, ele já havia preenchido o buraco do portão com algo ainda mais resistente: sua matéria negra. Todos estavam presos, e agora era a minha deixa.

Voltei para perto das ameias, do lado de fora da torre de vigia. Concentrei-me na minha mente, sentindo cada parte de meu corpo trabalhando. Podia sentir o fluxo sanguíneo e meu circuito nervoso, todos funcionando em prol da produção de bactérias. Minha mãos não foram suficientes, então toda a extensão dos meus antebraços canalizou os micro-organismos que saíam do meu corpo para fora num gás mortal de anthrax. A fumaça desceu devagar, e logo todo o átrio foi tomado pela névoa esverdeada que os fez, lentamente, caírem tossindo seus pulmões pra fora.

...

Nem uma única alma restou no Forte Golias. Isaac e eu voltávamos para o norte, satisfeitos com tudo. O perigo havia desaparecido, nossos traumas superados... Restava apenas que Luke acordasse para que tudo realmente ficasse quase bem.

–Acho que devíamos passar no acampamento antes de voltar – eu disse. – O carro, a moto e a bigorna ficaram lá quando fugimos.

–Tem razão quanto aos veículos, mas... A bigorna é inútil sem o vidente.

–Ainda assim, é muito poderosa! Não podemos deixá-la por aí!

–Tudo bem então. Levaremos ela, e depois?

–Bom... – eu disse, pensativa, até que me lembrei. – Ei, tínhamos que encontrar Mei, não era?

–É verdade – Isaac respondeu. – Vamos voltar para o Limbo assim que possível.

A caminhada foi longa, mas ao final do dia chegamos no acampamento. Estava deserto como deveria estar, e Isaac manobrou a picape que Luke costumava dirigir. Usou espécies de tentáculos de matéria negra para pôr a bigorna na caçamba, e com esforço conseguiu ajeitar sua moto lá em cima também.

Seguimos a estrada até onde Ingvarr cuidava de Luke, e lá encontramos o viking andando em círculos, muito agitado.

–Isaac! – ele gritou ao chegarmos. – Me desculpe, eu não sei o que aconteceu!

–Do que está falando? – Isaac respondeu, saltando do carro. – O que houve?

Morte, foi isso que aconteceu. Eu sabia. Isso é o que o mundo nos faz.

–A febre dele só piorava, era incomum até pra alguém que perdeu braço! Meus dedos queimavam só de tocar a pele dele!

–Mas o que aconteceu? – eu perguntei. Havia notado que Luke não estava ali. – Onde ele está?

–Eu não sei! – Ingvarr disse, confuso. – Ele fervia tanto que seu corpo se desfez em fumaça! Em poucos minutos, ele havia sumido, evaporado!

Isaac e eu nos entreolhamos, sabíamos que aquilo já havia acontecido.

–Igual a Lucy – Isaac disse. – A irmã dele morreu da mesma maneira. Virou fumaça bem diante dos nossos olhos.

No lugar onde Luke estava horas atrás, restavam apenas suas roupas, ao lado de seu curativo encharcado de sangue. Outra vez, pensei. Outra vez perdi alguém da família. As lágrimas não tiveram tempo de chegar, desta vez. Isaac foi mais rápido.

–Não se preocupe. Nós o vingamos. A guerra acabou.

É verdade. Luke morreu, mas a ameaça já não existe mais. As cidades podem começar a crescer pacificamente, e assim vamos reconstruir o que Thanatos destruiu.

–Vamos embora – disse Isaac. Ele não demonstrava mais tristeza, mas eu sabia. Ele estava arrasado. – De volta ao portal.

Viajamos de picape todo o caminho até Landshut, onde estava o portal. Perdi a noção do tempo, parecia estar ao mesmo tempo dormindo e acordada. Luke foi um verdadeiro irmão. Pouco tempo havia se passado desde que nos conhecemos, mas já havíamos passado por tanta coisa... Mas não pudemos salvar nosso amigo. De novo, assim como aconteceu com Jacob. Prometi a mim mesma que não deixaria acontecer com Isaac. Darei minha vida por ele, se assim for preciso.

...

O céu estava estrelado quando chegamos. O portal se revelara assim que Isaac se aproximou, mas antes de entrarmos Ingvarr chamou Isaac.

–Isaac, espere um momento.

–O que foi, Ingvarr? – disse Isaac, olhando para trás.

–Como já disse a vocês, estudei um pouco de tudo na minha juventude, antes de virar jarl de Bornholm. Isso inclui a leitura de runas nórdicas.

–Você pode ler runas igual o vidente fazia?

–Posso, mas nunca achei que existisse poder de verdade nelas. O vidente era melhor crente do que eu.

–Seria bom se pudéssemos aproveitar o poder da bigorna.

–Na Suécia existiram outros povos vikings, antes dos Templários os destruírem. Com certeza eles têm runas. Posso ir até lá enquanto vocês encontram sua amiga.

–Ótimo. Vá com a picape, leve a bigorna. Quando voltarmos, te esperamos aqui mesmo. E Ingvarr, não volte para Bornholm.

–Não vou – ele respondeu, subindo na picape. – Não tem nada lá pra mim. – e partiu.

Notas finais
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