After that Everything Changed

9 What the Hell is Going on?


Notas iniciais
Oii gente!! Espero que gostem desse capítulo, acabei de escreve-lo. Beijos e boa leitura.

Eu cheguei a casa chorando e soluçando, todos ficaram assustados e ninguém entendeu nada e minha mãe veio me abraçar, dizendo:

— O que houve minha filha?

Eu não conseguia dizer nada, por causa das drogas dos soluços, e ela disse:

— Josh, pegue um copo de água com açúcar para sua irmã. Vem cá minha filha — disse ela me conduzindo até o sofá.

Eu respirei fundo, Josh trouxe o copo com água, eu bebi e quando vi que conseguia falar, comecei a tagarelar, dizendo:

— Mãe, eu quase fui abusada por vários homens. Liguem para a polícia, eu não quero que o Scott morra por minha causa. Ele me salvou. Por favor, liguem logo! Eu vou me sentir a pior pessoa do mundo se ele morrer por minha causa!

— O quê? Disseram meu pai, minha mãe, Josh e Scarlett juntos, até porque se eu estivesse de fora, juro, faria a mesma pergunta, que louco...

— O Scott está correndo perigo gente! Será que vocês não entendem? Se não fosse ele, eu poderia estar... Sei lá como, por favor... Deixem que eu ligo. Falei indo até o telefone.

Todos ficaram com cara de “o quê?” ainda e eu os ignorei.

— Delegacia de Cleveland, com quem falo?

— Alô?! Então, eu sou Amber e, pelo amor de Deus, venham salvar o Scott, ele está correndo risco de vida. Falei desesperada.

— Mas... Calma! Diga o endereço de onde ele está. Disse o delegado.

Eu dei o endereço com detalhes e implorei que eles fossem o mais rápido o possível socorrê-lo. Eu contei mais ou menos o que aconteceu para ele, ele disse que mandaria uma viatura e eu tentei ficar mais calma. Eu não podia fazer nada a não ser esperar por notícias. Eu me levantei e fiquei andando de um lado para o outro, ainda nervosa e meu pai disse:

— O que eles disseram?

— Que vão mandar uma viatura para o local. Respondi ainda andando de um lado para o outro imaginando o pior.

— Filha, pare de andar de um lado para o outro, vai acabar furando o carpete. Disse minha mãe preocupada.

— Pelo amor de Deus, mãe! Será você não percebeu que tem alguém correndo risco de vida? E se ele morrer a culpa será toda minha? Bradei pirando de vez.

P.O.V Scott Simpson

Depois que vi que Amber corria perigo eu não podia deixa-la ali, não mesmo. Por mais que ela me desprezasse, ela precisava de mim e eu tinha que salva-la. Então me arrisquei tirando-a do meio daqueles desgraçados, mas consequentemente eu fiquei em seu lugar e apanhei como nunca. Tentei me defender, mas eram cinco contra um, seria impossível sair ileso dali. Levei vários socos nos olhos, na barriga, chutes por todo o corpo, eu tentei me manter firme e revidar, mas foram poucas às vezes em que acertei alguém, porque de tanta porrada que levei eu já estava ficando grogue.

— Puta merda! A polícia tá vindo. Disse um dos que me batiam e todos correram me deixando lá todo ferrado.

Eu me escorei num muro e fiquei tentando respirar, porque me deram muitos socos no estômago e eu não conseguia respirar direito. Senti que meu rosto sangrava muito, minha roupa estava toda suja não só com os respingos de sangue, mas com marcas de chute. Minha boca sangrava também. Um policial se aproximou de mim e disse:

— Você está bem?

Será que você não está vendo que eu estou todo arrebentado, cassete? — Pensei na hora.

— Estou bem. Respondi tentando me mostrar forte.

— Acho melhor chamarmos uma ambulância. Disse outro policial que estava no carro.

— Não... — Falei alto sentindo uma dor desgraçada no estômago — Não precisa.

Eles viram a cara de dor que fiz e o que estava próximo de mim disse:

— Se você gosta de sentir dor, aí é contigo mesmo, mas vamos até a delegacia, porque você terá que prestar um depoimento do ocorrido.

— Está bem. Respondi indo com ele até a viatura.

Entrei pela porta de trás, ele sentou-se na frente e o outro ligou o carro nos levando até lá.

P.O.V Amber Connor

Eu estava quase tendo um treco de tão preocupada, bebi três copos de água com açúcar, mas não deu jeito. Aquela ressaca que eu tinha antes passou por causa da adrenalina, pena que depois dela veio algo muito pior, a preocupação. O pior de tudo é que eu não poderia fazer nada para saber, não tinha o telefone dele, nem da casa dos pais dele, mas esperem... Eu tenho o da delegacia! Fui novamente ao telefone, liguei para a delegacia, o delegado atendeu-me novamente e disse:

— Delegacia de Cleveland, com quem falo?

— Sou eu de novo, senhor delegado, Amber Connor. Eu estou preocupada! O Scott já foi encontrado? Perguntei cruzando os dedos para que ele dissesse que sim.

— Já sim. Então, ele acabou de prestar um depoimento, mas eu preciso que a senhorita compareça a delegacia para prestar o seu depoimento. Disse ele.

— Está bem, daqui a pouco estarei aí. Muito obrigada. Respondi desligando o telefone.

Eu peguei as chaves do carro e meu pai perguntou:

— Onde está indo?

— Para a delegacia. Já volto. Respondi indo até a porta.

— Eu vou com você. Disse Josh se levantando do sofá.

— Não precisa, eu vou de carro. Respondi saindo e fechando a porta.

***

Assim que cheguei à delegacia, ela estava um pouco mais movimentada do que eu imaginava, Scott estava sentado do lado de fora. Ele estava todo arrebentado, coitado. Eu fiquei em estado de choque ao vê-lo daquele jeito. Eu sei que muitos acreditariam que eu poderia estar vibrando por ele estar assim, mas acreditem, não estou. Primeiro porque eu sou humana e tenho coração e segundo, ele me salvou e está assim por minha causa, se não fosse ele, eu não quero nem pensar no que poderia ter acontecido ou estar acontecendo comigo neste momento. Sentei-me ao lado dele e comecei a dizer:

— Eu não sei nem o que dizer... — Eu estava tremendo de nervoso — Eu sinto muito por você estar assim... Obrigada pelo o que fez.

— Tudo bem, são só alguns arranhões — Aham sei — daqui a pouco eu já estarei melhor. E de nada, qualquer pessoa no meu lugar faria o mesmo.

Não faria não — Pensei.

— Mas é sério, muito obrigada mesmo... Eu não sei nem o que fazer para te agradecer... Falei sendo sincera.

— Acho que você já fez isso. Você também meio que me salvou... O delegado me disse que você ligou dizendo o que estava acontecendo comigo e se a polícia não chegasse naquele momento, eu sinceramente não sei o que seria de mim. Disse ele me olhando.

Ai meu Deus, que nervoso olhar para o olho dele tão inchado e roxo. O delegado me chamou e eu fui até sua sala.

— Sente-se, por favor, senhorita Connor. Disse ele apontando para a cadeira de frente para sua mesa.

Eu me sentei e ele disse:

— Me conte detalhadamente tudo o que aconteceu. Porque eu sei que você contou por telefone, mas por estar muito nervosa, você falou tão rapidamente que não entendi quase nada. Respire fundo e diga lentamente o que aconteceu.

Eu respirei fundo e comecei a contar tudo o que eu me lembrei calmamente, quer dizer, um pouco calmamente até porque eu ainda estava um pouco traumatizada. Depois ele pediu que eu descrevesse a fisionomia de pelo menos algum dos que estavam no grupinho, eu descrevi o que me lembrava, um de seus assistentes desenhou mais ou menos o que eu dizia e, incrivelmente ele conseguiu desenhar o rosto muito parecido com o de um dos que estavam lá. Mas infelizmente eu só consegui descrever um. Depois disso ele me liberou e eu saí de sua sala. Scott ainda estava sentado, eu estranhei e fui até ele perguntar por que ele ainda estava lá.

— É que eu estou esperando o meu pai vir me buscar, eu estou a pé. Disse ele.

— Você quer uma carona? Perguntei sendo solidária.

Não pensem merda do que está acontecendo em, por favor.

— Quero sim. Obrigado. Disse ele se levantando com um pouco de dificuldade.

Fomos até o meu carro, ele sentou no lado do carona, eu liguei o carro e fomos até a casa dele.

— Por que não quis ir para o hospital? Se ficar muito tempo com essas feridas abertas pode infeccionar. Falei.

— Porque eu não queria parecer fraco. Disse ele.

Eu não acredito nisso, não mesmo...

— Ah, então você prefere ser um forte infeccionado do que um “fraco” que cuida de todas as suas feridas e não as deixam abertas? Ok! Falei o achando um idiota novamente.

— Não... Eu quero limpar tudo isso, mas eu não queria ir para o hospital. Disse ele.

— E você vai conseguir se cuidar sozinho? Perguntei prestando atenção na estrada.

— Aceito ajuda. Disse ele.

Cara de pau...

— Está bem. Vamos até a farmácia, depois eu te ajudo com isso. Respondi revirando os olhos.

— Faria isso por mim? Perguntou ele.

— Já estou fazendo... Você me salvou, não é mesmo? Esse é o mínimo que posso fazer. Respondi deixando bem claro que é só uma troca de favores.

— Já estou até imaginando o máximo... — Eu olhei para ele e ele estava com aquele sorriso safado novamente.

Que saco! Nem estando todo ferrado ele sossega o facho, ver se pode...

Chegamos à farmácia, peguei algumas coisinhas de primeiros socorros, paguei e fomos até o carro.

— Então, só há machucados em seu rosto? Perguntei torcendo para que sim.

Ele levantou a camisa e mostrou que tinham vários hematomas em sua barriga, e que barriga em... Foco Amber, foco!

— Não sei se no carro vai dar para você cuidar disso tudo. Disse ele.

Eu não queria, mas acabei concordando com ele, até porque além do rosto, tinha a barriga, as costas, as pernas... Então fomos até a casa dele.

***

Os pais dele ainda não tinham chego do trabalho, então estávamos a sós naquela casa enorme.

— Entre e fique a vontade. Disse ele sorrindo para mim.

Eu entrei e ele fechou a porta.

— Vamos ao meu quarto? Sugeriu ele.

Eu fiz uma cara de deboche como quem diz “você acha mesmo que vou ao seu quarto?”, ele entendeu a mensagem e disse:

— Está bem... Vou pegar uma cadeira para você, aí eu me deito no sofá e você faz os curativos.

— Boa ideia. Respondi sorrindo.

E assim ele fez, ele estava deitado, eu comecei pelo rosto. Tive que limpar com um pano úmido, pois estava todo sujo com marcas de sangue. Tinham cortes nas laterais das sobrancelhas dele, no canto da boca, por dentro da boca... Eu cuidei de todos eles. Enquanto eu fazia os curativos ou passava medicamentos nos ferimentos dele, ele fincava seus olhos em mim, eu fiquei sem graça e ele percebeu e ficou rindo de mim.

— Por que não faz enfermagem? Perguntou ele.

— Porque não quero ser enfermeira. Respondi passando algodão com medicamento no canto da boca dele.

— Você seria uma ótima enfermeira se quisesse. Disse ele.

Eu sorri e continuei. Depois de terminar de cuidar do rosto dele, pedi que tirasse a camisa e ele, é claro, levou na maldade e ficou rindo para mim.

— Larga de ser safado garoto, eu só vou passar anti-inflamatório aí. Falei fazendo cara de tédio.

— Está bem. Disse ele se levantando e tirando lentamente a camisa, não sei se é porque doía, ou se ele queria me seduzir, mas eu fingi não ligar.

Ele estava com muitas marcas roxas na barriga, eu tentei não focar muito em seu tanquinho, mas era um pouco complicado sabe? Que droga! Eu peguei o anti-inflamatório que era aerossol, passei por toda a sua barriga e massageei para que fosse bem distribuído. Ele ficou rindo e disse:

— Você está se aproveitando da situação para me alisar, não é?

— Larga de ser convencido, garoto. Se não parar com as gracinhas, vou embora. Avisei.

— Está bem, me desculpe. Disse ele tentando para de rir.

Eu terminei de passar na barriga e ele disse:

— Acho que nas costas não tem muito, mas as pernas doem bastante.

— Está bem, tire a calça. Falei olhando para outro lado.

Ele riu de novo. Que garoto mais idiota cara, ele ri de tudo, Aff!

Ele tirou os sapatos, depois tirou sua calça e fiquei analisando suas marcas que estavam bem mais roxas nas coxas. Eu passei o aerossol em toda a perna esquerda e depois, na direita e massageei-as. Assim que terminei, guardei todo o material, peguei a cadeira para coloca-la no lugar, ele se levantou rapidamente e disse:

— Deixe que eu cuide disso.

— Está bem... Eu vou indo então... Respondi pegando a bolsa com as coisinhas que comprei.

— Tá, eu te levo até a porta. Disse ele indo comigo.

Ele abriu a porta, eu olhei para ele e falei:

— Mais uma vez, obrigada pelo o que fez.

— Eu já disse que você não precisa me agradecer — Ele sorriu — Obrigado por cuidar de mim hoje...

— Só foi um modo de agradecer pelo o que fez por mim. Respondi com um sorriso sincero.

Ficamos em silêncio, ele veio tentar me beijar, mas eu virei o rosto e ele disse:

— Então... Até mais Amber.

— Até mais. Respondi me virando e indo até o carro.

Eu confesso que não acreditei no que aconteceu, minha mente estava confusa. Scott me salvou e eu cuidei dele? Isso é alguma pegadinha? Espero que sim.

Notas finais
E aí, o que estão achando? Será que a Amber está ficando balançada com o Scott porque ele a salvou? Vocês acham que ela deve continuar sendo uma garota má com ele ou já pode parar? Preciso da opinião de vocês, flores!! Reviews são bons e eu gosto. Beijoos e até o próximo capítulo :* *------*