After that Everything Changed

10 There is Still Love Among Us...


Notas iniciais
Hey peoples!! Então gente, para quem estava com saudades do Henry, olha ele aí de volta :D Espero que gostem *------* Beijos e boa leitura :* *--*

Eu entrei no carro me sentindo confusa com o que está acontecendo, balancei a cabeça querendo esquecer aquilo e focar em outra coisa. Dei partida no carro, liguei o radio do carro e começou a tocar “Lucky (ft. Jason Mraz)” da Colbie Caillat e eu comecei a canta-la e a cada verso que eu cantava as partes onde a Colbie cantava e me lembrava do Henry:

...

“Boy I hear you in my dreams
I feel your whisper across the sea
I keep you with me in my heart
You make it easier when life gets hard"

"Garoto, eu te escuto nos meus sonhos,

Escuto seu sussurro através do mar

Eu mantenho você comigo no meu coração

Você torna isso mais fácil quando a vida fica difícil"

"Lucky I'm in love with my best friend

Lucky to have been where I have been

Lucky to be coming home again

OOhh ooh ooh ooh ooh ooh ooh ooh”

"Tenho sorte estou apaixonada pelo meu melhor amigo

Sorte por ter estado onde estive

Sorte por estar chegando em casa de novo

OOhh oh oh oh ooh ooh ooh ooh"

...

Depois que cantei essas partes da música e pensei no Henry, tive certeza de que o meu coração ainda o pertencia e me senti bem, e ao mesmo tempo mal, mas só me senti mal por não poder estar com ele, não poder abraça-lo, nem beija-lo como antes, comecei a chorar de saudade. Acho que algo ficou pior.

***

Assim que cheguei a casa, tentei disfarçar minhas lágrimas, todos pareciam ainda preocupados comigo, eu disse que agora estava tudo bem e que eles podiam ficar tranquilos comigo. Eu subi as escadas, entrei no meu quarto trancando a porta e pegando meu celular para revê as fotos do Henry. Eu tocava na foto como se ele não só estivesse ali, no celular, como bem aqui comigo, como se eu acariciasse seu rosto... Eu o amo muito e espero o reencontrar algum dia.

— Eu te amo... Sussurrei olhando para a foto e beijando-a em seguida.

Depois disso, não sei o que deu em mim, mas peguei o meu notebook e entrei no face, para ver se tinha algo de importante, ou sei lá. Assim que abri o meu feed, vi que tinham novas solicitações de amizade, umas seis. Eu abri e vi que eram meus amigos britânicos e o Henry... Ele me achou! Por que eu não troquei meu face com ele antes? Ah é, meu irmão não tinha computador em casa... Eu abri o perfil dele, vi que tinham fotos antigas dele com os nossos amigos, sozinho, em festas fazendo palhaçada, em passeios, comigo... Comigo? Ele postou fotos comigo e não me disse nada?! E ainda tinham minhas fotos em Hogwarts parecendo louca...

OMG! Eu vou matar ele!

Eu procurei no meu bate-papo para ver se ele estava online e bingo! Ele estava, eu não perdi tempo e já o chamei para conversar dizendo:

“O que minhas fotos de Hogwarts estão fazendo no seu face, Henry?”

“Oi para você também, Amber.” Respondeu ele com uma carinha de riso.

“Que oi o quê? Isso o que você fez foi bullying, apague isso!” Respondi com uma carinha de brava.

“Mas você está tão linda e feliz nas fotos.” Disse ele.

“A-PA-GA!” Respondi com carinha de tédio.

“Poxa.” Respondeu ele com carinha de choro.

“Poxa nada Henry. Eu não quero que o mundo todo ache que eu sou uma maluca.” Respondi.

“Mas você é a maluca mais linda que eu já vi na minha vida... Isso melhora?” Perguntou ele.

“NÃO!” Respondi.

Ele demorou um pouco para escrever mais alguma coisa, apagou o álbum do nosso passeio todo e disse:

“Está bem, apaguei tudo, satisfeita?”

“Não era para apagar tudo seu banana! Eram somente as fotos em que fiquei parecendo uma criança louca.” Respondi com uma carinha de tédio.

“Mas você está assim em todas.” Respondeu ele.

O quê?! Idiota...

“É sério isso?” Perguntei surpresa.

“Você acreditou mesmo em mim? É claro que não amor, eu só estou te zoando. Tem outras fotos em outros álbuns, mas são somente as que estamos juntos e no Big Ben.” Disse ele.

“Ah tá.” Respondi.

“De nada, eu também te amo, Amber.” Disse ele tentando me educar.

“Por que eu deveria te agradecer mesmo?” Perguntei me fazendo de sonsa.

“Por ter feito o que você me pediu.” Disse ele.

“Ah! Valeu.” Respondi.

“Sinto tanto a sua falta aqui.” Confessou ele.

“Eu também sinto a sua.” Respondi com os olhos marejados.

“Eu queria tanto que você voltasse.” Disse ele.

“Eu também queria poder fazer isso, mas não posso.” Respondi com as lágrimas rolando em meu rosto.

“Por quê?” Perguntou ele.

“Porque eu tenho que resolver muitas coisas aqui ainda e, tem a faculdade também.” Respondi enxugando o rosto.

“Eu quero te ver.” Disse ele.

“Vamos conversar pelo Skype então, né?” Respondi.

“Tá bom, pelo menos assim eu consigo te ver agora, mesmo não estando com você.” Disse ele.

Eu loguei o no Skype e mandei meu e-mail para ele. Ele me adicionou e ligamos nossas webcans, ele estava tão lindo com uma touca marrom, sua franja estava um pouco bagunçada e ele parecia estar com uma barba rala.

— Isso o que eu estou vendo no seu rosto é barba mesmo? Perguntei não acreditando.

— Sim, do nada começou a crescer. Respondeu ele.

— Hm... Está ficando com cara de homem. Caçoei rindo.

— Eu tinha cara de quê sem ela? Perguntou ele.

— De criança. Respondi ainda rindo.

Ele sorriu e disse:

— Estava sentindo falta dessas risadas.

— E eu desse seu sorriso. Respondi olhando para a tela e tocando nela.

Ele fez o mesmo que eu e disse:

— Só de estar aqui com você assim, eu já estou me sentindo muito melhor que há alguns dias atrás.

— Eu também me sinto muito melhor. Respondi sorrindo.

— Amber, desligue isso e vá dormir! Exclamou minha mãe do outro lado da porta.

Eu me virei e respondi:

— Tá! Já vou.

Eu voltei a olhar para a tela e o vi rindo e dizendo:

— Quem é?

— A Sra. Rose Connor. Minha linda mãe. Respondi sorrindo.

— Acho que ela está certa, já são 3h45. Disse ele.

— Mas o fuso horário é diferente, e aqui são 22h45. Respondi rindo dele.

— Ah é, me esqueci do fuso horário. Disse ele rindo.

— O que está fazendo acordado até essa hora? Perguntei.

— Eu estava me drogando aqui, quase entrei em overdose. Disse ele me zoando.

— Não fala isso nem brincando seu louco! Exclamei.

— Amber! Bradou a minha mãe.

— Calma mãe! Respondi ficando irritada.

E ele ficou rindo de mim, e eu falei:

— Tudo sua culpa, idiota!

— Mas eu não fiz nada, você é quem está gritando aí. Disse ele rindo.

Eu taquei uma meia na tela do computador e ele disse:

— Não vai pegar em mim.

— Eu sei, que droga! Respondi bufando.

— Vai dormir para relaxar, vai. Você está precisando, amor. Disse ele rindo de mim.

— Vê se dorme também, tá. Não quero você dando confiança para nenhuma inglesa sem sal não, está me ouvindo? Falei mostrando sentir ciúmes dele, mesmo nós estando separados.

— Então eu posso falar com as com sal, as americanas, francesas, italianas, com as brasileiras... Disse ele rindo.

— Se você fizer isso, eu vou dar um jeito de ir onde você está só para cortar o seu “amiguinho”. Sussurrei.

Ele deitou gargalhando, eu não achei graça nenhuma e ele disse:

— Não que eu queira que você corte, mas eu estou dando confiança para uma americana.

— É?! Está bem, prepare-se para ficar castrado! Sussurrei irritada.

Ele riu mais ainda e disse:

— Calma Amber, você nem sabe quem é.

— Eu não quero saber quem é. Já era meu amigo, vai ficar aleijado. Respondi com raiva.

— Eu estou falando de você, relaxa. Você é a americana para quem estou dando confiança, sua idiota. Disse ele ficando vermelho de tanto rir de mim.

Eu comecei a rir do papel de idiota que acabei de fazer e falei:

— Você me paga, viu?

— Como? Em dólares, euros? Perguntou ele ainda me zoando.

— Boa noite, Arnecker. Respondi parando de rir.

— Boa noite, Connor. Disse ele.

Eu beijei a tela e ele fez o mesmo.

— Amanhã nós conversaremos novamente? Perguntou ele.

— Acho que sim... Promete sonhar comigo? Perguntei como quando namorávamos.

— Você sabe que não precisa nem pedir, não sabe? É claro que eu prometo meu anjo. Disse ele me olhando como sempre me olhava quando nos despedíamos.

Mandei um beijo para ele e acenei desligando a webcam. Desliguei o computador, tomei um banho dançando e cantando como se estivesse indo para alguma festa, mas não, eu só ia dormir mesmo. E eu sei, sou louca, mas eu estava muito feliz, há exatamente duas semanas eu não conversava com ele. Acho que eu estava no meu direito de ser doidinha, né? Terminei o banho, me enrolei na toalha, escovei os dentes, vesti um pijama e me joguei na cama suspirando com quando ainda namorava o Henry, era tão bom ter essa sensação novamente. Ah...

Notas finais
E aí, o que vocês acharam? Sobre a galera que shippa, qual é o casal que vocês mais shippam mesmo? Amber e Henry ou Amber e Scott? Comentários são sempre bem-vindos!! Beijos e até o próximo capítulo :* *----*