Notas iniciais
Oii gente (^-^) Eu queria pedir desculpas pelos muitos erros que tem no capítulo anterior, e pelos possíveis erros neste. Gostaria de agradecer as flores que comentaram o capítulo anterior e dizer que estou sentindo falta das outras flores que não comentaram, será que me abandonaram? :'( Bom, agora falando do capítulo, aquilo que eram flores, tornaram-se espinhos. Para o pessoal que estava sentindo falta do Scott, ele voltou e voltou com tudo mesmo rsrs Espero que gostem do capítulo ;) Kisses and enjoy *-------*

P.O.V Amber Connor

Depois de falarmos algumas besteiras e rirmos um do outro, Henry olhou em meus olhos e disse:

— Sabe, eu queria tanto saber o porquê disso.

— Disso o quê? Perguntei não o compreendendo.

— Por que você teve que vir para cá? Não me diga que foi só para ver seus pais, porque eu sei e você sabe que não é só por isso. Disse ele.

— Josh te contou algo? Perguntei acreditando que ele sabia mesmo de algo.

— Eu sabia que você escondera algo... Disse ele com um sorriso incrédulo.

— Ele contou ou não? Perguntei.

— Não Amber, ele não contou, porque eu quero saber de você. Eu quero que você me conte o que está acontecendo? Por que você teve que vir para cá? Por que terminou comigo daquele jeito? Porque eu sei que não foi só por causa da faculdade. Disse ele me colocando contra a parede.

Eu respirei fundo e falei:

— Eu não sei nem por onde começar... Mas eu vou tentar esclarecer tudo. Antes de te conhecer, de ir para a Europa eu era diferente, muito diferente do que eu sou hoje, do que você conhece de mim... Eu era desajeitada, uma geek que não sabia se arrumar como uma garota, não atraía atenção de nenhum garoto, a não ser para que eles fizessem de mim um motivo de piada... Todos na escola, tirando os meus amigos, me humilhavam. Mas um pouco antes de ir embora, eu passei pela pior humilhação de toda a minha vida naquela escola — Assim que falei isso vi que o Scott estava do outro lado da rua nos observando, eu não sabia se ia embora ou se ficava, mas eu precisava terminar de contar tudo, não queria ter mais segredos com o Henry.

P.O.V Scott Simpson

Eu não estava mesmo acreditando naquilo que eu via, mas de onde saiu aquele otário? Ele não parece ser daqui, eu nunca o vi, só pode ser gringo... Confesso que toda a fome que eu senti foi embora, eu estava com tanta raiva que era capaz de quebrar qualquer coisa, estava louco para fazer isso. Sem pensar eu atravessei a rua e fui comprar um sorvete passando perto deles para que a Amber me visse, eu fiz questão de que ela me visse mesmo. Ela olhou para mim e eu a encarei, então ela abaixou a cabeça tentando disfarçar, acho que o seu “amiguinho” percebeu que nos olhávamos e me encarou também, mas eu nem dei confiança, vai que ele é gay... Enfim, comprei um sorvete de chocolate e passei novamente perto deles, mas dessa vez eu a cumprimentei, dizendo:

— E aí, Amber?

— Ah... Oi. Disse ela parecendo ter medo de me olhar.

— Quem é ele? Perguntou o carinha.

— É o Scott... E Scott, esse é o Henry. Disse ela me olhando ainda receosa de encarar-me.

— E aí. Falei seriamente.

— Olá. Disse ele da mesma forma.

— Ele é seu amigo, Amber? Perguntei.

— Não sei se havia notado, mas nós dois estávamos no meio de uma conversa que você acabou de interromper, por favor, nos dê licença. Disse ela.

— Sobre o que estavam falando? Eu quero participar do assunto. Falei louco para acabar com aquela melação daqueles dois.

— Mas eu não quero que você participe! Murmurou ela.

— Está bem, eu vou embora, mas sabe Amber, foi bem gostoso o que fizemos no sábado. Falei por impulso para provoca-la indo embora.

— Filho da... Ouvi-a murmurar enquanto eu atravessava a rua rindo.

P.O.V Amber Connor

Que desgraçado! Eu o odeio com todas as minhas forças!

— Então ele é o cara com quem você quase transou, ou transou, pois ele falou que foi “gostoso”. Disse Henry parecendo furioso.

— Eu posso explicar... Falei com medo do que ele poderia fazer.

— O quê? Como foi? Você também achou gostoso? Perguntou ele se levantando.

— Henry, espere... Pedi quase chorando.

— Me diga Amber! Exclamou ele.

Eu mordi o meu lábio inferior me segurando para não chorar e falei:

— O quê?

— Você transou com ele? Perguntou ele.

— Não... Eu não transei nem com ele, nem com qualquer outro homem além de você, em toda a minha vida! Satisfeito? Exclamei fazendo todos que estavam na rua prestarem atenção em nós, ou em mim.

— Você jura que isso é verdade? Perguntou ele.

— Por tudo o que há de mais sagrado... Falei enxugando os olhos que estavam marejados.

— Mas por que ele veio até aqui com aquela marra toda? Qual é a ligação que ele tem com você para agir assim? Perguntou-me colocando contra a parede outra vez.

— Você quer mesmo saber disso? Perguntei não querendo falar essa parte.

— Eu preciso saber! Ele disse determinado.

Eu me levantei, coloquei os cabelos para trás da orelha e comecei a dizer:

— Antes de te conhecer eu era perdidamente apaixonada por aquele babaca. Ele me fez de gato e sapato, me usou e depois me pisou. Eu prometi para mim mesma que voltaria e me vingaria dele, faria o que ele fez comigo, eu queria que ele passasse pelo mesmo que eu passei que ele soubesse o que é ser apaixonado alguém que não sente nada por ele...

— Mas você ainda sente? Perguntou-me.

Por que ele sempre tem que fazer perguntas difíceis?

— Eu não posso mentir para você... Mas eu não sei o que eu sinto se realmente sinto algo. Eu juro que eu não sei. Falei tentando me segurar para não chorar.

Ele ficou calado, seus olhos estavam cheios de lágrimas, mas ele piscava várias vezes para disfarçar.

— Por isso você disse que não queria voltar comigo... Você terminou comigo antes de vir... É claro que você ainda gosta dele. Você nunca me pertenceu de verdade... Disse ele me fazendo chorar para valer.

— Não... Não é verdade, te pertenci sim, eu fui inteiramente sua, Henry... Eu não posso te dizer que eu te amo, pois ainda estou confusa, mas o que eu senti e ainda sinto por você é verdadeiro, o que eu sinto com você é algo que eu não sei explicar, é diferente, é profundo. Falei de coração.

— E por ele, o que você sente? Perguntou ele irritado.

— Eu não sei! Que droga! Exclamei pirando.

— Eu sabia que não foi só por causa da faculdade... Eu nem sei mais o que dizer ou pensar... Eu sempre fui seu, sempre te amei, desde o primeiro momento, o primeiro olhar sabe? Aquele dia na cafeteria?! Eu me lembro de tudo detalhadamente o que aconteceu, eu me lembro de como você me olhou, do calor que eu senti no meu peito ao olhar no fundo dos seus olhos quando nos trombamos... Eu te amei desde o primeiro segundo. Disse ele chorando.

Não tem nada pior do que ver um homem chorar, ainda mais sabendo que a razão do choro dele sou eu... Eu desabei em lágrimas e falei:

— Eu sinto muito...

— Eu sinto mais. Disse ele indo até a bicicleta.

Eu fui atrás dele, montei na minha bicicleta e o guiei até a minha casa. Sabe aquele ditado “quando tudo está bom demais, até pobre desconfia”?! Eu deveria ter os meus pés no chão e ter desconfiado de que alguma merda ia acontecer. Mas que droga o Scott tinha que estar justamente lá... Que merda! Entramos na minha casa, ele foi na minha frente, Lice estava sentada no sofá vendo fotos com minha mãe, quando me viu deu um salto e veio até mim me abraçando bem forte e dizendo:

— Eu senti tanto a sua falta, amiga.

— Eu também. Falei ainda chorando.

— O que houve? Seus pais disseram que vocês dois estavam tão bem hoje cedo. Disse ela.

— Vamos subir? Sugeri.

Ela subiu comigo, fomos ao meu quarto, eu tranquei a porta, pois não queria que ninguém entrasse e contei tudo para ela. Ela me abraçou novamente e disse:

— Oh não... E agora? Ele deve estar arrasado também.

— Eu tenho certeza de que está. Respondi soluçando.

— Mas o que você sente quando está com o Scott? Perguntou ela.

— Ah, eu sinto uma atração forte, é algo que me faz querer beija-lo o tempo todo se possível... O corpo dele é tentador demais, os sorrisos que ele dá mexem demais comigo, a pegada dele me desmonta... Falei sendo sincera.

— E pelo Henry? Perguntou ela.

— Ah, é parecido, mas tem algo a mais com ele eu me sinto mais a vontade, eu consigo ser eu mesma e não me sinto idiota por isso, eu me sinto bem, é como se ele fosse um amigo meu, que eu pudesse contar para o que der e vier, eu sei que quando estou com ele eu posso ser espontânea, posso sonhar, meu coração acelera só de lembrar seu nome, meu estômago parece dar voltas quando eu o vejo, minhas mãos soam quando ele me beija, quando ele me toca eu me sinto como se voasse bem alto... Falei enxugando o rosto.

— Então sua louca, você prestou atenção no que acabou de dizer? Perguntou ela parecendo me entender.

— Não... Respondi confusa.

— Eu sei que não sou expert em assuntos do coração, amor e essas coisas, mas você mesma acabou de dar a resposta que você precisava saber. Disse ela.

Então eu parei para pensar e não me toquei, de verdade. Eu não sei se eu estava realmente ficando burra, ou se eu era realmente burra e não sabia.

— Quer saber, eu não vou te dizer o que fazer você se decidirá sozinha. A única coisa que eu tenho a te dizer é boa sorte na sua escolha, espero que seja sábia. Disse ela me abraçando novamente e indo até a porta em seguida.

— Isso é tão difícil. Falei.

— Não é não, é mais fácil do que parece, acredite, mas é com você. Disse ela abrindo a porta, me dando uma piscadela e saindo.

Eu me deitei na cama, respirei fundo e virei para o canto.

P.O.V Scott Simpson

Eu fiquei tão ansioso por saber no que deu aquela história, será que eles terminaram? Mas nem sei se eles realmente tinham algo, se tinham não têm mais, até porque eu não seria trouxa de ficar com uma garota que fica com outros caras em festas. Mas esse cara tem pinta de trouxa... Algo em mim implora que eu não deixe que eles fiquem juntos, mas por que isso? Coisa mais gay... Eu não deveria mesmo me preocupar com isso, eles não me interessam, eu não tenho nada a ver com se ele é corno e ela safadinha... Mas como eu queria desfrutar mais uma vez da safadeza dela... Não! Eu não posso pensar nela, cassete! Ela já me deu problemas demais, acho que o que eu fiz hoje já está de bom tamanho... Mas bem que se ela ainda estiver solteira, eu a pegaria, caso ela queria, eu tenho certeza que quer, mas finge não querer. Eu conheço esse tipo de garota de longe, além do mais estamos quites. Ela me humilhou, eu a humilhei, então nada melhor do que tentar resolver nossas diferenças...

— Scott! Disse Megan.

— Que é? Perguntei.

— Por que está tão pensativo? Desde que chegou não tira esse sorriso bobo do rosto, viu um passarinho verde, foi? Perguntou ela rindo.

— O quê? Não... Vai se catar, Megan. Respondi ainda sorrindo.

— A Amber te deu condição? É isso? Perguntou ela.

— Por que você acha logo que tudo para mim tem que envolver essa garota? Perguntei de saco cheio dela.

— Por que sempre tem a ver. Disse ela erguendo uma de suas sobrancelhas.

Eu soltei ar pela boca e respondi:

— Está bem... Como eu sei que você vai torrar o meu saco até que eu fale, vou falar logo. Eu a vi sim, ela estava com outro cara.

— Estranho... Mas por que você estava rindo?! Ah... Você fez alguma merda, eu estou sentindo.

— Eu falei para ela na frente do otário que o que nós fizemos na festa foi gostoso. Falei rindo.

Ela começou a rir e disse:

— Você não sabe nem disfarçar seus ciúmes...

— O quê? Quem deve está com ciúmes é aquele amiguinho dela. Respondi.

— Mas você não sentiu mesmo nada quando os viu juntos, antes de você ir falar com ela? Perguntou ela.

— Senti uma puta vontade de quebrar algo. Um ódio desgraçado! Respondi.

Ela começou a gargalhar e disse:

— Você tem ciúmes dela.

— Ah, que se dane. O lance é que esses carinhas não servem para ela. Respondi.

— E quem serve? Você?! Disse ela rindo ainda mais da minha cara.

— Talvez, quem sabe... Respondi.

— Você não a merece, seu idiota! Ela é boa demais para você. Disse Megan me surpreendendo, até porque eu achava que ela era a favor de mim.

— Como é? Perguntei confuso.

Ela revirou os olhos e disse:

— Será que você não notou? Não prestou atenção? Ela era uma garota boa com você, mas você não a valorizou enquanto podia. Ela poderia não ser tão bonita quanto é hoje, talvez fosse, mas não sabia expor essa beleza, mas agora que ela está linda e que você está interessado nela não muda o que você fez com ela, não muda o vacilo que você deu, não muda o otário que você foi com ela... Será que você não entende Scott? Eu sempre zoei com você, mas eu sei o que é isso. Posso não ter passado exatamente pelo o que ela passou com você, mas eu sei o que é não ser valorizada por alguém que a gente gosta tanto...

— Por que está me dizendo tudo isso agora? Perguntei assustado com o locaute de verdades que tomei bem na cara.

— Porque você merece saber disso, eu não disse antes de onda. Porque eu queria ver até onde você iria, queria saber se você tinha maturidade o suficiente para entender o que está bem na sua cara. A verdade. Disse ela.

— Mas ela também não é santinha. Ela também foi filha da puta comigo, ou você não se lembra do que ela fez comigo? Ela já se vingou você não acha isso o suficiente? Perguntei mostrando que já paguei pelo o que fiz.

— Era só isso o que tinha para acontecer... Eu posso até ser tua amiga, mas eu estava torcendo por isso, só para que você tomasse vergonha na cara e visse que as pessoas têm sentimentos, principalmente as garotas, ainda mais do tipo dela, seu imbecil! Disse ela parecendo estar ressentida.

— Crucifique-me gratuitamente... Acho que vou escrever na minha testa — Falei ironicamente cansado de ouvir tudo o que ela me dizia — Ouvindo você dizer essas coisas parece até que você tem sentimentos reprimidos por mim.

— Eu posso ser louca seja lá o que for, mas você está bem longe de ser o tipo de cara por quem eu teria sentimentos além de amizade. O mundo não gira em torno de você. Eu disse que eu passei por isso, mas não foi com você. Existem mais idiotas no mundo, acho que eu já conheci vários desses. Disse ela se afastando de mim.

E eu, é claro, fiquei mais puto do que já estava, não por ela ter dito que não sente nada por mim, até porque eu nem ligo, mas por ela ter me insultado tanto. Eu nem queria falar nada para ela, aí ela ainda fica jogando na minha cara que eu sou um idiota, imbecil e que eu não mereço a Amber?! Eu sei que fui tudo isso, mas eu sei que eu mudei.

Notas finais
E aí, o que acharam? Esse capítulo pode ser titulado como o #sofrênciamaster? hahaha Aguardo os comentários de vocês, amores *---------* Beijoooos e até o próximo capítulo! :* :*