After that Everything Changed
21 A Last Chance!
Notas iniciais
P.O.V Henry Arnecker
Eu estou literalmente destruído em todos os sentidos possíveis e imagináveis dessa palavra, mas também não é para menos, eu acabei de saber que a garota que eu amo tem sentimentos por outro cara. Eu deveria ter desconfiado disso, mas não, eu nem pensei nessa hipótese... Acho que não faz sentido eu continuar nessa casa, os pais dela são muito legais, mas o único motivo de eu estar aqui, não me ama, então eu preciso ir embora, colocar os pensamentos no lugar. Eu sei que terei que esperar até sábado para ir embora, mas acho que encontro algum lugar para ficar esses dias, apartamento, um quartinho, ou algo do tipo. Arrumei todas as minhas coisas, escrevi um bilhete para Amber, enxuguei o rosto, peguei minhas bagagens e meu violão e desci as escadas.
— Aonde vai, Henry? Perguntou a Sra. Connor.
— Eu vou embora... Muito obrigado por tudo o que fizeram por mim e pela minha irmã, mas eu não posso mais ficar. Respondi indo até a porta.
— O que foi que a Amber fez? Porque se for preciso, eu darei uma bronca nela. Disse ela.
— Não... Não precisa, agradeço de coração por tudo. Adeus, Sra. Connor. Falei abrindo a porta.
— Você tem certeza disso, rapaz? Perguntou-me ela.
— Sim, eu tenho. Respondi saindo e fechando-a.
P.O.V Amber Connor
Depois de tanto pensar, eu parei de chorar, fui até o banheiro tomar um banho e tentar melhorar a minha aparência.
***
Assim que terminei de me vestir, saí do quarto e fui até o quarto do Josh. Assim que cheguei lá Henry já não estava, nem suas bagagens, e isso intrigava-me. Desci as escadas e disse:
— Mãe, você viu o Henry?
— Ele acabou de sair com todas as bagagens... Será que você pode me explicar o que foi que aconteceu? Disse ela preocupada.
— Como assim ele levou as bagagens? Perguntei.
— Levando... Ele disse que ia embora e foi. Disse ela.
Eu corri até a porta, saí e fiquei olhando para os lados, procurando por ele, mas ele não estava mais pela vizinhança. Eu não sabia para que lado ir, mas arisquei pelo caminho que fizemos de bicicleta. Eu corri bastante olhando para os lados e nada de encontra-lo. E assim andei um, dois, três, quatro quarteirões e nada de encontra-lo. Eu já perdi minhas esperanças e sentei-me na calçada chorando novamente. Era a única coisa que me restava fazer, porque eu acredito que ele já esteja no aeroporto à uma hora dessas, ou em uma cidade vizinha. Um carro familiar parou de frente para mim e o culpado de tudo isso desceu do carro com a cara mais lavada do mundo. Ele sentou-se ao meu lado e eu disse:
— Vai embora...
— Mas eu acabei de chegar. Disse ele.
— Foda-se! É sua a culpa de tudo isso o que está acontecendo, seu desgraçado! Exclamei com a voz falhando por conta do choro.
— O que foi que eu fiz dessa vez? Perguntou ele.
— Entrou na minha vida! Ferrou com tudo o que eu tinha e tudo o que eu era... Com o meu psicológico, com o meu namoro, com a minha vida, comigo... Eu te odeio! Exclamei chorando ainda mais.
— A minha intenção não era essa... Eu nem sabia que você namorava, até porque quem namora não age como você agiu comigo naquela festa. Disse ele me julgando fora de hora.
— Ainda tem a audácia de me julgar... Eu não estava namorando naquele dia, está bem? Eu já tinha terminado com o meu namorado... Na verdade, eu terminei com ele antes de vir, de voltar para Cleveland, agora eu me arrependo de ter feito isso e de ter voltado. Eu já era feliz o suficiente, eu o amava, ele me amava e isso era o bastante, mas não, eu tenho que cismar com uma droga de vingança... Que ódio de mim, de você e de tudo! Falei me levantando.
— Você terminou com ele por mim? Perguntou ele se levantando.
— Não. Eu terminei pela vingança... Nada a mais e nada a menos que a vingança. Respondi o encarando seriamente.
Ele abaixou a cabeça e disse:
— Eu sinto muito... Eu não queria mesmo fazer isso. Sabe esse seu namorado, ou ex-namorado, ela era ou é um cara de sorte.
— O quê? Perguntei.
— É verdade, ele foi um cara de sorte. Ele teve o seu amor e soube valorizar. Mas eu fui um idiota, um babaca e não soube fazer isso e ainda fui egoísta o suficiente ao ponto de tirar a sua felicidade de você... Eu vi o quanto você estava feliz com ele hoje, Amber. Disse ele me deixando impressionada.
— Então por que fez isso? Por que quis tirar isso de mim? Perguntei pirando.
— Porque senti ciúmes... Porque sou egoísta, porque tudo tem que ser como eu quero, ou melhor, eu sempre achei que tinha que ser, mas não, não é bem assim... Disse ele ainda cabisbaixo.
— Eu não sei nem o que dizer... Falei sem pensar.
— Não precisa dizer nada, eu só queria te pedir perdão pelo o que fiz... Você não merece isso, eu não a mereço. Por mais que eu goste de você, eu fui idiota de mais contigo, eu extrapolei o limite de babaquice. Perdoa-me? Perguntou ele me olhando.
Eu olhei em seus olhos e, realmente ele parecia arrependido, parecia sincero, então eu disse:
— Eu não sei se consigo... Você tem noção de que eu posso ter perdido o amor da minha vida?! Isso é imperdoável.
— Eu tento me redimir, eu faço tudo o que for preciso, mas, por favor, me perdoe. Disse ele ajoelhando-se aos meus pés segurando minhas mãos.
— Pare com isso, Scott, por favor. Falei tirando minhas mãos das suas.
Ele se levantou e disse:
— É incrível como uma simples frase pode fazer um estrago...
— O quê? Perguntei.
— É... Não foi esse o motivo de vocês terem terminado?! Disse ele.
— Não estávamos juntos hoje... Estávamos, mas não namorando... E não, não foi só por isso. Respondi.
— Então foi por quê? Perguntou ele.
— Porque eu estou confusa, está bem? Eu gosto de vocês dois e ele não quer isso, se fosse eu também não aceitaria isso. Respondi ficando de costas para ele, com medo da reação dele.
— Como é que é?! Exclamou ele.
— Eu tenho sentimentos por você, seu idiota! Eu não sei que sentimentos são esses, mas eu os tenho. Falei virando-me para ele com cara de tédio.
Ele ficou como alguém que parou no tempo e disse:
— Como assim?
— Eu não vou ficar aqui falando de algo que nem eu entendo bem... Respondi indo embora.
— Espere! Exclamou ele.
— O que é? Perguntei.
Ele veio até mim, olhou nos meus olhos e disse:
— Eu só queria entender o que é isso... Eu confesso que disse que estava apaixonado por você, mas eu nem sei o que é isso. Eu nunca me apaixonei na vida, não antes, não sei se realmente sinto isso agora, mas eu estou confuso também... Mas para ser sincero com você e verdadeiro, desde o dia em que você chegou, eu não consegui mais parar de pensar em você, eu tentei transar com outras garotas e não consegui, pensei em sair com outras, mas não fiz isso... Tentei focar em outras, mas o meu pensamento está sempre preso a você. Eu não sei o que é isso! Eu estou confuso, muito confuso.
WTF?! O Scott está se declarando para mim de novo, é isso mesmo produção? Eu realmente estou quase igual a ele, mas a diferença é que eu consegui “fazer” com o Henry e não achei ruim, será que o que fiz com o Henry foi amor ou somente sexo? Isso é o que mais me preocupa. Eu quero que seja amor, eu não quero ficar com o Scott porque eu sei quem ele é, o tipo dele não é para mim.
— Ah... Você falando assim só me faz ficar ainda mais confusa. Confessei.
— Por isso você vive fugindo de mim... Você sente a mesma coisa. Disse ele.
— Eu não sei — Fui sincera.
— Você quer ter certeza? Perguntou ele.
— Como assim? Perguntei.
— Não se mova — Pediu pegando no meu rosto.
Eu arregalei os olhou e comecei a dizer:
— O que vo...
— Shiiiu! Disse ele se aproximando lentamente de mim.
Ele beijou carinhosamente o meu rosto e foi lentamente na direção dos meus lábios, meus olhos estavam mais que arregalados, meu coração parecia que ia sair pela boca de tão nervosa que eu estava. Então ele me deu vários selinhos e aos poucos eu fui correspondendo, fechei os meus olhos para tentar sentir e ele foi me beijando cuidadosamente, muito diferente de sábado. Ele parecia ser outro cara, sinceramente, eu nunca imaginaria mesmo que ele conseguia ser tão carinhoso e calmo. Ele pôs cuidadosamente uma de suas mãos na minha cintura e acariciou-a sem passar do limite, sua língua pediu passagem e eu dei, seu sabor era de hortelã e o seu ritmo era bem calmo, porém excitante. Eu parei o beijo o afastando de mim e ele disse:
— E então?
— Hã? Ah... Eu não sei. Respondi sendo sincera.
— Um beijo não é o suficiente... Disse ele.
— O que quer dizer com isso? Perguntei assustada.
— Você sabe o que eu quero dizer, mas não farei isso sem que você queira... Não precisa ser agora, ou hoje. Eu vou respeitar o seu tempo... Disse ele tentando ser compreensivo.
— Eu não quero isso! — Exclamei — Tem que ter outro jeito...
— O que me sugere? Perguntou ele.
— Você nem me conhece direito... Falei.
— Eu praticamente cresci com você, será que não é o suficiente? Perguntou ele indignado.
— Não é... Diga-me então, o que você sabe de mim? Perguntei cruzando os braços com uma das sobrancelhas arqueada.
Ele coçou a nuca e disse:
— Ah... Você... É linda, inteligente, beija bem e...
— Previsível e superficial demais, viu? Como você pode ser apaixonado por alguém nem conhece de verdade? Perguntei.
— Como conhecerei você dentro de poucos dias? Temos um pouco mais que uma semana até que as aulas na faculdade comecem. Disse ele.
— Para conhecer alguém, no mínimo temos que conviver e conversar... Passar um tempo sabe? Falei.
— Você está disposta a passar um tempo comigo? Perguntou ele.
— Por que não? Perguntei.
— E se não der certo? Perguntou ele.
— Vou para o meu canto e você vai me ajudar com o Henry, promete? É o mínimo que pode fazer. Impus.
— Está bem. Disse ele.
— Bom... Falei querendo ir embora, mas estava distante da minha casa.
— Bom... Quer uma carona? Perguntou-me.
— Desde que não se aproveite de mim... Respondi.
— Isso é um sim? Perguntou.
— É uma condição. Respondi.
— Condição aceita! Exclamou indo até a porta do carona e abrindo-a para mim.
Eu entrei e me ajeitei e ele entrou ligando o carro.
***
— Obrigada pela carona. Falei saindo do carro.
— De nada. Te vejo amanhã? Perguntou.
— Que horas? Perguntei.
— Às sete?! Sugeriu.
— Está bem, até amanhã. Respondi acenando.
Eu me virei para a porta de casa e fiquei pensando “Será que este é o certo a fazer?” Porque eu preciso saber de fato quem eu realmente amo... Eu tive o meu tempo com o Henry, o conheci bem... Não acho ruim tentar com o Scott, se não der certo ele terá que cumprir com o que prometeu. Eu não vou namorar ele, só conversar e conhecer, somente isso. Eu só preciso ter certeza do que eu quero, do que eu sinto e espero que me entendam, porque eu mesma não entendo...
P.O.V Scott Simpson
Eu ainda não estou acreditando que ela, Amber Connor confessou ter sentimentos por mim, isso é impressionante, fantástico! Saber que ela ainda sente algo por mim é como ganhar na loteria, ou algo do tipo. Eu pretendo não decepcioná-la novamente, farei de tudo para não falhar com ela. Eu sei que Megan foi dura nas palavras, mas ela foi verdadeira e tinha razão em tudo o que disse... Então eu preciso provar não só para ela, Amber, mas para todos que eu mudei e que mereço sim, dessa vez sim, eu mereço a Amber.
P.O.V Henry Arnecker
Depois de alguns minutos de procura, encontrei um apartamento simples, porém aconchegante. Daria para passar tranquilamente os dias que terei de passar aqui. Eu ainda pensava seriamente se continuaria aqui ou pediria aos meus pais para mandarem passagens ou sei lá, adiantava o meu voo, não sei nem se isso é possível, mas eu não queria mais ficar nesse país, eu precisava ir embora. Por mais que eu ame a Amber, eu preciso ficar longe dela, não só para o meu bem, mas para o dela também. Ela precisa se decidir e eu não quero pressiona-la a ficar comigo sem me amar e não quero alimentar expectativa falsa, até porque acredito que ela não me ame mesmo.
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