After that Everything Changed
24 The Travel.
Notas iniciais
P.O.V Scott Simpson
Quanto mais tempo eu passo com ela, mais eu tenho certeza de que estou apaixonado por ela. Ela é incrível, linda, sarcástica e tão atraente... Tem outras coisas também que me chamam a atenção nela, mas acho que todos já sabem, então não vale a pena mencionar. Eu não sei como, mas eu também tenho certeza de que eu mudei de verdade, até porque nunca que eu sairia com alguma garota sem transar com ela e já saí quatro vezes com a Amber e não rolou... É claro que a gente deu uns amasses várias vezes, mas não passamos disso, até porque eu a respeito e quero que aconteça quando e se ela realmente quiser, o que parece que não vai demorar muito, mas...
Ouvi alguém bater na porta do meu quarto e eu exclamei:
— Entra que está aberta!
Minha mãe entrou dizendo:
— Já arrumou suas coisas?
— Para? Perguntei não fazendo a mínima ideia do que ela queria dizer.
— Irmos ao casamento da sua prima Sarah. Respondeu ela.
— Putz... Eu tinha me esquecido desse casamento... Não vai dar para ir. Respondi sendo sincero.
— Por quê? Perguntou ela.
— Eu tenho compromisso com a garota que estou saindo. Respondi me sentando na minha cama.
— Desmarque o compromisso! Querido, é um evento familiar, você não pode faltar simplesmente por causa de uma garota... Eu já cansei de ver você desmarcar encontros com essas garotas da cidade por bobeiras, essa não será a primeira e nem a última vez que fará isso. Disse ela tendo razão.
— Mas com ela é diferente, eu a priorizo, até porque ela merece isso. Respondi.
— Está apaixonado por ela, filho? Perguntou ela.
— Sei lá... Respondi.
— Por que não a convida para ir conosco? Sua prima ficaria decepcionada de não vê-lo no casamento. Disse ela insistindo nisso.
— Boa ideia. Respondi indo pegar o celular.
— Depois que ela responder, me avise. Estarei no meu quarto arrumando a minha bagagem e a do seu pai. Disse ela saindo do quarto encostando a porta.
— Pode deixar. Respondi digitando o telefone da Amber.
P.O.V Amber Connor
Alice estava acabando de pintar minhas unhas quando o meu celular começou a tocar.
— Quem será que resolveu me incomodar? Perguntei.
— Só atendendo para saber. Disse ela soltando minha mão esquerda.
Eu me levantei pegando o celular na cama e atendi, dizendo:
— Que é?
— Oi para você também, gatinha. Disse Scott com o tom de voz mais sedutor que eu já ouvi, cheguei a ficar arrepiada.
Eu tentei disfarçar isso, dizendo:
— O que você quer?
— Por que acha que quero algo? Perguntou ele.
— Porque sei que não me ligaria atoa... Diga logo porque eu tenho o que fazer. Falei.
— Quer ir a um casamento comigo na Califórnia? Na verdade, não é só comigo, e sim, com meus pais também. É uma prima minha que irá se casar e será amanhã, aí teremos que ir hoje, porque o casamento será de manhã e é longe, nós iremos de carro. Disse ele.
What?! Ele me chamou para um evento familiar, é isso mesmo?
— O que foi amiga? Perguntou Lice reparando a minha cara incrédula.
Eu fiz sinal para que ela esperasse e respondi:
— Você me dar um tempo para pensar?
— Promete não demorar? Nós seguiremos para lá depois do almoço. Disse ele.
— Tá, daqui a pouco eu te ligo para responder, agora deixe-me terminar de pintar minhas unhas. Respondi desligando o celular.
— E aí? Ele te pediu em namoro? Perguntou Alice.
— O quê? Não! Ele me chamou para um evento familiar... Respondi ainda incrédula.
— Bom, em minha opinião, dar no mesmo. Disse ela mostrando pensar como eu.
— Será? Perguntei confusa.
— Sei lá, mas você vai ou não? Perguntou ela.
— Eu quero ir, mas eu não quero ser tão fácil para ele, ele gosta de dificuldade e eu sei disso.
— Hm que ela está priorizando os gostos dele. Amiga, se liga, se ele estiver afim mesmo de você, ele vai adorar que você vá. Ele deve estar numa pilha de nervos agora esperando sua resposta. Disse ela dando uma piscadela para mim.
P.O.V Scott Simpson
Essa garota é a mais complicada de todas que já conheci na vida! Cara, eu estou acostumado com elas sempre dizendo “sim” para mim, mas ela só sabe dizer “não sei” “talvez” “vou pensar” ou “não”... Não dá para entendê-la. Eu quero tanto que ela vá comigo, eu gosto de estar com ela, se eu pudesse, ficaria todos os dias, o dia inteiro só eu e ela daqui para frente, mesmo ela tendo suas complicações, que já estou me acostumando, sendo chata e difícil, eu a quero ao meu lado, eu não sei como, mas acho que me apaixonei até pelos defeitos dessa garota.
Eu fui até o quarto dos meus pais, minha mãe estava terminando de dobrar as roupas que levaria, quando me viu na porta, disse:
— Ela vai?
— Eu não sei, ela disse que iria pensar. Respondi com cara de confuso.
Ela começou a rir de mim e eu disse:
— O que foi?
— Essa garota realmente conseguiu conquistar você. Eu nunca vi você ficar tão ansioso e triste por outra garota não te dar uma resposta concreta. Disse ela.
— Mas as outras só sabiam me dizer “sim”. Respondi.
— Bom, acho que entendi o porquê do seu interesse nessa menina. Disse ela.
— Porque ela se faz de difícil?! Respondi.
— Exatamente! Mas pode ficar tranquilo, se ela for com a gente, ela também sente algo por você, mas se não... Acho melhor desistir dela. Disse ela sendo sincera.
— Esse é o meu medo... Murmurei para mim.
— O que disse? Perguntou-me.
— Eu? Nada! Respondi com medo de mostrar que estou muito mais apaixonado do que ela imagina pela Amber.
P.O.V Amber Connor
Eu desci as escadas e fui até os meus pais pedir permissão para ir, e eles disseram juntos:
— O quê?
— Ah gente, qual é? Achei que já tinham passado dessa fase... Falei com cara de tédio.
— Impossível passarmos dessa fase, filha, você mesma dizia odiar esse garoto e agora quer viajar com ele... É informação demais para a gente. Disse o meu pai.
— Está bem... Digamos que eu não o odeie tanto, na verdade, eu não o odeio mais, fizemos voto de paz — Respondi — Posso ir?
— Você tem certeza de que ficará bem? Perguntou minha mãe.
— É claro que tenho mãe. Eu sei me defender. Respondi simulando uma joelhada, caso Scott tentasse algo comigo.
Eles riram de mim e meu pai disse:
— Se é isso o que quer, porque irei impedir?
Eu fui até os dois e os abracei enchendo-os de beijos, e minha mãe disse:
— Eu só autorizo porque os pais dele também irão e eu os conheço desde o colegial.
— Eu amo vocês! Exclamei.
— Ei, faltou a minha autorização. Como melhor amiga, eu tenho o direito de dizer se você pode ou não viajar. Disse Lice com um tom autoritário.
Eu ri um pouco, até porque sabia que ela estava de zoeira e falei:
— E então Lice, posso ir?
— É claro que sim, ou você acha que eu não a deixaria ir para a Califórnia?! Cara é a Califórnia! Disse ela empolgada.
— Obrigada! Respondi indo abraça-la.
***
Depois que liguei para o Scott confirmando a minha ida, peguei uma mala pequena, coloquei as minhas melhores roupas, saltos e sapatilhas, acessórios e maquiagem. Peguei um vestido que nunca usei para ir neste casamento, ele era simples e bonito, um dos melhores para essas ocasiões que eu tinha. Depois eu peguei uma calça jeans clara justa, uma camiseta cinza cumprida, uma jaqueta de couro preta e um par de botas de couro preto, separei as maquiagens que usaria hoje e fui tomar o meu banho. Fiz o famoso “ritual feminino”, até porque eu iria para um lugar distante com um rapaz suspeito de me fazer cometer alguns atos com ele, então é bom ir preparada.
P.O.V Scott Simpson
Se ela confirmou que vai isso significa que ainda tenho uma chance com ela... Terminei de me arrumar, me perfumei, peguei minha mochila onde estavam somente coisas necessárias, meu terno já estava no carro. Eu confesso que odeio usar ternos, mas sou obrigado pelos meus pais a usar sempre que vou a casamentos com eles. Eu tirava proveito disso quando me interessava pelas madrinhas que minhas primas, tias e amigas da minha mãe escolhiam, porque vestir-me assim me faz parecer mais velho, então eu aproveitei bastante e peguei todas, ou quase todas as que me interessei. Velhos tempos esses que eu precisava disso...
— Já está pronto, Scott? Perguntou meu pai.
— Estou. Respondi indo até a porta com minha mochila e par de sapatos na mão.
— Onde essa moça mora? Perguntou minha mãe.
— Que moça? Perguntei.
— A que você convidou. Disse ela.
— Ah, a Amber?! Ela mora aqui perto. Ela é filha dos Connor. Respondi, até porque eles já se conheciam desde quando eu nem imaginava nascer.
— Não brinca... Disse meu pai surpreso.
— Então você está saindo com a pequena Amber? Perguntou minha mãe com um sorriso tão empolgado que seus olhos até brilharam, sem zoeira.
E eu comecei a dizer:
— É... Na verdade, ela não está mais tão pequena assim, mas olhem... Tá muito gosto...
— Scott! Repreendeu-me minha mãe.
— O quê? Eu ia dizer que ela está muito gata... Menti.
— Muito gata, sei... Disse o meu pai rindo de mim.
— Vamos parar de conversa fiada que a viagem será longa e eu estou louca para rever a Amber. Disse ela indo até a porta com seu vestido encapado nos braços.
P.O.V Amber Connor
Eu já estava pronta, me olhei no espelho para checar se tudo estava certo e gostei do que vi e modéstia parte, eu estava muito linda. O batom vermelho só aumenta o volume dos meus lábios, o delineador destaca o meu olhar e realça o azul dos meus olhos e o meu cabelo partido de lado me deixa muito mais gata, que eu sei...
Peguei meus óculos escuros, minha mala e bolsa de franja e desci.
— Que gata! Arrasou amiga. Disse Alice sorrindo.
— Eu sei, obrigada. Respondi sorrindo.
— Precisa mesmo disso tudo? Perguntou meu pai.
— Aham. Respondo sorrindo.
— Se sua intenção é tê-lo aos seus pés, pode ter certeza que o terá. Disse a minha mãe.
— Ui. Respondi rindo.
Ouvimos o som de buzina e eu falei:
— Provavelmente são eles.
— Deixe que eu os atenda. Disse minha mãe dirigindo-se a porta.
Eu dei um abraço no meu velho e ele disse:
— Boa viagem, filha. Se ele tentar algo já sabe...
— Aham, eu trenei muito para esse momento. Respondi zoando.
Eu o soltei e ele me deu um beijo na testa, fui até a Alice e a abracei.
— Boa viagem, amiga — Disse ela, depois sussurrou — Eu espero que nessa viagem você consiga a resposta do seu coração.
Ela colocou algo no meu bolso e eu sussurrei:
— Obrigada, mas o que é isso?
— Não te aconselho a pegar agora, deixe para pegar quando estiver num lugar onde se sinta a vontade. Disse ela me soltando.
— Você está aprontando algo. Balbuciei e ela riu.
— Não se esqueça do Skyper, eu vou fazer uma conta para mim. Disse ela.
— Mas você acha que vai ser necessário? Só ficarei dois dias fora. Falei confusa.
— Mas eu vou embora amanhã, se esqueceu? Disse ela me lembrando.
Eu fiquei boquiaberta e falei:
— Eu tinha me esquecido totalmente... Eu não posso viajar e te deixar ir sozinha ao aeroporto amanhã, não mesmo.
— Para de bobeira, Amber. Eu e sua mãe a levaremos amanhã. Vai logo viajar que o pessoal está te esperando lá fora. Disse o meu pai.
— É verdade, pare de bobeira. Qualquer hora eu volto, você vai lá me visitar... A gente ainda vai se ver mais, sua louca. Disse ela com os olhos marejados.
Eu senti que ia chorar também e a abracei, dizendo:
— Por sua causa vou borrar minha maquiagem...
— Não mandei ninguém chorar. Disse ela brincalhona.
Eu ri enxugando o rosto, ela enxugou o dela também e disse:
— Eu vou sentir saudade de você.
— Eu também de você, sua louca. Respondi soltando-a.
— Filha, vem logo, que a viagem vai ser longa, querida. Disse ela.
— Então eu vou indo... Tchau. Falei indo até a porta olhando para trás com lágrimas correndo pelo rosto.
— Tchau, se cuida, viu? Disse ela também chorando.
Assim que cheguei à porta, minha mãe me abraçou e disse:
— Você tem certeza de que quer mesmo ir?
— Absoluta. Respondi decidida.
— Então boa viagem. Disse ela me soltando e dando um beijo na minha testa.
Eu dei um beijo no rosto dela, peguei minhas coisas e fui até o carro dos pais do Scott. Ele, o Scott estava me esperando do lado de fora do carro, quando me viu sorriu, eu abaixei o rosto enxugando-o, seus pais estavam no carro e acenaram para mim sorrindo e eu os retribui cumprimento. Quando cheguei perto do Scott, ele me abraçou forte, dizendo:
— Por que está chorando, linda?
— A minha amiga vai embora amanhã eu não vou poder estar aqui com ela. Respondi enxugando o rosto.
— Se você quiser ficar, tudo bem, eu vou entender. Disse ele sendo compreensivo, ou tentando ser.
— Não, tudo bem, eu já me despedi dela. De qualquer forma, em algum momento eu iria chorar mesmo, despedidas são sempre assim. Falei.
— Tudo bem, deixe que eu te console. Disse ele me dando um beijo na testa.
— O clima aí está tão fofo que é uma pena ter que acabar com ele, mas temos que chegar ao hotel ainda hoje. Disse a mãe dele.
— Claro... Respondi um pouco constrangida.
— Scott, o porta-malas já está aberto, coloque as coisas dela aí também. Disse o pai dele.
— Entra aí no carro. Disse ele me soltando, abrindo a porta e dando passagem para mim.
— Eu tenho que — Tentei dizer que guardaria as coisas na mala.
— Não, deixe que eu faça isso. Disse ele pegando minhas coisas e colocando-as no porta-malas.
Eu entrei no carro, coloquei o cinto de segurança e disse:
— Boa tarde, Sr. e Sra. Simpson.
— Bom tarde e Amber, você não precisa nos chamar assim. Caso não se lembre, eu sou a Florence e ele é o George. Quando você era criança eu peguei muito você no colo, menina. Disse ela sorrindo.
— Verdade... Mas e o Josh? Nunca mais soube dele. Disse o pai do Scott.
— Ah, ele está em Liverpool. Respondi.
— Faculdade? Perguntou.
— Sim. Respondi.
— Bom... O Scott vai para Yale, ele já te contou? Perguntou-me.
— Sim, contou. Respondi.
O Scott entrou no carro, fechou a porta, colocou o cinto de segurança e seguimos viagem. Para resumir tudo, foram horas e horas de viagem, os pais dele até que são bem divertidos, gostam e muito de falar, ou melhor, fazer piada com coisas que aconteceu no passado deles, do Scott, até de mim quando era pequena, os momentos que passei com eles, eu só ria, o Scott zoou bastante até o motivo de piada se direcionar a ele. Em alguns momentos ele pegava na minha mão e acariciava, mas por causa dos cintos e dos pais dele nós não podíamos nos beijar, mas tudo bem. Quando o assunto acabou, todos já estavam muito cansados, então a única coisa que prevalecia naquele carro era a música que tocava no rádio, eu cochilei bastante, o Scott estava dormindo mesmo, mas quando ele acordava, ele pegava um pouco mais forte na minha mão e depois adormecia. Nisso eu acabei adormecendo de vez.
— Amber... Ouvi a voz do Scott.
Eu abri os meus olhos e ele estava me olhando e disse:
— Chegamos.
— Hã? Perguntei olhando para fora do carro.
Quando vi o hotel onde ficaremos hospedados, eu quase caí para trás, não só por causa do hotel, mas da cidade também. Eu não eu tenho certeza de onde estamos mas cara, que hotel é esse? É muito luxuoso, deve ser cinco estrelas, não é possível...
— Tem certeza que é aqui? Perguntei não conseguindo disfarçar que estava boquiaberta.
— Toda do mundo, o noivo é dono daqui. Eu já vim aqui antes. Disse ele como se já fosse de casa.
Eu saí do carro ainda pasma, nem precisei pegar minhas coisas, até porque um rapaz levou num carrinho até a suíte onde ficaríamos hospedados. Os pais do Scott entraram na frente para pegar as chaves da suíte, Scott pegou em minha mão e disse:
— Vem comigo.
E eu obedeci. Nós fomos até o jardim do hotel que era gigantesco e perfeitamente perfeito, tinha um chafariz moderno com luzes neon no meio do jardim, algumas estátuas e era bem florido, uma mistura de rusticidade e modernidade com um toque de luxuosidade, perfeito.
— Que incrível! Sussurrei encantada.
— Eu fiquei assim mesmo quando vim pela primeira vez. Confessou ele.
— Seus pais estão esbanjando grana para se hospedarem num hotel desses. Falei.
— Pior que não, estamos hospedados por conta da casa. Não sei se já falei, mas o noivo é o dono do hotel e tem outros desse espalhado pelo país, mas ele reservou boa parte dos quartos desse para os convidados mais íntimos ficarem até segunda. Disse ele.
— Que show... Entendi porque sua prima está se casando com ele. Falei.
— Ela está grávida dele. Disse ele.
— O quê? Perguntei não acreditando nisso.
— É verdade, minha tia a obrigou a casar por isso. Disse ele.
— Gravidez “acidentalmente” planejada? Perguntei caçoando.
— Sei lá. Mas o cara também é galã e a minha prima é muito gosto... Gata! Aí é isso né. Disse ele.
— Ah... Sortuda ela. Falei sendo sincera.
— Acho que não é só ela que tem sorte na família... Disse ele.
Eu olhei para ele e falei:
— Não entendi.
Ele arqueou uma das sobrancelhas me olhando, abaixou a cabeça com um sorriso sexy, depois disse:
— Deixe para lá...
— Ok né... Falei olhando para o lado.
— Quer subir? Perguntou.
— Claro. Respondi e fomos até a entrada do hotel.
P.O.V Scott Simpson
Eu quis dizer que eu também era sortudo por ter alguém como ela em minha vida, mas não consegui dizer... Fomos até o elevador, ela ficou observando os detalhes da decoração dourada do elevador e eu ri dela. Chegamos ao andar onde ficaríamos, e antes que todos se perguntem como sei onde ficaremos, eu já sabia que minha mãe reservou a suíte que mais gostou que é a de frente para o mar. Assim que entramos na suíte, não tinham malas e meus pais já não estavam na sala, certamente estavam no quarto.
— Amber, eu me esqueci de avisar, mas só temos dois quartos, o dos meus pais e o que eu ficaria hospedado, mas caso queira ficar lá sozinha, tudo bem... Falei.
— Ah... Eu durmo no sofá, tudo bem. Respondeu-me um pouco desanimada.
— Mas espere... Tem duas camas de solteiro lá, você pode dormir numa lá, sem problemas. Lembrei-me.
— Tudo bem então. Respondeu e foi até lá.
Eu fui atrás dela, quando ameaçou abrir a do quarto dos meus pais eu falei:
— É a próxima.
Ela deu um tapa na testa e disse:
— Ah, claro — rindo.
Assim que entramos no quarto, ela tirou a jaqueta mostrando parte de suas costas lindamente nuas, eu mordi o lábio e logo me virei para não ataca-la.
P.O.V Amber Connor
Depois de tirar a jaqueta, eu me lembrei de que Lice tinha colocado algo num dos bolsos, então eu procurei, quando tirei do bolso direito vi que era uma cartela de preservativos e fiquei boquiaberta.
— Que ridícula... Eu vou matar a Lice por isso... Murmurei.
— Disse algo? — Perguntou Scott vindo até mim — Espere... Você trouxe camisinhas? Então já planeja...
— Não! É claro que não. Minha amiga que colocou isso no meu bolso e eu achando que era algo importante. Respondi bufando.
— Danadinha essa sua amiga. Disse ele rindo.
— Ha! Ha! Muito engraçado o que disse. Falei sarcasticamente.
— Você quer tomar banho agora? Perguntou ele.
— Não, vai você primeiro. Respondi pegando a minha mala para pegar uma roupa leve e simples para dormir, porque eu estava exausta.
— Está bem, qualquer coisa estarei na porta ao lado. Disse ele indo.
Eu o estranhei não ter levado nada, mas dei os ombros e procurei minhas peças íntimas. Uns minutinhos depois, ele reapareceu na porta entrando, mas dessa vez somente enrolado na toalha, com o cabelo molhado e um com o peitoral e costas um pouco molhados. Eu fiquei boquiaberta por vê-lo assim, como se eu não tivesse visto antes... Mas gente, vocês precisam saber que ele é muito gostoso, não tem como não ficar babando com aquele corpo.
— Algum problema? Perguntou-me reparando a minha expressão facial.
— Ah... Hã? Não! Tu... Tudo bem — Droga! Eu estava até gaguejando.
— Ah... O banheiro está liberado. Disse ele agachando de costas para mim, pegando suas roupas.
— Aham... Respondi ainda lerda, me levantando lentamente da cama e não tirando os olhos de ele.
P.O.V Scott Simpson
Eu não consigo entendê-la... Uma hora ela é toda marrenta e de uma hora para outra até tropeçar em palavras ela tropeça por estar tímida, mas por que ela agia assim? Olhei para baixo e entendi. Vesti-me com a porta aberta mesmo, até porque ela estava no banheiro e não sairia tão cedo mesmo. Meus pais já cansaram de me ver assim, eu nunca tive vergonha de ficar nu na frente deles, então tudo bem para mim.
Depois de me vestir, eu peguei meu celular me joguei na cama e fiquei jogando para passar tempo. Depois de quase uma hora a Amber voltou ao quarto, ela estava incrivelmente sexy com aquelas pernas amostra. Assim que ela olhou para mim, ficou sem graça e desviou o olhar, acho que eu estava devorando-a apenas com o olhar, como faço para parar com isso?
— Você se importa se eu apagar as luzes? Estou exausta e queria tirar um cochilo. Disse ela.
— Não, tudo bem, pode apagar. Respondi não tirando os olhos das pernas dela.
P.O.V Amber Connor
Eu já estava ficando assustada de tanto que ele olhava para as minhas pernas, mas ainda que a minha camisa, ou melhor, do Josh esteja cobrindo, eu estou com um short por baixo. Será que ele é ninfomaníaco e vai me atacar dormindo? Amber, não pire! Relaxa que ele apenas está sendo homem, um homem tarado, mas apenas um homem... E não vai te atacar, eu acho...
Apaguei as luzes, me deitei na cama cobrindo minhas pernas e tentei dormir. Às vezes eu disfarçava e olhava para ele, mas ele ficou jogando como se eu nem estivesse mais lá. Ótimo!
Horas depois, eu acordei com alguém cutucando a minha cabeça, dizendo:
— Amber?!
— Hã?! Falei parecendo estar bêbada, mas era sono mesmo.
— Você quer jantar com a gente? Perguntou Scott.
— Onde estou e que horas são? Perguntei tendo aquela amnésia que dar após a soneca da tarde.
— Estamos em Malibu e são 20h32. Respondeu ele acariciando o meu rosto sentado ao meu lado na cama.
Eu me levantei despertando um pouco mais, me despreguicei, prendi o cabelo e ele disse:
— Vai ou não?
— Aonde? Perguntei.
— Que aonde?! — Ele riu — Eu perguntei se você quer jantar ou não com a gente.
— Ah, pergunta direito então, né. Como vou adivinhar? — Falei revirando os olhos — Eu quero sim, já vou.
Ele se levantou e disse:
— Como você está estressadinha, vou te esperar lá na mesa.
— Tá. Respondi um pouco ríspida, porque eu odeio ser acordada.
P.O.V Scott Simpson
— Ela virá? Perguntou a minha mãe sentada com meu pai na mesa com uma taça de vinho na mão.
— Aham, ela só está se ajeitando. Respondi me sentando.
— Essa menina está linda. Disse a minha mãe.
— Eu falei... Falei.
Meu pai começou a rir e disse:
— Nada disso, você disse que ela estava gosto...
— Boa noite. Disse ela parando perto da mesa, dessa vez com a camisa para dentro do short.
Meu pai não soube onde enfiar a cara e, eu falei:
— Sente-se aqui — Puxei a cadeira ao meu lado para ela.
— Obrigada. Disse ela se sentando.
— E então, Amber. Dormiu bem? Perguntou a minha mãe.
— Sim, a cama daqui é maravilhosa. Dormi tão bem que achei que hoje já fosse domingo. Disse ela sorrindo.
E todos nós rimos.
— Fique tranquila, porque eu também tive essa impressão. Disse minha mãe divertida.
— Gosta de lagosta? Perguntei.
— Amo! Minha cunhada fazia sempre. Respondeu ela empolgada.
— Que raridade moças de sua idade gostar. A maioria ou diz que faz dieta, ou é vegetariana ou não gosta mesmo. Disse o meu pai.
— Verdade, mas eu não ligo. Eu como mesmo doe aquém doer. Respondeu divertida.
— É isso aí. Disse o meu pai empolgado, ele adora lagosta, na verdade, todos nós adoramos.
P.O.V Amber Connor
Como foi que eles descobriram que eu amo lagosta? Aquela era uma das melhores que já comi, ou melhor, aquele jantar estava delicioso. Eles são muito agradáveis, pena que o filho deles não puxou tanto isso. Depois que acabou o jantar, eles disseram que precisavam dormir e Florence ordenou que o Scott lavasse toda a louça do jantar. Ele ficou revoltado, porque não queria, mas eu disse:
— Tudo bem, eu te ajudo.
Os pais dele se entreolharam e Florence disse:
— Bom, vamos George?
— Claro. Disse ele indo com ela ao quarto.
Eu e Scott levamos toda a louça até a pia e eu lavava, enquanto ele secava. Ele pegou uma taça de vinho e cismou de querer beber enquanto secava a louça, eu sabia que aquilo não daria certo, mas... E por fim, ele derrubou o vinho em sua camisa.
— Puta merda. Murmurou ele.
— Eu falei para você que não daria certo. Falei.
— Tá... Disse ele tirando a camisa.
Eu fiquei paralisada o observando e ele disse:
— Já que está calor, eu vou continuar sem camisa.
Eu despertei e voltei a lavar a louça, mesmo morrendo de vontade de voar nele, mas eu me segurei. Não trocamos mais nenhuma palavra, eu apenas ensaboava e enxaguava a louça e ele a secava, até que acabamos. Na hora em que resolvi ir até a geladeira pegar algo para beber, ele resolveu vir na minha direção e nos trombamos. Ficamos nos olhando intensamente, meu coração começou a pulsar rapidamente dentro de mim e minha mente só me dizia:
— Ele vai me beijar... Droga, ele vai me beijar... Eu quero beija-lo...
Ele pegou no meu rosto deslizando sua mão até a minha nuca, eu peguei com as minhas duas mãos na nuca dele o trazendo para mim e nós nos beijamos de um jeito tão... Veloz, louco e hot que eu senti meu corpo pegar fogo só com os beijos dele, imagine só se fosse a “outra coisa”? Ele afastou seus lábios do meu, ficamos respirando bem ofegantes e ele sussurrou:
— Me desculpe, mas você me faz agir assim e seu corpo me deixa louco...
Então eu o beijei novamente, ele me colocou sentada na pia, ficou passando as mãos nas minhas costas indo até o bumbum e apertando de leve, eu vaguei minhas mãos sobre o peitoral e costas dele, eu confesso que já queria fazer isso há muito tempo e ele disse entre beijos:
— Eu sabia que você morria de vontade de fazer isso...
— Cale a boca e me beija idiota... Falei o trazendo novamente aos meus lábios.
Eu coloquei novamente as mãos em sua nuca puxando levemente seu cabelo, ele me puxou um pouco mais para o seu corpo e eu conseguia sentir seu órgão tocar ao meu e se já estava em chamas, fiquei pior ainda.
— Quando vocês forem dormir, apaguem as — Disse a mãe dele nos fazendo parar rapidamente de darmos nossos amasses e nos afastarmos bruscamente — Luzes...
— Não é nada disso que está pensando... Disse o Scott me ajudando a descer da pia.
— Ah não? Você só estava fazendo respiração boca a boca com ela? Eu sei muito bem o que estavam fazendo, filho e não se preocupem, pois não irei brigar... Eu sinto muito ter os interrompido. Disse ela voltando ao quarto.
Eu ainda estava sem fôlego, mas falei:
— Acho melhor eu ir dormir.
— Concordo... Disse ele.
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