After that Everything Changed
19 The Tour
Notas iniciais
Eu parei um pouco para pensar e espere um pouco! Como foi que ele conseguiu fazer isso tudo? Tenho certeza que ele não fez sozinho...
— Henry, como foi que você fez isso tudo e na minha casa? Perguntei.
— Ah, eu pedi ajuda para o seu irmão e seus pais, a Alie veio de intrusa... Respondeu-me ele.
Eu fiquei tão empolgada em saber que a Lice estava aqui, quer dizer, na cidade que eu dei um salto me virando para ele, dizendo:
— É sério que a Lice veio? — Abri um sorriso esplêndido.
— Está... Mas você não vai me deixar de lado para ficar com ela não ou vai? Perguntou ele fazendo carinha triste.
— Você continua ciumento como sempre... É claro que não seu bobo! Respondi me deitando sobre ele e dando-lhe um selinho e um sorriso.
Ele sorriu para mim e disse:
— Bom... Acho que teremos a casa inteira só para nós até amanhã.
— Não brinca... Sussurrei não acreditando que meus pais liberaram mesmo a casa para nós dois.
Desde quando o Sr. e a Sra. Connor são liberais assim? Gostei disso...
— É sério. Estou com fome. Disse ele.
Eu me levantei enrolada no lençol, dizendo:
— Vou ver o que tem para nós comermos.
Virei para ele e ele me olhava de um jeito que me constrangia muito.
— Para... Pedi.
— O que eu estou fazendo? Disse ele se levantando da cama para pegar suas roupas que estavam espalhadas pelo quarto.
— Me olhando assim, você sabe que eu fico com vergonha, então para! Falei rindo e corada.
— Eu não acredito que consegui te deixar corada — Ele riu — você fica tão linda assim.
— Idiota... Falei pegando uma calcinha na gaveta e a vestindo por baixo do lençol.
— Também te amo. Disse ele rindo.
Peguei um sutiã e vesti, a camisa dele estava esticada em cima do meu criado, então a peguei e vesti.
— Ei! Essa camisa é minha. Exclamou ele terminando de vestir a calça.
— Agora é nossa. Falei fazendo um coque no cabelo.
— Sua ladra de camisas... Disse ele vindo até mim e me abraçando por trás.
— Mas você ama essa ladra... Respondi.
— Mais que tudo nesse mundo! Exclamou ele dando-me vários beijos na nuca.
E eu, é claro, fiquei toda arrepiada e rindo feito idiota. Normal... Ele me virou e começou a me beijar levando o meu corpo ao seu. Ele ficou acariciando meu quadril, conduzindo as mãos ao meu bumbum, eu tirei suas mãos dali parando o beijo e dizendo:
— Se nós continuarmos isso, nós não comeremos hoje.
Ele riu e eu abri a porta para que pudéssemos descer. Fomos até a cozinha, abraçados e ele disse:
— Aprendeu a cozinhar?
— Acho que sim. Respondi saindo dos braços dele, brincando, até porque a Scar me ensinou.
— Ih, acho que eu perdi a fome. Disse ele fazendo cara de nojo.
— Idiota... Se não quiser comer, beleza, mas eu vou fazer questão de saborear a minha gororoba bem na sua cara. Falei o encarando.
— Vamos ver. Disse ele me desafiando.
Eu ri e fui até o armário pegar alguns ingredientes para fazer macarronada com almôndegas. Coloquei a água no fogo para cozinhar o macarrão, cortei todo o tempero, peguei algumas almôndegas que minha mãe comprou prontas, elas estavam no congelador, pedi para que ele fritasse-as para mim e ele topou. Eu fiz o molho do macarrão e da almôndega e ele ficou me observando, eu tentei fingir que não notava, mas era meio que impossível.
— Para... Pedi rindo de nervoso.
— O que foi? Perguntou ele.
— Você fica me olhando assim, eu perco a concentração aqui... Choraminguei.
Ele ficou rindo de mim e disse:
— Eu não estou te olhando, amor, eu estou prestando atenção em tudo o que você está fazendo para aprender, idiota.
— Não me chame de idiota. Falei seriamente.
— Então você pode me chamar assim à vontade, e eu não posso chamar-te assim nenhuma vez?! Disse ele.
— Exactly! Respondi fazendo cara de esnobe.
— Nada disso! Exclamou ele.
— Ih... Falei.
— “Ih...” O quê? Perguntou ele.
— Você que começou com a bobeira. Respondi.
Ele terminou de fritar, apagou o fogo levando a frigideira até a pia e disse:
— Eu não estou fazendo nada, você que está de graça só por eu te chamar de idiota.
— Mas o idiota aqui é você! Exclamei.
— Um cara idiota precisa de uma garota idiota para ser feliz e você é a minha. Disse ele me dando uma piscadela.
Eu comecei a rir ironicamente e ele ficou rindo de mim.
— O que foi agora? Perguntou ele.
— Essa sua tese aí — Continuei a rir, mas dessa vez de verdade — ridícula...
Ele me puxou de leve até a pia, me pôs sentada nela e disse:
— Eu vou te provar que você é minha.
— Você não precisa me provar isso. Falei sorrindo o puxando para mim o beijando com tudo.
Ele puxou o meu corpo para mais perto do seu e ficamos um bom tempo dando belos amasses bem ali. Ah se a dona Rose soubesse disso... Nós só paramos de nos beijarmos quando sentimos cheiro de queimado. Eu o empurrei e dei um salto até o fogão para apagar o fogo do molho que tinha queimado no fundo.
— Queimou tudo? Perguntou ele.
— Não, só o fundo. Respondi colocando a panela na pia.
— Eu disse que você é idiota... Disse ele rindo.
— Não sei por quê... Respondi revirando os olhos.
— Você não apagou o fogo do molho. Disse ele.
— Mas você me puxou. Exclamei.
— Pensasse no molho antes de me atacar. Disse ele querendo me irritar.
— Mas você que começou. Retruquei.
— Está bem, somos um casal de idiotas... Disse ele rindo.
— Não! Eu sou linda, o idiota é você. Falei de bobeira.
— É uma linda idiota... — Provocou-me.
Para resumir, depois disso continuamos com essa conversa enquanto eu passava o molho para outra panela, terminei de fazer o macarrão e a almôndega, jantamos e discutimos como duas crianças pela última almôndega da panela, nós a dividimos, fizemos as pazes e namoramos de novo como dois tarados, até porque depois de uma briguinha que seja a gente sempre tem que se pegar, é a nossa lei.
Fomos dormir um pouco tarde, no meu quarto e bem juntinhos, para não correr o risco de nos pegarem no flagra, eu tranquei a porta do quarto. No dia seguinte, eu acordei e ele já não estava mais na cama, eu me despreguicei estando só de sutiã e calcinha. Eu fui até o banheiro fazer as minhas necessidades matinais, eu tomei um banho, escovei os dentes, fui até o meu quarto pegar uma roupa decente, até porque meus pais podem ter chegado e eu não quero que eles desconfiem de nada.
Eu dei umas olhadas nos quartos, no banheiro, na sala e não vi nenhum sinal dos velhos, isso indica que ainda tenho alguns segundos a mais sozinha com o meu mor. Fui correndo até a cozinha e lá estava o Henry todo enrolado fritando ovos. Eu não me contive e comecei a rir dele. Ele me viu e disse:
— Quem mandou você acordar e ainda vir até aqui?
— Ih, bom dia para você também, grosso... Respondi parando de rir.
— Grosso nada, eu queria levar o café para você na cama, mas você estragou a surpresa. Disse ele virando o ovo.
— Relaxa, é só eu subir de novo e você levar lá. Que tal? — Sugeri.
— Agora não tem mais graça. Disse ele.
— Tem sim. É só você chegar lá e eu fazer assim — Fiz uma cara de surpresa das bem forçadas — Amor, você fez mesmo isso para mim?!
Ele começou a rir de mim e disse:
— Não dá, nem para fingir as coisas você serve. — Ele começou a me provocar de novo.
Eu fiquei boquiaberta, mudei rapidamente de humor e saí pisando duro de perto dele.
— Ei! Espera amor, desculpe-me — ele riu — Eu falei brincando.
— Mas magoou. Falei cabisbaixa.
Ele me abraçou por trás e falou baixinho:
— Magoou é? Me desculpe... Eu prometo que vou tentar não fazer mais.
— Mas é para conseguir, não tentar. Respondi falando algo sem noção, mas falei sem pensar gente, peguem leve comigo.
— Como vou conseguir sem tentar? Perguntou ele me fazendo rir da burrice que acabei de dizer.
— Culpa sua, idiota. Você é que me faz falar uma burrice atrás da outra. Falei ainda rindo.
— Queridos, chegamos! Ouvi a voz da minha mãe.
— Acabou a festa dos ratos, os gatos chegaram. Murmurou ele me fazendo rir ainda mais.
— Do que os pombinhos estão rindo? Perguntou o meu pai se aproximando de nós.
— Nada não, é o seu genro que é um idiota mesmo. Respondi parando de rir.
— Nós voltamos? Perguntou Henry.
— Voltamos? Perguntei.
— Você disse “genro”. Disse a minha mãe.
— Mas a gente não voltou, eu falei por impulso... — Expliquei-me.
O Henry pareceu não gostar muito do que eu disse, mas é a verdade.
— Já tomaram o café? Perguntou o meu pai.
— Não, eu estava fritando os ovos e... — Disse o Henry fazendo cara de espanto e indo correndo até a cozinha ver se os ovos queimaram.
Eu fui atrás dele rindo, mas eu sabia que não tinha queimado nada, pois ele apagou o fogo antes de eu ter saído da cozinha.
— Ufa — Disse ele escorado na pia.
— Eu vi que você tinha apagado o fogo... Idiota. Falei.
— Por que não me falou? Perguntou ele.
— Porque você não perguntou. Falei ainda rindo.
Meus pais ficaram nos olhando na porta da cozinha abraçados e meu pai disse:
— Vocês estão parecendo comigo e Rose quando acabamos de nos casar.
— É verdade, sinal que vocês vão se casar. Disse a minha mãe sorrindo para nós e dando um selinho no meu pai.
— Mãe! Tem criança aqui. Exclamei.
— Quem? Perguntou ela.
Aí eu apontei para o Henry e ele disse:
— Não sei desde quando criança faz criança...
O quê? Eu não acredito que ele falou isso! Não me mate de vergonha, seu idiota! Para que falar isso na frente dos meus pais?!
Eu fiquei mais que constrangida com aquilo e meus pais riram da gente... Espere! Eles não ligaram? Estranho, muito estranho...
— Leve-o para conhecer a cidade, Amber. Disse a minha mãe saindo dali com meu pai.
— Tá, mas eu não quero ir de carro. Respondi.
— Vocês têm bicicletas? Perguntou Henry.
— Temos sim. Respondi.
— Então vamos de bicicleta. Disse ele.
— Gostei da ideia — Sorri — Mas eu não sei se ainda sei andar de bicicleta, faz anos que não ando.
— Ninguém nunca se esquece de como se anda de bicicleta, então relaxa. Disse ele.
— Fechado então. Respondi sorrindo.
Nós tomamos café, nós descansamos um pouco, eu troquei de roupa e coloquei óculos escuros, ele também e eu peguei a bicicleta que estava toda decorada com flores, só podia ser coisa da minha mãe, mas eu nem liguei.
Nós começamos pelos bairros, desde os mais quietos como o meu, até os mais agitados, passamos pelo parque, centro e praça. Ele parecia gostar mesmo da cidade. Eu estava com fome, então paramos para comprar um sorvete. Tudo bem que sorvete não mata fome, mas tapeia. Descemos das bicicletas e fomos até a carrocinha.
— Duas casquinhas, por gentileza. Pediu Henry.
— Você não é americano, é? Perguntou o vendedor de sorvetes.
Eu ri, porque era bem notável isso e ele disse:
— Não, sou britânico.
— Logo vi... Quais sabores? Perguntou-nos.
— Napolitano. Respondi.
— Morango. Disse ele.
O vendedor fez os sorvetes, nos deu, pagamos e fomos até um banco nos sentar para tomarmos.
— Hm... É saboroso. Disse Henry se deliciando com o sorvete dele.
Eu ri dele e falei:
— É mesmo.
— O que foi? Está rindo do quê? Perguntou ele.
— De você, parece criança que nunca viu sorvete antes. Respondi rindo.
— Depois você diz que eu que gosto de provocar. Disse ele rindo.
P.O.V Scott Simpson
Nada melhor do que a hora do almoço, a hora em que você se livra do trabalho para se alimentar, comer é muito bom. Salve ao horário do almoço. Tranquei a loja, pois Megan já havia ido almoçar em casa e fui caminhando até o shopping. No caminho vi algo que não me agradou nem um pouco, a Amber estava se divertindo com outro cara e quem é esse moleque? Toda a minha felicidade e empolgação do horário de almoço foi para o ralo após ver aquela cena, a Amber toda alegrinha rindo com aquele otário, como se estivesse toda apaixonada... Mas será que ela está? Será que ela realmente me superou e o trouxa apaixonado da vez sou eu? Puta merda...
Fale com o autor